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quarta-feira, 19 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #145



REQUALIFICAÇÃO DA ENVOLVENTE DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
ALCOBAÇA, ALCOBAÇA

Gonçalo Sousa Byrne e João Pedro Falcão de Campos
com Alonso Frölich, Hélder Coelho, Luís Ucha, Nuno Micael, Patrícia Novo, Raquel Capelo, José Ricardo Vaz e Rui Vinagre
Gonçalo Byrne Arquitectos + Falcão de Campos Arquitecto
1998-2009

O projecto de requalificação do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e área envolvente compreende três importantes fases: a recuperação da Ala Sul do Mosteiro para galeria de exposições temporárias, a requalificação do Rossio e ruas adjacentes, e, por fim, a reabilitação dos equipamentos e espaço público junto à confluência dos rios Alcôa e Baça. As diferentes intervenções, ainda que separadas temporal e espacialmente, permitem tornar visível, novamente, a presença dos rios e, dessa forma, celebrar a água, que determinara, na sua génese, a implantação e a configuração do Mosteiro.
As várias intervenções delimitam o seu campo operacional nos espaços onde se localizam, revelando-os através de novas perspectivas e dimensões, que nos conduzem ao resgate dos seus usos e memórias, num conjunto global só então apreendido perante a consolidação de estruturas e elementos, que o tempo foi fragilizando, num processo de reacondicionamento em direcção a novas leituras e usos, introduzindo, como sempre aconteceu, marcas de contemporaneidade, num processo contínuo de evolução do conjunto monumental.
A intervenção no Rossio e zona envolvente procura reestabelecer a relação de complementaridade entre a cidade (em especial, o centro histórico) e o Mosteiro, retirando, na zona envolvente deste monumento, o trânsito de atravessamento e o estacionamento automóvel à superfície. Rebaixa-se a Rua D. Pedro V, indo ao encontro das cotas primitivas, libertando o cunhal e os vãos do Mosteiro, que estavam soterrados. O saibro contorna o Mosteiro e evoca o antigo terreiro, espaço espontâneo não planeado, de intercâmbio entre o laico e o religioso, entre cidade e Mosteiro.
Na Praça D. Afonso Henriques, recoloca-se à cota original o chafariz, valorizando e enfatizando a sua presença com um lajedo em pedra lioz. A água proveniente do chafariz corre por duas caleiras, à sombra dos plátanos, assinalando os arcos de passagem para a Praça da República e uma pequena fonte aí existente.

site: goncalobyrnearquitectos.com e falcaodecampos.pt

ver mais sobre o projecto:
ducciomalagamba.com
guiasdearquitectura.com
solancis.com
ultimasreportagens.com

sexta-feira, 10 de maio de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #135



EDIFÍCIO PRAÇA EÇA DE QUEIROZ
LEIRIA, LEIRIA

Gonçalo Sousa Byrne
com Carla Lima Vieira, Luis Gomes, Patrícia Caldeira, Rodrigo Germano, Inês Nunes, Joana Sarmento, Miguel Pacheco, Rita Freitas, Telmo Cruz
Gonçalo Byrne Arquitectos
2012

No tecido urbano de origem e características medievais, de ruas estreitas e escassos espaços vazios, uma tipografia, abandonada há mais de cinquenta anos, desmorona-se, deixando livre um quarteirão, onde surge a possibilidade de criar um espaço público mais generoso para deixar respirar o centro histórico, densamente ocupado, mas em decadência e largamente desertificado, deixar penetrar o sol e criar diferentes ligações visuais com o casario envolvente próximo e com o icónico castelo, mais distante.
O quarteirão, redescoberto como imenso espaço vazio, é delimitado, a Poente, por uma das principais ruas da cidade medieval, a Rua Direita, que mantém ainda a sua expressão de espinha estruturante deste tecido urbano, ligando o adro da Sé e o largo do Terreiro. Quem passe nesta rua, actualmente, apercebe-se da maior luminosidade desse espaço, enquadrado pela sombra de um corpo suspenso, que acolhe uma mediateca, e uma praça, ligeiramente inclinada e elevada, que culmina no terraço de um café, que se esconde por detrás de uma fachada rectangular envidraçada.
O novo edifício, para além da praça, contém um programa do município que se insere na estratégia de reabilitação do centro histórico bastante desabitado e onde predomina uma população idosa. Uma academia sénior, com cursos e outras actividades didácticas, ocupa os três pisos a Nascente, incluindo o café e esplanada entregues à gestão daquela. Do lado da rua Direita, um salão de actividades para jovens, cuja presença interessa à regeneração desta área histórica da cidade, é acessível por uma rampa inversa à da praça, que, no entanto, prolonga o percurso por esta.

site: byrnearq.com

ver mais sobre o projecto:
joaomorgado.com

domingo, 16 de setembro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #86



POSTO DE TURISMO E ELEVADOR DO OUTEIRO
ALCOBAÇA, SÃO MARTINHO DO PORTO

Gonçalo Sousa Byrne e João Pedro Falcão de Campos
com Ana Moniz, Gabriela Raposo, Isabel Monteiro, José Ricardo Vaz, Luís Cordeiro, Luísa Ramalho, Neuza Talhão e Sofia Saraiva
Gonçalo Byrne Arquitectos + Falcão de Campos Arquitecto
2008

O projeto da Requalificação Urbana de S. Martinho do Porto pretende, num ciclo de 3 fases, contribuir para a valorização e enriquecimento da Vila. Para isso procura conciliar o individual e o colectivo, o novo e o pré-existente.
Com a intenção de vencer a barreira entre a cota baixa da vila e a cota alta do centro histórico, foi projectado um elevador panorâmico. Espaço vazio, corpo atravessado verticalmente por dois elementos transparentes de circulação, ambos públicos e privados, rompem a cobertura do edifício deixando-nos pousar nas diferentes praças da encosta.
O Largo José Bento da Silva, espaço miradouro com vista privilegiada sobre a baía, comunica com a cota do mar e com a vila através de uma sucessão de espaços que descem a encosta proporcionando praças, pausas e olhares.
O posto de turismo é livre e polivalente, agregando vários valores na sua pequena área, desde espaço expositivo, de reunião e de informação.

site: byrnearq.com e falcaodecampos.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
plataformaarquitectura.cl
tsm.tn.it

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

PROJECTAR #68


A sexagésima oitava sessão da actividade PROJECTAR, será preenchida com dois documentários sobre cinco casas portuguesas construídas nos anos 1990s, projectadas pelos arquitectos Egas José Vieira, Nuno e José Mateus, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura e Manuel e Francisco Aires Mateus, e realiza-se no próximo dia 13 de Setembro, pelas 19h00, no Auditório do edifício da Câmara Municipal de Alcanena.



Ambos da série Ver Artes com autoria de Manuel Graça Dias e realizados por Edgar Feldman em 1996, o primeiro documentário a exibir, intitulado Duas Casas Alentejanas, originalmente transmitido na RTP2, em 8 de Fevereiro de 1996, será dedicado a duas casas construídas no Alentejo:
Programa apresentado por Manuel Graça Dias sobre arquitetura dedicado a duas casas alentejanas, a Casa de Tróia, da autoria do arquiteto Egas José Vieira e a Casa de Melides, da autoria dos arquitetos Nuno e José Mateus.


Casa de Tróia, Arq.º Egas José Vieira
Casa de Melides, Arq.ºs Nuno e José Mateus


Três casas construídas no norte do Ribatejo serão o tema do segundo documentário, intitulado Três Casas em Alcanena e originalmente transmitido na RTP2, em 11 de Abril de 1996:
Programa apresentado por Manuel Graça Dias sobre arquitetura, dedicado a três casas em Alcanena, da autoria dos arquitectos Eduardo Souto de Moura, Manuel e Francisco Mateus e Gonçalo Byrne.


Casa César Ferreira, Arq.º Gonçalo Byrne
Casa de Alcanena, Arq.º Eduardo Souto Moura
Casa em Alcanena, Arq.ºs Manuel e Francisco Aires Mateus


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório do edifício da Câmara Municipal de Alcanena, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alcanena

PROGRAMA:

13 de Setembro, 19h00
Auditório do edifício da Câmara Municipal de Alcanena
DUAS CASAS ALENTEJANAS
(1996, Edgar Feldman, 26')
TRÊS CASAS EM ALCANENA
(1996, Edgar Feldman, 25')

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

PROJECTAR EM ALCANENA


No dia 13 de Setembro, quinta-feira, regressamos a Alcanena para mais uma sessão da actividade PROJECTAR, com a exibição de dois documentários sobre cinco casas portuguesas dos anos 1990s dos arquitectos Egas José Vieira, Nuno e José Mateus, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura e Manuel e Francisco Aires Mateus, e que terá lugar no auditório do edifício da Câmara Municipal, pelas 19h00.


Ver Paços do Concelho de Alcanena num mapa maior

Mais informações em breve.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

HÁ DEZ ANOS - FOTOGRAFIA DE RUI MORAIS DE SOUSA

No dia 19 de Outubro de 2007, ainda no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arquitectura, foi inaugurada a exposição de fotografias LUGARES DE CULTO Fotografia de Rui Morais de Sousa, produzida pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, com o patrocínio de Foto Diogo, Mação.

(Clique na imagem para ver mais)

Trata-se de uma exposição de fotografias de arquitectura, enquanto Lugares de Culto ou Culto dos Lugares, composta por dezasseis ampliações em grande formato de fotografias de obras de Álvaro Siza, Carrilho da Graça, Manuel Taínha, Fernando Távora, Gonçalo Byrne, Raul Lino e Eduardo Souto Moura.

Fotografias de Rui Morais de Sousa

Pretendia-se promover a itinerância desta exposição a outros locais e às sedes das Delegações e Núcleos da Ordem dos Arquitectos, tendo a mais recente e completa mostra ocorrido em Mação, em Fevereiro de 2016. Foi editado um catálogo que pode ser folheado aqui:



Rui Morais de Sousa nasceu em Silva Porto, Angola, em 1955. Iniciou a sua actividade como fotógrafo profissional no Instituto de História de Arte (Kunsthistorishes Institut) da Universidade de Heidelberg, Alemanha. Regressado a Portugal em 1990, paralelamente à actividade de estúdio e publicidade, opta por se especializar na área da fotografia de arquitectura. Trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro em inúmeros livros e revistas da especialidade. Álvaro Siza e Mies van der Rohe são alguns dos nomes cuja obra se encontra extensamente documentada. Sócio-fundador da White & Blue em Novembro de 2000.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

HÁ DEZ ANOS - CONCURSO DAS MARGENS DO TEJO


Em 22 de Junho de 2007 foram divulgados, em Constância, os resultados do Concurso Internacional para a Dinamização do Rio nas Margens do Médio Tejo, organizado pela TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, com a colaboração dos Municípios de Abrantes, Chamusca, Constância e Vila Nova da Barquinha, e cujo júri foi composto pelos arquitectos Gonçalo Byrne (presidente), Luis Moreno Mansilla, Manuel Aires Mateus, arquitecto paisagista João Ferreira Nunes, Dr. António Marques (CCDRLVT), Dr. Pina da Costa e arquitecto Rui Serrano.


(Clique nas imagens para ver mais)

A cerimónia decorreu no Centro Náutico de Constância, Praia do Ribatejo, onde se realizou uma conferência de apresentação das propostas premiadas pelos seus autores, AtelierMob (1.º prémio), Wuda*Wurfbaum Dantas Architects (2.º prémio) e Atelier Rua (3.º prémio) e foi efectuado o lançamento do respectivo catálogo, distribuído com a edição de Julho da revista +arquitectura.
No mesmo local pôde ser visitada a exposição dedicada aos trabalhos apresentados a concurso, que posteriormente esteve patente ao público no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, de 16 a 26 de Julho, e na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, de 17 a 26 de Setembro do mesmo ano.