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segunda-feira, 11 de março de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #120



DATA CENTER PORTUGAL TELECOM
COVILHÃ, COVILHÃ

João Luís Carrilho da Graça
com Francisco Freire, Pedro Ricciardi, Nuno Pinho, Filipe Homem, Luís Cordeiro e Isac Coimbra
e Simão Botelho e Filipe Garcia (arquitectos estagiários)
Carrilho da Graça Arquitectos
2013

O Data Center pt na Covilhã inscreve-se nos terrenos do desactivado Aeródromo da Covilhã, ocupando uma ligeira elevação face à cidade.
O projecto incide sobre cinco edifícios: quatro blocos técnicos (apenas um foi construído na 1.a fase), albergando instalações de armazenagem e processamento de dados, e um edifício de suporte, destinado a áreas de escritórios, armazenagem e estacionamento.
Os blocos técnicos, genericamente edifícios-máquina com uma ocupação humana permanente quase inexistente, com quatro níveis acima do solo, envoltos em grelhas metálicas que garantem a permeabilidade ao ar necessária ao sistema de ventilação e climatização, são volumes prismáticos puros de planta quadrada, com 55 m de largura e 34 m de altura, rodeados por um plano de água – visíveis acima deste numa altura sensivelmente equivalente a metade da sua largura –, e perfazem quatro cubos virtuais, em aparente levitação.
A Noroeste, confrontando a cidade da Covilhã e a serra, o corpo segmentado, com 355 m de comprimento e 20 m de largura, do edifício de suporte estabelece o limite do plano de água, como se de uma represa se tratasse, albergando no piso superior os espaços de trabalho e, sob o plano de água, os espaços de apoio e a ligação aos blocos técnicos. O edifício de apoio obteve certificação leed Platina e o bloco técnico leed Gold, baseada nos aspectos de sustentabilidade do projecto como sejam o free cooling do bloco técnico, o parque fotovoltaico e o uso do plano de água para trocas de calor.

site: jlcg.pt

ver mais sobre o projecto:
afasiaarchzine.com
bmiaa.com
habitarportugal.org
om-light.com
ultimasreportagens.com



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PROJECTAR #73


Os primeiros anos das obras dos arquitectos Eduardo Souto de Moura e João Luís Carrilho da Graça, ainda antes de ambos terem sido distinguidos com o Prémio Pessoa (em 1998 e 2008, respectivamente), voltam a estar em foco na septuagésima terceira sessão da actividade PROJECTAR que terá lugar no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos no próximo dia 21 de Fevereiro, pelas 19h00.



Ambos da série Magazine de Arquitectura e Decoração com autoria de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias e realizados por Edgar Feldman em 1993, o primeiro documentário a exibir será dedicado ao arquitecto Eduardo Souto de Moura:
Programa sobre o arquitecto Eduardo Souto de Moura, entrevistado no seu atelier pelo arquitecto Manuel Graça Dias. Resumo biográfico e percurso profissional, sendo destacadas as suas obras mais importantes, nomeadamente a Casa das Artes no Porto.



João Luís Carrilho da Graça será o arquitecto em foco no segundo documentário:
Programa dedicado à obra do arquitecto Carrilho da Graça, com breve biografia focando a sua carreira académica e profissional. Depoimento do próprio sobre as suas obras mais importantes, no domínio da intervenção urbana mas também na recuperação do património.



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Arruda dos Vinhos

PROGRAMA:

21 de Fevereiro, 19h00
Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos
SOUTO DE MOURA
(1993, Edgar Feldman, 25')
João Luis CARRILHO DA GRAÇA
(1993, Edgar Feldman, 24')

sábado, 9 de fevereiro de 2019

PROJECTAR EM ARRUDA DOS VINHOS


Arruda dos Vinhos vai acolher a próxima sessão da actividade PROJECTAR, no próximo dia 21 de Fevereiro, com a reposição da sessão realizada em Oleiros dedicada aos arquitectos Eduardo Souto de Moura e João Luís Carrilho da Graça, com início pelas 19h00 no Auditório Municipal.



Mais informações em breve.

domingo, 19 de agosto de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #79



14 MORADIAS, LOTES 189 A 202
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

João Luís Carrilho da Graça
Carrilho da Graça Arquitectos
2011

Uma ocupação ao longo da periferia dos lotes forma um grande pátio central para cada moradia. Um grande espaço exterior de lazer em volta do qual se organizam os outros espaços da casa. Funciona como o coração da casa, assegurando a sua privacidade. O polígono formado por cada moradia está sequencialmente ligado aos polígonos das outras casas. Cada moradia é o limite da seguinte.

site: jlcg.pt

ver mais sobre o projecto:
bomsucesso.com.pt
ultimasreportagens.com


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

HÁ DEZ ANOS - FOTOGRAFIA DE RUI MORAIS DE SOUSA

No dia 19 de Outubro de 2007, ainda no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arquitectura, foi inaugurada a exposição de fotografias LUGARES DE CULTO Fotografia de Rui Morais de Sousa, produzida pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, com o patrocínio de Foto Diogo, Mação.

(Clique na imagem para ver mais)

Trata-se de uma exposição de fotografias de arquitectura, enquanto Lugares de Culto ou Culto dos Lugares, composta por dezasseis ampliações em grande formato de fotografias de obras de Álvaro Siza, Carrilho da Graça, Manuel Taínha, Fernando Távora, Gonçalo Byrne, Raul Lino e Eduardo Souto Moura.

Fotografias de Rui Morais de Sousa

Pretendia-se promover a itinerância desta exposição a outros locais e às sedes das Delegações e Núcleos da Ordem dos Arquitectos, tendo a mais recente e completa mostra ocorrido em Mação, em Fevereiro de 2016. Foi editado um catálogo que pode ser folheado aqui:



Rui Morais de Sousa nasceu em Silva Porto, Angola, em 1955. Iniciou a sua actividade como fotógrafo profissional no Instituto de História de Arte (Kunsthistorishes Institut) da Universidade de Heidelberg, Alemanha. Regressado a Portugal em 1990, paralelamente à actividade de estúdio e publicidade, opta por se especializar na área da fotografia de arquitectura. Trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro em inúmeros livros e revistas da especialidade. Álvaro Siza e Mies van der Rohe são alguns dos nomes cuja obra se encontra extensamente documentada. Sócio-fundador da White & Blue em Novembro de 2000.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #12



PONTE PEDONAL SOBRE A RIBEIRA DA CARPINTEIRA
COVILHÃ, COVILHÃ

João Luís Carrilho da Graça e AFAConsult, Lda. (António Adão da Fonseca e Carlos Quinaz, Engenheiros)
Pedro Abreu Pereira, João Rosado Baptista, Porfirio Pontes, Yutaka Shiki
Carrilho da Graça Arquitectos
2009

Da delicadeza

[Section XVI] On Delicacy - ”An air of robustness and strength is very prejudicial to beauty. An appearance of delicacy, and even of fragility, is almost essential to it.” Edmund Burke, Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful, 1757

O núcleo da cidade da Covilhã, no interior de Portugal, ocupa um promontório no sopé do extremo Sul da Serra da Estrela, dominando visualmente uma vasta e fértil paisagem de relativa planura — a Cova da Beira — que da Estrela se estende às serras da Gardunha e da Malcata. A particular topografia do território em que a cidade se inscreve não só determinou a forma e as estratégias do seu desenho urbano como, até há um passado relativamente recente, proporcionou os meios técnicos e económicos para o seu desenvolvimento. Com efeito, os cursos de água dos vales da Carpinteira e da Goldra (ou Degoldra), que respectivamente delimitam o promontório da cidade a Norte e a Sul, forneceram a força motriz para a industrialização da tradicional actividade de transformação de lanifícios, reconhecida desde pelo menos o século XVI e alimentada pela pastorícia dos rebanhos ovinos (e marginalmente caprinos) criados na Serra, mas também pela dos que demandavam os seus pastos de Verão.
Este fenómeno transumante abarcava um território que se estendia das terras do Douro, a Norte, ao Alentejo, a Sul, e se alargava a Leste até Castela, fazendo equivaler ao domínio visual sobre a paisagem imediata um domínio territorial mais vasto, significativamente resultante do movimento através dessa mesma extensão territorial. Reflectido na cidade, este período de desenvolvimento originou a sua expansão não só em direcção aos vales, com a ocupação industrial do talvegue, mas mais tarde também na direcção do festo Norte da Carpinteira, oposto ao da cidade, onde nas décadas de 30 e 40 do século XX se construiu o bairro operário dos Penedos Altos para alojar a mão-de-obra da então denominada “cidade-fábrica”. A expansão da cidade para lá dos vales veio acentuar a percepção da sua topografia, e o posterior declínio da indústria alimentada pelos cursos de água, com o consequente abandono do seu lugar e das suas infra-estruturas, voltou a remeter, com um efeito paroxístico, os vales da Goldra e da Carpinteira à condição de acidentes orográficos à volta dos quais a cidade entretanto crescera. Acidentes que agora se vê obrigada a contornar nos seus movimentos internos, que os deixaram de incluir, e que percepciona apenas como negativo, como “espaços entre”.
O projecto e construção (2003 – 2009) de uma ponte pedonal e ciclável sobre o vale da Carpinteira da autoria de João Luís Carrilho da Graça, com AFAconsult, no quadro de um pleonástico plano para “aplanar” a experiência do movimento na cidade através de ligações em altura (mecânicas) e de nível (pedonais/cicláveis) entre o centro e as áreas periféricas, veio inscrever nesta paisagem uma linha que determina e possibilita um novo movimento de atravessamento do vale. Por sobre as encostas graníticas abruptas da ribeira, onde persistem as fachadas vazadas das fábricas de lanifícios e os muros de granito de suporte das râmolas de Sol (estruturas para a secagem das lãs), a ponte desenha-se, curva e contracurva, entre a cota determinada pela plataforma da piscina municipal dos Penedos Altos e, 220 metros depois, a mesma cota na encosta oposta, 52 metros acima do curso de água.
A não perpendicularidade entre a linha imaginária que liga os pontos de amarração e a linha de eixo do vale proporcionou a oportunidade para o traçado do tabuleiro instalar, mais do que uma ruptura, um deslize do paradigma Euclidiano: na presença de obstáculos, a distância mais curta entre dois pontos pode passar a ser, segundo Galileu (ou, pelo menos, segundo a personagem Galileu na peça homónima de Brecht), uma linha curva. Uma linha curva em três tramos, que no seu troço médio se organiza normal às encostas e perpendicular ao eixo do vale e que, inflectindo em cada extremo, orienta os troços terminais em direcção aos pontos de amarração pré-determinados, desenhando uma serpentina, reminescente da linha da beleza de William Hogarth (The Analysis of Beauty. Written with a view of fixing the fluctuating Ideas of Taste, 1753), uma possível referência. Referência não despicienda até porque, com efeito, a secção XVI, sobre a delicadeza como atributo da beleza, de A Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful (1757) de Edmund Burke, citada acima, parece metaforizar com precisão como arquitectónica e estruturalmente a ponte se materializa e suporta: duas vigas paralelas de e revestidas a aço com 1,75 metros de altura delimitam os 4,40 metros de largura do tabuleiro estabelecendo a sua secção, apoiando-se em quatro pilares, os dois centrais igualmente revestidos em aço e com as mesma dimensões exteriores do tabuleiro, cravados junto ao leito da ribeira, e os dois restantes, circulares, menores porque cravados já nas encostas, em betão parcialmente revestidos por blocos de granito, formal e materialmente desvinculados da estrutura metálica — paradoxalmente presentes e simultaneamente quase invisíveis na leitura do vão. Uma aparência de delicadeza, de fragilidade até, que resulta essencial à sua beleza e singularidade.
No seu atravessamento, a armadura metálica exterior, espécie de exoesqueleto protector, cede a um interior — pavimento e guarda corpos — em madeira de azobé, amável e táctil, proporcionando uma experiência háptica simultânea à experiência visual complexificada pelo singular desenvolvimento do tabuleiro que, sequencialmente, remete o olhar para o maciço da serra, a crescente proximidade da encosta e a paisagem da planície que se abre no fim do vale, paisagem esta exposta ao olhar numa perspectiva até aí impossível. À noite, entre a escuridão do maciço da Serra e as luzes próximas das encostas e longínquas da paisagem agora sem horizonte, o guarda corpos emana a luz que permite o percurso sobre o tabuleiro, concentrando o olhar no seu interior.
Branca nos paramentos exteriores e negra nos intradorsos, a ponte da Carpinteira desenha um pórtico, quase abstracto, e à distância quase materialmente indefinível — espécie de impossibilidade ou miragem —, sobre a ribeira e sobre a paisagem, instalando um novo quadro de relações físicas e visuais, proporcionando, assim, um re-mapeamento do território. Re-mapeamento porque é, de facto, na experiência do movimento, ou melhor, na forma como proporciona a percepção da experiência do movimento na paisagem, e a percepção da própria paisagem, que a ponte revela o reconhecimento da especificidade deste território. Porque nos incita não apenas a atravessá-la, por necessidade (ou por desejo), onde antes o não poderíamos fazer, mas nos incita também a percorrer fisicamente, depois de o fazermos com o olhar, a paisagem que nos revela. Porque consegue fazer coexistir, em si mesma e na paisagem, dois espaços-tempo: o espaço Euclidiano, métrico e hierarquizado, definido por um plano de mobilidade, medido em distâncias e tempos de percurso, eminentemente funcional; e um espaço centrado na experiência do corpo como receptor dos estímulos háptico e visual, percorrido intensamente, a uma velocidade que é relativa (simultaneamente muito rápida ou bastante lenta, conforme a experiência desejada ou necessária ao corpo em movimento), eminentemente sensorial.

site: jlcg.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archdaily.com.br (prémio AIT)
archello.com
archilovers.com
architizer.com
divisare.com
habitarportugal.org
leonardofinotti.com
metalocus.es
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

Ponte Pedonal . João Luís Carrilho da Graça from Vitor Gabriel on Vimeo.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

CARRILHO DA GRAÇA - LISBOA


exposição
CARRILHO DA GRAÇA
LISBOA

Salas do Noviciado, Convento de Cristo, Tomar
7 de Julho a 15 de Setembro

Dando continuidade à parceria entre esta Delegação da Ordem dos Arquitectos com o Convento de Cristo e com o Centro Cultural de Belém - Garagem Sul, a exposição CARRILHO DA GRAÇA - LISBOA que esteve patente ao público no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de 22 de Setembro a 14 de Fevereiro de 2015, vai estar patente ao público nas Salas do Noviciado do Convento de Cristo, em Tomar, de 7 de Julho a 15 de Setembro, contando-se com a presença do arquitecto João Luís Carrilho da Graça na inauguração, dia 7, pelas 18h00, e que proferirá uma conferência pelas 19h00.



Apesar de um certo carácter antológico, o objeto principal da exposição é a cidade de Lisboa. Lisboa construída sobre o território ao longo da História, sobre uma topografia quase barroca, banhada pela luz do sol refletida na superfície do Tejo. A cidade, construção artificial do homem, até à contemporaneidade.

«A possibilidade de criar relações significativas com o território, entendido em sentido lato, tem sido talvez a principal referência objectiva que os meus projectos procuram construir. Refiro território com o sentido de suporte, de invariância que acolhe a nossa presença e que já está por ela marcada. Num determinado ponto o território tem uma certa constituição geológica, forma topográfica, animais e plantas sob o céu, sol, frio ou chuva. Vivemos sobre a terra e construímos com tudo o que está disponível. Podemos construir o que quisermos, mas não podemos deixar de construir com sentido.»
João Luís Carrilho da Graça, in “A arquitectura é perigosa”, 1994


Curadoria
Marta Sequeira e Susana Rato

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 - APRESENTAÇÃO DE PROJECTOS


Exposição
HABITAR PORTUGAL 12-14
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
11 de Fevereiro a 12 de Março
3ª Feira a Domingo das 10:00 às 13:00 - 14:00 às 18:00
Entrada livre

Apresentações // Conferências
Obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
22 de Fevereiro, 14h30

O Habitar Portugal 2012-2014 tem procurado para cada exposição destacar obras específicas. Em Castelo Branco a opção foi confrontar duas obras na sua proxmidade geográfica com outras duas construidas por arquitectos portugueses fora de Portugal. O programa paralelo inclui uma sessão de apresentações das obras destacadas pelos seus autores a que se seguirá uma conversa.
O tema deste HP, "está a arquitectura sob resgate?" será o mote e o enquadramento para as discussões que permitirão cruzar o olhar dos autores reunidos em cada sessão.

As apresentações serão seguidas de uma conversa moderada por um dos comissários.

Oradores
João Luís Carrilho da Graça > Data Center Portugal Telecom, Covilhã
João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano > Torre da Palma Wine Hotel, Monforte
Paulo Moreira + PARQ arquitectos > Escola de Kapalanga, Luanda, Angola
Promontório Arquitectos > Lubango Centre, Lubango, Angola

Moderação
Comissariado
HP12–14

Mais informações em www.habitarportugal.org

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 EM CASTELO BRANCO

Prosseguindo a itinerância planeada, após a etapa de Lisboa, a exposição HP 12-14 inaugura na tarde de sábado 11 de Fevereiro (prolongando-se até Domingo, 12 de Março) no Museu Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, incluindo o Programa Paralelo de Debates e Apresentações de obras

Em Castelo Branco as obras em destaque são:
Data Center Portugal Telecom, Carrilho da Graça arquitectos - JLCG;
Torre da Palma Wine Hotel, João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano;
Escola de Kapalanga, Luanda, Angola, Paulo Moreira + PARQ arquitectos;
Lubango Centre, Lubango, Angola, Promontório Arquitectos

Está a arquitectura sob resgate?

A selecção de obras de arquitectura reunidas nesta edição Habitar Portugal faz-se perante uma pergunta: está a arquitectura sob resgate? O resultado pretende ser, mais do que uma conclusão, uma reflexão em aberto. As oitenta obras que aqui se apresentam são cada uma delas propostas para a construção da percepção de um momento significativo para a arquitectura portuguesa. O tema proposto deve ser lido como um enquadramento e os critérios para a sua reunião, previamente comunicados, são um seu suporte. O período a que esta edição corresponde, 2012-2014, é coincidente com o programa de resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito. Quis-se, por isso, analisar e compreender o impacto que inevitavelmente este facto teve na prática dos arquitectos portugueses. A observação destas obras não torna evidente uma preocupação específica com os programas ou as actuações que, de uma forma ou de outra, incorporaram a actual situação social, política e económica como um seu motivo. Procura, antes, perceber qual o impacto desse estado que ainda não sabemos quanto de transitório terá, de que formas se manifesta e que consequências deixa. A arquitectura é uma prática social e, por isso, dependente e condicionada pelos meios através dos quais as sociedades projectam em forma, objecto e espaço, o momento por que passam. Ao mesmo tempo tem um autor ou autores, o que significa que cada arquitecto é um filtro que reorganiza ideias várias e de proveniências distintas e as materializa numa obra. A arquitectura é ainda uma prática autoral por muito que queira participar de fenómenos alargados ao espaço social onde se move. As obras que aqui se apresentam são disso testemunho, a variedade de opções, práticas e posicionamentos é evidente mesmo quando as queiramos olhar desde um enquadramento determinado.

A exposição que aqui se apresenta, que a Câmara Municipal de Castelo Branco e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior decidiram acolher, faz parte de um conjunto de mostras que percorrerá o país, procurando nas suas diversas manifestações compreender, discutir e reportar o estado e a condição da arquitectura portuguesa que hoje vivemos considerando o acervo que Habitar Portugal já constitui. Para esse efeito, cada exposição é única quer no seu layout, quer na parede que reúne os elementos de um processo de trabalho e de reflexão do comissariado que se estenderá ao longo da totalidade do processo de itinerância contribuindo com conteúdos originais para cada uma. No MFTPJ, e procurando entender o contexto em que cada mostra HP 12-14 se faz, o destaque é dado a duas obras geograficamente próximas em confronto com outras duas construídas fora de Portugal por arquitectos portugueses. O tema proposto para o debate no programa paralelo, “Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação”, procura debruçar-se sobre alguns aspectos da prática da arquitectura fora dos grandes centros urbanos que se entende serem oportunos neste contexto convocando à discussão áreas distintas de conhecimento. Esta possibilidade de uma reflexão expandida inclui-se no esforço de fazer desta edição HP 12-14 uma oportunidade para cruzar olhares de diferentes origens e, igualmente, alargar o seu âmbito às suas cinco edições anteriores que desde o ano 2000 reúnem já um acervo de cerca de 400 obras. Um palimpsesto de registos que sugerem um esforço de comparação com o momento em que vivemos.

O processo de resgate da economia portuguesa pressupôs um reajustamento como consequência deste estado de suspensão e reavaliação do seu estado anterior. Os processos de crise foram sendo historicamente momentos fecundos para a arquitectura e para a sua história. Como podemos então ver e perceber este por que passamos agora? Se a arquitectura está sob resgate, como é o seu reajustamento?


Luis Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert
Comissários HP 12-14

PROGRAMA PARALELO

16 de Fevereiro 2017
Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação.
Bernardo Rodrigues, Nuno Costa Santos, Carlos Semedo, José Afonso.

O debate do Habitar Portugal em Castelo Branco permite discutir algumas questões importantes para a arquitectura contemporânea em Portugal. Em primeiro lugar as assimetrias regionais. A concentração de pessoas e recursos na faixa litoral tem tido como consequência óbvia um processo de desertificação do interior que se faz essencialmente sobre os meios rurais. Aos fluxos migratórios em curso as cidades do interior têm tentado captar os seus novos habitantes através da construção de polaridades que dependem da sua capacidade de atracção que decorre da qualidade de vida alternativa à deriva pelos grandes centros. As estratégias são diversas mas todas dependem das condições que se estabelecem para que cada um desses centros seja visível, exista no espaço dos media, esteja presente nas opções de investimento para que existam oportunidades para a vida que nelas se possa fazer. Ao ser periférico corresponde uma estratégia de afirmação que pode passar pela identidade que necessita dos sinais que a veiculam, ou pela construção de novas identidades que a projectem. Castelo Branco parece ser um caso específico entre a criação de condições estruturais que fixem os seus habitantes e ao mesmo tempo o desejo de criar condições para que existam novas possibilidades. E a arquitectura, que papel tem aqui?

22 de Fevereiro 2017
Apresentação obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal I
Data Center Portugal, João Luís Carrilho da Graça
Escola de Kapalanga, Paulo Moreira + PARQ arquitectos
Lubango Center, Promontório
Torre de Palma Wine Hotel, João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano

terça-feira, 6 de setembro de 2016

PROJECTAR #45


A quadragésima quinta sessão da actividade PROJECTAR convida-nos a conhecer um pouco melhor os primeiros anos das obras dos arquitectos Eduardo Souto de Moura e João Luís Carrilho da Graça, ainda antes de ambos terem sido distinguidos com o Prémio Pessoa (em 1998 e 2008, respectivamente), e terá lugar na casa da Cultura de Oleiros no próximo dia 15 de Setembro, pelas 19h00.

Ambos da série Magazine de Arquitectura e Decoração com autoria de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias e realizados por Edgar Feldman em 1993, o primeiro documentário a exibir será dedicado ao arquitecto Eduardo Souto de Moura:
Programa sobre o arquitecto Eduardo Souto de Moura, entrevistado no seu atelier pelo arquitecto Manuel Graça Dias. Resumo biográfico e percurso profissional, sendo destacadas as suas obras mais importantes, nomeadamente a Casa das Artes no Porto.

in: http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1581&tm=22&visual=4


João Luís Carrilho da Graça será o arquitecto em foco no segundo documentário:
Programa dedicado à obra do arquitecto Carrilho da Graça, com breve biografia focando a sua carreira académica e profissional. Depoimento do próprio sobre as suas obras mais importantes, no domínio da intervenção urbana mas também na recuperação do património.

in: http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1583&tm=22&visual=4


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da Casa da Cultura de Oleiros, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Oleiros

PROGRAMA:

15 de Setembro, 19h00
Casa da Cultura de Oleiros
SOUTO DE MOURA
(1993, Edgar Feldman, 25')
João Luis CARRILHO DA GRAÇA
(1993, Edgar Feldman, 24')