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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PROJECTAR COM IMHOTEP



A próxima sessão dupla da actividade PROJECTAR inicia-se com um documentário sobre a pirâmide de degraus em Saqqara, no Egipto, atribuída ao primeiro arquitecto conhecido, Imhotep, e terá lugar no Auditório Municipal de Proença-a-Nova no dia 14 de Dezembro, pelas 19h00.

IMHOTEP (século XXVII a.C., ca. 2655-2600 a.C.)

Imhotep, também referido como Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep, que literalmente significa "aquele que vem em paz", é considerado o primeiro arquitecto, engenheiro e médico da história antiga.

Historicamente pouco se sabe da sua vida, mas foi um dos poucos mortais a serem ilustrados como parte de uma estátua de um faraó. Serviu o faraó Djoser, da Terceira Dinastia, como Chanceler do Rei do Baixo Egipto, Primeiro na linhagem do Rei do Alto Egipto, Administrador do Grande Palácio, Nobre Hereditário, Sumo Sacerdote de Heliópolis, Construtor, Carpinteiro-Chefe, Escultor-Chefe, e Feitor-Chefe de Vasos, conforme consta numa inscrição na base de uma estátua de Djoser.

É-lhe atribuída a construção do complexo funerário de Saqqara para o faraó Djoser, no qual se inclui a pirâmide de degraus, a mais antiga pirâmide do mundo, embora esta estrutura não seja verdadeiramente uma pirâmide, pois resulta da sobreposição de cinco andares sobre a mastaba original, uma forma de túmulo egípcio antiga, formando seis degraus.

Terá sobrevivido ao faraó Djoser, como o testemunha uma inscrição na pirâmide inacabada de Sekhemkhet, que por isso também lhe é atribuída, outra pirâmide de degraus, que não foi terminada provavelmente devido ao curto reinado deste faraó.

Para além da invenção da pirâmide de degraus como túmulo, também lhe é atribuída a generalização da utilização da pedra talhada na construção de templos e túmulos funerários, bem como ter sido o primeiro a utilizar colunas de pedra como elementos portantes na arquitectura.

Foi um dos pouquíssimos plebeus a serem deificados após a morte, associado a Tot, deus do conhecimento e da escrita. na Época Baixa é divinizado e venerado sobretudo em Deir el-Bahari. O seu apogeu dá-se em Mênfis, onde destrona Nefertum para ser o filho do poderoso Ptá. Mais tarde ainda, acaba por o ultrapassar e recebe o título de deus de Mênfis, relegando Ptá para segundo plano.

Desconhece-se a localização do túmulo que Imhotep terá construído para si próprio, cuidadosamente dissimulado, apesar dos esforços para o encontrar, sendo consensual que está escondido algures em Saqqara.

Actualmente é referido como polímata, poeta, juiz, engenheiro, mago, escriba, astrónomo, astrólogo, e especialmente médico. Estes títulos resultam das lendas que floresceram nos milénios após a sua morte, e não em registos históricos. Nenhum texto seu contemporâneo menciona estas capacidades assim como nenhum menciona o seu nome nos primeiros 1.200 anos que se seguiram à sua morte.


Pirâmide de Djoser, Saqqara


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Proença-a-Nova

PROGRAMA:

14 de Dezembro, 19h00
Auditório Municipal, Proença-a-Nova
A Pirâmide do Rei Djoser em Saqqara
IMHOTEP

(2008, Stan Neumann, 26')
O Cemitério de Igualada
ENRIC MIRALLES & CARME PINÓS

(2010, Richard Copans, 26')

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PROJECTAR #60

A última etapa deste ano da actividade PROJECTAR será em Proença-a-Nova, com a 60.ª edição em mais uma sessão dupla, com dois documentários que nos levam das origens da arquitectura funerária com a pirâmide de Djoser, em Saqqara, no Egipto, do primeiro arquitecto de que se conhece o nome, Imhotep, até ao muito recente cemitério de Igualada, em Espanha, dos arquitectos Enric Miralles e Carme Pinós, que faz uma reinterpretação do tema com a integração na paisagem, e terá lugar no Auditório Municipal, no dia 14 de Dezembro, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado à pirâmide do Rei Djoser, do primeiro arquitecto de que se conhece o nome, Imhotep, e foi realizado por Stan Neumann em 2008:

A pirâmide do Rei Djoser, a mais antiga pirâmide egípcia, revela sem dúvida os primeiros passos daquilo que chamamos arquitectura, como prática erudita, distinta da simples construção.

A pirâmide do Rei Djoser, a mais antiga pirâmide egípcia - foi construída 2.600 anos antes de Cristo - revela sem dúvida os primeiros passos daquilo que chamamos arquitectura, como prática erudita, distinta da simples construção.
O sítio onde se opera ruptura é um monumento funerário, onde a função simbólica toma o lugar do simples uso. A arquitectura, à sua nascença, afirma-se de imediato não como função mas como símbolo.
A trinta quilómetros a sul do Cairo, a este do vale do Nilo, Saqqara foi a necrópole de Memphis, a primeira capital do Antigo Egipto da qual não resta senão este imenso cemitério dominado pelso sessenta metros da pirâmide de degraus de Djoser.




O segundo documentário sobre o cemitério de Igualada, próximo de Barcelona, dos arquitectos Enric Miralles e Carme Pinós, foi realizado por Richard Copans em 2010:

Que fazer dos nossos mortos? Incinerá-los? Enterrá-los? Fazê-los desaparecer? Guardá-los ao alcance de uma visita? E quantos metros quadrados lhes consagrar? Estamos a 70 km de Barcelona, atrás do Montserrat, em Igualada, uma cidade de 40.000 habitantes.

Aqui, como em toda a Espanha, não se enterram os mortos. São empilhados em nichos, em jazigos sobrepostos, em alinhamentos de três ou quatro níveis. No final dos anos 1970, o cemitério de Igualada, concelho situado a cerca de sessenta quilómetros de Barcelona, estava saturado. O município toma posse de um terreno declivoso para instalar o novo cemitério. Em 1985, os arquitectos catalães Enric Miralles e Carme Pinós iniciam o estaleiro que verá sair da terra 240 jazigos, uma capela (inacabada), locais técnicos e uma sala de autópsias fundidos na paisagem.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório Municipal de Proença-a-Nova, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Proença-a-Nova

PROGRAMA:

14 de Dezembro, 19h00
Auditório Municipal, Proença-a-Nova
A Pirâmide do Rei Djoser em Saqqara
IMHOTEP

(2008, Stan Neumann, 26')
O Cemitério de Igualada
ENRIC MIRALLES & CARME PINÓS

(2010, Richard Copans, 26')