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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #51



ARQUIVO EPIGRÁFICO
IDANHA-A-NOVA, IDANHA-A-VELHA

Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez
Atelier 15
1999

A aquisição, por parte da Câmara de Idanha-a-Nova, do arruinado, mas magnífico, Lagar de Varas em Idanha-a-Velha, permitiu a elaboração de um programa, partilhado entre o IPPAR e a Autarquia, para a sua recuperação e reutilização museológica. Assim, o lagar deveria ser restaurado e o seu espaço dedicado à temática do fabrico e uso do azeite. O espaço do logradouro deveria ser utilizado para armazenamento da importante colecção de epígrafes romanas, durante anos amontoadas, sem critério, no interior da Sé.
(...)
A utilização do logradouro para arquivar as epístolas de Idanha levantou o problema de ser necessário construir uma estrutura coberta e, eventualmente, encerrável.
O espaço do logradouro é definido por muros que nada têm a ver com a estrutura da antiga cidade romana, correspondendo a uma divisão de propriedade posterior. Por isso não foi considerado de interesse desenhar uma construção que viesse a fixar aquele cadastro, que o agarrasse e sedimentasse. Daí que a proposta tenha sido a de construir um elemento claramente exterior, em forma e materiais, como se de um objecto se tratasse e que pudesse, um dia, vir a ser colocado noutro lugar.
Assim nasceu uma estrutura metálica que constitui uma espécie de túnel, apenas interrompido para ver um poço existente, ao longo do qual se armazenam e se observam as epígrafes, arrumadas em prateleiras amovíveis. Quatro pequenas arrecadações nos extremos marcam as entradas. Os belos pilares de secção quadrada que viriam a sustentar um alpendre que não se sabe se teria alguma vez existido, conservam-se na sua inutilidade puramente formal. O seu alinhamento deu razão à implantação da estrutura e do podium em lajes de granito onde aquela se pousa.
Neste arquivo está, também, prevista a instalação de dois postos CDI para utilizadores mais curiosos da arqueologia romana, ou mesmo estudiosos que queiram manusear alguma informação mais aprofundada e alargada, a partir das epígrafes expostas.

site: ---

ver mais sobre o projecto:
estudogeral.sib.uc.pt
guiasdearquitectura.com
patrimoniocultural.gov.pt
ultimasreportagens.com

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #37



PALHEIROS DE SÃO DÂMASO
OFICINAS DE ARQUEOLOGIA E RESIDÊNCIA DE ESTUDANTES
IDANHA-A-NOVA, IDANHA-A-VELHA

Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez
Atelier 15
1999

A necessidade de se montar uma estrutura de apoio aos trabalhos arqueológicos levou a Câmara Municipal a programar a reutilização de um grupo de palheiros situados na Rua de São Dâmaso, aparentemente implantados do lado exterior da muralha, não visível nesse local. Deveria, ainda, prever-se, para além dos espaços laboratoriais, a existência de um dormitório, uma pequena cozinha, zona de estar, instalações sanitárias e banho. O levantamento fornecido permitiu avaliar da viabilidade do programa proposto para o local.
Nesta perspectiva, foram iniciados os trabalhos de pesquisa arqueológica que vieram a determinar alterações de fundo na situação de partida, tornando o projecto muito mais complexo mas, também, muito mais rico de implicações formais e de conteúdo. De facto, o aparecimento, no interior dos palheiros, da base da muralha romana, incluindo um torreão semicircular, uma área do seu extradorso mostrando um belíssimo aparelho e, ainda, vestígios de outras construções e enterramentos, provocaram uma drástica reconsideração do projecto que se tinha afigurado de resolução muito simples.
Apesar de se considerar que a maior parte dos vestígios poderiam ser de novo encobertos, mantendo-se a área a que correspondem como área utilizável, a superfície da muralha romana que, essa sim, deveria ficar aparente, corresponde a uma importante parcela a subtrair à área total.
A ideia do projecto baseou-se na tentativa de formalizar duas intenções que, sem serem contraditórias, deveriam manter alguma autonomia. A primeira foi a de restaurar a imagem exterior dos palheiros, mantendo a sua modulação interna através das paredes transversais que os separam. A imagem global destes palheiros é uma imagem serena, com continuidade a norte e a sul, apenas com pequenas variações de escala, correspondente a um uso de infra-estrutura rural que manteve durante muitos anos e que, ainda, corresponde ao carácter dominante da aldeia. A segunda é, não só manter visível a base da muralha, como figurar no seu exterior o seu volume, a sua escala, o seu desenho. Prolongando virtualmente a muralha, até ao limite previsível da sua altura, revestida de cobre, bem distinto da pedra, dando dela como que uma imagem cenográfica, nunca confundível com um restauro que mimetizasse a sua construção primitiva. Visível por dentro, a continuidade da base da muralha vai obrigar a abrir as paredes que separaram as diversas unidades dos palheiros, permitindo a comunicação interior, sem destruir completamente a prévia sectorização dos espaços.
O programa proposto inicialmente veio a ser ligeiramente comprimido, dada a exiguidade de área disponível, apesar da ocupação, em piso, correspondente ao “interior da muralha”. Assim, no rés-do-chão, foi possível criar quatro espaços laboratoriais. A porta do extremo sul do conjunto dos palheiros, assinalada por alguns degraus que estabelecem a ligação directa entre o exterior e a cota da muralha, constitui o acesso, por escada, ao andar de cima. Este, cuja área corresponde à projecção da base da muralha e desenha exteriormente a sua volumetria, será ocupado pelo programa residencial. O pavimento deste piso tem um rasgo, com correspondência na cobertura, que permite uma entrada de luz zenital que incidirá privilegiadamente sobre a base romana, enfatizando a sua forma e a textura dos materiais que a constituem.
A cobertura será visitável pelo exterior, como remate de um passeio pedestre de visita à aldeia. Daqui se desfruta de uma interessante panorâmica sobre o Rio Ponsul e a sua ponte romana, bem como sobre um vasto território da outra margem.
Foi gratificante terem-se encontrado, posteriormente, imagens semelhantes à desejada em construções realizadas em Lugo ou Leon. Imagens que, certamente, estariam subconscientemente memorizadas e que, mais do que confirmação posterior, devem ter estado na própria origem da ideia.

site: ---

ver mais sobre o projecto:
estudogeral.sib.uc.pt
guiasdearquitectura.com
patrimoniocultural.gov.pt
ultimasreportagens.com

terça-feira, 21 de julho de 2015

PROJECTAR COM SÉRGIO FERNANDEZ


ALEXANDRE ALVES COSTA e SÉRGIO FERNANDEZ serão os protagonistas dos documentários a exibir na sessão dupla da trigésima segunda edição da actividade PROJECTAR, no próximo dia 23 de Julho, pelas 19h00, no auditório dos Paços do Concelho de OURÉM.

SÉRGIO FERNANDEZ (1937- )

Sérgio Leopoldo Fernandez Santos nasceu no Porto em 1937. Frequentou o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo participado, enquanto aluno, no CIAM (Congresso Internacional de Arquitectura Moderna), em Otterloo, em 1959.

Depois de concluídos os estudos universitários passou a leccionar e a desempenhar outros cargos de responsabilidade, primeiro na ESBAP e depois na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Integrou os Conselhos Directivos e Pedagógicos do Curso de Arquitectura da ESBAP (1976-1983), foi Vice-Presidente do Conselho Directivo (1988-1994) e Director do Centro de Estudos da FAUP (1990-1997) e, a partir de 1987, passou a membro efectivo do Conselho Científico da FAUP. Em Novembro de 2006 jubilou-se nessa Faculdade como Professor Agregado.

Durante os anos setenta e oitenta orientou seminários integrados nos International Course on Housing Planning and Building do Bowcentrum, Roterdão (1977-1983), leccionou no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da Universidade de Angola (1981), foi convidado pela Academia Estatal de Belas Artes de Tbilisi, Geórgia, para leccionar no International Students Practical Seminar ("Artist and the City Environment" (1988) e participou no Seminário "Design Management", organizado pela University of Industrial Arts, de Helsínquia, Finlândia (1989).

Na década seguinte, associou-se ao "One Day Conference on Post Graduate Architectural Education, a Meeting for European Architectural School Representatives", no Berlage Institute, em Amesterdão (1993), regeu um curso sobre Arquitectura Contemporânea Portuguesa na Faculdade de Arquitectura da Universidade de S. Paulo e proferiu conferências nas faculdades de Arquitectura das universidades de Belém do Pará, de Fortaleza e do Rio de Janeiro (1994); esteve presente no Encontro Internacional "L' Architettura e il suo Insegnamento: Prospettive del Mestiere e della Scuola", organizado pelo Dipartimento di Projettazione dell' Architettura – Politecnico di Milano; liderou a Delegação Portuguesa que integrou os trabalhos do programa da Comunidade Europeia-MED-CAMPUS-AMIE no Architectuurinstituut, em Roterdão (1995) e dirigiu uma equipa no Workshop de Arquitectura Citemor 96, Montemor-o-Velho (1996).

Entre 1997 e 2005 regeu a Cadeira de Projecto I, do curso de Arquitectura da Universidade do Minho.

Na viragem do século dirigiu uma equipa presente no Workshop de Internacional de Arquitectura "Coimbra: Um Novo Mapa" (2000), fez parte do Júri para o Projecto de Reconversão da Rua da Sofia, em Coimbra (2003), participou no I Foro do Feísmo, Diputación de Ourense (2004), chefiou a equipa Norte do Inquérito à Arquitectura Portuguesa do Século XX, 2004/2005, da Ordem dos Arquitectos, associou-se ao Congresso Teatros Históricos, da Póvoa de Lanhoso (2005), ministrou um Curso de Arquitectura (2005) na Universidade ISTHMUS, na cidade do Panamá e presidiu ao Júri do Prémio Secil de Arquitectura 2005/2006.

Ao longo da sua carreira colaborou com os mestres Viana de Lima e Arménio Losa. Tem trabalhado sozinho em Arquitectura, mas também em co-autoria com Pedro Ramalho e com Alexandre Alves da Costa e José Luís Gomes no "Atelier15, Arquitectura Lda".

Da sua vasta obra, premiada e em grande parte publicada, sobressaem os Edifícios Residenciais da Pasteleira, Porto (1965), uma obra em parceria com Pedro Ramalho, a Casa de Caminha ou Casa Alcina (1971-1973), a Operação SAAL do Bairro Leal, na Rua das Musas, Porto (1974-1978), o Complexo Turístico de Moledo (1980), o Jardim Infantil de Moledo (1988), a Residência de Estudantes Lisboa, Expo'98 (1996-1998); e obras em co-autoria com Alves Costa, como o Estudo de Recuperação e Valorização Patrimonial da Aldeia de Idanha-a-Velha (últimos 15 anos), o restauro do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos (inaugurado em 2008), o Complexo Residencial de Viana do Castelo (2005) e a intervenção no Convento de Santa Clara-a-Velha, de Coimbra (inaugurada em 2009).

Sérgio Fernandez é, também, autor de artigos editados em obras portuguesas e estrangeiras ("Architectures à Porto", "Tendenze dell' Architettura Contemporânea", "Casabella", "Lotus International", "Wonen Tabk" e "Electa") e do livro "Percurso da Arquitectura Portuguesa 1930-1974", publicado pela FAUP em 1985. É co-autor da obra "Pedro Ramalho: projectos e obras de 1963-1995", publicada em 1995 pela Associação dos Arquitectos Portugueses, Conselho Directivo Regional do Norte.

A 22 de Outubro de 2008/2009 inaugurou o ano lectivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto com uma conferência proferida no auditório Fernando Távora.

Em Março de 2009 recebeu o Prémio AICA 2008 (Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura), na categoria de Arquitectura, juntamente com Alexandre Alves Costa (1939-), atribuído pela qualidade das suas intervenções no património construído e dos novos projectos, bem como pela excelência da actividade pedagógica que ambos desenvolveram na FAUP. Sensivelmente na mesma altura, Fernandez assistiu à apresentação, no Cinema Passos Manuel, no Porto, da obra "Só nós e Santa Tecla", sobre a Casa de Caminha que riscara nos anos setenta.

in Universidade do Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto


Informações sobre o documentário aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Ourém

PROGRAMA:

23 de Julho, 19h00
Auditório dos Paços do Concelho de Ourém
ALVES COSTA
(1993, Edgar Feldman, 23')
SÉRGIO FERNANDEZ
(1993, Edgar Feldman, 25')

Em Agosto não há sessão.
Continuamos em Setembro.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PROJECTAR #32


Nova sessão dupla na itinerância da actividade PROJECTAR, que na próxima quinta-feira dia 23 de Julho vai cumprir a sua trigésima segunda etapa em Ourém, onde serão exibidos dois documentários no auditório dos Paços do Concelho, pelas 19h00.

Ambos realizados por Edgar Feldman e apresentados por Manuel Graça Dias, o primeiro é um Programa dedicado ao arquitecto Alexandre Alves Costa que, em conversa com o arquitecto Manuel Graça Dias, fala sobre a sua carreira e obra mais relevante. Intervenção do encenador Ricardo Pais, amigo pessoal de Alves Costa, para quem este projectou a sua casa de Moledo do Minho.

In http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1973&tm=22&visual=4


O segundo, da mesma série Arquitectura, é um Programa apresentado pelo arquitecto Manuel Graça Dias e dedicado à obra do arquitecto Sérgio Fernandez. Breve biografia, resumo da carreira profissional, obras mais significativas e entrevista com o próprio.

In http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1903&tm=22&visual=4

 
Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre e limitadas à lotação do auditório dos Paços do Concelho de Ourém, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Ourém

PROGRAMA:

23 de Julho, 19h00
Auditório dos Paços do Concelho de Ourém
ALVES COSTA
(1993, Edgar Feldman, 23')
SÉRGIO FERNANDEZ
(1993, Edgar Feldman, 25')

Em Agosto não há sessão.
Continuamos em Setembro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

PROJECTAR EM OURÉM

Iniciamos nova itinerância da actividade PROJECTAR, com a próxima sessão marcada para 23 de Julho, quinta-feira, em Ourém, onde seremos acolhidos no auditório dos Paços do Concelho, pelas 19h00, para a exibição de dois documentários sobre os arquitectos portugueses Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez.