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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #151



LOFT LUÍS ATAYDE
PENICHE, PENICHE

Ana Margarida Machado e Inês Pipa
Da Fabrica Desenho e Arquitectura
2017

No centro da cidade de Peniche, numa zona urbana consolidada este edifício de habitação é constituído por dois pisos e logradouro, mantendo-se o uso. O edifício é de traça tradicional, implantado num lote com uma frente muito curta (cerca de 6, 7m) e grande profundidade (cerca de 17,80m). Por este motivo, a nível programático cria-se um poço de luz – o pátio. Este pátio será o ponto fulcral do projecto, o eixo a partir do qual todos os espaços se organizam separando a zona íntima da casa, os quartos, da zona social. Este pátio, constitui-se como um pórtico e é dividido no sentido longitudinal por um paramento com caixilho metálico e vidro duplo, nos dois pisos. No piso 0, quando aberto o painel, a pátio ficará da dimensão total, entre a parede de escritório/quarto e parede limite do edifício, paralela a esta.
A nível programático adaptou-se a área pré-existente a uma habitação moderna dotando-a das condições de conforto, salubridade e iluminação exigidas.

site: dafabricarquitectura.com

ver mais sobre o projecto:
homify.pt
facebook.com/DaFabricaearquitectura

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #105


CASA DE SÃO JOAQUIM
PENICHE, SÃO BERNARDINO

Luísa Pacheco Marques
com Milena Raposo e João Pedro Mira
Luísa Pacheco Marques, Arquitecta
2015

A Ruína existente está na origem do conceito fundamental subjacente ao projecto da nova construção. A sua forma, em planta (o quadrado – figura simbólica da perfeição terrena ou de uma harmonia de construção humana.) com uma dimensão de 10,60 m x 11,50 m, é a origem da geometria que vai gerar a nova casa.
O negativo da Ruína, o quase quadrado original, transformar-se-á num pátio e outros dois quadrados com a mesma dimensão, mas com uma ligeira rotação, devido ao seu paralelismo ao muro que delimita a propriedade a Sul/Sudeste, irão gerar e regrar, em planta, a nova construção. Os três quadrados são, ainda, subdivididos em quatro partes iguais, assim gerando uma grelha / reticula que organiza, ordena e harmoniza o todo e as partes de toda a construção.
O quadrado original, subjacente, aplica-se não só em planta como igualmente, em volume resultando na opção pela predominância das formas cúbicas.
O conceito fundamental do projecto consiste, então, em adossar, a esta pré-existência reinventada, uma nova construção a Nascente. Esta, mantendo a mesma largura da pré-existência, irá desalinhar-se, relativamente à Ruína, de forma a cumprir o afastamento de 4m ao limite posterior do lote.

site: lpm-arquitecta.com

ver mais sobre o projecto:
espacodearquitetura.com
homify.com.mx
homify.pt

quarta-feira, 6 de julho de 2016

PROJECTAR COM PETER ZUMTHOR


PETER ZUMTHOR é o arquitecto a que será dedicado o segundo documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, dedicada à temática do turismo e lazer, a realizar na quinta-feira, dia 7 de Julho, pelas 19h00, no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de PENICHE.

Consulte a biografia de Peter Zumthor aqui.


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

PROJECTAR COM ARNE JACOBSEN


O arquitecto ARNE JACOBSEN é o autor do projecto que será abordado no primeiro documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, dedicada à temática do turismo e lazer, a realizar na quinta-feira, dia 7 de Julho, pelas 19h00, no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de PENICHE.

ARNE JACOBSEN (1902-1971)

Arne Emil Jacobsen nasceu a 11 de Fevereiro de 1902 em Copenhaga. Depois de um estágio como aprendiz de pedreiro, Jacobsen ingressou na Escola de Arquitectura da Academia Real de Belas Artes onde de 1924 a 1927 foi aluno de Kay Fisker e Kaj Gottlob, ambos arquitectos e designers.

Ainda estudante, em 1925 participou na Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, em Paris, na qual ganhou uma medalha de prata pela concepção de uma cadeira. Aí foi também arrebatado pela estética pioneira do pavilhão L'Esprit Nouveau, de Le Corbusier.

Por essa altura viajou também até à Alemanha, onde travou conhecimento com a arquitectura racionalista de Mies van der Rohe e Walter Gropius. Essas obras influenciaram os seus primeiros projectos, incluindo o seu projecto de fim de curso, o qual foi premiado com uma medalha de ouro.

Em 1929, em colaboração com Flemming Lassen, venceu o concurso promovido pela Associação de Arquitectos da Dinamarca para a concepção da "Casa do Futuro", a qual foi construída à escala natural para a respectiva exposição no Forum de Copenhaga, e que lhe granjeou o reconhecimento imediato como arquitecto ultra-moderno.

No ano seguinte estabeleceu-se em gabinete próprio, e concebeu, entre outras, a casa Rothenborg que desenhou até ao mínimo pormenor, uma característica de muitos dos seus trabalhos posteriores.

Venceu o concurso do Município de Gentofte para projectar o complexo da estância balnear de Klampenborg, na costa Øresund, perto de Copenhaga, que constituiu a sua grande revelação pública na Dinamarca, composto por vários elementos: a praia de Bellevue (1932), incluindo as características torres de vigia, cabines de vestiário e até o vestuário dos empregados; os edifícios de apartamentos Bellavista (1934); e um restaurante e o Teatro Bellevue (1936).

O reconhecimento como um dos expoentes da arquitectura moderna na Dinamarca não o livrou de fortes críticas, precisamente pelo uso desse estilo, como na construção do edifício Stelling (1934-37) na praça histórica Gammeltorv, em Copenhaga, mais tarde apontado como um bom exemplo de intervenção em sítios históricos, ou do seu projecto vencedor (com Erik Møller) no concurso para a Câmara Municipal de Århus (1939-42).

Durante a Segunda Guerra Mundial, teve de se refugiar na Suécia em 1943 devido às suas origens judaicas, onde se dedicou essencialmente a desenhar tecidos e papel de parede. Com o final da guerra em 1945, regressou à Dinamarca onde retomou a sua actividade profissional.

Deste período destacam-se a construção dos conjuntos de casas de Søholm I (1946-50), uma das quais o próprio Jacobsen habitou até ao fim da sua vida, Søholm II (1952) e III (1954), em Klampenborg, e o de Alléhusene, Gentofte, em Copenhaga (1949–1953), marcados por um experimentalismo em torno de materiais tradicionais.

Do bom uso e combinação de diferentes materiais são exemplo o edifício para a Câmara Municipal de Rødovre (1952-56), com a sua escadaria suspensa do tecto por cabos de aço, ou a Escola de Munkegaard (1957), em Copenhaga, com os seus pavilhões ligados por corredores de vidro em torno de pequenos pátios.

A reputação internacional que acumula com a realização destas obras, bem como com a construção do Hotel Royal SAS (1956-60), em Copenhaga, considerado o primeiro "designer hotel" do mundo, traduz-se no convite para participar em concursos ou realizar projectos na Alemanha, e para a construção do St. Catherine's College (1964-66), em Oxford, no Reino Unido.

Quando Arne Jacobsen morreu inesperadamente em 1971, tinha uma série de grandes projectos em curso, incluindo um novo edifício para a Câmara Municipal de Mainz (1966-73), na Alemanha, o Banco Nacional da Dinamarca (1965-71 e 1978) em Copenhaga, ou a Real Embaixada da Dinamarca em Londres (1976-77). Este projectos foram continuados e concluídos pelo gabinete Dissing+Weitling, uma firma montada pelos seus principais colaboradores Hans Dissing e Otto Weitling.

adaptado a partir de en.wikipedia.org e de www.arne-jacobsen.com

Banco Nacional da Dinamarca (1965-71)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PROJECTAR #43


Mais uma sessão dupla na quadragésima terceira sessão da actividade PROJECTAR, com a temática do turismo e lazer a determinar a selecção dos documentários a exibir, que terá lugar no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, no próximo dia 7 de Julho, pelas 19h00.

Ambos da série Architectures e realizados por Richard Copans, o primeiro, de 2008, apresenta-nos o Hotel Royal SAS, em Copenhaga, projectado pelo arquitecto dinamarquês Arne Jacobsen entre 1956 e 1960, para a companhia de aviação escandinava.

Uma obra total, na qual tudo, desde o cinzeiro ao volume do edifício, foi concebido e desenhado pelo mesmo homem, Arne Jacobsen, grande arquitecto mas também designer escandinavo.
Uma grande torre no coração de Copenhaga, ao mesmo tempo grande hotel moderno e terminal da companhia aérea, o RADISSON SAS ROYAL HOTEL assinala a viragem da Dinamarca para o modernismo do pós-guerra, uma obra prima dos anos 1950s sob o signo do funcionalismo, da simplicidade e da elegância.


in: http://boutique.arte.tv/f4718-architectures_hotel_royal_sas



O segundo documentário, realizado em 2001, é dedicado ao edifício termal de Vals-les-Bains, na Suiça, concebido pelo arquitecto Peter Zumthor entre 1993 e 1996.

Em Vals, as termas imaginadas por Peter Zumthor põem em cena a água, a pedra e a luz numa experiência tão espiritual quanto sensual.
Em Vals-les-Bains, entre Zurique e Locarno, há mais de um século que se explora a água que brota da montanha a 29 º. No anos 1990s, a frequência do complexo turístico e termal está em queda acentuada. A comuna decide construir um novo estabelecimento e escolhe o projecto de Peter Zumthor. O edifício é antes de mais um volume: um paralelepípedo que parece estar meio enterrado na encosta da montanha. Da estrada que atravessa a localidade, não se vê mais que um grande muro que parece feito de pedras planas, com grandes aberturas que parecem fendas. Se nos aproximamos, as camadas de gneiss - esta pedra tradicional utilizada para os telhados das moradias - sobrepõem-se por blocos, todos idênticos e da mesma espessura, e traçam linhas horizontais semelhantes. Uma precisão e uma relojoaria de pedra que se desenvolvem em muros com 60 metros de comprimento, no interior dos grandes balneários, ao longo dos terraços. Em todo o lado a mesma pedra, como o tecido único de uma experiência única, sujeita às variações de luz simultaneamente tranquilizadora e imutável.

in: http://boutique.arte.tv/f553-architectureslesthermesdepierre



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de entrada livre mas limitadas à lotação do auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, disponibilizado para o efeito.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PROJECTAR EM PENICHE

Com o início do Verão, também a actividade PROJECTAR vai à procura do mar, mais precisamente em Peniche, no próximo dia 7 de Julho, no Edifício Cultural junto à Câmara Municipal, pelas 19h00 para mais uma sessão dupla de documentários de arquitectura, desta vez com a temática do turismo e lazer.



Mais informações em breve.