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domingo, 21 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #252



CASA DOS PASTORINHOS
TORRES VEDRAS, SILVEIRA

Raul Serra
Linha de Terra Arquitectura
2016-2017

O projecto responde à necessidade de criar um espaço multiusos, compartimentado, com o intuito de reunir pessoas para aprender, discutir, escutar sobre diferentes temas, ensinamentos religiosos.
Criaram-se quatro paredes brancas sobre as quais pousa um tecto em betão maciço, pesado. O interior é suportado através de madeira e derivados da mesma, leve.
Do confronto entre as diferentes materialidades, criam-se espaços, percepções e experiências distintas. No piso inferior, a luz que entra pelas paredes brancas inunda cada espaço, enaltecendo o tom mel da madeira e do osb dos revestimentos. Sente-se aquele cheiro tão singular e a ambiência criada é um contraste com a frieza do exterior. É um espaço confortável e dinâmico na sua utilização para o dia a dia.
Ao subir ao nível superior, quando se esperaria leveza, encontramos uma cobertura austera e crua, perfurada por quatro lanternins que permitem que a luz construa os limites daquele espaço sóbrio. Pretende-se que exista um corte com o exterior, que seja um espaço reservado, de introspeção. Que todas as actividades que se realizem ali, da mais comum à mais sagrada, não sejam interrompidas pela realidade exterior.
Construiu-se um espaço plural, que permite crianças assimilarem novas aprendizagens, mas também individuos mais sábios partilharem os seus conhecimentos e experiências de vida. Um edifício que possibilite diferentes sensações e percepções da luz, gravidade , cor e sentidos.

site: facebook.com/linhadeterraarchitecture

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #236



REMODELAÇÃO DE APARTAMENTO EM SANTA CRUZ
TORRES VEDRAS, SANTA CRUZ

Mariana Póvoa, Pedro Pedroso e Sílvia Rocio
BA.LA atelier de arquitectura
2017-2018

A proposta converteu este fogo, incaracterístico e desatualizado, num fogo de excepção, que se distingue por uma nova organização funcional, com uma linguagem contemporânea. Procurou-se uma maior relação entre os diferentes espaços tirando partido dos eixos visuais e da profundidade do fogo.
A sala mantém a sua localização, e passa a ter uma franca relação com o piso superior ao remover a laje de pavimento entre pisos. Cria-se uma mezzanine que se relaciona com a sala, agora de pé direito duplo, e o quarto localizado no piso superior.
Pensada como casa de lazer e descanso, na procura de materialidades, que de uma forma empírica nos remetesse para conforto, surge a madeira. Os novos elementos, construídos em madeira de pinho, justapõem-se à estrutura preexistente da casa, recebendo e organizando os diferentes espaços.
A cortina, como elemento cénico, permite várias definições espaciais e diferentes formas de habitar a casa, dando-lhe movimento e permitindo um processo contínuo e espontâneo de transformação.

site: bala-atelier.com

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francisconogueira.com
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #170



GINÁSIO MAISFITNESS
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

João Amaral e Manuela Tamborino
com Luís Correia
Estúdio AMATAM
2016

O que é ser MAIS FITNESS? Entender a mística por detrás da marca é compreender que são as pessoas que a definem. É a vontade de pertencer a esta “tribo” que faz com que as pessoas adiram e queiram fazer parte deste conceito de fitness. Deste conceito surge o mote para este novo ginásio em Torres Vedras, no qual se pretendia definir uma imagem espacial identitária para este e futuros ginásios MAIS FITNESS. Uma tribo comunica por símbolos e cores, e foi essa linguagem que procurámos identificar de modo a afirmar a identidade da marca MAIS FITNESS.
O edifício para a instalação deste ginásio era existente, pelo que grande parte do exercício formal passava pela aceitação das características do edificado e quando possível adaptá-las e reformulá-las, de modo a tirarmos o máximo partido da riqueza espacial em prole das qualidades que pretendiamos dotar a este ginásio.
Ao nível programático o exercício era simples. A mística do MAIS FITNESS está associada à energia positiva das pessoas, e à partilha dessa energia em aulas de grupo com o máximo número de praticantes. Assim, impunha-se um estúdio XXL – quanto maior, melhor! A definição do posicionamento deste espaço no layout do edificio existente, assim como a escada existente de acesso ao seu interior, foram os factores preponderantes na distribuição do programa. A colocação do balcão de recepção como ponto nevrálgico da dinâmica de circulação no interior do ginásio era um dos requisitos. Daí, a sua centralidade, permitir estabelecer relações com a área de lounge, os estúdios, o gabinete e área de atendimento, e até mesmo com os balneários.
Para a criação da identidade espacial da marca, procurámos explorar conceitos associados ao seu universo: a elegância e a energia, o preto e o amarelo, o – e o +. Explorando assim estes elementos em diferentes intensidades nos ambientes dos espaços, nas composições cromáticas e nos padrões gráficos, pretendemos transmitir uma identidade exclusiva, coerente, contemporânea e actual, indissociável do que representa o MAIS FITNESS. O posicionamento da marca ditou as restantes opções. Evitámos transmitir uma conotação Low Cost, mas antes um premium democrático. Os ambientes dos espaços, assim como a escolha de materiais reflete isso mesmo, elegância e bom gosto, com um toque de irreverêcia nos detalhes. Acreditamos que menos é mais, pelo que se procurou tirar partido de uma palete de materiais corente e limitada, de modo a transmitir unidade mas também diferenciação entre os diferentes usos do ginásio.
BALNEÁRIOS
Os balneários são dos espaços mais preponderantes na avaliação da qualidade de um ginásio. Pretendemos surpreender, criando um espaço acima de tudo contemporâneo para uma geração habituada a procurar novas referências todos os dias. Os tons primam pela elegância e com toques de irreverência através de apontamentos gráficos e da manipulação da estereotomia dos cerâmicos. O balneário Masculino e Feminino são iguais esteticamente, porque no fundo aqui não há homens nem mulheres, há pessoas a procurarem ser melhores!
ÁREAS SOCIAIS
Este é o core do ginásio! É aqui que a partilha começa, se descobrem cumplicidades e se fazem amizades. É aqui que se inicia o percurso no MAIS FITNESS e também onde acaba. Este é um espaço aglutinador e central, onde o convívio é constante. Evidenciar essa centralidade foi o mote para estruturar esta área. A aplicação de uma pintura de cor amarelo no pavimento estrutura todo o percurso desde a entrada até à recepção, potenciando o ambiente da marca e dando-lhe preponderância. O amarelo revela-se em todo o espaço, deambulando entre as paredes, o tecto, o mobiliário, contaminando com uma energia contagiante. O branco e o cinza acabam por fazer o justo equilíbrio, passando uma atmosfera de sofisticação. Graficamente, acrescentou-se uma outra layer, que procura através da simbologia gráfica do MAIS (+), evidenciar trajectos, direcções e a preponderância da energia dentro do ginásio, como se fosse um medidor táctil de intensidade!
No lounge o ambiente torna-se mais branco, oferecendo o destaque à vista fabulosa e aos elementos verdes que pontualmente são colocados, estimulando um certo relaxamento emocional e bem-estar associado a estes elementos e ao mobiliário confortável e descontraido.
CORREDOR
Com tanta energia por todo o lado, necessitamos de criar espaços neutros e de descompressão. Por isso apostámos neste corredor, que acaba por ser o ponto de preparação para um novo treino, ou para recuperar do último treino. É sempre um ponto de passagem entre momentos energéticos. O branco é a cor dominante. O efeito visual criado pelos espelhos leva-nos ao infinito, seja na mente como no espaço.
ESTÚDIO SPINNING
Esta modalidade transpira velocidade, movimento, vertigem… e foi com estes princípios que se definiu a estratégia conceptual para este estúdio. O efeito cénico de multiplicação criado pelos espelhos, que remetem para um ponto no infinito, assemelhando-se a um vortex acaba por intensificar o sentido de quem pedala em direcção a algo, Para tornar esse efeito mais dramático, exploraram-se linhas que enfatizam o movimento e a vontade de quem pretende alcançar o destino a que se propôs. Existe também alguma áurea de espaço de culto associado aos elementos gráficos, que se pretende que possam ser explorados na criação de uma certa mística associada às aulas desta modalidade.
ESTÚDIO FITNESS
Este é o local de culto do MAIS FITNESS. O motor de toda a energia. Aqui a intensidade sobe ao limite. Por isso não sentimos a necessidade de excessos visuais. Procurou-se tornar o espaço mais acolhedor através da pintura do tecto e parte das paredes em cinza, devido à sua grande dimensão vertical, e apostámos em enfatizar o sentido do palco através da horizontalidade dos planos brancos. Através da aplicação de uma pelicula colorida espelhada no pórtico da entrada, com características únicas a nível cromático, pretende-se criar um elemento surpresa único, capaz de acrescentar mais dinâmica aos momentos de treino. ESPAÇO UNDERGROUND
Aqui surge o lado obscuro do MAIS FITNESS. Um espaço com uma energia diferente…. Mais corrosiva… um espaço para quebrar barreiras e limites, para ir mais além. Para batalharmos com o nosso eu interior, em busca da perfeição. Um ambiente sombrio, intimidador, mas desafiante. Partindo dos ringues de luta como referência, aplicou-se rede na limitação dos diferentes espaços. A presença da cor amarela faz-nos nunca perder a noção que continuamos no MAIS FITNESS, e que basta seguir a cor para voltarmos à luz!

site: estudioamatam.com

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #126



CASA AREIAS DO SEIXO
TORRES VEDRAS, PÓVOA DE PENAFIRME

Vasco Vieira
com Helder Lourenço e Ricardo Apolónia
ARQUI+
2014

Nos últimos anos em Portugal, tem-se desenvolvido o crescente interesse pela reabilitação da vida rural paralelamente ao da actividade urbana. É neste cenário, que o conceito de vida rural serve como ponte entre natureza e cultura. Constituindo assim a base para o desenvolvimento continuo do conjunto turístico Areias do Seixo. Este toma a designação deste lugar, constituído por um hotel rural e por um conjunto de 19 lotes de casas unifamiliares. Situado nesta localização exuberante entre o mar e as dunas da costa oeste de Portugal.
A casa unifamiliar Areias do Seixo 02.01 implantada no primeiro lote deste conjunto habitacional, com os limites claramente definidos por três muros de pedra rústica que se adaptam ao desnível do terreno existente, abrindo-se no alçado poente as vistas ao mar.
Construída de forma depurada, a casa identifica-se como um volume monolítico e estereotômico, recortado por dois grandes vãos panorâmicos. Com o intuito de aproximar a natureza e a vida rural envolvente, ao interior da casa.
Acede-se à casa a poente, através de uma rampa suspensa pedonal e também por uma rampa automóvel. Ambas percorrem paralelamente um dos muros de contenção, em pedra.
A entrada deste monólito habitável de betão, encontra-se de forma intuitiva sugerida pelo recorte de dupla altura na fachada sul. No seu interior, a entrada de 5,70 m de pé-direito liberta o espaço para acolher uma escada de degraus suspensos apoiados lateralmente no muro de betão armado, esta escada de forte presença interliga e organiza a circulação dos dois pisos.
Estes dois pisos têm características opostas mas lógicas, ou seja, o piso de entrada funciona como um espaço semi-privado de função continua relacionando-se directamente com o exterior do lote, enquanto o piso superior contem-se para receber o espaço privado da casa. No entanto este piso mantêm a relação com exterior devido ao seu cuidadoso sistema de vistas.
Voltando ao piso da entrada: a cozinha, sala de jantar e sala de estar, acabam por se diferenciar esteticamente e funcionalmente, pela relação que cada área estabelece com o exterior. O volume da piscina localizado a poente, caracteriza-se como um espelho de água à mesma cota que o pavimento da sala de estar; transporta-nos visualmente para horizonte, o mar.
No piso superior, área privada da casa, constituída por três quartos cada um com a sua instalação sanitária privativa. Encontram-se expostos para o maior aproveitamento da luz e das vistas.
O uso de materiais naturais em bruto, como: o betão, a madeira, a pedra e o cobre; definem as diferentes volumetrias que dialogam entre si. A utilização das energias renováveis reforçam o respeito pela envolvente e pela natureza.
A gênese do conjunto, pretende ter uma identidade própria, conceptual, formal e construtiva. Onde o retorno à natureza transforma a nossa percepção do tempo. No tempo da observação e contemplação.

site: arquimais.com

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domingo, 3 de março de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #118



SEDE TRANSFORMA
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Pedro Gadanho + Cristina Veríssimo e Diogo Burnay
com Rodolfo Reis, Joana Barrelas, João Falcão, Ariadna Nieto e Miguel Travesso
Pedro Gadanho + CVDB Arquitectos Associados
2014

O projecto tem como princípio a manutenção das fachadas das construções encontradas, procurando adaptar o programa aos limites interiores do existente. No corpo principal de entrada e de relação com o Largo de Santo António, será completamente retirado todo o interior que se encontra já em ruínas e propõe-se uma nova organização mais adequada às necessidades da Sede da TRANSFORMA.
Pretende-se que no futuro o edifício venha a potenciar a permanência no Largo já que é por aí que se faz o acesso ao edifício. O programa potencia ainda essa relação com a inclusão de cafetaria no piso térreo e possível esplanada no exterior.
Embora o existente apresente alguma flexibilidade de adaptação, a proposta define uma estratégia em que, na maioria dos casos, a compartimentação interior é mantida. O programa foi organizado dentro deste pressuposto e face à necessidade de respeitar um tecto orçamental rigoroso. Deixa-se clara a presença dos elementos existentes (paredes exteriores) e se trazem para habitar o espaço um conjunto de novos volumes, que como cápsulas formalizam de forma clara determinadas funções, espaços e usos. A atribuição de cor a estas cápsulas é um processo fundamental para afirmar a sua presença e o seu carácter de excepcionalidade.

site: facebook.com/pedro.gadanho
site: cvdbarquitectos.com

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

sábado, 6 de outubro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #91



CASA S+M TORRES
TORRES VEDRAS, SANTA CRUZ

Cristina Castelo Branco e Manuel Lema Barros
Lema Barros + Castelo Branco, Arquitectos
2010

Iniciámos o projecto em 2004, logo após o regresso da Bienal de Veneza. O sítio: ímpar. Debruçado sobre o oceano. Ponto final da mancha urbana: limite e confronto com o extenso campo a sul. Recentemente concluída, a casa já transpira vida. A tridimensionalidade procurada em projecto materializou-se, visivelmente, na obra. A casa forma um gaveto de remate de duas frentes construídas. Simultaneamente enfatiza a sua relação com o mar, elevando-se do solo e projectando-se sobre a arriba, olhando o horizonte. No interior, cada janela é uma tela que emoldura as distintas paisagens do entorno. No terraço, em açoteia, domina-se a envolvente, desde a mancha espraiada da povoação, o Mar, as Berlengas e o Cabo Carvoeiro ao longe, a Serra da Vila, o Varatojo, até á Serra de Montejunto. Esta casa é um barco, ancorado em terra a vigiar, atento, o mar.

site: lemabarroscastelobranco.blogspot.com

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terça-feira, 10 de julho de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #69



LOFTS EM TORRES VEDRAS
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Samuel Torres de Carvalho
STC Arquitectura
2005

O projecto, inserido no centro histórico de Torres Vedras, propôs a substituição do edifício e anexos preexistentes por quatro habitações em Loft. Todas as casas se desenvolvem em três pisos, correspondentes à volumetria do edifício preexistente. A escolha da tipologia em Loft deveu-se à natureza inicialmente industrial da zona, onde há ainda vários exemplos deste tipo de estruturas.
Esta tipologia garante não só o contacto de todos os fogos com a rua mas também permite proteger a área habitável, premissa base num lote adjacente a uma rua com tráfego de pessoas e carros constante. Esta tipologia também permitiu a uma pequena escala maiores espaços dos compartimentos interiores, assim como uma melhor iluminação e ventilação.
O tratamento das fachadas principais reflecte a intenção de diferenciar o piso térreo dos restantes. Os painéis fenólicos escolhidos permitem que os portões da garagem, portas de entrada e espaços entre elas sejam revestidos, conferindo uma leitura contínua desta parte dos alçados.

site: stc-arquitetura.com

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sábado, 3 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #47



CASA DA FUSTIGA
TORRES VEDRAS, FREIRIA

Miguel Beleza e José Martinez
Sandra Pereira, Filipe Oliveira
Atelier Central Arquitectos
2008

O projecto para a casa em Torres Vedras propôs o aproveitamento do edificado existente e a construção de um corpo de ampliação.Procedeu-se a uma reorganização dos usos dos espaços existentes, de modo a optimizar a funcionalidade do conjunto. Um espaço destinado ao lagar assumiu a função de sala de estar articulando os espaços existentes com os espaços da ampliação. As peças em pedra, como o lagar e outras, foram reabilitadas e reintegradas nos novos espaços criados.
A casa principal existente mantém a sua função de quartos no piso 1, enquanto que no piso 0 a sala de estar se assume como sala de jantar, surgindo agora dividida para conter um espaço de cozinha. As restantes edificações baixas à volta do pátio albergam o quarto principal, com dimensões generosas, e um terceiro quarto, ambos com instalações sanitárias individuais.
Os pavimentos foram revestidos com placas de pedra ardósia com dimensões generosas e soalho em madeira. As paredes foram revestidas com reboco pintado e com azulejos de fabrico artesanal no formato 10x10cm. Nas zonas pré-existentes, as janelas são em caixilharia de madeira com vidro duplo, com cuidado particular para a manutenção e das portadas interiores. Nas zonas novas o projecto previu a inclusão de grandes envidraçados, onde se optou por caixilharia de alumínio lacado.

site: ateliercentral.pt

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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #46



CLÍNICA DENTÁRIA
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Miguel Marques Venâncio
B. Pedrosa, V. Vázque, M. Álvarez, T. Palos
MMV Arquitecto
2012

O desafio é baseado na re-interpretação de uma clínica dentária, na busca de uma nova clareza e carácter espacial.
O local é localizado no primeiro andar de um edifício no centro de Torres Vedras.
O espaço precisava de uma nova imagem para provocar uma nova atmosfera, novas sensações.
O desejo de criar um espaço de destaque na cidade, mais pausado, contemplativo, um espaço de reflexão, levando à descoberta da importância do silêncio e de espaços aparentemente vazios, porém cheios de vida.
Uma experimentação onde a selecção de materiais é sustentada pela nobreza dos materiais. Esta experimentação é realizada essencialmente com o elemento imaterial de arquitectura, que é o espaço. O trabalho com o espaço é determinado pela percepção, caminhos, luz, reflexos, transparências, fluidez. A massa composta por uma base simples de vidros reciclados, potencializa as reflexões e as vibrações da luz, criando uma percepção do espaço que está em constante mutação.
A busca de um espaço atemporal, com a plenitude dos sentidos, onde a luz é filtrada de maneiras diferentes, dá poesia aos espaços, dignificando-os.

site: mmvarquitecto.com

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #43



CONDOMÍNIO VIGIAS DA ARRIBA
TORRES VEDRAS, SANTA CRUZ

Isabel Guardado e Rui Cardoso
A.As Arquitectos Associados
2009

O projecto apresentado tem uma área de implantação total de aproximadamente 4.385 m2 e uma área bruta de construção de 5.055 m2.
A proposta é composta por três conjuntos de edifícios em regime de propriedade horizontal, totalizando 31 fogos.
O primeiro conjunto é constituído por 13 fracções destinadas a habitação unifamiliar em dois pisos com pátio (tipo A), e tipologia T3, interligados entre si por um embasamento contínuo que lhes dá acesso e que os "solta" do terreno existente. Este conjunto totaliza uma área de implantação de 2.587 m2.

Os outros, totalizam 18 fracções (tipo B) com dois pisos e tipologia T3 e dispõem-se ao longo de dois edifícios funcionalmente interligados entre si através de um plateau sobreelevado, e destinam-se a habitação unifamiliar.
O conjunto destas fracções totaliza uma área de implantação de 1.775 m2.

A proposta pretende dar resposta às seguintes intenções:
- execução de um empreendimento de qualidade urbanística e arquitectónica;
- construção com densidade inferior ao máximo prevista no P.D.M.;
- construção do nº mínimo de fogos que permitam a viabilidade da operação:
- salvaguardar as espécies vegetais características existentes na área da arriba e as características morfológicas do local;
- melhorar o acesso existente à Praia da Vigia criando condições para que este seja possível em condições de maior segurança para todos os utentes;
- criar uma zona comum ajardinada, de lazer e fruição;
- estabelecer do ponto de vista arquitectónico e urbanístico, uma melhor relação entre o conjunto dos edifícios e destes com a configuração do terreno;
- criar uma relação mais interessante dos fogos existentes na banda, com a vista de mar e com a área ajardinada;
- impedir o acesso franco a toda a frente do terreno, aumentando assim a área a salvaguardar de protecção à arriba.

site: aas.pt

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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #36



CASA GMG
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Pedro Gadanho
com Sara Silva Natária
Pedro Gadanho
2010

Um homem cuja cabeça de facto explodiu atraiu a restrita e ávida atenção dos tablóides locais e regionais no início dos anos oitenta. Ele era um artista desconhecido, até alegar que foi minimalista, conceptual e pop, tudo antes desses movimentos. Sua fantástica e assustadora história ganhou espaço na música pop alternativa por volta de 1982. Como a música que o imortalizou diz, o roteirista o seguia onde fosse, o autor de telenovelas o acompanhava usando suas jóias no horário nobre.
Como relatou para o seu colega de bar Jim Ballard, aos doze anos ele pediu ao seu pai que lhe construísse uma versão gigante das pílulas que tomava para a epilepsia para que se lembrasse das convulsões sempre eminentes. Ele instalou esta no canto de seu quarto, para depois ser convertida numa das suas diversas latrinas personalizadas. Esse objecto expandido foi posicionado ao lado de uma grande maleta poliédrica que usava como "armário-e-museu-de-miniaturas" para as suas primeiras produções escultóricas. Esse foi o início de um estranho universo desfraldado num apartamento do fim do século XIX de outro modo banal.
Pessoas passavam na rua onde esta casa anonimamente se localizava e permaneciam alheias às estranhas experiências conduzidas no seu interior. Ele fazia objectos ampliados que dispunha absurdamente de acordo com as suas crescentes necessidades imaginárias. Ele duplicou escadarias e criou novos pavimentos inteiros. Ele escavou novos cômodos subterrâneos e criou uma piscina longa e estreita. Ele transformou quartos em anfiteatros que seriam depois transformados em bibliotecas. Ele converteu poços de elevador vazios em monstruosos violões de uma corda. Ele replicou espaços até fantasmagóricas, infinitas perspectivas.
Ele assassinou tipologias e ressuscitou-as novamente em novas formas híbridas. Ele soldou o novo no velho e o estranho no ordinário. Para seu minúsculo, absurdo espaço onde pensar erigiu uma alta estrutura de assento num corredor, próximo de uma janela pequena e alta. A inadequada abertura pertencia tanto a cenários obsoletos da era espacial quanto a dramas expressionistas alemães retro-futuristas. Ali era o lugar onde manteria os seus pensamentos mornos. Ele famosamente alega que David Lynch inventou a sua abominável Mulher do Aquecedor após o visitar nos anos setenta enquanto estava no seu pequeno estúdio.
O homem cuja cabeça se expandiu nunca sentiu necessidade de abandonar o seu laboratório. Ele raramente recebia pessoas. Na última vez que permitiu que alguém fotografasse os seus domínios, a casa ainda estava bastante vazia. Segundo a lenda, ele seguiu criando tantos objectos que a casa se tornou impenetrável e labiríntica. Ele seguiu mudando espaços até eles se tornarem retorcidos e piranesianos. A casa deveria ser ocupada por todo o seu repertório, até que a sua cabeça não pudesse mais conter a proliferação cancerosa das suas ideias. Logo antes de morrer, o homem cuja cabeça se expandiu pensou que deveria ter processado David Lynch, Damien Hirst e Mark E. Smith.
(Traduzido por Murilo Arruda / archdaily.com.br)

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #14



CASA VARATOJO
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Filipe Vogt Rodrigues, Inês Maia Vicente e Marta Mateus Frazão
André Almeida, António Cotrim
Atelier Data
2013

A casa Varatojo localiza-se numa colina a este da cidade de Torres Vedras, Portugal. Implantada num lote de configuração poligonal e atendendo simultaneamente à exposição solar (norte/sul) e orientação do vento predominante do Norte, a estratégia de desenho passou por considerar os seguintes aspectos:
:: Exploração da relação entre construção e paisagem, tirando partido da posição sobranceira do lote em relação à cidade de Torres Vedras, seu Castelo e imediações;
:: Promoção das relações de complementaridade e interdependência entre a casa e o jardim, criando intensas relações visuais entre o interior e o exterior;
:: Criação de relações de transversalidade entre o lado norte - (vista) e o lado sul - (espaço de estar abrigado), através principalmente do “espaço piscina” no piso -1 e da modelação do terreno no Jardim;
:: Reutilização de materiais numa lógica distinta ao uso tradicional, de que são exemplo as sulipas (antigas linhas de caminho de ferro) introduzindo um certo experimentalismo e novidade na forma como estes se aplicam e reciclam;
:: Selecção de vegetação autóctone para a caracterização do jardim, criando um sistema ecológico integrado na Paisagem da Região.

Conceito

A volumetria da casa resulta de um gesto em espiral cujo desenho tira partido da configuração do lote.
Optou-se pela construção de um limite, uma espécie de linha que ganha progressivamente corpo e espessura para alojar o programa de habitação.
Este gesto inicia-se com a rampa de acesso ao lote e culmina no lado oposto com a edificação alcançando dois pisos, reforçando-se também a partir do perfil da casa o gesto em espiral.
A estratégia de desenho adotada permitiu criar um espaço de estar a sul, abrigado dos fortes ventos da região, precipitando igualmente a construção sobre a paisagem a norte.

Programa

Do ponto de vista funcional, o programa distribui-se em três pisos. O piso 0 centraliza a maior parte do programa. Nele localizam-se as áreas sociais - cozinha, sala de estar e jantar - entendidos como um único espaço aberto e continuo, reforçado pelo plano da cobertura. Ainda neste piso localiza-se a zona dos quartos (de acesso mais restrito) - quarto de visitas e quartos das crianças onde uma sala comum destinada à brincadeira e ao estudo faz a mediação entre estes dois espaços.
No piso 1 localiza-se o quarto principal rematado a norte por uma profunda varanda que se precipita sobre a cidade de Torres Vedras, e a sul por um jardim que é pano de fundo da casa de banho. Ainda neste piso e aproveitando a inclinação da cobertura, localiza-se uma biblioteca / zona de trabalho que é mezanino sobre a sala de estar e jantar.
No piso -1 a piscina é o espaço central através do qual se promovem as relações de atravessamento entre o lado norte e sul, entre a vista e o jardim, reflectindo-se sobre o espelho de água a envolvente exterior.

Materialidade

Optou-se por um lado pelo uso de materiais e revestimentos tradicionais, como materiais cimentícios, reboco, madeira e cortiça, e por outro considerou-se o reuso das tábuas de madeira numa lógica distinta do seu uso convencional, introduzindo uma certa inovação e experimentação na procura de novas possibilidades de aplicação de materiais.

Vegetação: Plasticidade e Elasticidade

Define-se um pequeno bosque de Quercus faginea subssp.broteroi (Carvalho-português). A escolha dominante de vegetação autóctone para o jardim (arbórea, arbustiva e herbácea) permite respeitar as características edafoclimáticas do lugar, criando um sistema ecológico integrado na Paisagem da Região (Genius loci).
Na encosta do lado norte, formações subarbustivas e arbustivas – os matos, neste caso designados de Carrascais, aparecem num substrato calcário. Expostos ao vento, os carrascais amoitados têm como principais intervenientes o carrasco (Quercus coccifera) e a aroeira (Pistacia lentiscus) que se associam a diversas espécies tais como: o sanguinho das sebes (Rhamnus alaternus); o trovisco (Daphne gnidium); a estevinha (Cistus salvifolius); o tojo-gatunha (Ulex densus); a salsaparrilha-do-reino (Smilax aspera) e a madressilva-caprina (Lonicera etrusca). No lado sul abrigado, surge o Carvalho-português; os arbustos-arborescentes como o folhado (Viburnum tinus); o pilriteiro (Crataegus monogyna); o loureiro (Laurus nobilis) e no estrato herbáceo as folhas- de-Acanto (Acanthus mollis) e os lírios amarelos (Iris pseudacorus).

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terça-feira, 15 de março de 2016

PROJECTAR COM TADAO ANDO


Dedicada ao japonês TADAO ANDO, a próxima sessão da actividade PROJECTAR vai realizar-se no dia 17 de Março, quinta-feira, pelas 19h00, no Auditório Municipal da Câmara Municipal de TORRES VEDRAS.

Tadao Ando é o mais velho de gémeos nascidos a 13 de Setembro de 1941 em Osaka, Japão. Aos dois anos, com o desenrolar da segunda guerra mundial, os seus pais resolvem separar os irmãos e Tadao é enviado para viver com a sua avó materna que lhe transmitiu o seu nome Ando. Passou grande parte da sua infância a brincar na rua e nos campos. Dos 10 aos 17 anos também passava parte do tempo como aprendiz de carpinteiro, numa carpintaria próximo de sua casa onde fazia modelos de barcos e de aviões entre outros trabalhos.

Após uma breve experiência como lutador de boxe, Ando dedicou-se ao seu singular processo de aprendizagem de arquitectura, estagiando por curtos períodos com profissionais relevantes como designers e urbanistas. "Nunca fui um bom estudante. Sempre preferi aprender por mim próprio, fora das aulas. Quando tinha 18 anos comecei a visitar templos, santuários e casas de chá em Kyoto e Nara, onde há muita grande arquitectura tradicional. Estava a estudar arquitectura indo visitar os próprios edifícios, e lendo livros sobre eles." Realizou viagens de estudo à Europa e aos Estados Unidos nos anos sessenta, para ver e analisar grandes edifícios da civilização ocidental, registando-os em detalhados cadernos de viagem, hábito que mantém sempre que viaja.

Em 1969 instala o seu estúdio Tadao Ando Architect & Associates em Osaka, onde lhe é aberta a possibilidade de exercer a profissão sem um título académico de arquitecto. A partir daí vai começar a desenvolver a sua arquitectura caracterizada por uma grande simplicidade, que nos transmite uma sensação de materialidade com as suas paredes de betão à vista que encerram os espaços, de tactilidade dado o tratamento que as superfícies recebem que parecem "suaves como a seda", e de vazio por nos seus edifícios depender apenas da luz natural a dramatização dos espaços.

A sua primeira encomenda foi o projecto de remodelação da habitação de um jovem casal com um filho. Quando a obra foi concluída, eles tiveram gémeos e a casa para três já não era suficiente para uma família de cinco. Na brincadeira disseram que Ando deveria responsabilizar-se, pelo que ele comprou a casa e fez dela o seu estúdio. Após muitas alterações, acabou por ser substituída pelo actual edifício em betão.

Em 1975, a sua obra chama à atenção pela primeira vez, com a construção da Casa em Banda (Azuma House) em Sumiyoshi, Osaka: um simples bloco de betão encaixado entre casas estreitas, cuja fachada cega é pontuada apenas pelo vão da entrada. Simplicidade também evidenciada pela organização interna, dois corpos separados por um pátio interno, todos com a mesma dimensão, e no pátio as escadas e a passagem superior de um bloco para o outro. Destaque também para a Casa Koshino (1980-81 e 1983-84) em Ashiya, Hyōgo.

Um das primeiras obras a dar projecção internacional ao seu trabalho é o complexo habitacional Rokko I, em Kobe, Hyogo (1981-83), um edifício de habitação colectiva que em vez de se organizar numa torre, se desenvolve ao longo duma encosta, numa síntese de simplicidade e complexidade. O seu sucesso ditou a realização de uma segunda fase de maiores dimensões (1993) e uma terceira ainda maior (1999), adjacentes à primeira.

Uma das facetas mais interessantes da sua obra são os edifícios de carácter religioso, uma série de capelas cristãs e outros locais de meditação e de contemplação. Uma das mais impressionantes é também uma das mais simples, a Capela da Luz em Baraki, Osaka (1988-89), uma caixa rectangular de betão intersectada por uma parede a 15º, que obriga o visitante a dar a volta para entrar, onde encontra uma sala com pavimento descendente em direcção ao altar, junto à parede do fundo rasgada vertical e horizontalmente por dois vãos que se intersectam formando uma cruz e que são a fonte de luz do espaço.

Para além da luz e sombra, do betão e aço, o vidro e por vezes a madeira, as vistas e o total encerramento do espaço, outro tema comum do seu trabalho é o uso de espaços enterrados e o recurso a escadas. No seu Templo sob a Água, na ilha de Awaji (1991), após um percurso mediado por paredes que ora ocultam ora revelam, a entrada no espaço de culto é feita através de uma rampa aberta no meio de um lago oval de nenúfares que não é mais que a cobertura daquele. A água também assume um papel relevante na Capela na Água em Tomamu, Hokkaido (1988) (foto mais abaixo).

Em projectos para edifícios de maior escala, destacam-se os espaços museológicos, como o Museu das Crianças em Himeji, Hyōgo (1989), em que se dá grande atenção ao modo como o edifício se integra e relaciona com o local e a paisagem circundante. Outros museus seguiram-se: o Museu da Literatura em Himeji, Hyōgo (1991 e 1996), o Museu de Arte Contemporânea de Naoshima, Kagawa (1995), o Museu Histórico de Chikatsu-Asuka, em Osaka (1994), o Museu Municipal de Arte de Hyōgo, em Kobe (2002), ou o Museu de Arte de Akita (2012), entre outros.

Fora do Japão, após a construção do pavilhão efémero do Japão, na Expo'92 em Sevilha, Espanha, foi-lhe encomendado o projecto do edifício Fabrica (Centro de Pesquisa de Informação da Benetton) em Treviso, Itália (1993-2000), a Vitra Seminar House em Weil am Rhein, na Alemanha (1993), e o Espaço de Meditação da UNESCO em Paris, França (1995). Seguiram-se projectos nos Eatados Unidos, como o The Pulitzer Foundation for the Arts em St. Louis, Missouri (2001), ou o Modern Art Museum of Fort Worth no Texas (2002), e na Alemanha, a Fundação Langen em Neuss (2004), bem como outros na Itália, Reino Unido, Coreia do Sul, México e China.

Para além de quase todos os prémios de arte e arquitectura que o seu país pode atribuir, incluindo o Praemium Imperiale First “FRATE SOLE” em 1996, foi distinguido com a Medalha Alvar Aalto da Associação de Arquitectos da Finlândia em 1985, a Medalha de Ouro em Arquitectura pela Academia de Arquitectura de França em 1989, o Prémio de Arquitectura Internacional Carlsberg da Dinamarca em 1992, o Pritzker Architecture Prize em 1995, a Royal Gold Medal do RIBA, Reino Unido, em 1997, a Medalha de Ouro do American Institute of Architects em 2002, ou a Medalha de Ouro da União Internacional de Arquitectos em 2005, entre outros prémios e distinções.

Embora não possua nenhum grau académico, foi professor visitante nos Estados Unidos da América em instituições como Yale, Harvard, ou Columbia. Para além disso deu muitas conferências em outras escolas incluindo Princeton, Massachusetts Institute of Technology, University of California at Berkeley, Rice, e na University of Pennsylvania, bem como nas principais escolas do Reino Unido, França e muitos outros países.

Adaptado a partir de: en.wikipedia.org, www.pritzkerprize.com e architect.architecture.sk


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Torres Vedras

PROGRAMA:

17 de Março, 19h00
Auditório Municipal da Câmara Municipal de Torres Vedras
TADAO ANDO
Do Vazio ao Infinito

(2013, Mathias Frick, 52')

sexta-feira, 4 de março de 2016

PROJECTAR #39


Será dedicada ao arquitecto Tadao Ando a trigésima nona sessão da actividade PROJECTAR, no próximo dia 17 de Março, pelas 19h00, a ter lugar no Auditório Municipal da Câmara Municipal de Torres Vedras.

o documentário a exibir, intitulado "Tadao Ando, do vazio ao infinito", foi realizado em 2013 por Mathias Frick:
From Emptiness to Infinity presta homenagem a um dos arquitectos mais famosos do mundo, o mestre minimalista japonês Tadao Ando (nascido em 1941), dando a conhecer um exclusivo vislumbre do seu processo de trabalho. Ando é conhecido pelo uso criativo da luz natural, pela hábil articulação entre espaço interior e exterior e por conceber estruturas que evocam com elegância os contornos da paisagem em que se implantam. Conceptual e esteticamente, os seus premiados projectos em betão à vista estabelecem um elo entre a arquitectura tradicional japonesa, Zen e o modernismo contemporâneo, enquanto exprimem a sua crença fundamental de que "mudar a construção é mudar a cidade e melhorar a sociedade". Realizado por Mathias Frick e produzido por Susann Schimk e Jörg Trentmann, o documentário leva-nos aos seus edifícios mundialmente conhecidos e oferece-nos uma visão exclusiva do seu processo de trabalho, com Ando a partilhar as suas fontes de inspiração e motivações pessoais e a recordar a sua carreira de 40 anos.

in: http://www.amazon.com/Tadao-Ando-From-Emptiness-Infinity/dp/3863355393



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório Municipal da Câmara Municipal de Torres Vedras, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Torres Vedras

PROGRAMA:

17 de Março, 19h00
Auditório Municipal da Câmara Municipal de Torres Vedras
TADAO ANDO
Do Vazio ao Infinito

(2013, Mathias Frick, 52')

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PROJECTAR EM TORRES VEDRAS

Torres Vedras é a próxima paragem da actividade itinerante PROJECTAR, com sessão agendada para as 19h00 do próximo dia 17 de Março no Auditório Municipal, sito na Câmara Municipal.




Mais informações em breve.