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quinta-feira, 25 de maio de 2017

PROJECTAR COM VICTOR PALLA


Victor Palla estará em foco na actividade PROJECTAR, na sessão (dupla) comemorativa do 5.º aniversário desta actividade, tomando como pretexto a exposição Victor Palla e Bento d'Almeida - Arquitetura de outro tempo, patente ao público na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém até ao dia 18 de Junho, e que terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes no dia 31 de Maio, pelas 19h00.

VICTOR PALLA (1922-2006)

Victor Manuel Palla e Carmo nasceu em Lisboa em 13 de Março de 1922. Era filho de Vítor Manuel do Carmo, um caracterizador de Teatro e fotógrafo amador, e de sua mulher Virgínia Ramos Palla.

Na capital, começou a estudar Arquitectura (1939), curso que veio a terminar no Porto, em 1948. Durante a sua estada na cidade Invicta dirigiu a "Galeria Portugália" (1944) e integrou as Exposições dos Independentes (1943-1950) com Fernando Lanhas e Júlio Pomar, entre outros.

De regresso à capital, associou-se às Exposições Gerais de Artes Plásticas, entre 1947 e 1955, e à renovação da Arquitectura nacional, ao aderir ao Estilo Internacional, em concreto à arquitectura brasileira.

Publicou artigos teóricos e de divulgação em revistas como a "Arquitectura", que começou a dirigir em 1952, e riscou obras arquitectónicas inovadoras em parceria com Joaquim Bento d' Almeida, arquitecto com quem partilhou um atelier durante 25 anos.

Deste gabinete conjunto saíram modernos espaços comerciais, cafés, em particular, mas também os primeiros snack-bares de Portugal (Terminus, Pic-Nic, "Noite e Dia" e Galeto, em Lisboa, e o "Cunha", no Porto).

Palla riscou muitos outros projectos de grande dinamismo espacial e material, receptivos às inovações nas áreas do mobiliário e da iluminação, e adaptados à vida moderna. Entre eles contam-se fábricas, a Escola do Vale Escuro (1953) e a Escola n.º 175 de Lisboa, nos Olivais Norte, e a aldeia das Açoteias, em Albufeira, traçada a título individual nos anos 60.

Este talentoso e multifacetado profissional também se dedicou a outras áreas artísticos e culturais, como a Pintura (desde os anos 40 que participou em exposições, se ligou a galerias do Porto e de Lisboa e promoveu as Exposições Gerais de Artes Plásticas, organizadas entre 1946 e 1956), a Cerâmica, o Design Gráfico (concebeu graficamente várias publicações e centenas de capas de livros, sobretudo para as editoras Arcádia e Atlântida) e a Tradução. Com o mesmo entusiasmo desenvolveu, também, as actividades de galerista, de animador, de editor (organizou antologias de contos, associou-se à "Vampiro Magazine" entre 1950-1952 e fez parte da equipa que produziu "O Gato Preto – Antologia de Mistério e Fantasia", em 1952), de escritor (obteve um prémio nos concursos anuais de contos do "Ellery Queen's Mystery magazine") e, em especial, de fotógrafo.

Com Costa Martins (1922-1996) publicou "Lisboa, Cidade Triste e Alegre", em 1959, uma obra moderna pelo seu sentido humanista, próximo do neo-realismo, pelo grafismo e pela impressão e que reuniu trabalhos fotográficos dos dois artistas, apresentados na Galeria do Diário de Notícias, em Lisboa, e na Galeria Divulgação, no Porto.

Este projecto fotográfico foi relançado em 1982 pela Galeria Ether que, nesse ano, reeditou o livro, promoveu a exposição "Lisboa e Tejo e Tudo (1956/1959)" e editou o respectivo catálogo.

Este título alcançou, por fim, o merecido reconhecimento nacional e internacional. Foi referido por Philippe Arbaizar (2002) na revista do Centro Georges Pompidou e por Martin Parr e Gerry Badger no "The Photobook: A History" (2004). Em 2001 foi eleito um dos 100 melhores livros do século XX.

Em 1992, o Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, dedicou ao artista uma exposição fotográfica retrospetiva e, em 1999, o Centro Português de Fotografia, sedeado no Porto, concedeu-lhe o Prémio Nacional de Fotografia.

Victor Palla morreu em Lisboa a 28 de Abril de 2006, aos 84 anos de idade, vítima de uma pneumonia. A sua obra continua a suscitar o interesse de amantes da Arte em várias partes do mundo e de inúmeros investigadores, designadamente do seu neto João Palla.


Snack-Bar Galeto (Lisboa, 1966)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Abrantes

PROGRAMA:

31 de Maio, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal António Botto, Abrantes
A Casa Tugendhat
MIES VAN DER ROHE

(2002, Christina Brecht-Benze, 15')
VICTOR PALLA
(1994, Edgar Feldman, 25')

quarta-feira, 17 de maio de 2017

PROJECTAR #54



5 ANOS A PROJECTAR vão ser motivo de comemoração na 54.ª sessão da actividade no dia 31 de Maio, no auditório da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, a partir das 19h00.
Voltamos à cidade onde começou a itinerância, mas saímos da sede da Delegação e convidamos todos a juntarem-se-nos na Biblioteca Municipal, numa procura de novos públicos que tem sido sempre uma das intenções desta actividade.
E invertendo outros dos seus objectivos, levar um pouco de cultura arquitectónica aos concelhos da região, desta vez trazemos uma amostra do que, em termos de divulgação da arquitectura, se está a fazer nos grandes centros, nomeadamente as exposições que estão patentes ao público na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, até 31 de Maio e 18 de Junho, respectivamente.



O primeiro documentário, a propósito da exposição 'Villa Tugendhat' de Mies van der Rohe, intitulado Das Haus Tugendhat, Leben im Kunstwerk (A Casa Tugendhat, Viver numa Obra de Arte), da série Schätze der Welt, Erbe der Menshheit (Tesouros do Mundo, Património da Humanidade) foi realizado por Christina Brecht-Benze em 2002:

É considerada uma obra-prima da arquitectura moderna clássica e o edifício mais importante de Ludwig Mies van der Rohe em solo europeu: a casa Tugendhat em Brno, República Checa.
Quando foi construída no final dos anos 20, a capital da Morávia já era um centro de vanguarda arquitectónica.
Graças ao empenho de arquitectos como Bohuslav Fuchs ou Arnost Wiesner, surgiram em Brno inúmeros ​​bairros sociais e casas para as massas. Com a Casa Tugendhat é acrescentado um edifício funcionalista para a classe alta.
Como o dinheiro não era problema para os empresários judaicos Grete e Fritz Tugendhat, Mies van der Rohe dispôs de recursos ilimitados e pôde desenvolver os seus princípios estéticos até à perfeição. Estes incluem a planta livre, permitem a estrutura de pilares de aço, paredes de vidro que desaparecem no chão e divisórias feitas de materiais luxuosos, como ébano e ónix. "A simplicidade de construção, a clareza dos recursos construtivos e a pureza dos materiais", princípios coerentemente aplicados por Mies van der Rohe na casa Tugendhat, fazem desta Villa uma obra chave da época moderna. Até hoje, por isso foi declarada Património Mundial pela UNESCO, sendo considerada uma das casas arquitectonicamente mais influentes do mundo.
Até 1938, a família industrial judia Tugendhat viveu na obra de arte, até ser forçada a exilar-se perante a ameaça da invasão da Checoslováquia por Hitler. A casa foi confiscada pelos nazis, e em 1945 pelo Exército Vermelho. Na Checoslováquia comunista albergou uma instituição para fisioterapia e na década de 60, finalmente, tornou-se um monumento nacional. Foi uma proeza admirável, a reabilitação de uma casa de campo capitalista de um arquitecto alemão na Checoslováquia comunista, nos anos 80, apesar de os rebocos estarem novamente a desfazerem-se. Se não forem encontrados patrocinadores para uma nova reparação, corre-se o risco de um marco da arquitectura mundial da casa do século XX gradualmente se degradar.



O segundo documentário, do qual excertos fazem parte da exposição Victor Palla e Bento d'Almeida - Arquitetura de outro tempo, faz parte da série Magazine de Artes Visuais, da autoria de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias, e foi realizado por Edgar Feldman em 1994:

Programa sobre a obra de Victor Palla, arquitecto português que se notabilizou ainda nos campos da fotografia, design, artes plásticas e edição literária. Apresentação do arquitecto Manuel Graça Dias. Inclui depoimentos de amigos de Victor Palla, intercalados com uma entrevista com o próprio.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Abrantes

PROGRAMA:

31 de Maio, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal António Botto, Abrantes
A Casa Tugendhat
MIES VAN DER ROHE

(2002, Christina Brecht-Benze, 15')
VICTOR PALLA
(1994, Edgar Feldman, 25')

quarta-feira, 10 de maio de 2017

PROJECTAR EM ABRANTES



31 de Maio, no dia em que comemoramos o 5.º aniversário do início da actividade PROJECTAR, voltamos a Abrantes, para a realização daquela que será a 54.ª sessão.
Desta vez à quarta-feira, no auditório da Biblioteca Municipal António Botto, com início pelas 19h00 para a projecção de documentários de arquitectura sobre a casa Tugendhat, de Mies van der Rohe, e sobre o arquitecto Victor Palla, a propósito das respectivas exposições que estão patentes ao público na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.



Mais informações em breve.