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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PROJECTAR #51


A quinquagésima primeira sessão da actividade PROJECTAR propõe mais uma sessão dupla, com o tema da habitação unifamiliar económica e autoconstruída, através das obras de Jean Prouvé, e a casa que projectou para si, e da casa que Claude Häusermann-Costy projectou para Joël Unal construir para si.
Terá lugar no auditório do Centro de Negócios de Ansião no próximo dia 9 de Março, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro documentário foi realizado por Stan Neumann em 2004:
Alojar a sua família, abrigá-la numa moradia individual. É este velho sonho de todos os franceses que Jean Prouvé realiza em 1954, para a sua mulher e seus filhos.
Construída com elementos pré-fabricados, a casa de Jean Prouvé em Nancy abre a era das moradias individuais a baixo custo. Engenheiro autodidacta, arquitecto sem diploma, Jean Prouvé nasceu em 1901. Numa França onde o betão é rei, Prouvé é o homem do metal, da chapa quinada e do alumínio. desde os anos 30, ele concebeu vários modelos de casas individuais a baixo custo, em kit de faça você mesmo, prontos para o fabrico em série. Mas nenhum destes protótipos leva a encomendas reais. A França da pedra e do betão acha demasiado modernas, demasiado simples estas máquinas de habitar, como são logo depreciativamente denominadas. Em 1953, Prouvé perde o controlo da sua fábrica, a obra da sua vida. Lança-se então na construção da sua própria casa, num terreno no alto de uma encosta de Nancy, considerado como impossível de edificar em virtude da sua forte inclinação.



O segundo documentário foi realizado por Julien Donada em 2014:
A casa Unal, concebida por Claude Häusermann-Costy, foi construída em Ardèche por Joël Unal entre 1972 e 2008.
O resultado é singular: uma casa bolha realizada sem qualquer ângulo recto, que se inscreve na corrente chamada da "arquitectura-escultura". Para todos os volumes desta notável habitação individual, uma única técnica de construção: uma cortina de betão sem cofragem, aplicado à mão sobre a armadura metálica.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório do Centro de Negócios de Ansião, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Ansião

PROGRAMA:

9 de Março, 19h00
Auditório do Centro de Negócios de Ansião
A Casa JEAN PROUVÉ
(2004, Stan Neumann, 24')
A Casa Unal
CLAUDE HÄUSERMANN-COSTY

(2014, Julien Donada, 27')

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

EDUARDO SOUTO DE MOURA - CONTINUIDADE


exposição
EDUARDO SOUTO DE MOURA
CONTINUIDADE

Corredor do Cruzeiro, Convento de Cristo, Tomar
3 a 28 de Março

Resultado de uma parceria entre esta Delegação da Ordem dos Arquitectos com o Convento de Cristo e com o Centro Cultural de Belém, a exposição EDUARDO SOUTO DE MOURA - CONTINUIDADE que esteve patente ao público no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de 21 de Junho a 18 de Setembro de 2016, vai estar patente ao público no Corredor do Cruzeiro do Convento de Cristo, em Tomar, de 3 a 28 de Março, contando-se com a presença do arquitecto Eduardo Souto de Moura na inauguração, dia 3, pelas 18h00.



Na obra de Eduardo Souto de Moura, os simbolismos e as analogias são elementos fundamentais na composição arquitectónica. De uma forma latente, no caso dos simbolismos, ou claramente assumidas, no caso das analogias, funcionam como elementos catalisadores de um desenvolvimento mental de procura de soluções que permitem consolidar e contextualizar as suas intervenções.
A uma arquitectura que procura a racionalidade na disciplina, claramente influenciada por Aldo Rossi e os seus princípios de que as preexistências, a história da arquitectura, a tradição da cidade europeia e a ideia de monumento são o ponto de partida para evolução da disciplina, contrapõe-se uma visão norte-americana inspirada em Robert Venturi, contrária à Arquitectura Moderna, defendendo uma via híbrida, onde a contradição e a ambiguidade quebram com os princípios de coerência defendidos pelo Movimento Moderno.
A utilização das regras e das ordens clássicas, como ponto de partida para a apropriação do "sitio" enquanto entidade fornecedora de referências, demonstra a inquietação do arquitecto pela maneira como as suas obras estão inseridas no território, tendo consciência de que estas funcionam como recursos de transformação do espaço envolvente e que devem ser equacionadas como tal.
A materialização das suas obras está sempre associada a uma espacialização que se apoia na composição e na medida, na procura de uma arquitectura de precisão, na busca da perfeição e na sucessiva depuração dos elementos.
A redução da obra de Eduardo Souto de Moura a uma única temática acaba por não dar resposta a um conjunto de problemáticas no campo da arquitectura, que afloram as preocupações de uma complexa realidade processual, que faz parte da sua produção arquitectónica.
O contexto, tanto regional, como local ou cultural, acaba por desempenhar um papel importante no processo mental que conduz às suas obras, muitas vezes num cruzamento de influências que permitem repensar, operativamente, o processo criativo ao longo da sua obra. O suporte expositivo pretende estabelecer uma ordem clara de leitura da obra do arquitecto Eduardo Souto de Moura, onde cada núcleo é um território disciplinar, ao mesmo tempo que dá lugar ao informe, permitindo uma promenade onde o somatório sequencial das partes resulta numa obra total.


Curadoria
António Sérgio Koch, arq.
André de França Campos, arq.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

HÁ DEZ ANOS - IAP XX E DUARTE CASTEL-BRANCO

A 15 de Fevereiro de 2007, no dia de encerramento da exposição itinerante IAPXX Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal, promovida pela Ordem dos Arquitectos, e que o Núcleo do Médio Tejo, em parceria com o Município de Abrantes, diligenciou trazer à região, realizou-se a conferência Duarte Castel-Branco, arquitecto, urbanista, um percurso, uma obra, o primeiro dos eventos dedicados a assinalar os oitenta anos de vida deste arquitecto com raízes em Abrantes.

Com lugar na Biblioteca Municipal António Botto, a conversa moderada pelo Dr. Francisco Lopes, contou com a presença e intervenção do próprio homenageado e com os testemunhos do arquitecto Patrício Martins e do engenheiro José Viegas, e ainda com a participação do arquitecto Michele Cannatà. Na assistência, entre amigos e familiares e arquitectos da região, contou-se com a presença e participação do arquitecto Bernardino Ramalhete.


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