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domingo, 10 de dezembro de 2017

PROJECTAR COM CARME PINÓS



A próxima sessão dupla da actividade PROJECTAR termina com um documentário sobre o cemitério de Igualada, próximo de Barcelona, da dupla de arquitectos catalães, Enric Miralles e Carme Pinós, que terá lugar no Auditório Municipal de Proença-a-Nova no dia 14 de Dezembro, pelas 19h00.

CARME PINÓS (1954- )

Carme Pinós i Desplat, nasceu em Barcelona a 23 de Junho de 1954, filha de Tomas Pinós, médico e director de Patologia Digestiva no Hospital de Sant Pau de Barcelona, que a teve com a idade de sessenta anos.

Estudou na Escola Técnica Superior de Arquitectura (ETSAB) da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC), completando o curso em 1979 e onde regressou em 1981 para estudar urbanismo. Enquanto estudante, ajudou a sua mãe a dirigir a propriedade agrícola que tinham em Balaguer (Lleida).

Em 1984, após vários prémios em concursos de arquitectura, fundou um gabinete em Barcelona com o seu marido, o arquitecto Enric Miralles, que conduziram juntos até à sua separação, em 1991.

Destacam-se desta parceria os projectos para o cemitério de Igualada (1985-1994), o Centro Social de Hostalets de Balenyà, Barcelona (1986-1992), o colégio interno em Morella, Castelló (1986-1993), e as pérgolas do Passeig Nova Icària, na Vila Olímpica de Barcelona (1990-1992).

Em 1991 fundou o seu próprio gabinete Estudio Carme Pinós, onde continuou a desenvolver vários projectos iniciados na anterior parceria e que se demarca a partir de 1996, quando vence o concurso para o Passeio marítimo de Torrevieja, Alicante (1996-1999).

Entre os seus projectos mais relevantes destacam-se o Instituto de Educação Secundária La Serra, Mollerussa (2001), o Parque Ses Estacions e a Praça Espanya em Palma de Maiorca (2002), as Torres Cubo e Cubo II em Guadalajara, México (2005 e 2014), ou a Escola Primária Lluís Vives em Castelldefels, Barcelona (2006).

E mais recentemente, o edifício Departement 4 para a Vienna University of Economics and Business, Viena (2013), o Centro Cultural e de Exposições CaixaForum de Zaragoza (2014), o Crematório do Cemitério de Igualada (2016), o conjunto de intervenções em torno da Plaza de la Gardunya, incluindo esta, a Escola Massana, um edifício de apartamentos e a fachada posterior do Mercado de La Boqueria, em Barcelona (2015-em curso), e o Plano Geral do centro histórico de Saint Dizier, França (em curso), incluindo diversas intervenções em espaços públicos.

Carme Pinós concilia a sua actividade como arquitecta com o ensino. Neste campo, foi professora convidada na University of Illinois at Urbana-Champaign, E.U.A. (1994-1995), na Kunstakademie de Dusseldorf, Alemanha (1996-1997), na Columbia University de Nova Iorque, (1999), na École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suiça (2001-2002), na Harvard University Graduate School of Design (2003), na Accademia di Archittetura di Mendrisio, Suiça (2005-2006), na Università di Roma Tre, Itália (2007-2008), na Università Iuav di Venezia, Itália (2016), e na Berkeley University, Estados Unidos (2018).

Foi distinguida, entre outros, com os Prémios FAD em 1987 e em 1991, com o Prémio Nacional de Arquitectura de Espanha em 1995, o Primeiro Prémio do Conselho Superior de Arquitectos de Espanha na IX Bienal Espanhola de Arquitectura e Urbanismo e o Prémio Nacional de Arquitectura e Espaço Urbano do Departamento de Cultura da Generalitat da Catalunha em 2008. Foi nomeada Honorary Fellowship do American Institute of Architects em 2011 e International Fellowship do Royal Institute of British Architects em 2013.

Em 2016 foi distinguida com o Prémio Berkeley-Rupp de Berkeley University of California, pela sua contribuição na promoção da mulher na arquitectura e o seu compromisso com a comunidade, e com a Neutra Medal for Professional Excellence da California State Polytechnic University of Pomona, em reconhecimento pela sua trajectória profissional.

O seu trabalho tem sido exposto em várias galerias, museus e universidades, incluíndo a Kunstakademie em Estugarda (1995), o Architektur-Hochschule em Aachen (1995), a University of Illinois at Urbana-Champaign (1994), a Galeria AAM em Roma (1996), a Galeria Urania em Barcelona (1996), a Eight Plan Gallery em Nova Iorque, o Museu de Arte Contemporânea de Porto Rico (1997), a Fundação COAM de Madrid (1997) e os Colégios de Arquitectos de Ibiza (1996), Valência e Galiza (1997) e o Pavilhão de Espanha na Bienal de Arquitectura de Veneza (2006).

O Centro Pompidou adquiriu as maquetes dos projectos Caixaforum Zaragoza, do Hotel Pizota no México, e da Maison de l’Algérie de Paris, e desde 2006 a maquete da Torre Cubo faz parte da colecção permanente do MOMA.


Caixa Fórum, Zaragoza


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Proença-a-Nova

PROGRAMA:

14 de Dezembro, 19h00
Auditório Municipal, Proença-a-Nova
A Pirâmide do Rei Djoser em Saqqara
IMHOTEP

(2008, Stan Neumann, 26')
O Cemitério de Igualada
ENRIC MIRALLES & CARME PINÓS

(2010, Richard Copans, 26')

sábado, 9 de dezembro de 2017

PROJECTAR COM ENRIC MIRALLES



A próxima sessão dupla da actividade PROJECTAR termina com um documentário sobre o cemitério de Igualada, próximo de Barcelona, da dupla de arquitectos catalães, Enric Miralles e Carme Pinós, que terá lugar no Auditório Municipal de Proença-a-Nova no dia 14 de Dezembro, pelas 19h00.

ENRIC MIRALLES (1955-2000)

Enric Miralles Moya, nasceu em Barcelona a 12 de Fevereiro de 1955. Estudou na Escola Técnica Superior de Arquitectura (ETSAB) da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC), completando o curso em 1978. Ainda estudante, de 1973 a 1978, trabalhou no gabinete dos arquitectos Albert Viaplana e Helio Piñón.

Em 1984, após vários prémios em concursos de arquitectura, fundou um gabinete em Barcelona com a sua primeira mulher, a arquitecta Carme Pinós, que conduziram juntos até à sua separação, em 1991.

Destacam-se desta parceria os projectos para o cemitério de Igualada (1985-1994), o Centro Social de Hostalets de Balenyà, Barcelona (1986-1992), o colégio interno em Morella, Castelló (1986-1993), e as pérgolas do Passeig Nova Icària, na Vila Olímpica de Barcelona (1990-1992).

Em 1993 Enric Miralles fundou um novo gabinete com a sua segunda mulher, a arquitecta italiana Benedetta Tagliabue, com o nome "EMBT Architects", que ela continuou sob o mesmo nome após a sua morte.

Os mais importantes projectos deste período foram a reconversão do Mercado de Santa Caterina, em Barcelona (1997-2001), o Edifício para o Parlamento da Escócia em Edimburgo (1998-2002) e a Torre Mare Nostrum para a sede da companhia Gas Natural, em Barcelona (1999-2006).

Enric Miralles foi professor na ETSAB a partir de 1985. Durante 1990 foi o responsável pela cadeira de Desenho Conceptual na Städelschule in Frankfurt am Main, na Alemanha. Em 1993 recebeu o convite da Universidade de Harvard para ocupar a cátedra Kenzo Tange. Ensinou como professor convidado na Columbia University em Nova Iorque, na Princeton University em New Jersey, na Architectural Association em Londres, no Berlage Instituut em Roterdão, na Mackintosh School of Architecture em Glasgow e nas Universidades de Buenos Aires e da Cidade do México.

Foi distinguido com os Prémios FAD em 1985 e em 1991, com o Prémio Nacional de Arquitectura de Espanha em 1995, com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza em 1996. Após a sua morte, em 2002, com o "Bouwprijs" da Holanda, e em 2005 com o Prémio Stirling do Royal Institute of British Architects (RIBA) pelo Edifício do Parlamento Escocês.

Enric Miralles faleceu a 3 de Julho de 2000 em San Feliu de Codinas, Barcelona, vítima de um tumor cerebral.


Reconversão do Mercado de Santa Caterina, Barcelona


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Proença-a-Nova

PROGRAMA:

14 de Dezembro, 19h00
Auditório Municipal, Proença-a-Nova
A Pirâmide do Rei Djoser em Saqqara
IMHOTEP

(2008, Stan Neumann, 26')
O Cemitério de Igualada
ENRIC MIRALLES & CARME PINÓS

(2010, Richard Copans, 26')

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PROJECTAR #60

A última etapa deste ano da actividade PROJECTAR será em Proença-a-Nova, com a 60.ª edição em mais uma sessão dupla, com dois documentários que nos levam das origens da arquitectura funerária com a pirâmide de Djoser, em Saqqara, no Egipto, do primeiro arquitecto de que se conhece o nome, Imhotep, até ao muito recente cemitério de Igualada, em Espanha, dos arquitectos Enric Miralles e Carme Pinós, que faz uma reinterpretação do tema com a integração na paisagem, e terá lugar no Auditório Municipal, no dia 14 de Dezembro, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado à pirâmide do Rei Djoser, do primeiro arquitecto de que se conhece o nome, Imhotep, e foi realizado por Stan Neumann em 2008:

A pirâmide do Rei Djoser, a mais antiga pirâmide egípcia, revela sem dúvida os primeiros passos daquilo que chamamos arquitectura, como prática erudita, distinta da simples construção.

A pirâmide do Rei Djoser, a mais antiga pirâmide egípcia - foi construída 2.600 anos antes de Cristo - revela sem dúvida os primeiros passos daquilo que chamamos arquitectura, como prática erudita, distinta da simples construção.
O sítio onde se opera ruptura é um monumento funerário, onde a função simbólica toma o lugar do simples uso. A arquitectura, à sua nascença, afirma-se de imediato não como função mas como símbolo.
A trinta quilómetros a sul do Cairo, a este do vale do Nilo, Saqqara foi a necrópole de Memphis, a primeira capital do Antigo Egipto da qual não resta senão este imenso cemitério dominado pelso sessenta metros da pirâmide de degraus de Djoser.




O segundo documentário sobre o cemitério de Igualada, próximo de Barcelona, dos arquitectos Enric Miralles e Carme Pinós, foi realizado por Richard Copans em 2010:

Que fazer dos nossos mortos? Incinerá-los? Enterrá-los? Fazê-los desaparecer? Guardá-los ao alcance de uma visita? E quantos metros quadrados lhes consagrar? Estamos a 70 km de Barcelona, atrás do Montserrat, em Igualada, uma cidade de 40.000 habitantes.

Aqui, como em toda a Espanha, não se enterram os mortos. São empilhados em nichos, em jazigos sobrepostos, em alinhamentos de três ou quatro níveis. No final dos anos 1970, o cemitério de Igualada, concelho situado a cerca de sessenta quilómetros de Barcelona, estava saturado. O município toma posse de um terreno declivoso para instalar o novo cemitério. Em 1985, os arquitectos catalães Enric Miralles e Carme Pinós iniciam o estaleiro que verá sair da terra 240 jazigos, uma capela (inacabada), locais técnicos e uma sala de autópsias fundidos na paisagem.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório Municipal de Proença-a-Nova, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Proença-a-Nova

PROGRAMA:

14 de Dezembro, 19h00
Auditório Municipal, Proença-a-Nova
A Pirâmide do Rei Djoser em Saqqara
IMHOTEP

(2008, Stan Neumann, 26')
O Cemitério de Igualada
ENRIC MIRALLES & CARME PINÓS

(2010, Richard Copans, 26')