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terça-feira, 7 de novembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #25



CASA DA MATA
ÓBIDOS, VAU

João Perloiro, João Luís Ferreira, Paulo Perloiro, Paulo Martins Barata, Pedro Appleton
Promontório Arquitectos
2007

Situada na freguesia do Vau, concelho de Óbidos, a habitação unifamiliar do Bom-Sucesso resulta da encomenda de um projecto feito em 1997, mas que só se veio a concluir em 2006.
Servida por eficientes acessos a Lisboa, e ao centro do País, a denominada zona Oeste, e muito particularmente a área em redor da Lagoa de Óbidos, tem sido eleita como destino privilegiado de fim-de-semana.
Se o programa se mostra um paradigma relativamente comum - com as tradicionais áreas sociais generosas, quartos para família alargada, piscina e anexo - já o lugar eleito para o edificar mostra-se invulgar.
Um lugar criteriosamente escolhido, retirado sobre uma natureza peculiar, isolado e enquadrado pela relação com a paisagem. Destacam-se a vista sobre o lugar do Sobral da Lagoa na vertente de uma colina, a mutante e surpreendente cor dos campos retalhados pela agricultura artesanal, e uma mata densa, alta e diversa.
Nesse promontório sobre a reserva agrícola nacional, a topografia preparou uma plataforma onde se veio a estabelecer a construção.
Na aproximação, avista-se primeiro, de cima, mais do que um edifício, um sistema. Um conjunto de módulos iguais forma um rectângulo. Os módulos, constituídos de pilares e vigas assemblados, criam uma matriz sobre a qual se declinam variações recorrentes sobre um tema classizante: um paramento cego; um vão; um vazio; uma pérgola.
O sistema tectónico expresso no carácter constitutivo dos elementos adquire uma solidez redobrada através da identidade material do betão, do ferro, da madeira ou do reboco cru, sem acabamentos, como que na expectativa de ser invadido pela própria natureza.
A casa produz uma fronteira entre os universos públio e privado. À zona de entrada corresponde um espaço de acolhimento confinado. Mas é trespassando a casa através da entrada que se acede à varanda, formalmente como uma loggia, sobre a vista a nascente e sul e o amplo relvado sobre a mata.
As pérgolas de madeira que preenchem alguns módulos da cobertura exploram a expressividade da luz solar na sombra própria e projectada sobre as paredes brancas, desenhando ao longo do dia e do ano, versões aparentemente distintas do mesmo que contêm.
A casa no Bom-Sucesso procura, no enquadramento rústico, reconhecer-se nos sinais de uma geometria exaustivamente procurada no ordenamento das pequenas parcelas de território agrícola. Na convivência coma natureza, com a paisagem do tempo em ciclos de expressão estival.

site: promontorio.net

ver mais sobre o projecto:
promontorio.net
ultimasreportagens.com

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 - APRESENTAÇÃO DE PROJECTOS


Exposição
HABITAR PORTUGAL 12-14
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
11 de Fevereiro a 12 de Março
3ª Feira a Domingo das 10:00 às 13:00 - 14:00 às 18:00
Entrada livre

Apresentações // Conferências
Obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
22 de Fevereiro, 14h30

O Habitar Portugal 2012-2014 tem procurado para cada exposição destacar obras específicas. Em Castelo Branco a opção foi confrontar duas obras na sua proxmidade geográfica com outras duas construidas por arquitectos portugueses fora de Portugal. O programa paralelo inclui uma sessão de apresentações das obras destacadas pelos seus autores a que se seguirá uma conversa.
O tema deste HP, "está a arquitectura sob resgate?" será o mote e o enquadramento para as discussões que permitirão cruzar o olhar dos autores reunidos em cada sessão.

As apresentações serão seguidas de uma conversa moderada por um dos comissários.

Oradores
João Luís Carrilho da Graça > Data Center Portugal Telecom, Covilhã
João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano > Torre da Palma Wine Hotel, Monforte
Paulo Moreira + PARQ arquitectos > Escola de Kapalanga, Luanda, Angola
Promontório Arquitectos > Lubango Centre, Lubango, Angola

Moderação
Comissariado
HP12–14

Mais informações em www.habitarportugal.org

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 EM CASTELO BRANCO

Prosseguindo a itinerância planeada, após a etapa de Lisboa, a exposição HP 12-14 inaugura na tarde de sábado 11 de Fevereiro (prolongando-se até Domingo, 12 de Março) no Museu Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, incluindo o Programa Paralelo de Debates e Apresentações de obras

Em Castelo Branco as obras em destaque são:
Data Center Portugal Telecom, Carrilho da Graça arquitectos - JLCG;
Torre da Palma Wine Hotel, João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano;
Escola de Kapalanga, Luanda, Angola, Paulo Moreira + PARQ arquitectos;
Lubango Centre, Lubango, Angola, Promontório Arquitectos

Está a arquitectura sob resgate?

A selecção de obras de arquitectura reunidas nesta edição Habitar Portugal faz-se perante uma pergunta: está a arquitectura sob resgate? O resultado pretende ser, mais do que uma conclusão, uma reflexão em aberto. As oitenta obras que aqui se apresentam são cada uma delas propostas para a construção da percepção de um momento significativo para a arquitectura portuguesa. O tema proposto deve ser lido como um enquadramento e os critérios para a sua reunião, previamente comunicados, são um seu suporte. O período a que esta edição corresponde, 2012-2014, é coincidente com o programa de resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito. Quis-se, por isso, analisar e compreender o impacto que inevitavelmente este facto teve na prática dos arquitectos portugueses. A observação destas obras não torna evidente uma preocupação específica com os programas ou as actuações que, de uma forma ou de outra, incorporaram a actual situação social, política e económica como um seu motivo. Procura, antes, perceber qual o impacto desse estado que ainda não sabemos quanto de transitório terá, de que formas se manifesta e que consequências deixa. A arquitectura é uma prática social e, por isso, dependente e condicionada pelos meios através dos quais as sociedades projectam em forma, objecto e espaço, o momento por que passam. Ao mesmo tempo tem um autor ou autores, o que significa que cada arquitecto é um filtro que reorganiza ideias várias e de proveniências distintas e as materializa numa obra. A arquitectura é ainda uma prática autoral por muito que queira participar de fenómenos alargados ao espaço social onde se move. As obras que aqui se apresentam são disso testemunho, a variedade de opções, práticas e posicionamentos é evidente mesmo quando as queiramos olhar desde um enquadramento determinado.

A exposição que aqui se apresenta, que a Câmara Municipal de Castelo Branco e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior decidiram acolher, faz parte de um conjunto de mostras que percorrerá o país, procurando nas suas diversas manifestações compreender, discutir e reportar o estado e a condição da arquitectura portuguesa que hoje vivemos considerando o acervo que Habitar Portugal já constitui. Para esse efeito, cada exposição é única quer no seu layout, quer na parede que reúne os elementos de um processo de trabalho e de reflexão do comissariado que se estenderá ao longo da totalidade do processo de itinerância contribuindo com conteúdos originais para cada uma. No MFTPJ, e procurando entender o contexto em que cada mostra HP 12-14 se faz, o destaque é dado a duas obras geograficamente próximas em confronto com outras duas construídas fora de Portugal por arquitectos portugueses. O tema proposto para o debate no programa paralelo, “Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação”, procura debruçar-se sobre alguns aspectos da prática da arquitectura fora dos grandes centros urbanos que se entende serem oportunos neste contexto convocando à discussão áreas distintas de conhecimento. Esta possibilidade de uma reflexão expandida inclui-se no esforço de fazer desta edição HP 12-14 uma oportunidade para cruzar olhares de diferentes origens e, igualmente, alargar o seu âmbito às suas cinco edições anteriores que desde o ano 2000 reúnem já um acervo de cerca de 400 obras. Um palimpsesto de registos que sugerem um esforço de comparação com o momento em que vivemos.

O processo de resgate da economia portuguesa pressupôs um reajustamento como consequência deste estado de suspensão e reavaliação do seu estado anterior. Os processos de crise foram sendo historicamente momentos fecundos para a arquitectura e para a sua história. Como podemos então ver e perceber este por que passamos agora? Se a arquitectura está sob resgate, como é o seu reajustamento?


Luis Tavares Pereira, Bruno Baldaia e Magda Seifert
Comissários HP 12-14

PROGRAMA PARALELO

16 de Fevereiro 2017
Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação.
Bernardo Rodrigues, Nuno Costa Santos, Carlos Semedo, José Afonso.

O debate do Habitar Portugal em Castelo Branco permite discutir algumas questões importantes para a arquitectura contemporânea em Portugal. Em primeiro lugar as assimetrias regionais. A concentração de pessoas e recursos na faixa litoral tem tido como consequência óbvia um processo de desertificação do interior que se faz essencialmente sobre os meios rurais. Aos fluxos migratórios em curso as cidades do interior têm tentado captar os seus novos habitantes através da construção de polaridades que dependem da sua capacidade de atracção que decorre da qualidade de vida alternativa à deriva pelos grandes centros. As estratégias são diversas mas todas dependem das condições que se estabelecem para que cada um desses centros seja visível, exista no espaço dos media, esteja presente nas opções de investimento para que existam oportunidades para a vida que nelas se possa fazer. Ao ser periférico corresponde uma estratégia de afirmação que pode passar pela identidade que necessita dos sinais que a veiculam, ou pela construção de novas identidades que a projectem. Castelo Branco parece ser um caso específico entre a criação de condições estruturais que fixem os seus habitantes e ao mesmo tempo o desejo de criar condições para que existam novas possibilidades. E a arquitectura, que papel tem aqui?

22 de Fevereiro 2017
Apresentação obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal I
Data Center Portugal, João Luís Carrilho da Graça
Escola de Kapalanga, Paulo Moreira + PARQ arquitectos
Lubango Center, Promontório
Torre de Palma Wine Hotel, João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano

domingo, 3 de fevereiro de 2013

AIRES MATEUS, O PRÉMIO MIES VAN DER ROHE E A NOSSA REGIÃO

Foto: FG+SG fotografia de arquitectura
AIRES MATEUS ARQUITECTOS são um dos cinco finalistas da edição de 2013 do Prémio Mies van der Rohe - Prémio (bienal) de Arquitectura Contemporânea da União Europeia, com o projecto do edifício de um Lar de Terceira Idade construído em Alcácer do Sal.

Recordamos que já é a segunda vez que esta dupla da arquitectos se encontra na lista de finalistas para este prémio, sendo que a anterior foi em 2007 com o projecto do Centro de Artes de Sines, ano em que o prémio foi para a dupla MANSILLA + TUÑÓN ARQUITECTOS com o projecto MUSAC - Museu de Arte Contemporânea de Castilla e Léon.

Entre os membros do Júri contam-se o arquitecto português Pedro Gadanho, curador para a Arquitectura Contemporânea no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, e o arquitecto Antón Garcia-Abril, que o Núcleo do Médio Tejo convidou para proferir uma conferência sobre o projecto Hemeroscopium, em Março de 2007 no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, por altura do lançamento do PAPELPAREDE 01º sobre o tema Casa.

E é nesta vila do Médio Tejo que se prepara para breve a abertura da exposição AS ESCOLAS - AIRES MATEUS & ASSOCIADOS, que esteve patente ao público em Abrantes entre Outubro e Novembro do ano passado, e que será complementada com a conferência que não foi possível realizar aí.

Este prémio, cujo primeiro vencedor, em 1988, foi o arquitecto Álvaro Siza com o projecto da agência bancária do Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde, já contou nas suas listas de nomeados com alguns projectos realizados na área de intervenção desta Delegação da Ordem dos Arquitectos, como a casa em Alcanena do arquitecto Eduardo Souto Moura (em 1992), o Fluviário de Mora dos PROMONTÓRIO ARQUITECTOS (em 2007) ou a Casa dos Cubos, em Tomar, do atelier EMBAIXADA ARQUITECTURA (em 2009).

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