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segunda-feira, 1 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #242



REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE POMBAL
POMBAL, POMBAL

Carlos Antunes e Désirée Pedro
com Alexandre Pedro, Catarina Leal, José Manuel Oliveira, Mafalda Moreira, Pedro Gama e Pedro Martins
Atelier do Corvo
2008-2009

As intenções do projecto ESP, centravam-se na clarificação do existente, anulando as ambiguidades resultantes dos sucessivos acrescentos e usos a que o edifício foi sujeito ao longo do tempo. A proposta procura a continuidade entre o existente e o novo, entre o passado e o presente.
Partindo do objectivo de reintroduzir a escola como elemento chave no funcionamento do tecido social, podendo as instalações da escola ser utilizadas pela generalidade da comunidade, propôs-se uma nova entrada pública, que se relaciona melhor com o tecido urbano, deslocando a entrada que existia para uma posição mais central, entre os dois braços que se desenvolvem para Sul. Esta opção diminuiu as circulações internas e relacionou com maior eficácia as distintas partes constituintes do programa, assim como articulou duas praças, uma no recinto escolar e outra no espaço público, tornando clara a continuidade espacial entre o espaço exterior da escola e a cidade.

site: atelierdocorvo.com

ver mais sobre o projecto:
habitarportugal.org
parque-escolar.pt

domingo, 15 de março de 2020

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #113



CASA NO MURO
POMBAL, ALBERGARIA DOS DOZE

Martial Marquet, Mohammed Omais e Olivia Gomes
Saperlipopette les Architectes + Martial Marquet
2015

Por trás do projeto "Casa no muro" existe a promessa de um pai para seus filhos, para construir-lhes uma casa na árvore. Mas a árvore pende da parede que havia no terreno do vizinhos: Então, como podemos responder ao pedido das crianças e construir esta sonhada cabana?
Para tirar a cabana do chão, ela foi instalada na parede para manter a ideia de um espaço flutuante. Construído em madeira, o projeto pode se abrir para a natureza através de uma grande persiana de madeira, invisível quando está fechada. A área é acessível através de uma escada integrada em uma circulação: uma grande plataforma termina este percurso oferecendo a vista da paisagem de pinheiros. As redes de pesca são fixas ao longo de todo o sistema construtivo em forma de "V", para a segurança das crianças.
O conceito de fachadas laminadas está pensada com placas apertadas, na parte inferior da cabine, e placas cada vez mais espaçadas na parte maior. Isto cria vistas do exterior, filtra a luz e mantêm a privacidade das crianças.
Devido a um baixo orçamento, esta cabana é um projeto feito com a participação de carpinteiros da vila, clientes, vizinhos e arquitetos. Esta é uma madeira de pinhos locais: um tratamento em autoclave foi aplicado para fazer esta construção resistente às intempéries externas.

site: martialmarquet.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
architizer.com
contemporist.com
design-milk.com
dezeen.com
disup.com
ignant.com
inhabitat.com
journal-du-design.fr
mocosubmit.com
novinky.cz
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #78



ATELIER PEDRO SANTOS ARQUITECTURA
POMBAL, POUSIOS

Pedro Santos
com Luís Ventura
Pedro Santos Arquitectura
2015

Falar desta obra é falar de natural…de natureza.
O local onde se implanta é delimitado por árvores autóctones de médio e grande porte, o que nos “obriga “ a pensar o lugar como uma continuidade de forma a tirar partido da estrutura arbórea existente. Assumidamente, e de acordo com a envolvente, o processo construtivo é madeira. Esta opção vai desde a estrutura até ao revestimento passando pela caixilharia e mobiliário, resultando num objecto de formas simples e de forte personalidade. O cenário de riqueza inconfundível no exterior foi materializado no interior, na forma, na escala, nos materiais e no conforto. A estrutura resulta de uma reciclagem de materiais, conseguida pela combinação de vigas de cofragem usadas e perfis metálicos em “i” reutilizados. De uma forma natural, o revestimento em “osb” acontece por ambas as faces da estrutura, no exterior para criar a base para receber o acabamento em cortiça e pelo interior como acabamento final, mas sempre com função estrutural.
O interior é caracterizado por um grande espaço amplo no nível térreo, dividido em diferentes pés direitos onde funciona a corpo operacional do atelier. No primeiro piso o espaço de sala de reuniões e gabinetes é intimamente ligado ao grande pé direito através de aberturas que rasgam a textura de um ripado em “casquinha”.
No exterior a opção de revestir a cortiça, mais uma vez, nos aproxima a um produto natural e de grande proximidade com a envolvente. A fusão é conseguida através do espelhado dos vidros, em que os limites são quase imperceptíveis.
Os pormenores, embora de grande simplicidade, fazem parte do conjunto desta obra e traduzem num todo a tranquilidade necessária a um espaço desta natureza. Toda a caixilharia de madeira foi desenvolvida em virtude da imagem final, onde foi possível introduzir novas técnicas e novos conceitos. Ao mesmo tempo que várias peças de mobiliário em madeira foram igualmente desenvolvidas para reforçar a caracterização e identificação do espaço.

site: pedrosantosarq.com

ver mais sobre o projecto:
issuu.com/aimmportugal
pnam.aimmp.pt

domingo, 29 de abril de 2018

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #32



CENTRO DE VISITANTES DO CASTELO DE POMBAL
POMBAL, POMBAL

Luís Miguel Correia, Nelson Mota e Susana Constantino
COMOCO Arquitectos
2014

O Castelo de Pombal é um testemunho do poder do tempo como actor principal na transformação do ambiente construído. O lugar tem sido sucessivamente ocupado desde o tempo do império romano e desde então já desempenhou vários papeis e foi palco de várias práticas espaciais e sociais. Evoluiu desde uma pequena comunidade no topo da colina até se assumir como uma estrutura militar vital numa rede defensiva à escala do território. Finalmente, nos últimos tempos, ganhou o estatuto de destino turístico e marca identitária para toda a região. Depois do projecto da Reorganização da Encosta da Castelo de Pombal, os Comoco Arquitectos foram encarregues de elaborar o projecto de um Centro de Visitantes no interior do castelo, incluindo os arranjos exteriores do recinto e a revitalização das instalações da Torre de Menagem.
O maior desafio do projecto esteve na definição de uma estratégia que não fosse ostensiva nem submissa em relação às múltiplas camadas de história que convivem no interior do recinto muralhado. Ou seja, era necessário encontrar uma posição adequada entre os vários artefactos que existem naquele espaço, na sua maioria ruínas, mas que são partes de uma memória colectiva que se pretende preservar e, mais ainda, realçar.
A estratégia de intervenção dividiu-se em três componentes. No projecto de arranjos exteriores, os pavimentos em calçada existentes foram consolidados e postos a descoberto e o restante espaço foi preenchido com gravilha; Na revitalização da Torre de Menagem foram introduzidas alterações pontuais no volume em aço corten e desenhado o mobiliário para o espaço servir como espaço expositivo. No entanto, o desafio mais complexo foi a introdução de um novo volume para servir de Centro de Visitantes que devia incluir o espaço de recepção, uma sala negra para projecções virtuais da história do castelo e uma área de arrumos.
Com um recinto relativamente reduzido (1200 m2) e povoado de inúmeros elementos, introduzir um novo volume significava uma inevitável confrontação com os elementos existentes que definem aquele espaço. Esta circunstância tornou-se, no entanto, o elemento fundamental para desenvolver o projecto: o novo volume devia ter uma certa ambiguidade. Por um lado devia fundir-se com os elementos existentes do recinto do castelo e, por outro, devia assumir-se como uma nova camada colocada sobre as pré-existências. Em síntese, procurou-se um diálogo criativo com a situação “as found”, tentando tirar partido da nova construção para activar experiências espaciais que se encontravam dormentes.
O programa foi compactado para dimensões mínimas e o volume desenhado de um modo tal que o tornasse num dispositivo espacial inspirado na tectónica do castelo, principalmente nas escadas que articulam as plataformas existentes no recinto. Na realidade, o novo volume cria ele próprio uma nova plataforma que possibilita o acesso ao nível da janela manuelina aberta na muralha.
A proposta para o Centro de Visitantes do Castelo de Pombal procura estabelecer uma deliberada condição de ambiguidade definindo um espaço liminar que recria a experiência espacial do castelo como um elemento de controlo sobre a paisagem e, ao mesmo tempo, como um local de abrigo.

site: comoco.eu

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
arcoweb.com.br
dezeen.com
divisare.com
habitarportugal.org
metalocus.es
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #19



REORGANIZAÇÃO DA COLINA DO CASTELO DE POMBAL
POMBAL, POMBAL

Luís Miguel Correia, Nelson Mota e Susana Constantino
COMOCO Arquitectos
2011

SITUAÇÃO ANTERIOR
Nas últimas décadas, o Castelo de Pombal e os seus arredores estavam condenados à reclusão no centro da cidade. Para o cidadão comum, o Castelo era somente um pano de fundo para o dia-a-dia, uma mera referência de identidade que ressoava como a história da cidade mais que como uma experiência real da mesma. A rua “Rua do Castelo”, que define os limites sul e oeste onde a colina se encontra na cidade, delimitando o limite entre os reinos. Desta rua, eram possíveis algumas ligações com o recinto amuralhado. No entanto, o seu estado de conservação decaiu progressivamente, dificultando o uso público. A vegetação da área – hoje em dia muito apreciada pela população – é, paradoxalmente, o resultado do abandono que sofreu esta zona durante a maior parte do século XX.

OBJETIVO DA INTERVENÇÃO
O projecto para a reorganização do Castelo da Colina de Pombal foi lançado pela Câmara Municipal da cidade com o objectivo de promover a recentralização da zona. A ordem básica da Comissão incentivou um projecto que ajude a fomentar o uso desta área histórica tanto por residentes como por turistas. O programa foi desenvolvido em colaboração com os políticos e técnicos municipais, junto com a equipa de projecto e enriquecido pelos comentários da população fornecidos numa etapa preliminar da proposta.
A premissa básica era que o projecto deveria melhorar as ligações entre as zonas urbanas e a parte inferior da colina, e entre a mesma colina com o recinto amuralhado. A articulação com o Castelo, um marco distintivo da cidade, deve ser abordada com o fim de preservar sua importância com a identidade da população. Para aumentar o atractivo da zona, deveriam ser criadas novas instalações como estacionamento, caminhos confortáveis e seguros, zonas de descanso e contemplação, e uma cafetaria.

DESCRIÇÃO DA INTERVENÇÃO
O carácter básico da intervenção é uma tentativa de oferecer uma abordagem pela qual os novos elementos desenhados deveriam estar claramente definidos num contexto tanto natural e dos elementos construídos pré-existentes, sem questionar o carácter destes dois. O projecto define três áreas, cada uma delas com uma abordagem diferente.
Na primeira, as ladeiras ao sul e a poente da colina, a abordagem centrou-se na ideia do fluxo. Esta ideia foi desenvolvida criando e colocando em relevo as ligações entre as zonas urbanas na parte inferior da colina do Castelo, as vias ao largo das ladeiras e à sombra para fornecer protecção e fomentar a diversidade de experiências no contacto com a paisagem. Os materiais utilizados foram principalmente muros rebocados, pavimentos de pedra e areia, e estruturas de madeira.
Na segunda área, na proximidade do cemitério, a abordagem estava comprometida com a ideia de um desenho topográfico da infraestrutura. Tanto a zona do estacionamento como as instalações adjacentes foram desenhadas como elementos topográficos, muros de betão que suportam a transição entre as pequenas diferenças de níveis.
Por último, a terceira área, que rodeia o recinto amuralhado, teve como objectivo realçar o castelo como principal elemento construído. O acesso oeste deste castelo foi redesenhado, incluindo a plataforma na sua parte inferior. Os arredores da igreja de Santa Maria também foram redesenhados para oferecer um espaço público que pudesse fomentar a sua apropriação como cenário privilegiado para actuações e outras actividades culturais. O material que se utiliza nesta área é a pedra calcária, a mesma que se usa nos principais lugares de interesse, o castelo e as ruínas da igreja.
Para trabalhar como um aglutinador entre estas áreas foi desenhada uma cafetaria, constituindo um elemento adicional para atrair visitantes à zona. Para enfatizar a sua importância na intervenção em geral, a cafetaria foi construída em estrutura metálica e acabada com painéis de aço corten, nas suas fachadas e coberturas. Desta maneira, incorpora-se uma estratégia de desenho que contrasta o novo com o pré-existente, sem esquecer a identidade do lugar e gerando um delicado equilíbrio entre a natureza e o edifício.

site: comoco.eu

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domingo, 20 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #10



CASA PR
POMBAL, QUINTA DA GRAMELA

Pedro Santos e Rita Cordeiro
P&R Arquitectos
2005

No limite das planícies do rio Arunca, e vincado por um talude coroado por uma rua privada da Quinta, o terreno é fortemente caracterizado pelos diferentes níveis de cota pontuados por árvores aleatórias.
A exigência dos clientes era única e objectiva, também pouco flexível, ambos defendiam saberes e experiências vivenciais diferentes, e tudo isso era reflexo de um só projecto. A receita estava em cruzar a informação conseguida pela análise individual de cada um e transforma-la em conceito levado até as ultimas consequências sem o desvirtualizar.
A solução de adequar o projecto ás duas cotas distintas, resolveu a volumetria e parte do programa. Paralelamente houve o cuidado de conduzir a luz a todas as zonas da habitação de uma forma simples e directa sem se sobrepor à envolvente. O piso térreo assume-se como um largo muro de suporte em pedra, que alberga todo o programa de serviços domésticos e garagem. O piso íntimo descansa sobre o dito muro, projectando-se sobre a sala de estar limitada a panos de vidro, fragilizado pelo deslocamento do pilar no limite da viga. O volume de betão esconde os vãos e valoriza a privacidade, como se retirassemos fatias de um bolo privilegiando o núcleo.
A luz atravessa os volumes em todas as direcções e nos vários sentidos.

O homem pode viver a arquitectura como a pensa,
Mas vive na arquitectura como se sente bem.

A arquitectura não é só para os outros,
Mas é mais arquitectura quando é para nós.

A arquitectura complica-se quando somos os próprios clientes.

A arquitectura tem os clientes mais inesperados, mas existe sempre solução.

site: www.pedrosantosarq.com

ver mais sobre o projecto:
andthisisreality.com
arcstreet.com
Dossier especial ultimasreportagens.com
ultimasreportagens.com

quarta-feira, 6 de abril de 2016

PROJECTAR #40


Pela segunda vez Fernando Távora e pela terceira Álvaro Siza na actividade PROJECTAR, estes serão os arquitectos em foco na quadragésima sessão a ter lugar no próximo dia 14 de Abril, pelas 19h00, no Mini Auditório do Teatro-Cine de Pombal.

Ambos da série Magazine de Arquitectura e Decoração com autoria de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias e realizados por Edgar Feldman em 1993, o primeiro documentário a exibir será dedicado ao arquitecto Fernando Távora:
Um programa em que Manuel Graça Dias conversa com o arquiteto Fernando Távora sobre a sua obra, revisitando alguns dos seus projetos mais importantes, nomeadamente os edifícios junto à Ria de Aveiro, e as recuperações da Pousada de Santa Marinha em Guimarães, e da Casa da Covilhã, propriedade da família igualmente perto de Guimarães.

in: http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=2357&tm=22&visual=4


Álvaro Siza será o arquitecto abordado no segundo documentário a exibir:
Programa dedicado ao arquitecto Álvaro Siza Vieira. Em conversa com o arquitecto Manuel Graça Dias, Siza Vieira recapitula a sua carreira e obras mais relevantes, fala dos projetos que tem em curso, e dá-nos a sua visão sobre o papel da arquitetura na sociedade.

in: http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=2256&tm=22&visual=4


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Mini Auditório do Teatro-Cine de Pombal, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Pombal

PROGRAMA:

14 de Abril, 19h00
Mini Auditório do Teatro-Cine de Pombal
FERNANDO TÁVORA
(1993, Edgar Feldman, 27')
ÁLVARO SIZA
(1993, Edgar Feldman, 26')

sábado, 26 de março de 2016

PROJECTAR EM POMBAL

Pombal vai receber a próxima sessão da actividade itinerante PROJECTAR no próximo dia 14 de Abril, pelas 19h00, no mini auditório do Teatro-Cine de Pombal.




Mais informações em breve.