Mostrar mensagens com a etiqueta COMOCO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta COMOCO. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de abril de 2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #52



REQUALIFICAÇÃO DO CASTELO DE CASTELO NOVO
FUNDÃO, CASTELO NOVO

Luís Miguel Correia, Nelson Mota e Susana Constantino
com Vanda Maldonado
COMOCO Arquitectos
2008

O programa solicitado contemplava, para além da conservação e valorização das estruturas existentes, a adição de uma nova “funcionalidade” ao Castelo, transformando-o num espaço que promovesse a permanência de quem o procura.
A solução não é mais do que um corpo sem um contorno demasiado rígido, por isso orgânico, que não se impõem sobre as estruturas existentes, mas que pelo contrário se sustenta nelas. Este elemento não se pode caracterizar como uma construção referenciável, associada a um pressuposto programático convencional. Se por um lado, ele emerge volumetricamente sobre o Largo do Adro, por outro lado transforma-se em rampa e escadas formalizando um percurso de visita no interior do Castelo.
Com esta proposta no Largo do Adro pretende-se retomar a muralha como uma construção fechada e associar o Castelo com o conjunto de casas e ruas que o envolvem, tornando-o num factor de urbano, que estimula relações mais complexas que estão para além de uma mera funcionalidade. No seu interior desenha-se um percurso de visita que se implanta sobre o traçado das escavações arqueológicas permitindo visualizar as estruturas entretanto a descoberto.
Este percurso culmina na Torre de Menagem onde uma caixa que se introduz no seu interior e que integra o programa complementar. Esta caixa para além de cumprir a funcionalidade desejada vai permitir estabelecer numa cota estável um contacto visual e contemplativo com a paisagem circundante.
Do ponto de vista construtivo deseja-se que este novo corpo seja de natureza diferente das pré-existências. Será executado com base em estruturas leves e simultaneamente reversíveis.

site: comoco.eu

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
archello.com
dezeen.com
divisare.com
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #32



CENTRO DE VISITANTES DO CASTELO DE POMBAL
POMBAL, POMBAL

Luís Miguel Correia, Nelson Mota e Susana Constantino
COMOCO Arquitectos
2014

O Castelo de Pombal é um testemunho do poder do tempo como actor principal na transformação do ambiente construído. O lugar tem sido sucessivamente ocupado desde o tempo do império romano e desde então já desempenhou vários papeis e foi palco de várias práticas espaciais e sociais. Evoluiu desde uma pequena comunidade no topo da colina até se assumir como uma estrutura militar vital numa rede defensiva à escala do território. Finalmente, nos últimos tempos, ganhou o estatuto de destino turístico e marca identitária para toda a região. Depois do projecto da Reorganização da Encosta da Castelo de Pombal, os Comoco Arquitectos foram encarregues de elaborar o projecto de um Centro de Visitantes no interior do castelo, incluindo os arranjos exteriores do recinto e a revitalização das instalações da Torre de Menagem.
O maior desafio do projecto esteve na definição de uma estratégia que não fosse ostensiva nem submissa em relação às múltiplas camadas de história que convivem no interior do recinto muralhado. Ou seja, era necessário encontrar uma posição adequada entre os vários artefactos que existem naquele espaço, na sua maioria ruínas, mas que são partes de uma memória colectiva que se pretende preservar e, mais ainda, realçar.
A estratégia de intervenção dividiu-se em três componentes. No projecto de arranjos exteriores, os pavimentos em calçada existentes foram consolidados e postos a descoberto e o restante espaço foi preenchido com gravilha; Na revitalização da Torre de Menagem foram introduzidas alterações pontuais no volume em aço corten e desenhado o mobiliário para o espaço servir como espaço expositivo. No entanto, o desafio mais complexo foi a introdução de um novo volume para servir de Centro de Visitantes que devia incluir o espaço de recepção, uma sala negra para projecções virtuais da história do castelo e uma área de arrumos.
Com um recinto relativamente reduzido (1200 m2) e povoado de inúmeros elementos, introduzir um novo volume significava uma inevitável confrontação com os elementos existentes que definem aquele espaço. Esta circunstância tornou-se, no entanto, o elemento fundamental para desenvolver o projecto: o novo volume devia ter uma certa ambiguidade. Por um lado devia fundir-se com os elementos existentes do recinto do castelo e, por outro, devia assumir-se como uma nova camada colocada sobre as pré-existências. Em síntese, procurou-se um diálogo criativo com a situação “as found”, tentando tirar partido da nova construção para activar experiências espaciais que se encontravam dormentes.
O programa foi compactado para dimensões mínimas e o volume desenhado de um modo tal que o tornasse num dispositivo espacial inspirado na tectónica do castelo, principalmente nas escadas que articulam as plataformas existentes no recinto. Na realidade, o novo volume cria ele próprio uma nova plataforma que possibilita o acesso ao nível da janela manuelina aberta na muralha.
A proposta para o Centro de Visitantes do Castelo de Pombal procura estabelecer uma deliberada condição de ambiguidade definindo um espaço liminar que recria a experiência espacial do castelo como um elemento de controlo sobre a paisagem e, ao mesmo tempo, como um local de abrigo.

site: comoco.eu

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
arcoweb.com.br
dezeen.com
divisare.com
habitarportugal.org
metalocus.es
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

terça-feira, 10 de outubro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #19



REORGANIZAÇÃO DA COLINA DO CASTELO DE POMBAL
POMBAL, POMBAL

Luís Miguel Correia, Nelson Mota e Susana Constantino
COMOCO Arquitectos
2011

SITUAÇÃO ANTERIOR
Nas últimas décadas, o Castelo de Pombal e os seus arredores estavam condenados à reclusão no centro da cidade. Para o cidadão comum, o Castelo era somente um pano de fundo para o dia-a-dia, uma mera referência de identidade que ressoava como a história da cidade mais que como uma experiência real da mesma. A rua “Rua do Castelo”, que define os limites sul e oeste onde a colina se encontra na cidade, delimitando o limite entre os reinos. Desta rua, eram possíveis algumas ligações com o recinto amuralhado. No entanto, o seu estado de conservação decaiu progressivamente, dificultando o uso público. A vegetação da área – hoje em dia muito apreciada pela população – é, paradoxalmente, o resultado do abandono que sofreu esta zona durante a maior parte do século XX.

OBJETIVO DA INTERVENÇÃO
O projecto para a reorganização do Castelo da Colina de Pombal foi lançado pela Câmara Municipal da cidade com o objectivo de promover a recentralização da zona. A ordem básica da Comissão incentivou um projecto que ajude a fomentar o uso desta área histórica tanto por residentes como por turistas. O programa foi desenvolvido em colaboração com os políticos e técnicos municipais, junto com a equipa de projecto e enriquecido pelos comentários da população fornecidos numa etapa preliminar da proposta.
A premissa básica era que o projecto deveria melhorar as ligações entre as zonas urbanas e a parte inferior da colina, e entre a mesma colina com o recinto amuralhado. A articulação com o Castelo, um marco distintivo da cidade, deve ser abordada com o fim de preservar sua importância com a identidade da população. Para aumentar o atractivo da zona, deveriam ser criadas novas instalações como estacionamento, caminhos confortáveis e seguros, zonas de descanso e contemplação, e uma cafetaria.

DESCRIÇÃO DA INTERVENÇÃO
O carácter básico da intervenção é uma tentativa de oferecer uma abordagem pela qual os novos elementos desenhados deveriam estar claramente definidos num contexto tanto natural e dos elementos construídos pré-existentes, sem questionar o carácter destes dois. O projecto define três áreas, cada uma delas com uma abordagem diferente.
Na primeira, as ladeiras ao sul e a poente da colina, a abordagem centrou-se na ideia do fluxo. Esta ideia foi desenvolvida criando e colocando em relevo as ligações entre as zonas urbanas na parte inferior da colina do Castelo, as vias ao largo das ladeiras e à sombra para fornecer protecção e fomentar a diversidade de experiências no contacto com a paisagem. Os materiais utilizados foram principalmente muros rebocados, pavimentos de pedra e areia, e estruturas de madeira.
Na segunda área, na proximidade do cemitério, a abordagem estava comprometida com a ideia de um desenho topográfico da infraestrutura. Tanto a zona do estacionamento como as instalações adjacentes foram desenhadas como elementos topográficos, muros de betão que suportam a transição entre as pequenas diferenças de níveis.
Por último, a terceira área, que rodeia o recinto amuralhado, teve como objectivo realçar o castelo como principal elemento construído. O acesso oeste deste castelo foi redesenhado, incluindo a plataforma na sua parte inferior. Os arredores da igreja de Santa Maria também foram redesenhados para oferecer um espaço público que pudesse fomentar a sua apropriação como cenário privilegiado para actuações e outras actividades culturais. O material que se utiliza nesta área é a pedra calcária, a mesma que se usa nos principais lugares de interesse, o castelo e as ruínas da igreja.
Para trabalhar como um aglutinador entre estas áreas foi desenhada uma cafetaria, constituindo um elemento adicional para atrair visitantes à zona. Para enfatizar a sua importância na intervenção em geral, a cafetaria foi construída em estrutura metálica e acabada com painéis de aço corten, nas suas fachadas e coberturas. Desta maneira, incorpora-se uma estratégia de desenho que contrasta o novo com o pré-existente, sem esquecer a identidade do lugar e gerando um delicado equilíbrio entre a natureza e o edifício.

site: comoco.eu

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
architizer.com
dezeen.com
divisare.com
habitarportugal.org
inhabitat.com
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

HABITAR PORTUGAL 12-14 - DEBATE #2


Exposição
HABITAR PORTUGAL 12-14
Moagem A Portuguesa, Complexo Cultural da Levada de Tomar
20 de Julho a 11 de Setembro
4.ª-feira a domingo, das 15h00 às 19h00
Entrada livre

Apresentações // Conferências
Obras Sul I
Moinho da Ordem, Complexo Cultural da Levada de Tomar
9 de Setembro, 17h00

Em Tomar, no espaço da Moagem A Portuguesa, Complexo Cultural da Levada, obra recentemente reabilitada por Cândido Chuva Gomes, e procurando entender o contexto em que cada mostra hp 12-14 se faz, o destaque é dado às obras: Casa sobre Armazém, em Torres Novas, de Miguel Marcelino; Complexo Habitacional de Penela, de João Álvaro Rocha; Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos, de Jorge Mealha; Centro de Visitantes do Castelo de Pombal, de Luis Miguel Correia, Nelson Mota, Susana Constantino – COMOCO; Estação de Canoagem de Alvega, em Abrantes, de Tiago Mota Saraiva, Andreia Salavessa – Ateliermob; RENOVA Loja & Teatro, Almonda, em Torres Novas, de Paulo Henrique Durão – Phyd Arquitectura.

Nos projectos em destaque nesta exposição encontramos programas e encomendas distintas, do privado ao público. Num tempo em que a escassez de encomenda pública é notória interessa também discutir as apostas que foram feitas pelos Municípios assim como por privados, matérias que o programa paralelo permitirá também abordar.

Oradores
Miguel Marcelino > Casa sobre Armazém, Torres Vedras
Luís Miguel Correia (COMOCO) > Centro De Visitantes Do Castelo De Pombal
Conceição Melo e Alberto Vieira (João Álvaro Rocha arquitectos) > Complexo Habitacional de Penela
Jorge Mealha > Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos
Tiago Mota Saraiva (Ateliermob) > Estação de Canoagem de Alvega, Abrantes
Paulo Henrique Durão (Phyd Arquitectura) > Renova Loja & Teatro Almonda, Torres Novas

Moderação
Comissariado
HP12–14

Mais informações em www.habitarportugal.org