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domingo, 6 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #166



CASA NO VALE DAS ÁRVORES
MAÇÃO, VALE DAS ÁRVORES

Luís Valente Silva e Carla Figueiredo
Paralela-Arquitectos
2011

Projecto de arquitectura de uma habitação unifamiliar na Quinta do Vale das Árvores, Concelho de Mação.
O terreno está inserido num contexto rural de cultura arvense, cujo edificado envolvente caracteriza-se como sendo, construções tradicionais em pedra argamassada. Sob o pressuposto de se projectar uma casa que se identificasse com a simplicidade/riqueza do contexto rural, procurou-se um registo actual que estivesse simultaneamente atento às características morfológicas como às características volumétricas envolventes.
A proposta retoma, o lugar da antiga ruína, mantendo quer os princípios de implantação quer os de orientação, fazendo cumprir o desejo de pertencer ao lugar.
A casa desenvolve-se apenas ao nível térreo e o programa, que obedece às exigências de uma casa de campo, faz-se de forma a usufruir da vista desafogada sobre a paisagem agrícola. Procurou-se, conservar uma presença discreta mas também estabelecer uma relação directa com a paisagem através do Alpendre, permitindo a transparência e a continuidade espacial com a envolvente.
Apesar da sua estrutura marcante, procurou-se uma materialidade que fosse capaz de integrar a casa naturalmente na paisagem envolvente e assim se fundir com o terreno. Optando claramente por preservar a memória do espaço rural, foi utilizada a pedra da região na casa, nas áreas exteriores pavimentadas e nos muros de vedação que limitam a propriedade.

site: paralela-arquitectos.pt

ver mais sobre o projecto:
cargocollective.com/paralela-arquitectos
homify.com.br
homify.pt
homify.ua
paralela-arquitectos.blogspot.com

sexta-feira, 15 de março de 2019

ESPALHAFITAS EM MAÇÃO

Na continuação da programação de cinema do Espalhafitas para o mês de Março, dedicada à arquitectura e à paisagem, depois das duas sessões em que foram exibidos os filmes premiados no Arquiteturas Film Festival 2018, em parceria com a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, a próxima sessão realiza-se de novo em Mação no dia 20 de Março, quarta-feira, pelas 21h30, e começa com uma conversa introdutória com o Eng.º António Louro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mação.



Segue-se a projecção da curta metragem de animação Harmos, dirigido por um coletivo de crianças e jovens de Abrantes sob orientação de Ícaro Pintor e Tânia Duarte, e produzido pela Associação Palha de Abrantes e o Cineclube Espalhafitas, distinguido como melhor obra por realizadores menores de 18 anos na 42.ª edição do festival internacional Cinanima, em Espinho.
Este filme aborda a relação do Homem com a floresta, num filme em que prevalece o cinza, o preto e o branco, e que usa poucas cores. As suficientes para ‘pintar’ a floresta e a biodiversidade da região centrada em Abrantes, num filme que procurou fugir do tema dos incêndios, uma problemática que acabou por ser “incontornável” para as crianças que construíram e ‘pintaram’ a curta de animação.




A sessão completa-se com a exibição do filme Olhares Lugares, realizado por Agnès Varda e JR em 2017.
Agnès Varda, cineasta cuja visão e trabalho únicos lhe granjearam incontáveis fãs no mundo inteiro desde os anos 50 e JR, o icónico fotógrafo e muralista, com mais de um milhão de seguidores no Instagram, têm mais em comum do que se possa imaginar.
Ambos partilham uma vida apaixonada pelas imagens e como são criadas, exibidas e partilhadas. Agnès escolheu explorar a sua paixão através do cinema e do documentário, enquanto JR o faz nas suas emocionantes instalações fotográficas ao ar livre.
Quando JR, um fã de longa data, encontra Agnès na sua casa na rua Daguerre, perceberam de imediato que tinham de trabalhar juntos. Olhares Lugares documenta essa viagem calorosa através da França rural e a amizade terna que se forja durante o caminho.




Apoio:
Município de Mação

PROGRAMA:

20 de Março, 21h30
Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, Mação
HARMOS
(2018, AAVV, coord. Ícaro Pintor e Tânia Duarte, 10')
OLHARES LUGARES
(2017, Agnès Varda e JR, 93')

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

“Premiados Arquiteturas Film Festival 2018"
CIRCUITO ITINERANTE | 5 FILMES 5 CIDADES


No âmbito da parceria realizada entre a Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitectos e o Arquiteturas Film Festival está a decorrer desde Dezembro 2018 e até Abril de 2019, o Circuito Itinerante dos filmes premiados em 2018 por 5 cidades: Lisboa, Abrantes, Tavira, Funchal e Ponta Delgada.

A passagem por Abrantes, a cargo da Delegação do Centro em parceria com o Espalhafitas, secção de cinema da Palha de Abrantes, inicialmente programada para Janeiro, foi reagendada para o princípio de Março por questões de indisponibilidade de calendário, e desdobrada em dois locais, em Mação no dia 6 e no Sardoal a 13.

Assim, a primeira destas sessões decorrerá no Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira em Mação, no dia 6 de Março a partir das 21h00, com a projecção dos seguintes filmes:
1- The Hymns of Muscovy, de Dimitri Venkov - MELHOR FILME NA CATEGORIA DE FICÇÃO
2- A Virgem Eterna, de Jorge Suárez-Quiñones Rivas - MENÇÃO HONROSA
3- Moriyama-San, de Ila Bêka e Louise Lemoine - MELHOR FILME NA CATEGORIA DE DOCUMENTÁRIO

Na segunda sessão, que terá lugar no Centro Cultural Gil Vicente no Sardoal no dia 13 de Março pelas 21h30, serão exibidos os seguintes filmes:
1- Forensic, de Chris de Krijger - MELHOR FILME NA CATEGORIA DE EXPERIMENTAL
2- Spa Architecture of Zawodzie, de Ewa Trzcionka - PRÉMIO NOVOS TALENTOS
3- Jaar Lamento de Las Imagenes, de Paula Rodriguez Sickert - PRÉMIO DO PÚBLICO

A restante programação do Espalhafitas de Março, no dia 20 novamente em Mação e no dia 27 de regresso ao Sardoal, será também dedicada a filmes com a arquitectura e a paisagem como tema, em programa a anunciar brevemente.

Apoio:
Município de Mação
Município do Sardoal


RESUMOS:

The Hymns of Muscovy
(Rússia, 2018, Dimitri Venkov, 15')
Declaração do júri: Um filme hipnótico, caleidoscópico, desconcertante e surpreendente, que consegue transformar a realidade em ficção apenas pela inversão do eixo vertical.



A Virgem Eterna
(Espanha, 2017, Jorge Suárez-Quiñones Rivas, 15')
Declaração do júri: Pela sua representação subtil do espaço interior como um palco, editando somente material de arquivo.



Moriyama-San
(França, 2017, Ila Bêka e Louise Lemoine, 63')
Declaração do júri: Um filme que combina magistralmente imagem, som e narrativa numa história convincente sobre um personagem único e sua relação com a sua casa e música. Reflecte uma certa intimidade, como a discrição de um antropólogo que entra no quotidiano da arquitectura e dos seus habitantes.



Forensic
(Holanda, 2018, Chris de Krijger, 5')
Declaração do júri: Pela sua intensa experiência de espaço no interior de um edifício através de uma cinematografia tecnicamente impressionante e de uma escolha de som direccionada.
Forensic revela tanto a arquitectura impressionante e as actividades diárias do Instituto Forense da Holanda em Ypenburg, na Holanda.




Spa Architecture of Zawodzie
(Polónia, 2018, Ewa Trzcionka, 30')
Declaração do júri: Um filme com maturidade que ilumina e informa sobre um espaço, o seu ambiente construído, história, processos e poética.
O distrito spa de Zawodzie (Ustroń, Poland), do pós Segunda Grande Guerra, do meio do século (1959-1970), foi concebido pelo aclamado duo de arquitetos Henryk Buszko e Aleksander Franta. O filme discute quem deve ter poder sobre a paisagem e como ser responsável pela herança cultural, tomando-a como um bem comum.




Jaar Lamento de Las Imagenes
(Chile, 2017, Paula Rodriguez Sickert, 78')
Jaar, Lament of the Images observa o processo criativo e pessoal de Alfredo Jaar, o artista chileno contemporâneo de maior renome internacional. Para Jaar, a arte é o último espaço que resta na sociedade a partir do qual é possível falar de maneira honesta e profunda sobre os conflitos sociais num mundo dominado pelo consumo e pelo espetáculo. O filme recorre à sua obra exposta na Finlândia, Veneza, Buenos Aires, Santiago e Nova Iorque.

domingo, 4 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #54



CASA NO VALE DE ABELHA
MAÇÃO, VALE DE ABELHA

Duarte Pape
Paralelo Zero
2012

Localizado numa pequena aldeia da Beira Baixa o projecto surge da necessidade de ampliação da estrutura habitacional pré-existente com características típicas vernaculares adaptando-a às novas exigências espaciais e construtivas.
A estrutura pré-existente - térreo e pavimento superior - aloja o programa de residência privada, dormitórios e banheiros, que no tema construtivo buscou-se recuperar algumas das técnicas tradicionais de construção, mantendo assim a humilde linguagem da arquitectura.
O novo volume recebe o programa social - salas de estar, cozinha e espaços de transição - e leva a uma linguagem contemporânea que busca as melhores vistas da paisagem, combinada com uma eficiente orientação solar, que cria uma delicada relação entre o interior e exterior. A opção pela fachada de madeira e materiais nobres contribui ao baixo impacto visual e uma boa integração no entorno circundante.

site: paralelozero.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
arquitectura-madera.com
ark-arquitetura.blogspot.pt
complex.com
dezeen.com
disup.com
divisare.com
domusweb.it
domusxl.com
francisconogueira.com
mx-3dmodels.com
plataformaarquitectura.cl

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

LUGARES DE CULTO - INAUGURAÇÃO



Inauguração da exposição LUGARES DE CULTO, Fotografias de Arquitectura de Rui Morais de Sousa, em Mação no dia 13 de Fevereiro, com captação de imagem e edição de Joaquim Diogo, a quem se deve também o patrocínio principal desta exposição.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

LUGARES DE CULTO


LUGARES DE CULTO
FOTOGRAFIAS DE ARQUITECTURA DE RUI MORAIS DE SOUSA
13 de Fevereiro a 5 de Março
Galeria de Exposições do Centro Cultural Elvino Pereira, Mação

Exposição itinerante de fotografias de arquitectura, enquanto Lugares de Culto ou Culto dos Lugares, composta por dezasseis ampliações em grande formato de fotografias de obras de Álvaro Siza, Carrilho da Graça, Manuel Taínha, Fernando Távora, Gonçalo Byrne, Raul Lino, Eduardo Souto Moura e Vittorio Gregotti e Manuel Salgado.

Um pequeno núcleo da exposição é dedicada ao trabalho do arquitecto Duarte Castel-Branco em Abrantes.

Rui Morais de Sousa nasceu em Silva Porto, Angola, em 1955. Iniciou a sua actividade como fotógrafo profissional no Instituto de História de Arte (Kunsthistorishes Institut) da Universidade de Heidelberg, Alemanha. Regressado a Portugal em 1990, paralelamente à actividade de estúdio e publicidade, opta por se especializar na área da fotografia de arquitectura. Trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro em inúmeros livros e revistas da especialidade. Álvaro Siza e Mies van der Rohe são alguns dos nomes cuja obra se encontra extensamente documentada. Sócio-fundador da White & Blue em Novembro de 2000.

Inaugurada pela primeira vez em 19 de Outubro de 2007 na Galeria Municipal de Arte de Abrantes, onde esteve até 16 de Novembro do mesmo ano, esteve depois na Casa dos Cubos, em Tomar, de 20 de Março a 13 de Abril de 2008, e de 13 a 28 de Junho de 2009 no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha. Em Outubro de 2009, a pedido da Delegação do Algarve da Ordem dos Arquitectos, esta exposição esteve patente ao público na Galeria Municipal ARCO, em Faro, de 5 de Outubro a 5 de Novembro. Voltou a Abrantes de 21 de Abril a 6 de Maio de 2012, no Parque de São Lourenço.

A exposição foi realizada com patrocínio da Foto Diogo, Mação.

sábado, 16 de maio de 2015

HÁ DEZ ANOS - GAT DE ABRANTES: 30 ANOS DE INTERVENÇÃO NO TERRITÓRIO


Há dez anos, a 16 de Maio, foi inaugurada na Biblioteca Municipal de Mação a exposição GABINETE DE APOIO TÉCNICO DE ABRANTES - 30 ANOS DE INTERVENÇÃO NO TERRITÓRIO realizada em parceria com o Gabinete de Apoio Técnico de Abrantes sobre a actividade por este desenvolvida ao longo dos seus 29 anos de existência, que aí esteve patente ao público até 28 de Maio, e cuja itinerância depois passou por Constância (Biblioteca Municipal Alexandre O'Neill, de 8 a 29 de Julho) e Abrantes (Biblioteca Municipal António Botto, de 3 a 22 de Novembro).

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terça-feira, 14 de abril de 2015

HÁ DEZ ANOS - CONFERÊNCIA CONCURSO DO OCREZA EM LISBOA

  
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No âmbito da exposição dos trabalhos apresentados ao Concurso Público de Ideias para a Dinamização da Área Arqueológica do Vale do Ocreza, promovido pela Câmara Municipal de Mação com a assessoria da Ordem dos Arquitectos, que esteve patente ao público de 4 a 29 de Abril de 2005 na Galeria da Sede da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, realizou-se no dia 14 desse mês de Abril uma conferência com os premiados: arquitectos José Adrião, Ana Cardoso dos Reis e Pedro Mendes, coordenadores das equipas distinguidas com os 1.º, 2.º e 3.º prémios, respectivamente, com moderação do arquitecto Ricardo Cabrita (Município de Mação).

Para além de ter assegurado a montagem da exposição, o Núcleo do Médio Tejo providenciou a organização de uma deslocação a Lisboa, a partir de Mação e de Abrantes, de todos os interessados em assistir à conferência, em autocarro disponibilizado pelo Município de Mação, na qual o presidente da Câmara Municipal Dr. Saldanha Rocha também participou, e que contou com a adesão de dezena e meia de pessoas.

Recordamos que a exposição já tinha estado patente ao público nas novas instalações do Museu Municipal de Mação, em cuja inauguração os premiados brindaram os presentes com uma explicação dos seus trabalhos expostos, e no edifício da Junta de Freguesia de Envendos.