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quinta-feira, 26 de abril de 2018

PROJECTAR #65


A próxima etapa da actividade PROJECTAR será em Alcobaça, cuja 65.ª edição será uma vez mais uma sessão dupla, com dois documentários que nos dão a conhecer dois grandes exemplos da arquitectura religiosa do século XX, em betão, ambas em França, a igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e o convento de la Tourette, de Le Corbusier, e terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal, no dia 10 de Maio, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado à igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e foi realizado por Juliette Garcias em 2010:

A igreja de Notre-Dame du Raincy, a "Santa-Capela do betão".

Nos anos a seguir à Primeira Guerra Mundial, o pároco de Raincy decide construir uma nova igreja. Mas o país está arruinado e os cofres do clero estão vazios. O arquitecto Auguste Perret volta-se para o betão armado para responder ao duplo desafio da urgência e do orçamento, revolucionando assim a linguagem arquitectónica.




O segundo documentário sobre o convento de la Tourette, próximo de Lyon, do arquitecto Le Corbusier, foi realizado por Richard Copans em 2002:

O convento de la Tourette é um dos raros edifícios religiosos concebidos por Le Corbusier. Uma obra de maturidade que impressiona pela sua força, pela sua riqueza e pela sua complexidade.

Construído entre 1953 e 1960 em Eveux, perto de Lyon, o convento de la Tourette é a última grande obra de Le Corbusier em França. O convento tem de abrigar oitenta estudantes, ser ao mesmo tempo local de habitação, local de estudo e local de oração. Em vez de construir o edifício a partir do solo, Le Corbusier baixa-o a partir da linha horizontal da cobertura e vai ao encontro da encosta que ele toca "como pode". Ele constrói sobre um plano clássico um quadrilátero em torno de um pátio fechado. As celas dos monges, que dispõem cada uma de uma varanda, ocupam os dois pisos superiores. As salas de estudo e os espaços de vida comum são amplamente abertos sobre a paisagem. A igreja assume um volume à parte, um bunker de betão de proporções subtis. É o claustro que surpreende, com as suas passagens que formam uma cruz.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alcobaça

PROGRAMA:

10 de Maio, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça
A Igreja de Notre-Dame du Raincy
AUGUSTE PERRET

(2010, Juliette Garcias, 26')
O Convento de La Tourette
LE CORBUSIER

(2002, Richard Copans, 25')

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PROJECTAR EM ALCOBAÇA



Alcobaça recebe a próxima etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, com sessão marcada para o dia 10 de Maio, pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com uma sessão dupla dedicada a dois edifícios religiosos do Século XX, a Igreja de Notre-Dame du Rancy projectada por Auguste Perret, e o Convento de la Tourette de Le Corbusier.



Mais informações em breve.

domingo, 5 de março de 2017

PROJECTAR COM JEAN PROUVÉ


Este documentário sobre Jean Prouvé já esteve programado para uma sessão dupla da actividade PROJECTAR, que por indisponibilidade de tradução e legendagem em português não foi possível exibir, vem agora enquadrado pela temática de casas uni-familiares económicas auto-construídas, para levar a cabo no auditório do Centro de Negócios de Ansião no dia 9 de Março, pelas 19h00.

JEAN PROUVÉ (1901-1984)

Jean Prouvé nasceu a 8 de Abril de 1901 em Paris, segundo de sete filhos de Victor Prouvé, pintor e escultor, e de Marie Amélie Charlotte Duhamel, pianista. Cresce no ambiente artístico da École de Nancy a que o pai pertencia. Devido a dificuldades financeiras da família tem de abandonar os estudos em 1916, e torna-se aprendiz do serralheiro Émile Robert em Enghien, e depois em 1919 na oficina de trabalhos em metal do parisiense Aldabert Szabo.

Após o serviço militar, em 1923-24, abre em Nancy a sua primeira oficina onde começa a produzir peças em metal para candeeiros, candelabros, corrimãos e concebe mobiliário seu, como a «cadeira inclinável» (1924), em aço dobrado lacado e lona. Como artesão de ferro forjado recebe encomendas de arquitectos locais como Jean Bourgon, Pierre Le Bourgeois, Raphaël Oudeville ou Alfred Thomas para contribuir para os seus projectos Art Deco.

Em 1926 recebe a encomenda para fazer as grades de entrada da Villa Reifenberg, em Paris, projecto de Robert Mallet-Stevens, o qual lhe solicita de novo, em 1928, a realização das ferragens retráteis do quarto ao ar-livre no terraço da Villa Noailles.

Abandona progressivamente os estilos decorativos, e volta-se para a criação de mobiliários e elementos arquitectónicos para a construção de casas e funda, em 1931, a SA des Ateliers Jean Prouvé, pela qual produz o mobiliário para os sanatórios do planalto de Assy, e a partir de 1935, projecta a Maison du Peuple de Clichy com Eugène Beaudouin, Marcel Lods e Vladimir Bodiansky, considerado como precursor da arquitectura moderna. Colaborou também com Charlotte Perriand e Pierre Jeanneret na concepção de diverso mobiliário.

Privilegiou o sector publico nas áreas em crescimento da saúde, educação e administração, reflexo de um ideal social mas também por aí poder providenciar uma economia de escala. Por volta de 1936 tinha em produção um catálogo de vários modelos padrão de mobiliário e equipamento para hospitais, escolas e escritórios.

Vendo o potencial da produção em massa, Prouvé desenvolveu e patenteou vários produtos industriais para a construção de edifícios com o uso de folha metálica quinada, incluindo divisórias móveis, portas de metal e cabinas de elevadores. Daí passou para propostas e protótipos de pequenas casas de férias pré-fabricadas em metal como a BLPS (1937–39), ou casernas portáteis para o Exército Francês (1939).

Durante a Guerra manteve os seus "Ateliers" em actividade com a produção de bicicletas e um forno denominado "Pyrobal" que trabalhava com qualquer combustível, e Prouvé envolveu-se politicamente como membro da Resistência Francesa, envolvimento que lhe foi reconhecido após a Guerra com a sua nomeação para Presidente do Município de Nancy.

Em 1947, Prouvé construiu a fábrica de Maxéville, nos arredores de Nancy, onde produziu mobiliário e desenvolveu extensa investigação sobre a utilização de alumínio na arquitectura. Em 1949, Prouvé e o seu irmão Henri ganham o contrato do Ministério da Reconstrução e Urbanismo para a construção de doze moradias industriais em Meudon, nos arredores de Paris, para demonstrar o seu sistema de pré-fabricação de edifícios em metal. Construídos os protótipos do que poderia ser uma importante encomenda, não foi dado seguimento ao projecto.

Prouvé produziu edifícios industriais em alumínio e enviou centenas de coberturas de alumínio para África. Também projectou uma casa pré-fabricada em alumínio, a Maison Tropicale, destinada a suprir a falta de casas e edifícios públicos nas colónias francesas em África. Desenhou e produziu três protótipos para a África Ocidental entre 1949 e 1951. Uma foi enviada para Niamey, capital do Níger, e duas para Brazzaville, então capital do Congo Francês. Para optimização do transporte, todas as partes eram planas, leves e podiam ser facilmente embaladas para enviar num avião de carga.

Em 1951, realizou as coberturas em alumínio para a tipografia Mame em Tours (arquitecto Bernard Zehrfuss), uma inovação mundial. Mas os custos de instalação da fábrica em Maxéville e o valor dos investimentos a fazer levam a empresa à beira da falência, salva com a entrada no capital de L'Aluminium francês primeiro, e da Cégedur de seguida, mas com a consequência de ser retirada a Jean Prouvé a direcção da empresa (1953).

Tendo perdido a esperança de recuperar os seus Ateliers de Maxéville, Prouvé funda, com o arquitecto Michel Bataille, Les Constructions Jean Prouvé, e realiza a Maison des Jours Meilleurs, montada no Salon des Arts Ménagers em Fevereiro de 1956 em Paris. «É a mais bela casa que conheço» dirá Le Corbusier. Mas com a recusa de licença pelo Centre Scientifique et Technique du Bâtiment não passará de um protótipo.

É contratado pela Compagnie Industrielle de Matériel de Transport (CIMT) como responsável do departamento «construção» (1957), mas com grande desgosto seu, Prouvé ficará como desenhador, afastado das oficinas.

Desenvolve os sistemas de fachadas ligeiras, aproveitando as suas pesquisas anteriores, nas quais é determinante o perfil resistente, melhorado por processos de fabrico de ponta com a resolução de problemas de acabamentos e de isolamento, aplicado em obras como a aérogare de Orly-Sul (arquitecto Henri Vicariot, 1959), com variações e adaptações no Hôtel de ville de Grenoble (arquitecto Maurice Novarina, 1966) ou na Faculdade de Medicina de Roterdão, (arquitecto Choisy, 1967).

Em 1966, Prouvé sai da CIMT e abre um gabinete de estudos onde se elaboram projectos que marcam o seu tempo e revelam a constante evolução e o extraordinário espírito de adaptação deste construtor. Colabora com os arquitectos mais prestigiados para edifícios que ficam com a marca da sua intervenção, como o Centre des Nouvelles Industries et Technologies (CNIT), torre Nobel em Paris, La Défense (arquitecto Jean de Mailly architecte, 1967), o edifício V (Miollis) da UNESCO em Paris (arquitecto Bernard Zehrfuss, 1969), ou a sede do Partido Comunista Francês em Paris (arquitecto Oscar Niemeyer, 1970).

De 1957 a 1970, Prouvé é convidado a ocupar a cátedra de Artes Aplicadas do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios em Paris. Desde sempre interessado pela pedagogia, põe em prática um ensino que ilustra a sua abordagem industrial da construção, baseada na análise de «objectos técnicos», do automóvel à construção, muitas vezes a partir das suas próprias experiências. É também para si a oportunidade de formular as suas preocupações no que respeita à integração do edifício no ambiente.

O final da carreira de Prouvé é marcado pela experimentação de novos materiais (estações de serviço cilindricas Total) ou de componentes (painéis de fachada da Universidade de Lyon-Bron), assim como por diversos projectos demasiado audaciosos para serem realizados, mas que trazem à sua obra uma dimensão urbanistica como a sede do Ministério da Educação Nacional (com Joseph Belmont et Jean Swetchine, 1970) ou a Estação dos Arcos 2000 (com Reiko Hayama e Serge Binotto, 1970).

É também o momento em que se verifica um reconhecimento internacional e alguns sucessos: êxitos técnicos pela estrutura do Palácio Polidesportivo de Paris-Bercy (arquitectos Michel Andrault e Pierre Parat, 1978) ou da torre-radar de Ouessant que transcende o principio do núcleo central em betão esboçado em Maxéville (arquitecto Jacquin, 1981).

E êxito «moral» quando Prouvé é nomeado presidente do Júri internacional para o concurso do Centre national d'art et de culture promovido pelo presidente Georges Pompidou (1971), no qual é determinante o seu papel na escolha do projecto de Renzo Piano e Richard Rogers, de certo modo uma parte da «herança cultural» que nos deixa Prouvé.

Jean Prouvé morreu em Nancy em 1984.

A casa que construiu para si e para sua família em Nancy, em 1954, foi classificada como monument historique por portaria de 2 de Novembro de 1987.


Maison des jours meilleurs, (Paris, 1956)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Ansião

PROGRAMA:

9 de Março, 19h00
Auditório do Centro de Negócios de Ansião
A Casa JEAN PROUVÉ
(2004, Stan Neumann, 24')
A Casa Unal
CLAUDE HÄUSERMANN-COSTY

(2014, Julien Donada, 27')

terça-feira, 19 de novembro de 2013

PROJECTAR COM EILEEN GRAY


EILEEN GRAY será a protagonista da primeira sessão da actividade PROJECTAR contada no feminino, no próximo dia 21 de Novembro, pelas 19h00, no edifício dos Paços do Concelho de ALCANENA.

Nascida em 9 de Agosto de 1878, em Enniscorthy, na Irlanda, como Kathleen Eileen Moray Smith, quinta filha de um pintor amador, que lhe incutiu o gosto pelas artes, e de uma descendente de uma família aristocrática, teve o seu nome alterado para Kathleen Eileen Moray Gray quando a sua mãe se tornou a 19.ª Baronesa Gray.

Foi uma das primeiras mulheres a frequentar a Slade School of Fine Art, em Londres, onde ingressou em 1898, e continuou depois os estudos em Paris, a partir de 1902, na Académie Julian e na École Colarossi, continuando no entanto a visitar frequentemente as casas da família em Londres e na Irlanda.

Em 1905 regressou a Londres por doença da mãe, voltando a frequentar a Slade, onde se sente cada vez mais insatisfeita com o desenho e a pintura. Nas suas deambulações por Londres descobre uma oficina de reparação de trabalhos em laca onde se oferece para trabalhar, o que lhe vai permitir aprender os rudimentos da arte da lacagem, atraída que estava já por essa antiga arte oriental da China e do Japão.

De novo em Paris em 1906, vai continuar a aprender essa arte com Seizo Sugawara, um jovem artífice japonês vindo do norte do Japão que aceita ensinar-lhe os segredos do ofício. Essa aprendizagem vai ocupar-lhe quatro anos, período em que se instala num apartamento em Paris que virá a ser a sua residência até ao final da sua vida.

Mas só em 1913 se sentirá confiante para expor os seus trabalhos, com uns painéis decorativos no Salon des Artistes Décorateurs, que vão despertar o interesse do estilista Jacques Doucet que para além da aquisição aí feita, lhe vai encomendar uma série de trabalhos para o seu apartamento de Paris.

Entretanto, com o estalar da Primeira Grande Guerra, Eileen vai para Londres, levando Sugawara consigo, só voltando a Paris no final de 1917, com o aproximar do fim da guerra, altura em que recebe a encomenda para decorar o interior de um apartamento na Rue de Lota, projecto que ela aproveita para abordar com uma lógica de conjunto, com os seus móveis, tapetes e painéis decorativos. Este seu trabalho será muito bem referenciado em vários artigos em jornais e revistas.

Incentivada por este sucesso e pelo crítico de arquitectura Jean Badovici, abre o seu espaço comercial em Paris em 1922 com nome Galerie Jean Désert, nome masculino fictício, onde vende os seus trabalhos e colaborações com Sugawara e Evelyn Wyld. Conquista uma clientela selecta, onde se contam o realizador René Clair, o escritor James Joyce ou a criadora de moda Elsa Schiaparelli, embora não se revele um negócio rentável. A loja encerra em 1930.

Em 1923 cria um conjunto de quarto, Bedroom-Boudoir para Monte Carlo, no Salon des Artistes Décorateurs, muito mal recebido pela crítica francesa - a filha do Dr. Caligari, chamam-lhe - mas que atrai a atenção do arquitecto holandês J.P. Oud. Também a sua contribuição para o Salon d’Automne do mesmo ano foi elogiada pelos colegas expositores, entre os quais Le Corbusier e o arquitecto Robert Mallet Stevens.

Encorajada pelo seu novo companheiro Jean Badovici, volta-se para a arquitectura, visitando em conjunto vários exemplos da arquitectura moderna na Europa, e projectando a partir de 1924 aquela que será a sua obra maior, a casa E.1027 numa encosta junto ao mar em Roquebrune, perto do Mónaco. Faz o projecto de arquitectura em colaboração com Jean Badovici e desenha todo o mobiliário expressamente para a casa, que fica pronta em 1929.

Estabelece relação com a Union des Artistes Modernes, em cuja exposição de 1930 expõe o projecto da casa E.1027, e que será também publicado no primeiro número da revista L'Architecture d'aujourd'hui.

Em 1932 separa-se de Badovici, a quem deixa a casa E.1027, e começa a construção de uma nova casa na estrada de Castellar para Menton, a que chamará Villa Tempe a Pailla, um projecto mais pessoal e intimista, feito a solo, já sem a colaboração de Jean Badovici. A espaços mais compactos alia mobiliário versátil e articulado.

Aceita o convite de Le Corbusier para participar na Exposition internationale «Arts et Techniques dans la Vie Moderne» de Paris em 1937, com um projecto seu para um Centro de Férias e Lazer. No entanto, levando uma vida cada vez mais de reclusão, não estará presente na inauguração. Entretanto, por essa altura, Le Corbusier enquanto amigo de Badovici, visita a casa E.1027 à qual não resiste adicionar o seu contributo, uma série de pinturas murais nas suas paredes entre 1937-38. Eileen considera esta intervenção, sem a sua autorização, um acto de puro vandalismo e corta relações com Le Corbusier. Quer tenha sido por admiração ou por inveja do resultado atingido por Eileen, a verdade é que Le Corbusier se sentiu cada vez mais ligado à casa. Não logrando adquirir a casa, acabou por comprar um lote de terreno adjacente onde edificou o seu Le Cabanon. Viria a morrer na manhã de 27 de Agosto de 1965, quando foi nadar na praia próximo da casa E.1027.

Eileen Gray continuaria a viver na Villa Tempe a Pailla até ao primeiro ano da Segunda Guerra Mundial, quando foi forçada a mudar-se mais para o interior. Quando a guerra terminou, descobriu que o apartamento em Saint-Tropez onde tinha guardado muitas das suas coisas tinha sido bombardeado e que a Villa Tempe a Pailla tinha sido saqueada. Regressou ao seu apartamento em Paris que, felizmente, permanecia intacto.

Aí levou uma vida recatada na companhia apenas de um círculo muito fechado de amigas, voltando a projectar muito esporadicamente, mas sendo progressivamente cada vez mais esquecida pelos seus pares e pelo meio da arquitectura que entretanto glorificava le Corbusier ou Robert Mallet Stevens.

Em 1968, um artigo na revista Domus volta a chamar a atenção para o seu trabalho, a que se seguiram exposições dedicadas ao seu trabalho em Graz e Viena, em 1970, e em 1972 o leilão do conteúdo do apartamento de Jacques Doucet em Paris, no qual algumas das suas peças atingem valores recorde para peças decorativas do século XX, e uma exposição no Royal Institute of British Architects em Londres. A culminar, a proposta de voltar a fabricar alguns dos seus móveis, processo no qual Eileen Gray ainda vai intervir, nessa altura com mais de noventa anos de idade.

Virá a falecer a 31 de Outubro de 1976, em Paris, no seu apartamento na Rue Bonaparte com 98 anos.


Apoio:
Município de Alcanena

PROGRAMA:

21 de Novembro, 19h00
Edifício dos Paços do Concelho, Alcanena
Convite à Viagem: EILEEN GRAY Designer e Arquitecta
(2006, Jörg Bundschuh, 52')

Em Dezembro não há sessão.
Voltamos a 23 de Janeiro, em Ponte de Sôr.

Estas sessões obtiveram a validação de 1 crédito cada no âmbito da formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PROJECTAR


Turismo & Arquitectura

Nesta quarta sessão Projectar, pelas quais esta Delegação da Ordem dos Arquitectos se propõe exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região, vamos também assinalar o Dia Mundial do Turismo e o arranque da Temporada #3 da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos cujo tema será Turismo & Arquitectura.

Dedicada a Le Corbusier, nesta sessão vamos exibir um documentário sobre a vida e obra de Le Corbusier, realizado por Jacques Bersac pelo centenário do seu nascimento em 1987, numa versão compacta de um filme em três partes várias vezes premiado em diversos festivais. Segue-se a exibição de outro documentário, da série Architectures, sobre o Convento de La Tourette, realizado por Richard Copans em 2002. A sessão terminará com a passagem de um pequeno spot turístico de promoção de Firminy-Vert, onde se encontra um conjunto significativo de obras do final da vida de Le Corbusier.

Estas sessões destinam-se em primeiro lugar aos arquitectos da região, mas são abertas a outras pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre e limitadas à lotação da sala, que na sede da Delegação em Abrantes está disponível para o efeito, com um máximo de 30 lugares.

PROGRAMA:

27 de Setembro, 21h30
Sede da Delegação de Abrantes da Ordem dos Arquitectos, Abrantes
LE CORBUSIER (1987, Jacques Barsac, 67')
O Convento de La Tourette (2002, Richard Copans, 25')
Le Corbusier à Firminy-Vert (spot turístico, 4' 38")

25 de Outubro, 21h30
(local a anunciar)
REM KOOLHAAS, uma espécie de arquitecto


Esta sessão esteve agendada para o dia 20 de Setembro mas foi reprogramada para coincidir com a comemoração do Dia Munidial do Turismo e, deste modo integrar-se no arranque da Temporada #3 da OASRS sobre Turismo & Arquitectura.

Estas sessões obtiveram a validação de 1 crédito cada no âmbito da formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A.