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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #168



CASA O: 10 MORADIAS INDIVIDUAIS, LOTES 127 A 130 E 137 A 142
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Madalena Cardoso de Menezes e Francisco Teixeira Bastos
com Ana Botelho, Sérgio Hipólito, Sofia Tavares da Silva, Sérgio Xavier
Atelier dos Remédios
2009

Este projecto teve a sua génese na procura de uma forma de habitar todos os espaços componentes de uma casa e na interdependência destes com um espaço central multiforme.
Traçamos uma linha longitudinal, com a direcção Este/Oeste, no ponto médio da largura do lote. Tratou-se de um desejo de uma ocupação em extensão, permitindo a manutenção de uma área livre paralela à construção com as mesmas dimensões desta. Encostámos à extrema Nascente com 3m de afastamento, a faixa de área construída, no pressuposto de atribuir à fachada Nascente o lugar dos quartos e à fachada Poente a zona das salas. o topo Norte é ocupado pela entrada e estacionamento e o topo Sul pela cozinha.
A ocupação da cozinha no quadrante sudeste, num lugar privilegiado da casa, não se tratou de uma consequência mas de uma atribuição a este espaço, que se demonstra dos mais habitados no quotidiano familiar, de uma situação invulgar, mais confortável e mais central da habitação.
Decidimos separar a sala de estar da sala de jantar e dispô-las numa relação espacial de canto entre elas e em que ambas partilham o mesmo espaço exterior. Deste modo conseguimos não ocupar o quadrante Sudoeste da casa, dotando-o de um pátio coberto que se por um lado fracciona a construção permitindo entradas de luz Sul e Poente no interior da habitação, por outro repõe a unidade da construção ao nível do plano de cobertura que percorrerá os espaços sociais.
Uma outra decisão conceptual apontou a distribuição dos espaços desta casa. Quisemos que a suite se tornasse o refúgio dos seus futuros donos. Deste modo tornámo-la o elemento mais destacado desta construção, o que se encontra numa cota elevada em relação ao resto da casa, o que se procura – o lugar onde se vai. Por outro lado jogámos com a subversão deste valor ao encostar a área de esplanada da piscina e fazer da sua fachada o pano de fundo desta, trata-se de uma reposição programática de sentido comunitário que regulou todo este projecto.
Com a vontade de um espaço central de distribuição e com o cumprimento de todas as linhas anteriormente referidas, acedemos a esta moradia por uma entrada recolhida e entalada entre dois corpos dispostos com um ângulo de 10º entre eles. Um primeiro espaço de entrada mais baixo 50cm dá acesso ao espaço de distribuição por excelência através de 3 degraus. No hall central encontram-se todos os espaços de distribuição e direcções apontadas, trata-se de um espaço centrífugo embora dotado de um suplemento de área “supérflua” que permite a informalidade de encontros, actividades ocupações etc.
Acede-se aos quartos, suite, sala de estar, lavabo, lavandaria e cozinha através de câmaras dispostas de ambos os lados deste hall central, sendo a sala de jantar a única excepção a esta regra e que terá acesso directo na ponta oposta à da entrada na habitação, no ponto mais estreito do hall.
O corpo da suite e sala de estar teve uma rotação de 10º em relação ao alinhamento original (N/S) de modo a poder estabelecer uma fuga visual do corpo da sala de jantar e por outro lado definir mais concisamente zonas de estar no jardim, nomeadamente zona de estar frente ao pátio, zona à frente da sala de estar e zona da piscina.
A piscina será implantada no quadrante Noroeste do lote num plateau situado a uma cota de 55cm mais elevada em relação à cota do arruamento respectivo. Toda a casa aposta numa arquitectura de volumes, que provocam espaços encerrados em si mesmos mas que na composição entre eles vão provocando espaços ambíguos de exterior interior que trarão uma disposição singular de espaço e de iluminação natural.

site: atrem.eu

ver mais sobre o projecto:
bomsucesso.com.pt
homify.com.my
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homify.it
homify.pt
thehardt.com

domingo, 3 de fevereiro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #111



6 MORADIAS INDIVIDUAIS, LOTES 177 A 182
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Madalena Cardoso de Menezes e Francisco Teixeira Bastos
com Ana Botelho, Sérgio Hipólito, Sofia Tavares da Silva, Sérgio Xavier
Atelier dos Remédios
2009

Nestes lotes, a cobertura ajardinada do plano da Quinta do Bom Sucesso tomou a forma de um "X", formalizando o quinto alçado da edificação.
Este facto presidiu a todas as decisões de “desenho” da habitação, procurando-se que o plano de cobertura se prolongasse para além dos planos das fachadas. Criaram-se assim os espaços de sombra habitáveis, de transição entre o interior e as diferentes áreas exteriores do lote.
Este modo de apropriação do terreno disponível do lote tem a intenção de criar quatro espaços exteriores distintos. A Sudeste, define-se a zona de acesso à moradia e a área de estacionamento privado. A área do lote a Poente, alberga o terraço e o jardim de apoio às salas. A faixa a Nascente constitui-se como a área privada de serventia dos quartos. O volume único organiza-se, a partir da entrada, em torno de um espaço central de distribuição que é tomado como o tema da definição do interior de toda a habitação. Assim, desde esse espaço em ligação estreita com as salas acedemos aos vários compartimentos da habitação que procuram relações diferenciadas com o exterior.
Os dois quartos e a suite estão dispostos segundo o alinhamento de 45º, orientados a Nordeste e encontram-se desfasados entre eles segundo o afastamento que corresponde à largura de cada um. Deste modo, cada quarto dispõe de um terraço privado em forma de triângulo resultante da extensão para o exterior das paredes definidoras dos espaços interiores que vão reflectindo a luz de Sul ao longo do dia As salas interligadas entre si abrem-se através de grandes envidraçados a Sudeste e a Poente para a zona mais desafogada e recolhida do lote. Finalmente, a zona de serviços forma um volume marginal que chega até à rua, garantindo uma relação funcional da cozinha com a entrada e a sala de jantar e outra da lavandaria com o pátio de serviço murado.
A sucessão das seis moradias permite criar um modo de habitar que tira partido das potencialidades espaciais interiores e das relações estreitas com o exterior próximo.

site: atrem.eu

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naoslibros.es
plataformaarquitectura.cl
uzinabooks.com

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #53



8+10 MORADIAS EM BANDA, LOTE 215
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Madalena Cardoso de Menezes e Francisco Teixeira Bastos
com Ana Botelho, Luís Rodrigues, Sérgio Hipólito, Sofia Silva, Sérgio Xavier
Atelier dos Remédios
2008

Os projectos para as bandas T3 simplex e dúplex enquadram-se no estipulado no regulamento da operação de loteamento do Bom Sucesso – Óbidos - Design Resort, Leisure, Golf & SPA (BS-DRLG&S), inserindo-se no conjunto através do respeito pelo plano, que é o da casa térrea em continuidade com o terreno que a rodeia, E promovendo algumas características do mesmo que esta opção inevitavelmente proporciona, nomeadamente: dimensão e configuração do lote com entrada a Norte, distribuição funcional em relação estreita com as várias orientações solares e com a forma proposta para a habitação, modelação do terreno, imposta pela variação altimétrica do interior, que contraria o declive natural do terreno.
O projecto consiste em quatro blocos de moradias unifamiliares T3 em banda, agrupados dois a dois, um conjunto de 1 piso nas bandas A e B e um conjunto de 2 pisos nas bandas C e D.
A procura de unidade em cada conjunto, a orientação das habitações preferencialmente a Sul, a garantia da continuidade dos percursos públicos na área comum, a partir de qualquer rua de acesso até à piscina e a franca abertura às ruas, constituíram as premissas conceptuais.
A abordagem conceptual às bandas A e B residiu na procura de uma rentabilização da área atribuída e na perseguição de um ritmo dado pela repetição de volumes iguais, em que um acolhe o programa de serviços e salas, e o outro o programa privado da habitação. Na intersecção entre os dois volumes situa-se o pátio que faz a transição entre o exterior e a entrada da casa.
Para as bandas C e D, procurou-se um gesto unitário através da horizontalidade da viga que separa os dois pisos da edificação e abrange todo o conjunto. A volumetria confere um ritmo de avanços e recuos e determina a ocupação dos vários espaços que compõem o fogo dentro duma lógica funcional em que a zona de salas e serviços ocupam o piso inferior e os quartos, o piso superior.

site: atrem.eu

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