quinta-feira, 16 de março de 2017

PROJECTAR NA COVILHÃ



Regressamos à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, para a realização de mais uma sessão da actividade PROJECTAR, no próximo dia 6 de Abril, pelas 19h00, desta vez no Anfiteatro da Biblioteca Central (Polo I), com uma proposta de reflexão sobre a concepção do espaço com a exibição de dois documentários, o primeiro sobre a Casa Sugimoto, uma casa tradicional japonesa, e o segundo sobre o Pavilhão Alemão de Barcelona, obra do Arquitecto Mies van der Rohe.




Mais informações em breve.

domingo, 5 de março de 2017

PROJECTAR COM JEAN PROUVÉ


Este documentário sobre Jean Prouvé já esteve programado para uma sessão dupla da actividade PROJECTAR, que por indisponibilidade de tradução e legendagem em português não foi possível exibir, vem agora enquadrado pela temática de casas uni-familiares económicas auto-construídas, para levar a cabo no auditório do Centro de Negócios de Ansião no dia 9 de Março, pelas 19h00.

JEAN PROUVÉ (1901-1984)

Jean Prouvé nasceu a 8 de Abril de 1901 em Paris, segundo de sete filhos de Victor Prouvé, pintor e escultor, e de Marie Amélie Charlotte Duhamel, pianista. Cresce no ambiente artístico da École de Nancy a que o pai pertencia. Devido a dificuldades financeiras da família tem de abandonar os estudos em 1916, e torna-se aprendiz do serralheiro Émile Robert em Enghien, e depois em 1919 na oficina de trabalhos em metal do parisiense Aldabert Szabo.

Após o serviço militar, em 1923-24, abre em Nancy a sua primeira oficina onde começa a produzir peças em metal para candeeiros, candelabros, corrimãos e concebe mobiliário seu, como a «cadeira inclinável» (1924), em aço dobrado lacado e lona. Como artesão de ferro forjado recebe encomendas de arquitectos locais como Jean Bourgon, Pierre Le Bourgeois, Raphaël Oudeville ou Alfred Thomas para contribuir para os seus projectos Art Deco.

Em 1926 recebe a encomenda para fazer as grades de entrada da Villa Reifenberg, em Paris, projecto de Robert Mallet-Stevens, o qual lhe solicita de novo, em 1928, a realização das ferragens retráteis do quarto ao ar-livre no terraço da Villa Noailles.

Abandona progressivamente os estilos decorativos, e volta-se para a criação de mobiliários e elementos arquitectónicos para a construção de casas e funda, em 1931, a SA des Ateliers Jean Prouvé, pela qual produz o mobiliário para os sanatórios do planalto de Assy, e a partir de 1935, projecta a Maison du Peuple de Clichy com Eugène Beaudouin, Marcel Lods e Vladimir Bodiansky, considerado como precursor da arquitectura moderna. Colaborou também com Charlotte Perriand e Pierre Jeanneret na concepção de diverso mobiliário.

Privilegiou o sector publico nas áreas em crescimento da saúde, educação e administração, reflexo de um ideal social mas também por aí poder providenciar uma economia de escala. Por volta de 1936 tinha em produção um catálogo de vários modelos padrão de mobiliário e equipamento para hospitais, escolas e escritórios.

Vendo o potencial da produção em massa, Prouvé desenvolveu e patenteou vários produtos industriais para a construção de edifícios com o uso de folha metálica quinada, incluindo divisórias móveis, portas de metal e cabinas de elevadores. Daí passou para propostas e protótipos de pequenas casas de férias pré-fabricadas em metal como a BLPS (1937–39), ou casernas portáteis para o Exército Francês (1939).

Durante a Guerra manteve os seus "Ateliers" em actividade com a produção de bicicletas e um forno denominado "Pyrobal" que trabalhava com qualquer combustível, e Prouvé envolveu-se politicamente como membro da Resistência Francesa, envolvimento que lhe foi reconhecido após a Guerra com a sua nomeação para Presidente do Município de Nancy.

Em 1947, Prouvé construiu a fábrica de Maxéville, nos arredores de Nancy, onde produziu mobiliário e desenvolveu extensa investigação sobre a utilização de alumínio na arquitectura. Em 1949, Prouvé e o seu irmão Henri ganham o contrato do Ministério da Reconstrução e Urbanismo para a construção de doze moradias industriais em Meudon, nos arredores de Paris, para demonstrar o seu sistema de pré-fabricação de edifícios em metal. Construídos os protótipos do que poderia ser uma importante encomenda, não foi dado seguimento ao projecto.

Prouvé produziu edifícios industriais em alumínio e enviou centenas de coberturas de alumínio para África. Também projectou uma casa pré-fabricada em alumínio, a Maison Tropicale, destinada a suprir a falta de casas e edifícios públicos nas colónias francesas em África. Desenhou e produziu três protótipos para a África Ocidental entre 1949 e 1951. Uma foi enviada para Niamey, capital do Níger, e duas para Brazzaville, então capital do Congo Francês. Para optimização do transporte, todas as partes eram planas, leves e podiam ser facilmente embaladas para enviar num avião de carga.

Em 1951, realizou as coberturas em alumínio para a tipografia Mame em Tours (arquitecto Bernard Zehrfuss), uma inovação mundial. Mas os custos de instalação da fábrica em Maxéville e o valor dos investimentos a fazer levam a empresa à beira da falência, salva com a entrada no capital de L'Aluminium francês primeiro, e da Cégedur de seguida, mas com a consequência de ser retirada a Jean Prouvé a direcção da empresa (1953).

Tendo perdido a esperança de recuperar os seus Ateliers de Maxéville, Prouvé funda, com o arquitecto Michel Bataille, Les Constructions Jean Prouvé, e realiza a Maison des Jours Meilleurs, montada no Salon des Arts Ménagers em Fevereiro de 1956 em Paris. «É a mais bela casa que conheço» dirá Le Corbusier. Mas com a recusa de licença pelo Centre Scientifique et Technique du Bâtiment não passará de um protótipo.

É contratado pela Compagnie Industrielle de Matériel de Transport (CIMT) como responsável do departamento «construção» (1957), mas com grande desgosto seu, Prouvé ficará como desenhador, afastado das oficinas.

Desenvolve os sistemas de fachadas ligeiras, aproveitando as suas pesquisas anteriores, nas quais é determinante o perfil resistente, melhorado por processos de fabrico de ponta com a resolução de problemas de acabamentos e de isolamento, aplicado em obras como a aérogare de Orly-Sul (arquitecto Henri Vicariot, 1959), com variações e adaptações no Hôtel de ville de Grenoble (arquitecto Maurice Novarina, 1966) ou na Faculdade de Medicina de Roterdão, (arquitecto Choisy, 1967).

Em 1966, Prouvé sai da CIMT e abre um gabinete de estudos onde se elaboram projectos que marcam o seu tempo e revelam a constante evolução e o extraordinário espírito de adaptação deste construtor. Colabora com os arquitectos mais prestigiados para edifícios que ficam com a marca da sua intervenção, como o Centre des Nouvelles Industries et Technologies (CNIT), torre Nobel em Paris, La Défense (arquitecto Jean de Mailly architecte, 1967), o edifício V (Miollis) da UNESCO em Paris (arquitecto Bernard Zehrfuss, 1969), ou a sede do Partido Comunista Francês em Paris (arquitecto Oscar Niemeyer, 1970).

De 1957 a 1970, Prouvé é convidado a ocupar a cátedra de Artes Aplicadas do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios em Paris. Desde sempre interessado pela pedagogia, põe em prática um ensino que ilustra a sua abordagem industrial da construção, baseada na análise de «objectos técnicos», do automóvel à construção, muitas vezes a partir das suas próprias experiências. É também para si a oportunidade de formular as suas preocupações no que respeita à integração do edifício no ambiente.

O final da carreira de Prouvé é marcado pela experimentação de novos materiais (estações de serviço cilindricas Total) ou de componentes (painéis de fachada da Universidade de Lyon-Bron), assim como por diversos projectos demasiado audaciosos para serem realizados, mas que trazem à sua obra uma dimensão urbanistica como a sede do Ministério da Educação Nacional (com Joseph Belmont et Jean Swetchine, 1970) ou a Estação dos Arcos 2000 (com Reiko Hayama e Serge Binotto, 1970).

É também o momento em que se verifica um reconhecimento internacional e alguns sucessos: êxitos técnicos pela estrutura do Palácio Polidesportivo de Paris-Bercy (arquitectos Michel Andrault e Pierre Parat, 1978) ou da torre-radar de Ouessant que transcende o principio do núcleo central em betão esboçado em Maxéville (arquitecto Jacquin, 1981).

E êxito «moral» quando Prouvé é nomeado presidente do Júri internacional para o concurso do Centre national d'art et de culture promovido pelo presidente Georges Pompidou (1971), no qual é determinante o seu papel na escolha do projecto de Renzo Piano e Richard Rogers, de certo modo uma parte da «herança cultural» que nos deixa Prouvé.

Jean Prouvé morreu em Nancy em 1984.

A casa que construiu para si e para sua família em Nancy, em 1954, foi classificada como monument historique por portaria de 2 de Novembro de 1987.


Maison des jours meilleurs, (Paris, 1956)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Ansião

PROGRAMA:

9 de Março, 19h00
Auditório do Centro de Negócios de Ansião
A Casa JEAN PROUVÉ
(2004, Stan Neumann, 24')
A Casa Unal
CLAUDE HÄUSERMANN-COSTY

(2014, Julien Donada, 27')

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PROJECTAR #51


A quinquagésima primeira sessão da actividade PROJECTAR propõe mais uma sessão dupla, com o tema da habitação unifamiliar económica e autoconstruída, através das obras de Jean Prouvé, e a casa que projectou para si, e da casa que Claude Häusermann-Costy projectou para Joël Unal construir para si.
Terá lugar no auditório do Centro de Negócios de Ansião no próximo dia 9 de Março, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro documentário foi realizado por Stan Neumann em 2004:
Alojar a sua família, abrigá-la numa moradia individual. É este velho sonho de todos os franceses que Jean Prouvé realiza em 1954, para a sua mulher e seus filhos.
Construída com elementos pré-fabricados, a casa de Jean Prouvé em Nancy abre a era das moradias individuais a baixo custo. Engenheiro autodidacta, arquitecto sem diploma, Jean Prouvé nasceu em 1901. Numa França onde o betão é rei, Prouvé é o homem do metal, da chapa quinada e do alumínio. desde os anos 30, ele concebeu vários modelos de casas individuais a baixo custo, em kit de faça você mesmo, prontos para o fabrico em série. Mas nenhum destes protótipos leva a encomendas reais. A França da pedra e do betão acha demasiado modernas, demasiado simples estas máquinas de habitar, como são logo depreciativamente denominadas. Em 1953, Prouvé perde o controlo da sua fábrica, a obra da sua vida. Lança-se então na construção da sua própria casa, num terreno no alto de uma encosta de Nancy, considerado como impossível de edificar em virtude da sua forte inclinação.



O segundo documentário foi realizado por Julien Donada em 2014:
A casa Unal, concebida por Claude Häusermann-Costy, foi construída em Ardèche por Joël Unal entre 1972 e 2008.
O resultado é singular: uma casa bolha realizada sem qualquer ângulo recto, que se inscreve na corrente chamada da "arquitectura-escultura". Para todos os volumes desta notável habitação individual, uma única técnica de construção: uma cortina de betão sem cofragem, aplicado à mão sobre a armadura metálica.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório do Centro de Negócios de Ansião, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Ansião

PROGRAMA:

9 de Março, 19h00
Auditório do Centro de Negócios de Ansião
A Casa JEAN PROUVÉ
(2004, Stan Neumann, 24')
A Casa Unal
CLAUDE HÄUSERMANN-COSTY

(2014, Julien Donada, 27')

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

EDUARDO SOUTO DE MOURA - CONTINUIDADE


exposição
EDUARDO SOUTO DE MOURA
CONTINUIDADE

Corredor do Cruzeiro, Convento de Cristo, Tomar
3 a 28 de Março

Resultado de uma parceria entre esta Delegação da Ordem dos Arquitectos com o Convento de Cristo e com o Centro Cultural de Belém, a exposição EDUARDO SOUTO DE MOURA - CONTINUIDADE que esteve patente ao público no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de 21 de Junho a 18 de Setembro de 2016, vai estar patente ao público no Corredor do Cruzeiro do Convento de Cristo, em Tomar, de 3 a 28 de Março, contando-se com a presença do arquitecto Eduardo Souto de Moura na inauguração, dia 3, pelas 18h00.



Na obra de Eduardo Souto de Moura, os simbolismos e as analogias são elementos fundamentais na composição arquitectónica. De uma forma latente, no caso dos simbolismos, ou claramente assumidas, no caso das analogias, funcionam como elementos catalisadores de um desenvolvimento mental de procura de soluções que permitem consolidar e contextualizar as suas intervenções.
A uma arquitectura que procura a racionalidade na disciplina, claramente influenciada por Aldo Rossi e os seus princípios de que as preexistências, a história da arquitectura, a tradição da cidade europeia e a ideia de monumento são o ponto de partida para evolução da disciplina, contrapõe-se uma visão norte-americana inspirada em Robert Venturi, contrária à Arquitectura Moderna, defendendo uma via híbrida, onde a contradição e a ambiguidade quebram com os princípios de coerência defendidos pelo Movimento Moderno.
A utilização das regras e das ordens clássicas, como ponto de partida para a apropriação do "sitio" enquanto entidade fornecedora de referências, demonstra a inquietação do arquitecto pela maneira como as suas obras estão inseridas no território, tendo consciência de que estas funcionam como recursos de transformação do espaço envolvente e que devem ser equacionadas como tal.
A materialização das suas obras está sempre associada a uma espacialização que se apoia na composição e na medida, na procura de uma arquitectura de precisão, na busca da perfeição e na sucessiva depuração dos elementos.
A redução da obra de Eduardo Souto de Moura a uma única temática acaba por não dar resposta a um conjunto de problemáticas no campo da arquitectura, que afloram as preocupações de uma complexa realidade processual, que faz parte da sua produção arquitectónica.
O contexto, tanto regional, como local ou cultural, acaba por desempenhar um papel importante no processo mental que conduz às suas obras, muitas vezes num cruzamento de influências que permitem repensar, operativamente, o processo criativo ao longo da sua obra. O suporte expositivo pretende estabelecer uma ordem clara de leitura da obra do arquitecto Eduardo Souto de Moura, onde cada núcleo é um território disciplinar, ao mesmo tempo que dá lugar ao informe, permitindo uma promenade onde o somatório sequencial das partes resulta numa obra total.


Curadoria
António Sérgio Koch, arq.
André de França Campos, arq.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 - APRESENTAÇÃO DE PROJECTOS


Exposição
HABITAR PORTUGAL 12-14
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
11 de Fevereiro a 12 de Março
3ª Feira a Domingo das 10:00 às 13:00 - 14:00 às 18:00
Entrada livre

Apresentações // Conferências
Obras Norte III, Sul III e Fora de Portugal
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
22 de Fevereiro, 14h30

O Habitar Portugal 2012-2014 tem procurado para cada exposição destacar obras específicas. Em Castelo Branco a opção foi confrontar duas obras na sua proxmidade geográfica com outras duas construidas por arquitectos portugueses fora de Portugal. O programa paralelo inclui uma sessão de apresentações das obras destacadas pelos seus autores a que se seguirá uma conversa.
O tema deste HP, "está a arquitectura sob resgate?" será o mote e o enquadramento para as discussões que permitirão cruzar o olhar dos autores reunidos em cada sessão.

As apresentações serão seguidas de uma conversa moderada por um dos comissários.

Oradores
João Luís Carrilho da Graça > Data Center Portugal Telecom, Covilhã
João Mendes Ribeiro + Luísa Bebiano > Torre da Palma Wine Hotel, Monforte
Paulo Moreira + PARQ arquitectos > Escola de Kapalanga, Luanda, Angola
Promontório Arquitectos > Lubango Centre, Lubango, Angola

Moderação
Comissariado
HP12–14

Mais informações em www.habitarportugal.org

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

PROJECTAR EM ANSIÃO


Ansião acolhe a próxima sessão da actividade itinerante PROJECTAR, a quinquagésima primeira, no auditório do Centro de Negócios de Ansião, no dia 9 de Março, pelas 19h00.
Dedicada a habitações unifamiliares com grande ênfase na economia de meios, propomos mais uma sessão dupla sobre as casas que o arquitecto Jean Prouvé projectou e construiu para si e para a sua família e a que a arquitecta Claude Häusermann-Costy projectou para Joël Unal construir.



Mais informações em breve.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

HABITAR PORTUGAL 12-14 - DEBATE


Periferias e visibilidade, estratégias de afirmação
Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco
16 de Fevereiro, 14h30

O debate do Habitar Portugal em Castelo Branco permite discutir algumas questões importantes para a arquitectura contemporânea em Portugal. Em primeiro lugar as assimetrias regionais. A concentração de pessoas e recursos na faixa litoral tem tido como consequência óbvia um processo de desertificação do interior que se faz essencialmente sobre os meios rurais. Aos fluxos migratórios em curso as cidades do interior têm tentado captar os seus novos habitantes através da construção de polaridades que dependem da sua capacidade de atracção que decorre da qualidade de vida alternativa à deriva pelos grandes centros. As estratégias são diversas mas todas dependem das condições que se estabelecem para que cada um desses centros seja visível, exista no espaço dos media, esteja presente nas opções de investimento para que existam oportunidades para a vida que nelas se possa fazer. Ao ser periférico corresponde uma estratégia de afirmação que pode passar pela identidade que necessita dos sinais que a veiculam, ou pela construção de novas identidades que a projectem. Castelo Branco parece ser um caso específico entre a criação de condições estruturais que fixem os seus habitantes e ao mesmo tempo o desejo de criar condições para que existam novas possibilidades. E a arquitectura, que papel tem aqui?

Oradores
Bernardo Rodrigues
Nuno Costa Santos
Carlos Semedo
José Afonso

Moderação

Comissariado HP12–14

Mais informações em www.habitarportugal.org