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terça-feira, 23 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #253



CASA POVO
LEIRIA, MARTINELA

Joel Esperança, Ruben Vaz e Eurico Sousa
Contaminar Arquitectos
2019

O projecto foi desenvolvido no Povo, nos arredores de Leiria, Portugal. Uma zona onde os elementos rochosos são predominantes na paisagem, terras calcárias, topografias irregulares e contrastes acentuados. Este contexto geológico único proporcionou de imediato aos arquitectos um ponto de partida conceptual que é ao mesmo tempo onírico e romântico sem perder a ligação ao que é a realidade física e intrínseca deste local. Surge assim a ideia de uma caverna ou gruta, um refúgio austero entalhado e denticulado que é humanizado pelos seus ocupantes. Esta premissa é um olhar e uma homenagem aos primórdios da humanidade e da sua relação simbiótica com o ambiente que habita, contém em si o paradoxo da pedra perene e agreste que se torna um refúgio natural e maternal.
Por entre uma paisagem diversa, que se caracteriza por ser aparente e empiricamente inóspita, surge num acto de coragem volumétrica uma gruta construída e idealizada inteiramente em betão. Esta moradia unifamiliar balança cuidadosamente o jogo entre o vislumbramento do pinhal envolvente e a privacidade dos seus moradores. O projecto é marcado por uma multiplicidade de circuitos que ordenam os espaços com harmonia e simplicidade através de um elemento fulcral: a luz, que interage rompendo os elementos primitivos e as linhas sinuosas com subtileza.
O programa para esta moradia T3 foi divido pelos dois pisos e meio da habitação que através de um pátio distribui, ordena e conecta tanto os espaços interiores como os percursos exteriores. O acesso principal envolve os pinhais existentes e enquadra a vegetação entre os seus muros de ângulos acentuados. Esta estrutura na entrada recorre a um pé direito de proporções generosas para se conectar à sala e permitir a visualização da paisagem norte/poente mas também proporcionar a entrada de luz e calor do pátio que está no sentido sul e que é adaptado à irregularidade do terreno intocado. Da sala acede-se a uma varanda também em betão, um espaço destinado à contemplação dos entardeceres.
Numa cota distinta nasce um acesso exterior que encaminha ao escritório, espaço que se distingue pela ampla abertura envidraçada. Esta divisão encontra-se meio piso acima e conduz também à cobertura que proporciona uma vista de 360 graus da envolvente. Daqui é possível circular através de uma outra rampa ligada ao pátio e a um acesso secundário privativo que permite aos visitantes aceder diretamente ao escritório sem invadir as restantes divisões da moradia.
A casa Povo respeita e adapta o corte do terreno em relação ao seu traçado original, diferencia-se de forma subtil e delicada mantendo uma relação harmoniosa entre o público e o privado. A distribuição espacial e a volumetria dos quartos acompanha e reflete a topografia de cotas distintas. A rampa de elevação suave permite o acesso directo ao pátio, à sala e à cozinha, ligando todos os elementos tanto pelo interior como pelo exterior.
A criação de um jardim interno com rampas confere ao projecto a integração necessária, além da expressão sensorial quase lúdica utilizada pelas crianças com a interligação do jardim até à cobertura, permitindo uma permeabilidade da gruta com os enquadramentos que seccionam os espaços construídos com o jardim.
Debaixo do escritório, a um meio piso da sala encontra-se a área de serviço (lavandaria) com ligação ao exterior. A solução adoptada possibilita a entrada de luz e ventilação natural nos rasgos criados entre cada patamar da escada que interliga a varanda da sala ao escritório no piso superior.
A necessidade de conectar os espaços cria uma forte narrativa de distribuição espacial e cumpre a sua função ao mesmo tempo que orienta o ritmo e composição da forma do objecto arquitectónico. O betão aparente com cofragem em ripado de madeira é o elemento construtivo predominante nas fachadas e remonta a uma densidade que segue uma volumetria monolítica e cria a proteção que a inspira: uma gruta humanizada.

site: contaminar.pt

ver mais sobre o projecto:
admagazine.ru
afasiaarchzine.com
ambientesdigital.com
archdaily.com.br
archidiaries.com
archilovers.com
dezeen.com
divisare.com
dwell.com
facebook.com/pg/contaminar.architects
ultimasreportagens.com

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #250



CASA COVA ALTA
LEIRIA, SANTA CATARINA DA SERRA

Sara Oliveira e Marco Guarda
A2+ Arquitectos
2012-2014







site: a2mais.com

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sábado, 13 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #248



RECUPERAÇÃO E REABILITAÇÃO DO TEATRO JOSÉ LÚCIO DA SILVA
LEIRIA, LEIRIA

Gonçalo Louro e Cláudia Santos
com Paulo Costa, Tierri Luis e Ruy Crisóstomo
GLCS, Arquitectos Lda
2004-2006

O processo de requalificação do edifício do CINE TEATRO JOSÉ LÚCIO DA SILVA, estruturou-se em primeiro lugar, pela necessidade urgente de o equipar e infraestruturar de acordo com as novas exigências espaciais e técnicas necessárias com vista a poder acolher as diferentes manifestações das artes do espectáculo. A par deste processo “prioritário” foi desenvolvido um outro, de carácter arquitectónico, no sentido de repor a integridade estrutural e material ao edifício, identificando as patologias e adulterações sofridas por este ao longo dos tempos, propondo de forma sistemática as suas correcções, quando possível, e/ou alterações quando necessárias.
O Cine Teatro de Leiria, da autoria dos Arquitectos Carlos Oliveira Ramos e José Bruschy foi inaugurado em 1966, e desde então a sua actividade tem decorrido de forma ininterrupta, com maior incidência na projecção cinematográfica.
Na concepção do edifício, existiu a preocupação de dotar os espaços e as áreas específicas, com as características necessárias ao bom desempenho da sua actividade. Assim, o processo de requalificação cingiu-se a correcções e alterações pontuais tanto ao nível técnico como funcional, já que a sua estrutura espacial continua a corresponder aos requisitos necessárias à implementação das diferentes áreas do espectáculo.

site: glcs.pt

ver mais sobre o projecto:
habitarportugal.org

quinta-feira, 28 de maio de 2020

sexta-feira, 22 de maio de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #237



REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE EDIFÍCIO EM LEIRIA
LEIRIA, LEIRIA

Rui Reis Alves e Teresa Belo Rodeia
com Cátia Santana, Paula Rodrigues, Francisco Plácido e Janine Ribeiro
RA+TR, Arquitectos Lda
2006-2008

Da antiga padaria, já desactivada há algum tempo, preservou-se a fachada com azulejos figurados de Delft e reminiscências Arte Nova no desenho dos vãos. A ampliação de três pisos, com um recuado, criou dois espaços: uma habitação em cima e uma loja em baixo, ambas em duplex.
A geometria do lote e os alinhamentos com os edifícios adjacentes ditaram as regras, tanto em planta quanto em altimetria, mas, atendendo à situação urbana do edifício, a fachada principal segue uma lógica autónoma, de diálogo com a envolvente (e com a fachada remanescente da padaria) quer no desenho dos prismas que definem os vãos quer na sua métrica.
De modo equivalente, ao assumir-se uma linguagem moderna que procura o enquadramento do edifício na envolvente, o uso dos materiais tradicionais – pedra, reboco, caixilharias de madeira – surge transfigurado com as técnicas actuais. Intervir num tecido histórico implica reflectir sobre um equilíbrio, sempre em aberto, entre o que permanece e o que se transforma.

site: ratr-arquitectos.pt

ver mais sobre o projecto:
habitarportugal.org

quinta-feira, 14 de maio de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #233



EDIFÍCIO GARAGE
LEIRIA, LEIRIA

Sara Saragoça Soares
Sara Saragoça Soares
2008

O projecto em análise assenta em uma reabilitação, alteração e ampliação de um edifício de características Art Nouveau no centro histórico da cidade de Leiria. O edifício, de construção entre 1908 e 1912, insere-se na mais movimentada área da cidade, sobre o Largo 5 de Outubro.
O programa misto, de habitação e comércio, proposto compreende: (1) o desenho do espaço interior condicionado à volumetria e fachada existentes; (2) a construção de um novo elemento que ocupa o vazio a tardoz da “fachada garage”.
A opção de um revestimento cerâmico surge da intenção em afirmar um volume em oposição ao pano de fachada préexistente. O andar adicional recuado (viroc) conforma a ligação urbana entre o existente (3 pisos) e o edifício confinante na Avenida (4 pisos), assumindo a relação entre a préexistência e a condição moderna da cidade “beira-rio”.
O exercício promove relações de inclusão e adição entre novo e velho com o objectivo de estabelecer correspondência entre os dois elementos (A+B=C)

site:

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habitarportugal.org

sexta-feira, 8 de maio de 2020

sábado, 2 de maio de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #227



REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE EDIFÍCIO EM LEIRIA
LEIRIA, LEIRIA

Rui Reis Alves e Teresa Belo Rodeia
com Francisco Plácido, Rui Branco, Tiago Gomes, Ricardo Gonçalves, António Castanheira
RA+TR, Arquitectos Lda
2002-2006

Esta intervenção visou reabilitar e adaptar a novos usos um conjunto de edifícios que, a partir de certa altura, se foram cruzando ao abrir passagens, ao ligar espaços, ao sobrepor pisos existentes, ou ao introduzir um fogão de cozinha monumental num edifício de origem modesta. O resultado era uma estrutura labiríntica constituída por uma amálgama de diferentes origens temporais que a intervenção procurou resgatar para usar como habitação, escritórios e lojas. Esta intervenção assumiu-se, assim, como mais uma alteração na sequência das anteriores, mas mantendo os valores materiais e espaciais existentes e introduzindo uma nova estrutura portante, de apoio às frágeis paredes existentes, cruzando a sua rítmica complexa com uma espacialidade mais pautada e procurando a justa relação entre o que permanece e o que se transforma.

site: ratr-arquitectos.pt

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habitarportugal.org

terça-feira, 28 de abril de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #225



ESCOLA PRÉ-PRIMÁRIA DO TELHEIRO - EDIFÍCIO COMPLEMENTAR
LEIRIA, TELHEIRO

José Marini Bragança
com Inês Vicente
JMB Sociedade de Arquitectos Lda
2008

O projecto diz respeito à ampliação das actuais instalações do Jardim-de-infância do Telheiro. Esta ampliação caracteriza-se pela execução de mais uma sala de actividades e projectar e as instalações de apoio comuns àquelas unidades. As instalações são unidades autónomas que interligadas entre si por arranjos exteriores formam um todo unitário e coerente. As duas edificações servirão apenas para sala de aulas e gabinete para a educadora da sala de actividades correspondente, visto que vai existir uma edificação complementar do refeitório com áreas de actividades polivalentes/ludoteca com serviço de apoio complementares, cozinha/arrumos/instalações sanitárias e gabinete com apoio informático, formarão um edifício autónomo que será o espaço de reunião e de excepção deste conjunto.

site: marinibraganca.com

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facebook.com/pg/JMB-Sociedade-de-Arquitectos-Lda
habitarportugal.org

sexta-feira, 24 de abril de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #223



CASA QUINTA DO SEIXAL
LEIRIA, LEIRIA

Guiomar Rosa e Luís Tavares Pereira
com Inés Rivaya, Joana Faro e Ana Cristina Sampaio
[A] ainda arquitectura
1999-2008

A habitação situa-se num terreno privilegiado quer pela sua exposição solar como pela vista, confrontando-se com um declive acentuado pertencente à EN1, a Noroeste e a uma cota bastante inferior. Posiciona-se no cimo da colina, o que a torna uma referência visual dominante em vários pontos da cidade. A construção é constituída por dois volumes claramente distintos, formal e espacialmente, organizados no interior de um recinto escavado no terreno que agrupa todos os elementos da construção. Dispostos lado a lado, mas ligeiramente desfasados, estes volumes definem um L na sua implantação abarcando toda a paisagem a poente. A independência dos volumes da construção em relação ao recinto escavado permite que aí se situem todos os espaços exteriores de serviço, reservando o restante terreno para integrar a piscina e o jardim. No interior, o desfasamento dos pavimentos entre os dois volumes, explora uma caracterização espacial múltipla ‘raumplan’ e o fruir da circulação como ‘promenade’.

site: cargocollective.com/aindaarquitectura

ver mais sobre o projecto:
habitarportugal.org

sábado, 21 de março de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #210



CASA VALE DA CATARINA 2
LEIRIA, VALE DA CATARINA

Sara Oliveira e Marco Guarda
A2+ Arquitectos
2012

A casa Vale da Catarina 2 insere-se no coração de uma pequena aldeia de Leiria. A moradia assume-se com forte presença, acompanhando e adaptando-se às formas enviesadas e estreitas predominantes no terreno. Às linhas simples de carácter rigoroso aliam-se as formas e os planos inclinados, proporcionando ao conjunto uma grande optimização da exposição solar, das vistas para toda a área rural da aldeia e da própria morfologia do terreno.
Numa envolvente de carácter rural predominam, nos alçados complexos e ricos em formas, materiais puros e simples, a consonância entre o branco, madeira e a ardósia encaixa-se na perfeição na serenidade predominante e característica do local.
Valorizando a funcionalidade a harmonia com o espaço exterior e todos os desejos dos proprietários a moradia coabita na perfeição com o calmaria sentida na envolvente, transportando-a para o interior através do pátio/jardim. Este pátio/jardim para além de transpor para o interior a calma, serve de elemento separador entre a área privada e a área social.

site: a2mais.com

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facebook.com/pg/a2mais
homify.com
homify.pt

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #200



CASA DO POÇO
LEIRIA, CARANGUEJEIRA

Sara Oliveira e Marco Guarda
com José Carlos Carvalho
A2+ Arquitectos
2008

O objectivo de confrontar uma envolvente descaracterizada com a nossa pretensão projectual, fez com que recorressemos à pré-existência de um poço que definiu todo o projecto atravessando-o por dois eixos de distribuição. A sua localização permitiu-nos recuar a implantação da casa e abrir grandes vãos até a cobertura, que admitem prontamente um contacto com o exterior, uma exposição solar agradável e uma privacidade máxima. A métrica desses vãos permitiram dissimular pelo exterior a funcionalidade da zona privativa que no interior se torna clara com a entrada de luz zenital e/ou artificial pontuada em cada entrada no corredor de distribuição. A distinção entre zona social e privativa fez surgir duas cotas de pavimento que se adaptaram à morfologia própria do terreno. A implantação discreta marca a paisagem envolvente sobretudo pelos contrastes de materialidade dos revestimentos. A ligação interior-exterior é explorada ao máximo na sala ligando-a através de um terraço ao jardim.

site: a2mais.com

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #195



CASA MATIAS ALVES, REABILITAÇÃO, AMPLIAÇÃO E INTERIORES
LEIRIA, LEIRIA

Joana Marcelino
Joana Marcelino Studio
2017

Trata-se da reabilitação e ampliação de um edifício devoluto no centro histórico de Leiria para habitação bifamiliar. A recuperação total da fachada existente assenta numa linguagem bastante comum da cidade de Leiria, com os vãos às cores bordeaux e branco, envoltos por uma cantaria em pedra. A ampliação vertical que marca a nova fase na construção, é envolvida por um ripado em madeira à cor branca. O cruzamento de ambos os momentos arquitectónicos ditam a singularidade deste projecto. De uma cobertura de duas águas, surge, no alçado tardoz, um envidraçado que acompanha a inclinação da cobertura, e que marca o interior do espaço com jogos de luz natural únicos transpondo a cidade para o interior da casa e dando a sensação de espaço exterior.
Interiormente a arquitectura materializa a vivência desta família, influenciando, de forma positiva, o dia-a-dia e os comportamentos da família. “Em todos os espaços que desenho, quero que exista em cada um deles uma identidade muito própria.” (Arquitecta Joana Marcelino) A escada, no primeiro lanço, sólida em madeira de pinho conduz à área comum e familiar.
A simplicidade deste espaço ganha forma com a leveza arquitectónica do segundo lanço da escada posicionada ao centro, diferenciando o espaço cozinha e sala. Contudo, a composição da escada, as guardas em ferro que a suspendem, consegue ao mesmo tempo unificar e marcar uma transparência entre ambos os espaços. O piso superior, composto pelas áreas privadas (quartos), recebe-nos com uma zona de duplo pé direito, acompanhada do envidraçado que dobra na cobertura, transmitindo uma sensação espacial de verticalidade e projecção sobre a cidade.
A mezanine, composta por uma zona de escritório e lazer, transmite uma profundidade visual conseguida pela estrutura em madeira à vista, que acompanha a cobertura e que contorna os vãos. Desta nascem duas clarabóias com vista privilegiada, directa sobre o castelo da cidade de Leiria. A alma do espaço nasce da harmonia do projecto entre o existente, a reabilitação e a ampliação e uniformidade entre os materiais utilizados, conjugando-se as várias tonalidades e texturas. A materialização do espaço contribui para a atmosfera familiar, que afirma a calma na cidade, num ambiente extremamente arquitectónico cheio de luz.

site: joanamarcelino.com

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amazingarchitecture.com
archdaily.com.br
archiscene.net
e-architect.co.uk
espacodearquitetura.com
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ivotavares.net
revistahabitare.com.br

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #189



CASA VALE DA CATARINA 1
LEIRIA, VALE DA CATARINA

Sara Oliveira e Marco Guarda
A2+ Arquitectos
2010

Casa Vale Catrina 1 insere-se no meio rural de uma vila pertencente a Leiria.
O exterior da moradia assume-se com formas rígidas e límpidas, pontualmente quebradas através de uma malha orgânica inspirada na vegetação circundante, gerando a metamorfose entre o construído e a natureza envolvente.
Moradia formada por 3 corpos gerando vazamento entre eles permitindo a iluminação natural no interior da habitação principalmente na zona de circulação, onde nos revela e direciona a vista para pormenores do espaço envolvente.
Fachada caracterizada pela simplicidade de formas e de materiais puros marca a sua identidade numa envolvente rural caracterizada pelas fortes cores da natureza.
No interior o corpo de entrada demarca-se com a localização das escadas de acesso ao piso 1 e ao piso- 1, sobre a qual surge uma entrada de luz zenital em consonância com dois rasgos verticais presentes ao nível 0 da moradia, concedendo a este espaço central e interno a clareza da luz. Privilegiou-se a utilização de materiais de tons neutros no seu interior, acentuando o contraste vivido na envolvente.

site: a2mais.com

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sábado, 21 de dezembro de 2019

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #176



EDIFÍCIO DE LOGÍSTICA E SERVIÇOS MTD
LEIRIA, ZONA INDUSTRIAL DE COVA DAS FAIAS

Filipe Saraiva
com Nélida Oliveira
Filipe Saraiva Arquitectos
2009

A intervenção solicitada, situa-se no lote n.º 10 da Zona Industrial de Cova das Faias (ZICOFA), em Leiria, num terreno com um desnível considerável, de cerca de 4 m, com orientação nascente/poente. O propósito do pedido foi a criação de um projecto que incluísse, em simultâneo, um armazém de calçado, "showroom" e serviços administrativos.
A forma do edifício estava condicionada ao polígono de implantação e toda a concepção do projecto se desenvolveu com base neste princípio. Um contentor metálico, cortado e aberto em dois corpos, com rotação do corpo menor paralelo à via, relativamente ao corpo de maior dimensão destinado ao armazém. Este último, segue um alinhamento paralelo aos restantes limites do lote.
Projectou-se um edifício monolítico, com uma imagem plástica forte, para onde se pretende transpor o conceito que esteve na origem do desenho. Há elementos físicos e gráficos que apesar de separados pelo corte, têm uma leitura de continuidade, o que reforça a imagem pretendida. É o caso do volume do cais, que funciona como contramolde do espaço de entrada, num jogo de cheio/vazio. Para enfatizar esta imagem surge, ainda, o número do lote (10) representado graficamente na fachada dos dois blocos, separado pelo corte que originou a rotação do bloco de menor dimensão.
O corpo rectangular de menor dimensão, que se separa do corpo do armazém funciona em dois pisos acima do solo. No rés-do-chão encontram-se os principais espaços de acesso ao público, nomeadamente a recepção, salas de espera e zona de exposição. Os restantes compartimentos deste piso são reservados ao pessoal que trabalha no estabelecimento e localizam-se mais próximos do armazém. Na continuidade destes compartimentos, este corpo funde-se com a área do armazém, garantindo assim uma ligação directa entre ambos. No piso superior deste corpo funcionam os gabinetes de direcção, comercial, marketing e design. As escadas junto à recepção, destinadas ao público, funcionam como um elemento de charneira entre o espaço de entrada e os serviços administrativos, integrando o balcão da recepção.
Toda a "pele" exterior do edifício é composta por um revestimento em chapa metálica, de forma a dar unidade ao volume. Na zona de escritórios foi previsto um plano inclinado na mesma chapa, com tratamento "micro perfurado" permitindo a entrada de luz filtrada, no interior do espaço. Os planos interiores, na zona do corte que separa os dois corpos, foram pintados numa cor forte e vibrante com o intuito de destacar a secção do volume e a rotação que originou a sua abertura.

site: www.filipesaraiva.pt

domingo, 8 de setembro de 2019

sábado, 31 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #157



EDIFÍCIO-SEDE DA PRF
LEIRIA, AZÓIA

Paulo Seco
com Filipe Lourenço
Impare Arquitectura
2018

Projeto de ampliação do edifício-sede da PRF – Gás, Tecnologia e Construção, S.A. que surge da necessidade de expansão das suas áreas administrativa, de armazém e oficinas.
A proposta prevê a restruturação do edifício existente, construído em 2001, que tem essas mesmas funções, distribuídas em três pisos. Para a construção do novo edifício, contíguo ao primeiro, foram prolongadas, por piso, as funções neles existentes: oficinas no piso térreo, armazém no piso intermédio e escritórios no piso superior.
O programa foi complementado com um refeitório no piso térreo, que se relaciona com uma área exterior de esplanada e com uma sala de controle no piso intermédio.
No piso superior, foi criado um terraço que relaciona os espaços dos dois edifícios e permite a sua iluminação natural.
Na ligação entre os dois edifícios – novo e existente – foi criada uma entrada autónoma, através da qual se distribuem os acessos verticais – por escada e elevador – e as ligações de nível entre os dois edifícios.
O novo edifício, apesar da diferença de linguagem arquitetónica, que o autonomiza, tem a mesma volumetria e cércea do edifício existente, procurando assim manter relações de equilíbrio entre os dois volumes.
As soluções de revestimento exterior – chapa metálica e vãos com sistema de fachada ligeira, semioculta em alumínio – ditaram uma expressão mais clara do novo volume e das relações entre cheio e vazio.
Foi criada uma pala de cobertura, para proteção da passagem de máquinas e equipamentos e para cargas e descargas, na ligação entre o novo volume e um armazém contíguo; essa pala tem, de um dos lados, um pórtico metálico com um vão de 28 metros livres.
Os interiores dos escritórios – novos e existentes – foram uniformizados nos seus revestimentos, na iluminação, no desenho e materiais dos vãos, prolongando e dando continuidade aos espaços, que foram concebidos em diferentes circunstâncias.
Salienta-se que a realização deste projeto, feito 15 anos depois do projeto que a Impare Arquitectura desenvolveu para os interiores dos espaços de escritórios do edifício existente, veio a revelar-se muito gratificante, graças ao grande envolvimento e cumplicidade do cliente em todo o processo, sinal da confiança depositada na prestação dos nossos serviços.

site: impare.pt

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architectureartdesigns.com
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ivotavares.net

terça-feira, 30 de julho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #149



CASA CELEIRO EM MONTE REAL
LEIRIA, MONTE REAL

Inês Brandão
Inês Brandão Arquitectura
2014

Trata-se de uma reforma de um edifício de 50 anos - metade casa, metade celeiro. O objetivo do projecto foi manter as memórias existentes de um espaço que, antigamente, fora palco de uma série de experiências variadas - histórias rurais misturadas às histórias de jovens de um tempo controverso.
Na presença de um local tão especial, como o celeiro, optou-se por projetar e elegê-lo como protagonista da nova casa de uma jovem família em crescimento.
Um único novo elemento foi inserido neste espaço, quase como uma peça de mobiliário, uma ideia que foi destacada, também, pelo próprio material - OSB pintado. Com um orçamento limitado (outro objetivo), foi essencial criar um elemento compacto que unisse todas as novas funções - cozinha, instalações sanitárias, armazenamento e escadas.
Esta "mobília" é fundamental na compartimentação da área social no piso térreo, dividindo os espaços de entrada, sala de estar, sala de jantar e cozinha. No pavimento superior, que outrora serviu para atividades como a secagem de grãos, sobre a área social, encontram-se os programas mais íntimos e uma área de trabalho.
A materialização deste elemento deveria ser feita a partir de algo que, ao mesmo tempo, teria condições naturais de desempenhar um papel estrutural, e que ajudasse a facilmente comunicar a ideia de mobiliário.
A opção pelo OSB, um material ecológico e económico, foi fácil devido às suas características estruturais naturais e sua plasticidade. Sabia-se que com esse material seria possível construir todos os elementos para este modelo - paredes, portas, cozinha, armários, escadas e, inclusive, o pavimento superior. Foi utilizado o tipo 3 de OSB, que suporta altos níveis de humidade - um detalhe importante quando se constrói com esse material em áreas húmidas.
Foi um objectivo importante do projecto criar um contraste visual entre o piso, as paredes brancas e o telhado, mas além disso também foi importante assumir a textura da madeira. A cor preta nas pranchas de OSB foram de grande ajuda nesse ponto.

site: inesbrandao.com

ver mais sobre o projecto:
aeccafe.com
archdaily.com
archdaily.com.br
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archinew.altervista.org
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architonic.com
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caandesign.com
ddarcart.com
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dezeen.com
encomenda.oasrs.org
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interiordesignblogs.eu
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