quinta-feira, 21 de junho de 2018

PROJECTAR #67


A sexagésima sétima etapa da actividade PROJECTAR, a última antes das férias de Verão, será no concelho de Vila Velha de Ródão, desta vez não na sede do concelho mas na Adega 23 em Sarnadas de Ródão, com mais uma sessão dupla, desta vez dedicada a edifícios industriais dos séculos XIX e XX, a realizar no dia 5 de Julho.
O programa prevê uma visita guiada ao edifício projectado pelo Atelier RUA, conduzida pelo arquitecto Luís Valente, com início pelas 18h00, a que se seguirá a projecção dos documentários, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures e realizados por Stan Neumann, começamos com "A Chocolateria Menier", complexo industrial construído entre 1872 e 1906 em França, projectado pelos arquitectos Jules Saulnier, Jules-Louis Logre e Stephen Sauvestre:

Até 1914, a fábrica Menier, em Noisiel, foi a maior fábrica de chocolate do mundo e sobretudo uma construção pioneira em termos de arquitectura.

Até 1914, a fábrica Menier, em Noisiel, foi a maior fábrica de chocolate do mundo e sobretudo uma construção pioneira em termos de arquitectura. Os seus principais três edifícios, o moinho Saulnier, primeiro edifício de estrutura totalmente metálica, o mercado Eiffel e a Catedral, traduzem do seu modo a idade de ouro dos edifícios industriais.




Segue-se "A Fábrica Van Nelle em Roterdão", dedicado ao edifício industrial concebido por Jan Brickman e Leen Van der Vlugt:

Resultado do cruzamento do Taylorismo e da Bauhaus, a fábrica Van Nelle em Roterdão foi construída entre 1926 e 1931 pelos arquitectos Jan Brickman e Leen Van der Vlugt.

A fábrica construída sob a supervisão de Kees Van der Leuw, o patrão da Van Nelle, é uma gigantesca fábrica onde se tratava até perto dos anos 1980, tabaco, café e chá.
Uma espécie de paquete, coberta de vidro e metal, cujas fachadas, completamente envidraçadas, exibem a estrutura interna e permitem aos operários trabalharem à luz do dia. Todas as circulações se fazem à vista em caixas de escadas e passarelas, sendo a transparência simultâneamente efeito da escrita arquitectónica e instrumento de vigilância. A fábrica constitui a mais importante e a mais bem sucedida realização do movimento moderno em termos de arquitectura industrial.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da Adega 23, em Sarnadas de Ródão, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Adega 23

PROGRAMA:

5 de Julho
Adega 23, Sarnadas de Ródão

18h00 visita guiada à Adega 23
LUÍS VALENTE, Atelier RUA

19h00 exibição dos documentários:
A Chocolateria Menier
SAULNIER, LOGRE e SAUVESTRE

(2007, Stan Neumann, 26')
A Fábrica Van Nelle em Roterdão
JAN BRICKMAN e LEEN VAN DER VLUGT

(2013, Stan Neumann, 26')

quinta-feira, 14 de junho de 2018

PROJECTAR EM VILA VELHA DE RÓDÃO



Será no concelho de Vila Velha de Ródão que vai decorrer a última sessão da actividade PROJECTAR antes da pausa do Verão, no próximo dia 5 de Julho.
Mas ao contrário do que tem sucedido até aqui, esta não será na sede do concelho e sim na Adega 23, em Sarnadas de Ródão, pelo que o início será mais cedo, pelas 18h00, com uma visita ao edifício projectado pelo Atelier RUA a que se seguirá mais uma sessão dupla, desta vez dedicada a edifícios industriais.



Mais informações em breve.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

PROJECTAR #66


A sexagésima sexta etapa da actividade PROJECTAR será em Figueiró dos Vinhos, que acolhe a reedição da 19.ª sessão dupla exibida no Gavião, com dois documentários dedicados a dois emblemáticos edifícios escolares do século XX, e terá lugar no Auditório do Centro Investe, no dia 7 de Junho, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, começamos com "A Bauhaus de Dessau", dedicado à escola projectada por Walter Gropius, num documentário realizado por Frédéric Compain:

Walter Gropius construiu em 1926 a sua "Escola Superior de Criação": a Bauhaus. Este estranho edifício, com paredes de vidro, ângulos rectos e coberturas planas, vai tornar-se num dos mais conhecidos da arquitectura do século XX.

Fundada por Gropius em 1919 em Weimar, a Bauhaus, que significa literalmente a arte de construir, consiste numa escola que pretende reconciliar a arte e o artesanato e assim criar uma nova estética ao serviço da indústria. Em 1925, expulsa de Weimar pela chegada da extrema direita ao poder, a escola encontra refúgio em Dessau, cidade industrial em plena expansão. Gropius recebe carta branca para a construção dos novos edifícios da escola o que lhe dá a oportunidade de pôr em prática as suas teorias sobre arquitectura; o funcionalismo, a rejeição de todo o princípio de simetria, a rejeição das curvas em benefício das linhas rectas, a recusa de qualquer aplicação decorativa, e finalmente a transparência, a das grandes fachadas de vidro, que virá a ser tão reproduzida ao longo do século XX. O edifício procura atingir simultaneamente dois objectivos: servir de "montra" à Bauhaus auxiliando-a a convencer o mundo da indústria, e constituir o lugar, a fundação de uma comunidade ideal de artistas-engenheiros. A chegada ao poder dos nazis vem pôr termo a esta etapa da aventura, mas o edifício conseguirá sobreviver ao terceiro Reich assim como à RDA. A lenda fundadora da arquitectura moderna, continua lá, pouco envelhecida, quase intacta, mas também mais enigmática do que poderíamos crer.




Segue-se "A Escola de Siza", título do documentário realizado por Richard Copans e Stan Neumann dedicado à Faculdade de Arquitectura do Porto, concebida por Álvaro Siza:

Construída por Álvaro Siza, a faculdade de arquitectura do Porto brinca às escondidas com os elementos que a rodeiam. Uma espantosa reflexão sobre o espaço.

Tudo nasce de um cubo vazado, inspirado por um dos mais belos edifícios do antigo Porto: o palácio episcopal, nas margens do Douro. Álvaro Siza não gosta de construir no vazio. Encarregado de projectar a faculdade de arquitectura da cidade portuguesa, ele imagina um edifício diferente dos outros, obrigando os elementos a participar no jogo de oblíquas, enquadrando vistas na paisagem, estendendo, contraindo, quebrando a monotonia dos materiais de origem. O resultado é surpreendente: nenhuma referência, nenhuma entrada principal, envolventes inacabadas e uma torre ausente. Um modelo de originalidade sem floreados, respondendo às regras geométricas provocadoras do mestre. O edifício, terminado e inaugurado em 1996, foi concebido para acolher 500 estudantes.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório do Centro Investe, em Figueiró dos Vinhos, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Figueiró dos Vinhos

PROGRAMA:

7 de Junho, 19h00
Auditório do Centro Investe, Figueiró dos Vinhos
A Bauhaus de Dessau
WALTER GROPIUS

(1999, Frédéric Compain, 27')
A Escola de Siza
ÁLVARO SIZA

(2000, Richard Copans e Stan Neumann, 27')

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PROJECTAR EM FIGUEIRÓ DOS VINHOS



O Centro Investe em Figueiró dos Vinhos acolhe a sexagésima sexta etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, no próximo dia 7 de Junho, pelas 19h00, para uma sessão dupla dedicada aos edifícios de duas Escolas, a Bauhaus de Dessau projectada por Walter Gropius, e a Faculdade de Arquitectura do Porto de Álvaro Siza.



Mais informações em breve.

domingo, 29 de abril de 2018

quinta-feira, 26 de abril de 2018

PROJECTAR #65


A próxima etapa da actividade PROJECTAR será em Alcobaça, cuja 65.ª edição será uma vez mais uma sessão dupla, com dois documentários que nos dão a conhecer dois grandes exemplos da arquitectura religiosa do século XX, em betão, ambas em França, a igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e o convento de la Tourette, de Le Corbusier, e terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal, no dia 10 de Maio, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado à igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e foi realizado por Juliette Garcias em 2010:

A igreja de Notre-Dame du Raincy, a "Santa-Capela do betão".

Nos anos a seguir à Primeira Guerra Mundial, o pároco de Raincy decide construir uma nova igreja. Mas o país está arruinado e os cofres do clero estão vazios. O arquitecto Auguste Perret volta-se para o betão armado para responder ao duplo desafio da urgência e do orçamento, revolucionando assim a linguagem arquitectónica.




O segundo documentário sobre o convento de la Tourette, próximo de Lyon, do arquitecto Le Corbusier, foi realizado por Richard Copans em 2002:

O convento de la Tourette é um dos raros edifícios religiosos concebidos por Le Corbusier. Uma obra de maturidade que impressiona pela sua força, pela sua riqueza e pela sua complexidade.

Construído entre 1953 e 1960 em Eveux, perto de Lyon, o convento de la Tourette é a última grande obra de Le Corbusier em França. O convento tem de abrigar oitenta estudantes, ser ao mesmo tempo local de habitação, local de estudo e local de oração. Em vez de construir o edifício a partir do solo, Le Corbusier baixa-o a partir da linha horizontal da cobertura e vai ao encontro da encosta que ele toca "como pode". Ele constrói sobre um plano clássico um quadrilátero em torno de um pátio fechado. As celas dos monges, que dispõem cada uma de uma varanda, ocupam os dois pisos superiores. As salas de estudo e os espaços de vida comum são amplamente abertos sobre a paisagem. A igreja assume um volume à parte, um bunker de betão de proporções subtis. É o claustro que surpreende, com as suas passagens que formam uma cruz.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alcobaça

PROGRAMA:

10 de Maio, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça
A Igreja de Notre-Dame du Raincy
AUGUSTE PERRET

(2010, Juliette Garcias, 26')
O Convento de La Tourette
LE CORBUSIER

(2002, Richard Copans, 25')

quarta-feira, 25 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #67



COMPLEXO ESCOLAR DO ALVITO
ÓBIDOS, GAEIRAS

Cláudio Sat
Pedro Cancela, Gisela Ferreira, Ricardo Porfírio
Cláudio Sat, Unipessoal, lda
2010

Com uma um área coberta de 6408 m2, este complexo encontra-se localizado num terreno de alto valor paisagístico e ambiental com vista para a barragem do rio Arnóia.
Os corpos assumem as proporções de bandas paralelas dispostas no sentido Este-Oeste, facilitando uma visão da paisagem sem obstáculos, exterior e interior, onde a grande maioria dos espaços oferece uma vista panorâmica do vale do rio.
O controlo de entrada, a Sul, e o controlo do pavilhão, a Norte, definem os extremos desta tipologia, que tem o átrio de acesso como ponto equidistante dentro do conjunto e cujo largo de acesso define um espaço central e aglutinante, não só dentro do edifício, mas também para este sector do concelho de Óbidos.
Na sua envolvente agrupam-se o refeitório, o buffet e a sala polivalente e de música com um palco que pode prolongar-se num palco exterior.
No nível 1 encontramos os restantes espaços, com fácil acesso para o público através da escada do átrio principal. A Norte, a dupla pavilhão e campo de jogos conclui esta sequência e, ao mesmo tempo, relaciona as actividades do complexo com o Estádio das Gaeiras.

site: claudiosat.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
espacodearquitetura.com
mdc.arq.br
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sábado, 21 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #66



CENTRO DE ASSISTÊNCIA E MANUTENÇÃO
PORTO DE MÓS, SÃO JORGE

João Rainha de Castro
Quadrante Arquitectura
2011

O conceito de "envolver num único gesto" incentivou a criação da linguagem arquitectónica para os edifícios principais do Centro de Assistência e Manutenção (CAM). A ideia de ter uma pele branca de leve textura (reboco) que envolve o programa de cada edifício e repousa sobre um pódio sólido (betão envernizado), resulta num gesto conceptual definidor da intervenção. Assim, a "fita" embrulha cada um dos edifícios, criando uma unidade entre eles.
Quando chega a vez dos quatro edifícios técnicos concebidos, é adoptada a mesma linguagem, mantendo-se a fundação de betão sobre a qual pousam as caixas com as suas vestimentas brancas verticais.

site: qd-arch.com

ver mais sobre o projecto:
archello.com
espacodearquitectura.com

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PROJECTAR EM ALCOBAÇA



Alcobaça recebe a próxima etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, com sessão marcada para o dia 10 de Maio, pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com uma sessão dupla dedicada a dois edifícios religiosos do Século XX, a Igreja de Notre-Dame du Rancy projectada por Auguste Perret, e o Convento de la Tourette de Le Corbusier.



Mais informações em breve.

terça-feira, 17 de abril de 2018

ROTEIRO DA ARQUITECTURA MODERNA
LANÇAMENTO DO CATÁLOGO


lançamento do catálogo
ROTEIRO DA ARQUITECTURA MODERNA
TOMAR, 1930 - 1965

Casa dos Cubos, Tomar
26 de Abril, 18h00

Apresentação do catálogo da exposição:
- Paula Torgal, Presidente da Secção Regional Sul da Ordem do Arquitectos
- Município de Tomar
- Instituto Politécnico de Tomar

Mesa Redonda:
Moderador:
- Pedro Costa, Presidente da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos
Oradores:
- Ana Tostões, Presidente do Docomomo Internacional
- Inês Serrano e Anabela Mendes Moreira, Investigadoras do Instituto Politécnico de Tomar
- Inácio Costa Rosa, arquitecto autor de algumas das obras expostas

O “Roteiro da Arquitectura Moderna em Tomar” resulta de um projecto de investigação desenvolvido no Instituto Politécnico de Tomar, numa parceria protocolada com o Município de Tomar, à qual se associou a Ordem dos Arquitectos, Delegação do Centro da Secção Regional Sul.

A exposição continua patente ao público até ao dia 29 de Abril. Mais informações sobre a mesma aqui e aqui.

ARQUITECTURA AO CENTRO #65



ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO RODRIGUES LOBO
LEIRIA, LEIRIA

Inês Lobo
com João Rosário, João Vaz, Gilberto Reis, Júlia Varela, Filipe Soares, Sérgio Silva, Sérgio Pereira, Henrieta Selcová, Vasco Lopes, Job Morais, Pedro Coelho, Rafael Marques e Sónia Ribeiro
Inês Lobo Arquitectos
2011

Toda a operação proposta para este conjunto deriva fundamentalmente de uma primeira operação de projecto que propõe a redefinição do ponto de entrada na escola. A nova entrada na escola passa a ser feita pela frente leste do terreno, entre os dois braços longilíneos que delimitam o terreno a norte e a sul.
Trata-se no fundo de recentrar a escola, não só na sua distribuição programática “horizontal” mas também altimétrica, passando o acesso principal a ser feito através de uma cota intermédia entre os pontos mais altos e mais baixos do conjunto edificado.
Desta operação deriva aquele que será o ponto principal de acção do projecto, que passa sobretudo pelo desenho e qualificação desta faixa central do terreno, delimitada a norte e a sul pelos edifícios existentes, e onde se implantam todo o conjunto de novos espaços a construir –espaços fechados que abrigam o novo programa, mas também uma sequência de espaços abertos diferenciados que recentram a actividade e os fluxos de usuários da escola nesta faixa central.
Este conjunto de espaços centrais desenvolve-se numa sequência de cinco espaços diferentes:
1. Drive-in – espaço urbano, exterior ao novo limite da escola, permite e entrada de carros para chegada de alunos ou cargas;
2. Pátio 1 – Espaço aberto, é o primeiro espaço de entrada no interior da escola, delimitado a norte e a sul pelos edifícios existentes e rematado a poente pelo novo corpo transversal a construir e que passa a funcionar como o novo corpo central da escola.
3. Corpo Central – Espaço fechado, desenvolve-se em três pisos e abriga exclusivamente espaços de utilização colectiva, para uso de toda a comunidade escolar – Átrio na cota de entrada no conjunto, Biblioteca no piso superior e Bar Refeitório no piso inferior.
4. Pátio 2 – Avançando segundo o eixo leste-oeste, a partir da nova entrada na Escola, este é o espaço que se sucede ao Corpo Central. Implanta-se um piso abaixo do Pátio 1, na cota do Bar/Refeitório, e pretende-se que funcione como um prolongamento deste para o exterior. Trata-se de um espaço mais fechado e encaixado no terreno, delimitado por construção em todas as suas frentes, e rematado a poente pelos novos espaços desportivos.
5. Espaços desportivos – Conjunto de novas construções a implantar no limite oeste do terreno, implantam-se na cota baixa do terreno, encaixado entre plataformas, solução que permite que um volume de construção significativo como este se implante de forma discreta no conjunto.
Deste modo todos os espaços de uso colectivo fundamentais, assim como os espaços desportivos, são construídos ao longo desta faixa central, ficando os edifícios existentes destinados fundamentalmente aos espaços de ensino, além de outras peças do novo programa global para a escola. O edifício a sul compreende os espaços para o ensino das artes no seu piso inferior, à cota do Pátio 2. Nos pisos superior, as salas a leste abrigam os laboratórios em dois pisos, ficando as salas a oeste dedicadas aos espaços para docentes, órgãos de gestão e secretariado.
Os três volumes verticais, a construir anexados à construção existente e que resolvem os acessos verticais entre pisos, compreendem ainda as Instalações Sanitárias que servem cada piso, assim como áreas técnicas para comunicação vertical de infraestruturas, e um elevador, que resolve de forma aceitável a questão da mobilidade reduzida no edifício.

site: ilobo.pt

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #64



PARQUE TEJO - PARQUE DE CAMPISMO
ABRANTES, ROSSIO AO SUL DO TEJO

Francisco Freitas, Luís Valente, Paulo Borralho, Rui Didier e Ana Tomé
Atelier RUA
2015

Junto ao rio Tejo e diante da cidade de Abrantes, o lote estabelece de forma natural uma fronteira entre o casario intrincado e o rio.
A proposta apresenta uma implantação que pretende tirar partido da morfologia dessa fronteira e adaptar uma estrutura uniformizadora, contínua e capaz de agregar todo o programa funcional à zona limítrofe, por forma a envolver todas as implantações pré-existentes no lado norte do lote e criar uma frente contínua, orgânica e suave. A estrutura aberta e de carácter permeável, visa proporcionar uma relação directa e constante com as zonas verdes em todas as áreas do programa (circulações, instalações sanitárias, zonas de lavagem), à excepção de duas áreas edificadas (recepção/sala de convívio e cafetaria).
Toda a estrutura é percorrível em contínuo ao longo de uma galeria comunicante com o exterior que permite o acesso a todos os elementos do programa. Esta galeria é assinalada através de um alçado composto por um elemento ripado, criador de uma barreira física que é interrompida por vãos pontuais de acesso à zona de acampamento.

site: atelierrua.com

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segunda-feira, 9 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #63



CASA HILL CORK
LEIRIA, BOA VISTA

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Frederico Louçano, Hugo Rainho, Margarida Carrilho, Emanuela Quinta
Contaminar Arquitectos
2013

Habitação unifamiliar realizada por Contaminar Arquitectos. A sua área é ampla e desenvolve-se num só piso, mas o seu impacto atenua-se.
No acesso, a Este, quase não se percebe a existência da Casa: um jogo alternado de rampas leva à discreta entrada ou à cobertura ajardinada, que se dilui na paisagem. Nas rampas, a pedra e a gravilha marcam os revestimentos de paredes e pavimento, fazendo com que esta parte da casa seja mais opaca e fechada, recolhendo-se face à estrada de acesso e às casas vizinhas.
No alçado oposto, a Oeste, a sua geometria é mais clara e o desenho mais evidente. Uma sequência de volumetrias de cheios e vazios, permite a organização interior de espaços encerrados de carácter privado (instalações sanitárias, closet e armários/ roupeiros) com os quartos que se abrem, um pouco recuados, sobre o exterior. Um volume central destaca-se no alçado como um eixo que divide a zona social da zona mais reservada da casa.
Contém uma piscina no seu interior, em betão à vista, e mantém uma estreita relação com a paisagem: as formas e a luz do exterior vêm reflectir-se na água deste rectângulo, como num espelho.
Com uma imagem muito forte, uma pele de cortiça reveste todo o exterior Sul e Oeste da casa, como se o volume estivesse “contaminado” pela envolvente natural. Para além do efectivo isolamento térmico que proporciona à estrutura de betão, as propriedades sensoriais deste material único tornam o objecto arquitectónico agradável ao tacto, pela suavidade da sua textura suave – a Casa passa a fazer parte da natureza. O seu tom castanho contrasta com o verde da relva e harmoniza-se com as árvores da envolvente.

site: contaminar.pt

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domingo, 1 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #61



CASA EM POUSOS
LEIRIA, POUSOS

Ricardo Bak Gordon
Francesca Petrin, João Bagão, Nuno Costa
Bak Gordon Arquitectos
2008

Leiria é uma cidade cujo crescimento exponencial se deu nos anos que se seguiram à revolução democrática portuguesa. Sem planeamento urbanístico estratégico, esta cidade desenvolveu-se de forma incaracterística, sem valorizar o seu património histórico e paisagístico.
Alguns bairros habitacionais de moradias nasceram nas imediações da cidade, fruto de uma série de operações de loteamento. O lugar onde se insere esta casa é um lote num destes loteamentos com amplas vistas sobre a cidade e as paisagens distantes.
O programa funcional desenvolvido pela família apontava para uma construção com cerca de 400,00m2. A estratégia do projecto assenta por um lado na desconstrução do programa numa série de volumes construídos, libertando espaços vazios entre si, que se transformam em lugares de estadia, espécie de miradouros sobre a paisagem. Por outro lado, na definição de uma plataforma de implantação a meia cota, onde se permite artificializar toda a construção, contrastando espaços de jardim, a nascente e poente da casa. Esta implantação leva a casa a proteger-se da vizinhança próxima e a tirar partido de relações de maior intimidade (entre os seus próprios espaços) ou com uma perspectiva distante de grande amplitude.
Os espaços interiores conectam-se inteiramente ao nível do piso 0, através de uma circulação linear, comparável a uma espinal medula que agrega toda a funcionalidade da casa.

site: bakgordon.com

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quarta-feira, 28 de março de 2018

PROJECTAR #64


A sexagésima quarta sessão da actividade PROJECTAR será dedicada à premiada arquitecta anglo-iraquiana Zaha Hadid, e terá lugar no auditório do Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, no próximo dia 12 de Abril, pelas 19h00.



O documentário intitulado "Zaha Hadid... Who Dares Wins", datado de 2013, foi anteriormente exibido na 41.ª sessão PROJECTAR, em Idanha-a-Nova.
O perfil traçado por Alan Yentob da falecida Zaha Hadid, originalmente exibido em 2013, três anos antes da sua recente morte. Nascida em Bagdad em 1950 e instalada em Londres, Hadid foi talvez a mais bem sucedida mulher arquitecta de sempre. Ela foi uma da mão-cheia de arquitectos superestrelas globais que alteraram o modo como as pessoas pensam o mundo através dos seus edifícios. No entanto, nem sempre foi o caso - Hadid teve a reputação de não ser construível, uma 'arquitecta do papel' cujos projectos começaram como coloridas pinturas de formas que desfiavam a gravidade a explodirem no vazio. Como fez esta extraordinária e pioneira mulher - umas vezes sedutora, teimosa, visionária e no entanto exigente - para conseguir construir o impossível? Este documentário visita os seus edifícios espalhados pelo mundo, da Áustria ao Azerbeijão, para descobrir.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório do Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município do Sardoal

PROGRAMA:

12 de Abril, 19h00
Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal
ZAHA HADID
Quem ousa vence
(2013, Roger Parsons, 75')

ARQUITECTURA AO CENTRO #60



REABILITAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO MUSEU DE JOSÉ MALHOA
CALDAS DA RAINHA, CALDAS DA RAINHA

João Santa-Rita
Santa-Rita Arquitectos
2009







site: santarita-associados.pt

ver mais sobre o projecto:
publico.pt
ultimasreportagens.com

terça-feira, 27 de março de 2018

CADERNOS DE VIAGEM DE ABRANTES

Desenho, Literatura, Fotografia, Vídeo, Jornalismo, Multimédia 3.ª Jornada


À semelhança dos “Carnets de Voyage” de Clermont-Ferrant, os Cadernos de Viagem de Abrantes são um espaço de encontro e de fusão do desenho com a escrita de viagens e outras artes como a fotografia e o vídeo.
Abrantes, cidade mais central de Portugal, lugar ideal de partida e de chegada, ou destino a descobrir em si mesma, será este ano palco de exposições de desenhos e cadernos de viagem, sendo uma coletiva, de artistas portugueses, e uma individual do espanhol José María Sánchez.
Paralelamente haverá um programa de workshops, lançamentos, feira do livro de viagens e residência artística com o desenhador José María Sánchez e o escritor Bruno Vieira Amaral.

ENCONTRO DE CADERNOS DE VIAGENS

No dia 7 de abril, entre as 10h e as 15.30h, com os participantes na exposição colectiva e na residência artística, mas aberto a todos os que quiserem viajar por Abrantes, desenhando, escrevendo sobre ela, fotografando, filmando, vivendo-a como mais lhes agradar.
No regresso à biblioteca (15.30h) será feita a partilha dos trabalhos desenhados.

MASTERCLASS com José María Sanchéz e apresentação do livro Abrantes: o caderno de Pedro Cabral (imagens) e Raquel Ochoa (textos), pelas 16h do dia 7 de abril, com a presença dos autores e aberta ao público em geral.

Entretanto, continuam a decorrer desde 7 de março até 27 de abril as restantes actividades desta iniciativa do Município de Abrantes, Biblioteca Municipal António Botto, com a colaboração da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitetos - Secção Regional do Sul
Comissário: Eduardo Salavisa

EXPOSIÇÃO:
COM UM CADERNO NO BOLSO, de José María Sánchez
De 7 de março a 27 de abril // Biblioteca Municipal António Botto

OFICINAS:
Com um caderno no bolso: a viagem, o caderno, o esboço.
11 de abril de 2018 // 10:30
Escola Secundária Dr. Solano de Abreu
Por José María Sánchez
Desenho e escrita de viagem: as estórias que os desenhos não contam
13 de abril de 2018 // 18:00
Por Nelson Paciência
Ao vivo e a cores: desenho como terapia
21 de abril de 2018 //10:00
Por Teresa Ruivo

FEIRA DO LIVRO DE VIAGENS
De 9 de março a 27 de abril // Biblioteca Municipal António Botto
Em parceria com a livraria Ao Pé das Letras.

Programa completo:



Mais informações e inscrições em:
bmab.cm-abrantes.pt/.../162-cadernos-de-viagem-de-abrantes

sábado, 24 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #59



CASAS HBTS
ALCOBAÇA, SÃO MARTINHO DO PORTO

Alexandre Silva Fernandes
ASFgA
2012

Como todos os conceitos de aproximação ao projecto este parte também de uma atitude abstracta.
Neste caso o ponto de partida foi o de definir como área de implantação do projecto aprovado o limite dentro do qual se poderia delinear uma nova solução.
Desde o primeiro momento que a cota de soleira do projecto aprovado - 98,34m - se associou ao polígono de implantação, criando um plano horizontal virtual a partir do qual viriam a ser criados os volumes contentores da casa.
Assim ficou garantido que durante todo o processo de concepção nunca seria ultrapassada nem a área de implantação nem a cota de soleira.
Isto permite-nos afirmar que a solução desenvolvida a partir deste conceito manter-se-á sempre dentro dos parâmetros que tendo sido durante os processos anteriores alvo de dificuldades e tendo chegado a um ponto estável de acordo entre as entidades exteriores e a CMA devem permanecer intocáveis.

site: asfga.weebly.com

ver mais sobre o projecto:
archello.com
asfga.weebly.com
issuu.com/alexsfernandes

sexta-feira, 23 de março de 2018

PROJECTAR NO SARDOAL



Sardoal é o próximo destino da itinerância da actividade PROJECTAR, com sessão marcada para o dia 12 de Abril, pelas 19h00, no Centro Cultural Gil Vicente, com a repetição do documentário dedicado à arquitecta de origem iraquiana Zaha Hadid, que foi exibido anteriormente na 41.ª sessão, em Idanha-a-Nova.



Mais informações em breve.

terça-feira, 20 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #58



MUSEU MOINHO DE PAPEL
LEIRIA, LEIRIA

Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira
2009

O Moinho do Papel situa-se na antiga Rua da Fábrica, actual Rua Roberto Ivens, na margem esquerda do Rio Lis, próximo do núcleo urbano da cidade, que data do séc. XIII.
É um espaço museológico, ligado à aprendizagem de artes e ofícios tradicionais relacionados com o papel e o cereal e resulta de um projecto de recuperação e reabilitação levado a cabo por uma equipa multidisciplinar (desde o reconhecido Arquitecto Álvaro Siza Vieira aos técnicos do Município), com o objectivo de preservar a memória de artes e ofícios tradicionais inerentes a este património sociocultural, nomeadamente a moagem do cereal (milho, trigo e centeio), o fabrico do azeite e a produção do papel.

A intervenção efectuada caracteriza-se pela recuperação do antigo edifício do moinho, a construção de um novo corpo a partir de uma anexo existente e na requalificação dos espaços exteriores. Foi ainda recuperado o equipamento hidráulico e tecnológico de funcionamento do moinho.
A entrada faz-se por um pátio à volta do qual se organizam os edifícios. Os pequenos volumes de cor branca e cobertura em telha integram-se harmoniosamente na envolvente.
Num primeiro volume funciona a recepção e uma sala de exposição/multimédia. O corpo do antigo moinho alberga a Sala do Cereal, a Cozinha e a Sala do Papel. É-nos mostrado como se faz o papel a partir de trapos.

site: sizavieira.pt

ver mais sobre o projecto:
arquiteturaportuguesa.pt
cm-leiria.pt
divisare.com
guiasdearquitectura.com
ultimasreportagens.com

HÁ DEZ ANOS - LUGARES DE CULTO EM TOMAR

Depois da sua apresentação em Abrantes, Tomar recebeu a 20 de Março de 2008, na Casa dos Cubos, a primeira itinerância da exposição de fotografias de arquitectura de Rui Morais de Sousa, enquanto Lugares de Culto ou Culto dos Lugares, composta por dezasseis ampliações em grande formato de fotografias de obras de Álvaro Siza, Carrilho da Graça, Manuel Taínha, Fernando Távora, Gonçalo Byrne, Raul Lino, Eduardo Souto Moura e Vittorio Gregotti e Manuel Salgado.

(Clique na imagem para ver mais)

À inauguração seguiu-se uma conferência com o autor das fotografias da exposição, Rui Morais de Sousa, com o arquitecto Bernardino Ramalhete (recentemente falecido) na sua vertente de fotógrafo amador, e com Paulo Sousa, fotógrafo do Sardoal que colabora regularmente na publicação PapelParede, a quem foi lançado o repto para uma reflexão em torno do registo fotográfico de Arquitectura, as questões técnicas e as questões artísticas, com moderação do arquitecto Rui Serrano, presidente do Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos.

A exposição esteve patente ao público de 20 de Março a 13 de Abril, da qual podem ser vistos alguns aspectos nas fotos seguintes e cujo catálogo pode ser consultado aqui.