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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

COTTINELLI TELMO, UMA VIDA INTERROMPIDA


Integrada na Feira do Livro do Entroncamento, iniciativa do Município do Entroncamento, vai ser exibido o documentário COTTINELLI TELMO, UMA VIDA INTEROMPIDA, sessão realizada com a colaboração da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, Secção Regional do Sul, que terá lugar no Centro Cultural no dia 9 de Dezembro pelas 17h00.


Recorda-se que este documentário já foi exibido no âmbito da actividade Projectar, na 50.ª sessão que se realizou na carruagem auditório do Museu Nacional Ferroviário, também no Entroncamento.
A biografia do arquitecto Cottinelli Telmo pode ser consultada aqui.

Organização:
Município do Entroncamento

PROGRAMA:

9 de Dezembro, 17h00
Centro Cultural, Entroncamento
COTTINELLI TELMO
Uma Vida Interrompida

(2013, António-Pedro Vasconcelos e Leandro Ferreira, 58')

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PROJECTAR COM COTTINELLI TELMO


COTTINELLI TELMO (1897-1948)

José Ângelo Cottinelli Telmo nasceu a 13 de Novembro de 1897 em Lisboa, filho de Cristiano da Luz Telmo, tenor lírico, e de Cecília Cottinelli Telmo, professora de piano. De 1907 a 1914 frequenta o Liceu Central de Pedro Nunes, em Lisboa, onde conclui o Curso Geral dos Liceus (5.ª classe) e o Curso Complementar de Ciências (7.ª classe). Frequenta as aulas de desenho da Sociedade de Belas-Artes do Liceu de Pedro Nunes.

Em 1915 é admitido na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde conclui o Curso Especial de Arquitectura Civil em 1920. Neste período integra o projecto cinematográfico Lusitania Film, com Leitão de Barros, entre outros; participa, como bailarino, nos bailados de Almada Negreiros no Teatro de São Carlos e, também neste teatro, compõe música e dirige a orquestra na festa dos estudantes de Belas-Artes (1918).

Em 1920 cria a banda-desenhada (texto e desenhos) de As Aventuras Inacreditáveis (e com Razão) do Tio Pirilau que Vendia Balões, publicada no semanário ilustrado ABC, cujo sucesso motivou a criação da primeira revista infantil: ABCzinho, que dirigiu de 1921 a 1929, sendo responsável por grande parte do seu conteúdo; faz capas, textos, ilustrações, banda desenhada, (foi autor de páginas autónomas onde confluem texto e imagem, colaborando, em muitas outras, como argumentista, com artistas como Carlos Botelho).

Entre 1921 e 1922 colabora na Ilustração Portuguesa, dirigida por António Ferro, e realiza os seus primeiros projectos, como o Pavilhão de Física e Química do Liceu de Gil Vicente, em Lisboa, em coautoria com Luís da Cunha (demolido em 1945), e vence, com Carlos Ramos e Luís da Cunha, o concurso para a construção do Pavilhão de Honra de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, Brasil.

Em Abril de 1923 é admitido como Arquitecto na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, para a qual irá realizar numerosos projectos, vários deles com Luís da Cunha e Vasco Palmeiro Regaleira. Em colaboração com o primeiro destacam-se a Escola Camões (1923-28), o bairro do mesmo nome, as casas e diversos equipamentos (1924-27) no Entroncamento, ou o Edifício de passageiros da Estação de Coimbra A / Edifício da Estação Nova (1923-31).

Com projecto seu, são realizados os edifícios de passageiros para o Apeadeiro de Alcântara-Mar, em Lisboa (1927-28), o da Estação de Tomar (1928-31), da Estação Fluvial de Sul e Sueste / Estação do Terreiro do Paço, em Lisboa (1928-32), da Estação do Carregado (1930-31) ou o Sanatório Ferroviário da Covilhã (anteprojecto 1927-28, projecto 1933-36).

Paralelamente à sua actividade na CP, realiza os projectos do Liceu Latino Coelho, em Lamego (1931-37), a formalização arquitetónica do estúdio Cinematográfico da SPFSTK (Tobis), em Lisboa, a partir do projecto de construção da autoria do engenheiro francês P. Richard (1932-34, demolido) e concorre aos concursos para o Monumento ao Infante D. Henrique, em Sagres (em colaboração com Bernardino Coelho, Rui Roque Gameiro e Albuquerque Bettencourt, 1934) e do melhoramento estético da Praça do Rossio, em Lisboa (1934), ambos não executados.

Em 1933 realizou e escreveu o argumento do filme “A Canção de Lisboa", a primeira longa-metragem sonora inteiramente rodada em Portugal, com um elenco que incluía Vasco Santana, Beatriz Costa e António Silva, e se tornou a matriz das chamadas “comédias à portuguesa”.

Em 1934 integra a Comissão das Construções Prisionais, onde trabalha em parceria com Rodrigues Lima e reporta directamente a Duarte Pacheco, o então ministro das Obras Públicas e Comunicações. Para aí elabora o projecto não executado para a Colónia Penal do Tarrafal, em Cabo Verde (1935-36), o projecto-tipo para cadeias comarcãs-tipo (1936-37), os projectos de adaptação e remodelação dos edifícios existentes da Colónia Penal de Alcoentre, Azambuja (1935-44), e das Cadeias Comarcãs de Alenquer (1936), de Fornos de Algodres (1936-37), de Alijó, Vila Real, e de Celorico da Beira (1937), de Arganil (1937-42) e de Oliveira de Azeméis (1938), e ainda o projecto da Prisão-Escola / Estabelecimento Prisional Especial de Leiria (1938-1940).

Para a CP, continua a projectar vários edifícios, como os armazéns de víveres para as estações do Cacém (1935-37, ampliação 1941), do Entroncamento (1935-39) - onde actualmente está instalado o Museu Nacional Ferroviário -, e para o Terminal do Barreiro (1935-45). Destaque também para as torres de sinalização e manobra ferroviária para as estações de Ermesinde (1935-37), de Pinhal Novo, Palmela (1936-38), do Rossio (1939), ou de Campolide, em Lisboa (1940).

A título particular também projectou algumas moradias e edifícios residenciais em Lisboa, como a Casa Pinto Osório na Rua Dr. António Cândido n.ºs 3-5 (1935-36), a Casa Valadas Fernandes, na Avenida do México n.ºs 3-5 (1937), o Edifício na Travessa do Abarracamento de Peniche n.º 7 / Casa dos Artistas (1939-42), a Casa Pereira Caldas na Avenida do Restelo, n.ºs 26-26A (1941-45), e o prédio de rendimento na Avenida da República, n.ºs 99 a 99D, (1946-51) cujo acompanhamento da execução da obra após a sua morte foi assegurado Carlos Ramos.

Em 1936 adere à Legião Portuguesa e compõe a música do hino da Mocidade Portuguesa. Em 1937-38 realiza três documentários de temática ferroviária: Máquinas e Maquinistas, Obras de Arte e Gente da Via. Cria algumas séries de selos postais como As Colónias Portuguesas (1936), Castelos Portugueses (1942), Grande Exposição Industrial Portuguesa (1947) e Exposição de Obras Públicas, Congressos de Engenharia e Arquitetura (1948).

De 1938 a 1940 integra a Comissão Organizadora das Comemorações dos Centenários, em parceria com Paulino Montez, Porfírio Pardal Monteiro e Raul Lino. Neste período e depois em 1942 foi director da revista oficial do Sindicato Nacional dos Arquitetos e é colunista de crítica de arte no jornal Acção (1941-42).

Em 1939 é nomeado arquitecto-chefe da Exposição do Mundo Português (1940), sendo coautor do plano geral da exposição, com Paulo Cunha e António Lino e autor dos seguintes projectos: Pavilhão dos Portugueses no Mundo (demolido em 1956), Padrão dos Descobrimentos, com a colaboração do escultor Leopoldo de Almeida (demolido em 1943 e reconstruído definitivamente em 1960, contrariamente à sua vontade, por ocasião das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique), Jardim da Praça do Império e da Fonte Luminosa (adaptação do projecto de Vasco Lacerda Marques), Porta da Fundação (segunda versão — demolido), Pavilhão dos Caminhos-de-Ferro e Portos (1940), com a colaboração de Paulo Cunha (demolido) e complementos diversos para a exposição (ogivas da Secção Histórica, baixos-relevos, elementos de iluminação, etc.).

Em vários projectos no âmbito da arquitectura na Exposição do Mundo Português, trabalha com: Cassiano Branco (largo fronteiro à entrada da Secção Colonial), Keil do Amaral (Parque de Atracções), Raul Lino e Jorge Segurado (núcleos das Aldeias Portuguesas), Cristino da Silva (Pavilhão de Honra e de Lisboa), Porfírio Pardal Monteiro (Pavilhão dos Descobrimentos), Carlos Ramos (Pavilhão da Colonização), Veloso Reis Camelo e João Simões (conjunto de pavilhões da Etnografia Metropolitana), António Lino (Parque Infantil e Jardim dos Poetas Líricos e Secção de Etnografia), Paulo Cunha (Teatro ao Ar Livre), Vasco Lacerda Marques (Porta da Restauração), Rodrigues Lima (Pavilhão da Fundação, Pavilhão da Formação e Conquista, Pavilhão da Independência), Gonçalo de Mello Breyner e Vasco Palmeiro Regaleira (Secção de Etnografia), Adelino Nunes (Pavilhão dos Correios e Telecomunicações); no âmbito da produção da Exposição do Mundo Português conta com a colaboração de uma equipa multidisciplinar constituída por: Gustavo de Matos Sequeira, Afonso Dornelas, Júlio Caiola, Norberto de Araújo, Pastor Macedo, Leitão de Barros, Fontoura da Costa, Quirino da Fonseca, Henrique Galvão.

Pelo êxito alcançado e pelo talento demonstrado, Cottinelli foi encarregado, nos anos imediatos, de um conjunto de outras intervenções emblemáticas: é nomeado Arquitecto-chefe da Comissão Administrativa do Plano de Obras da Cidade Universitária de Coimbra (1941-1948) (sendo substituído, após a sua morte, por Cristino da Silva), onde trabalha com Maximino Correia e ainda com Baltazar de Castro, que assistia à comissão enquanto arquitecto especializado em obras em monumentos nacionais, representando a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais; e é autor do anteplano de Urbanização de Fátima, Ourém (1943), parcialmente construído a partir de 1948.

Entre 1941 e 1945, integra a Comissão Administrativa do Plano de Obras da Praça do Império e da Zona Marginal de Belém, o plano que ia transformar Belém numa área dedicada ao património, à cultura e ao lazer, onde trabalha em colaboração com Sá e Melo, com quem já havia trabalhado no Comissariado da Exposição do Mundo Português (comissário-adjunto) e na Comissão Administrativa do Plano de Obras da Cidade Universitária de Coimbra, e ainda com os jovens arquitetos Lucínio Cruz, Bernardim Fabião, Alberto José Pessoa, João Castilho e Edgar Duarte de Almeida (os mesmo que trabalham na Comissão Administrativa do Plano de Obras da Cidade Universitária de Coimbra).

Projecta mais algumas casas, em Oeiras, a Casa Zacarias Santana, na Avenida Miguel Bombarda (1941-42), em Cascais, a Casa de São Silvestre, na Avenida de Sabóia (1942), o “Casinhoto”, uma casa para a família em Sintra (1943-48) ou a casa do reitor da Universidade de Coimbra (1944).

Entre os projectos de desenho urbano destacam-se a Esplanada Dr. António da Silva Martins, em Abrantes (1941-42, demolida), a escadaria monumental para a Cidade Universitária de Coimbra (1943-50), o Plano Director de Urbanização de um bairro para sessenta casas desmontáveis (100 habitações) e projectos de casas-tipo, em Coimbra (1945) ou o jardim e monumento à memória do bispo D. Manuel de Portugal, em Lamego, em colaboração com Francisco Franco (1946-1948).

Entre os projectos que continua a elaborar para a CP, realizam-se o cais coberto para a Estação de Santa Apolónia, em Lisboa (1943) e os armazéns de víveres da Estação de Campanhã, no Porto (1943-45) e da Estação de Alfarelos, Soure (1945-47).

Realiza também projectos de instalações industriais para a Electro-Arco Lda. em Lisboa, Amadora e Lourenço Marques (Maputo) (1943), da Standard Elétrica, na Avenida da Índia em Lisboa (1944-48) e da Fábrica Barros Ld.ª na Avenida Infante D. Henrique em Lisboa (1947-52) sendo o acompanhamento da execução da obra assegurado por Veloso Reis Camelo a partir de 1948.

Em 1941 é nomeado, por Raul Lino, para vogal da Academia Nacional de Belas-Artes. Em 1941 é eleito Secretário da Direcção do Sindicato Nacional dos Arquitectos, sendo eleito presidente do mesmo em 1945, cargo que ocupa até Março de 1948, quando é derrotado pela lista encabeçada por Keil do Amaral (que é impedido de tomar posse do cargo por motivos de ordem política).

Assume a residência da Comissão Executiva do I Congresso Nacional de Arquitectura em 1947, assegurando a realização do primeiro Congresso desta classe profissional de 28 de Maio a 4 de Junho de 1948. Esta foi a sua última intervenção pública, antes do dramático acidente de pesca que o vitimou em 18 de Setembro de 1948.

Em 1961 é-lhe atribuída, a título póstumo, a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa, pela Câmara Municipal de Lisboa.


Ante-projecto da Standard Eléctrica (1944)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Museu Nacional Ferroviário, Entroncamento

PROGRAMA:

9 de Fevereiro, 19h00
Carruagem auditório, Museu Nacional Ferroviário, Entroncamento
COTTINELLI TELMO
Uma Vida Interrompida

(2013, António-Pedro Vasconcelos e Leandro Ferreira, 58')

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PROJECTAR #50

A quinquagésima sessão da actividade PROJECTAR - meia centena de sessões - convida-nos a conhecer a multifacetada vida do arquitecto Cottinelli Telmo, e será acolhida num cenário muito especial: uma carruagem auditório do Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento - instalado num edifício originalmente concebido por este arquitecto -, no próximo dia 9 de Fevereiro, pelas 19h00.



Exibido pela RTP em 31 de Janeiro de 2015, como um episódio da série Memórias do Século XX:
Documentário biográfico sobre o arquitecto e cineasta José Cottinelli Telmo (1897-1948), um dos pioneiros do modernismo em Portugal. Depoimentos diversos de familiares, amigos e especialistas na sua obra, intercalados com imagens de arquivo e de "A Canção de Lisboa", o filme que lhe trouxe notoriedade como realizador.
Cottinelli Telmo nasceu em Lisboa em 1897. É um dos nomes mais destacados da primeira geração da arquitetura modernista portuguesa, que emerge no contexto tradicionalista da época, os anos 1925-35, e que acompanha a ascensão de um novo gosto europeu moderno. Exemplo disso na sua obra é a Estação dos Caminhos de Ferro Sul Sueste. Personagem multifacetado, Cottinelli Telmo foi bailarino, dedicou-se à composição musical desde muito novo dedicou-se também à ilustração e acabou por criar um dos primeiros heróis portugueses dos cómicos infantis, o "Pirilau Que Vendia Balões", que depressa conheceu fama e fez história. Mas foi sobretudo o cinema que veio a imortalizar Cottinelli Telmo, como realizador e argumentista do primeiro filme sonoro inteiramente feito em Portugal, "A Canção de Lisboa", em 1933. O filme foi um enorme êxito e tornou-se o modelo de comédia para o cinema português das décadas seguintes. Como corolário da sua relação com o regime, encarnada em António Ferro e Duarte Pacheco, Cottinelli Telmo é convidado para ser o Arquiteto-Chefe da Exposição do Mundo Português, de 1940, onde tem a oportunidade de adaptar os modelos e os fundamentos modernistas europeus à realidade portuguesa. No auge da sua carreira, projeta a Standart Eléctrica, mas pouco depois da sua construção é precocemente apanhado pela morte num estúpido acidente de pesca. E assim, morre prematuramente com 50 anos de idade, em 1948, ficando-se com a sensação de que o melhor da sua obra ainda estaria para acontecer.



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da carruagem auditório do Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Museu Nacional Ferroviário, Entroncamento

PROGRAMA:

9 de Fevereiro, 19h00
Carruagem auditório, Museu Nacional Ferroviário, Entroncamento
COTTINELLI TELMO
Uma Vida Interrompida

(2013, António-Pedro Vasconcelos e Leandro Ferreira, 58')

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

PROJECTAR NO ENTRONCAMENTO

O Entroncamento vai acolher uma sessão muito especial da actividade PROJECTAR: especial por ser a 50.ª - um número redondo -, especial por ligar o tema do documentário ao local onde vai decorrer, sobre o arquitecto Cottinelli Telmo no Museu Nacional Ferroviário que está instalado em edifício originalmente concebido por ele, e especial por, em parceria com o Museu, decorrer no interior de uma carruagem auditório.
Ingredientes para torná-la uma sessão muito especial, sem dúvida, no próximo dia 9 de Fevereiro, pelas 19h00.




Mais informações em breve.