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sábado, 18 de abril de 2020

quarta-feira, 8 de abril de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #216



IGREJA DE S. SEBASTIÃO
OURÉM, RESOURO

Filipe Saraiva
com Rui Cordeiro
Filipe Saraiva Arquitectos
2001-2003

O propósito deste Complexo Religioso, situado nas imediações de Ourém, é, por um lado garantir um equilibrado enquadramento enquanto Edifício Sacro e Público, revitalizando as suas funções actuais, e por outro, através do desenho proposto, resolver algumas questões urbanísticas e de programa funcional. Dado o desnível do terreno, optou-se por resolver a organização do conjunto em diversas plataformas situadas a níveis diferentes, articuladas entre si por escadas e rampas, conseguindo a criação de várias valências, nomeadamente: igreja, capela mortuária e estacionamentos.
O relacionamento proposto confere ao corpo da Igreja um papel de polo aglutinador, cabendo aos restantes edifícios uma aproximação à escala das construções envolventes.
O edifício da Igreja solta-se dos restantes edifícios existentes por forma a seguir, no seu eixo longitudinal, uma orientação nascente/poente, sendo a entrada a nascente, à semelhança da orientação das catedrais e Igrejas clássicas.
Como ligação entre o adro e o recinto de festas desenhou-se um anfiteatro exterior com o intuito de dar uma maior amplitude visual ao recinto, e servir de equipamento de apoio a actividade lúdicas a desenvolver nesse local.
A igreja tem uma planta rectangular de uma só nave, com 18m de profundidade por 12m de largura. O pé-direito, de altura variável, descreve uma parábola com início nos 9m terminando nos 5m, na parede posterior ao altar. O acesso principal e o altar situam-se respectivamente a nascente e poente do eixo longitudinal da Nave. O altar ocupa a posição central deste espaço e aparece enquadrado por um amplo vão envidraçado, com a dimensão da porta principal, colocado na parede posterior a poente, através do qual se poderá visualizar a cruz, um espelho de água e a paisagem sobre o vale, funcionando como um prolongamento visual da Nave para o exterior, com a presença permanente dos quatro elementos da natureza: a terra, a água, o fogo e o ar. A cruz, construída em ferro surge através do espelho de água e assume um papel de destaque, sendo visível quer do interior quer do exterior da Igreja.
Toda a composição geométrica do espaço resulta da aplicação das proposrções áureas, tanto ao nível das plantas quanto ao nível dos alçados, como referênci às regras de composição de alguns edifícios clássicos.

site: www.filipesaraiva.pt

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #198



CASA DA COLINA DOS PISCOS
OURÉM, SEIÇA

Jorge Castelão
com João Bento, Paula Silva, Alexandra Parente, João Lopes e Helena Gonçalves
JCFS Arquitectos
2010







site: jcfs.eu

ver mais sobre o projecto:
archilovers.com
facebook.com/pg/JCFSarchitects

domingo, 29 de dezembro de 2019

sábado, 9 de novembro de 2019

RISCAR A ARQUITECTURA NA VILA MEDIEVAL DE OURÉM


Numa organização conjunta do Município de Ourém e da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, com o apoio dos Urban Sketchers Portugal e da Direção-Geral do Património Cultural, realiza-se no dia 23 de Novembro o evento Riscar a Arquitectura: Encontro de Diários Gráficos na Vila Medieval de Ourém, a partir das 10h00 junto à Galeria da Vila Medieval, convidando-se os amantes do desenho, e também da fotografia, a olhar para os edifícios e conjuntos urbanos de grande riqueza histórica e arquitectónica, como o é a Vila Medieval de Ourém.

PROGRAMA:
10:00H: Sessão de Desenho Urbano
13:00H: Almoço convívio (marcação obrigatória)
14:30H: Continuação dos trabalhos de Desenho Urbano
16:00H: Inauguração da Exposição “(a)Riscar o Património”


A exposição (A)Riscar o Património resulta de uma iniciativa da DGPC – Direção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, que teve início em 2014, integrada nas comemorações das Jornadas Europeias do Património.
Associar a representação do património ao desenho, na sua vertente mais imediata e espontânea, dá o mote para este projecto, que tem como base a reunião, em várias vilas e cidades do país, num mesmo dia, entre sketchers, ilustradores, artistas ou simples amantes do desenho e que em 2019 realizou a sua sexta edição. São 6 anos de desenhos rápidos, feitos ao sabor do instante, em cadernos de diferentes dimensões e caraterísticas, a captar lugares, ambientes, pessoas, momentos e monumentos – já que o mote transversal a este projeto é, sempre, o património, em tudo o que encerra de diverso e universal.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #156



REMODELAÇÃO DE CASA EM FÁTIMA
OURÉM, FÁTIMA

Helena Botelho
com Andreia Veríssimo, João Veríssimo, Tiago André Pinto, Miguel Cavaleiro
Helena Botelho Arquitectura
2017

SÍTIO
A casa construída em meados do século XX e situa-se numa encosta com vista para o Santuário de Fátima. Está organizada em 3 pisos que se distribuem funcionalmente do seguinte modo: no Piso 0, organiza-se a zona social composta pela entrada principal, salas de estar e de refeição, cozinha, escritório e capela, já no Piso -1, a zona mais privada, contém a ala dos quartos, o espaço de recolhimento. O sótão não foi alvo de qualquer intervenção.
Esta casa apresentava vários problemas funcionais e construtivos, fruto de obras que foi sofrendo ao longo dos últimos anos, resultando numa casa sombria, húmida e fria, e que funcionava encerrada sobre si mesma, não tirando partido da sua relação privilegiada com o exterior - as vistas desafogadas sobre o horizonte e também sobre a horta e jardim, num plano mais próximo.
PROJECTO
As ideias principais do projecto foram abrir a casa para o exterior, criando deste modo novas relações com a paisagem urbana envolvente, e regenerar, desde logo, o aspecto exterior original da casa. Com isto conseguiu-se que a luz natural voltasse a redefinir e qualificar os ambientes e simultaneamente, garantiu-se a reorganização funcional de todo o espaço, inserindo novos elementos de forma a adaptá-lo a um modo de vida mais actual.
Esta operação consistiu no desenho cuidado de cada um dos novos espaços: no piso inferior optou-se por uma nova organização, onde os quartos partilhados e por vezes interiores deram lugar a pequenos núcleos individuais, com mais luz, salubridade, privacidade, permitindo ao mesmo tempo recuperar a sua forte relação com o exterior; já no piso 0 alterou-se o espaço de chegada, garantindo uma articulação natural entre o espaço de entrada e as consequentes áreas de distribuição, nomeadamente com a abertura das escadas de acesso ao sótão. Transformou-se totalmente a cozinha, que se quis adaptada a um uso mais contemporâneo. Ainda neste piso transformou-se o espaço de capela, através da introdução de pequenas peças desenhadas, que permitem obter um espaço mais despojado e simples.
No exterior abriu-se o espaço de alpendre, garantindo uma maior relação com o jardim, de onde se alcançam vistas privilegiadas sobre a cidade.
Esta intervenção baseia-se numa lógica de continuidade, respeitando as pré-existências qualificadas, atribuindo-lhe valores contemporâneos, resultando num projecto dialogante entre partes: o passado e o presente.
MATERIALIDADE
Foi feito um grande trabalho de redesenho de mobiliário, integrado nas paredes, que permite configurar uma continuidade entre os diversos espaços, articulando de forma minuciosa, lambris, estantes, aparadores, ou portas, numa lógica de continuidade espaço-luz-matéria, redefinindo e qualificando todos os espaços, desde zonas de estar a meras zonas de passagem e distribuição entre eles.
Recuperou-se uma cor utilizada no mobiliário original - o azul dominante - uma memória que serviu de base para todos os elementos de madeira do piso de entrada. Já no piso inferior, com uma área contida e programa extenso, optou-se por desenhar uma caixa de madeira que pudesse conter os espaços de instalações sanitárias e que em simultâneo pudesse definir, qualificar e caracterizar de modo especial um simples espaço de corredor e de acesso ao jardim.

site: helenabotelho.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
archilovers.com
arquinfad.org
divisare.com
estatemag.kz
facebook.com/pg/helenabotelhoarquitectura
homify.pt
nuno-almendra-photography.com
publico.pt
rushi.net

domingo, 23 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #146



PRESBITÉRIO DO RECINTO DE ORAÇÃO DE FÁTIMA
OURÉM, FÁTIMA

Paula Santos
com Vasco Novais, Renata Pinho, Carmen Estima, Rúben Domingues, Augusta Lopes, Yiannis Romanos, Nelson Bertini, Eugénio Maia, Magda Macedo, Fernando Ferreira, Daniel Moreira, Victor Abrantes, Pedro Pinho, Marco Miranda, Filipe Andrade Santos, Tiago Laires, Diogo Mateus, Flávio Tirone, Jorge Neves, Nuno Correia, Carla Gomes, Álvaro Negrello e Nuno Silva
Paula Santos, Arquitectura
2016

O Centenário das Aparições de Fátima e a visita do Papa Francisco a 13 de Maio de 2017, justificaram o projecto e a construção do novo Presbitério do Recinto de Oração de Fátima, obra permanente, para a realização de cerimónias ao ar livre.
A construção do Presbitério exterior, inclui no piso inferior uma Sacristia, uma Capela da Sagrada Reserva e áreas de apoio para os sacerdotes.
O projecto permitiu também condições de mobilidade para deficientes à antiga Basílica, o tratamento das colunatas existentes e o redesenho da escadaria de acesso a todas as estruturas religiosas.
Uma cobertura em fibra de vidro, revestida nas duas faces, foi estudada pela equipa com o INEGI. A cobertura tem 600 m2 de área suspensa apoiada num bloco de betão branco dentro da qual se encontram todas as áreas técnicas e os acessos verticais.
A arquitectura do edifício integrou as intervenções de Filip Moroder para a imagem de Cristo, de João Mendes Ribeiro para os lugares litúrgicos e de Fernanda Fragateiro para a escultura Matéria Espiritual.
Trata-se de uma intervenção arquitectónica de grande importância cenográfica num espaço sagrado que procuramos que resultasse sublime e em harmonia na grande praça de oração.

site: paulasantos-arquitectura.com

ver mais sobre o projecto:
aasarchitecture.com
afasiaarchzine.com
archdaily.com
archdaily.com.br
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gooood.cn
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

segunda-feira, 3 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #141



CASA DO GARRANO
OURÉM, OURÉM

Eduardo Carvalho, Francisco Freire e Luís Gama
Plano B Arquitectura
2009

O Garrano é uma espécie de cavalo autóctone de Portugal, que vive em estado selvagem no norte do país.
O habitante deste projecto, chamado Garruncho, tem 10 anos e nasceu de cavalos já domados.
O terreno em declive para norte, está povoado por carvalhos, pinheiros e oliveiras. O estábulo ocupa a totalidade da largura de um socalco, anteriormente de uso agrícola. O edifício está dividido em três áreas funcionais: uma para guardar utensílios, outra para armazenar feno de alimentação do cavalo e o estábulo propriamente dito.
A estrutura foi construída maioritariamente com pinho de origem local. Na zona do estábulo as paredes têm um preenchimento com "argila leve" (uma mistura de água, argila, palha e aparas de madeira) para melhorar o seu comportamento térmico. As fundações são em betão armado. Cobrindo a parte habitável da estrutura, foi colocada uma membrana translúcida, de protecção para a água. A água da chuva é recolhida no perímetro do edifício e conduzida para um bebedouro.
Após a construção, o espaço foi apresentado ao Garruncho, que lhe fez uma observação meticulosa. Nessa noite dormiu ao relento, o traço de uma natureza selvagem.
Toda a construção em planob-garrano.blogspot.com

site: planob.com

ver mais sobre o projecto:
issuu.com/inesmoreira
revarqa.com
revarqa.com
tectonica.archi

domingo, 16 de setembro de 2018

(A)RISCAR O PATRIMÓNIO NA VILA MEDIEVAL DE OURÉM


(a)Riscar o Património/Heritage Sketching é uma iniciativa da DGPC – Direção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, integrada nas Jornadas Europeias do Património.
Este ano, o tema das Jornadas Europeias do Património – a que, desde 2014, nos temos associado – é Partilhar Memórias. Mais uma vez, não será difícil escolher um sítio interessante, em cada uma das localidades seleccionadas, adequado a este tema. A actividade realizar-se-á no dia 29 de Setembro, Sábado – de acordo com o calendário das Jornadas Europeias do Património (JEP) que decorrem, praticamente em toda a Europa, entre 28, 29 e 30 de Setembro.
Num repto mais uma vez lançado a todos os praticantes, profissionais, amantes ou curiosos do desenho e do sketching, terão lugar em Porto, Vila do Conde, Aveiro, Montemor-o-Velho, Castelo Branco, Leiria, Tomar, Ourém, Torres Vedras, Lisboa, Évora, Algarve (cidade a determinar), Madeira – Santa Cruz e Açores – S. Miguel, encontros que promoverão o registo gráfico dos locais e do tema escolhido.


Tendo em conta o tema desta 5.ª edição do (a)Riscar o Património, a escolha do grupo de sketchers da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos recaiu sobre a Vila Medieval de Ourém e o seu castelo.

PROGRAMA:

10H00 - Ponto de encontro no Largo do Pelourinho, Vila Medieval de Ourém.
13h00 – Almoço oferecido pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos.
18h00 – Encontro final para troca de experiências e desenhos.

Anfitriões: Ricardo Cabrita e Pedro Costa

Organização:
DGPC – Direção-Geral do Património Cultural
Urban Sketchers Portugal
Organização local:
Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos

Apoio:
Pousada do Conde de Ourém

sábado, 6 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #40



IGREJA DA SANTÍSSIMA TRINDADE
OURÉM, FÁTIMA

Alexandros Tombazis
com Stavros Gyftopoulos e Sofia Paraskevopoulo
Meletitiki – Alexandros N. Tombazis and Associates Architects
Paula Santos e Joana Delgado
com Cristina Canotilho, Bárbara Sandri, António Feio, Nuno Silva, Ricardo Granja, Joaquim Santana, Vasco Novais e Augusta Lopes
Paula Santos, Arquitectura
2007

RESUMO DO PROJECTO
Pedia-se o projecto de uma igreja, que servisse também como um espaço de reunião para cerca de 9000 pessoas sentadas. A lógica da definição deste tamanho foi a de criar um espaço fechado que pudesse servir para missas e outras funções, para essa quantidade de pessoas, num domingo normal principalmente com mau tempo. Além disso, o espaço deverá ser divisível em duas partes, uma mais pequena para 3000 pessoas, para que, quando houver menos pessoas, não se tenha uma sensação de vazio.
A seguir à sala principal existem várias capelas de vários tamanhos para 200 a 600 pessoas e instalações de apoio (cabinas, salas de espera, etc.) e confessionários que permitissem confissões diariamente em várias línguas. Também deverá existir um salão polivalente para cerca de 1500 pessoas. Finalmente, deverão ser incluídas no projecto todas as áreas de apoio necessárias para possibilitar a transmissão televisiva, tanto dentro como fora da igreja.
Um condição estabelecida nas instruções do concurso foi que se este fosse ganho por um estrangeiro, ele ou ela colaboraria com uma equipa portuguesa de arquitectos e engenheiros para a fase final do projecto e supervisão da construção. Assim, a equipa de Paula Santos, arquitecta do Porto, juntou-se à equipa vencedora. (...)

ABORDAGEM AO PROJECTO
A forma circular do edifício é o resultado de duas importantes considerações. Por um lado, a forma, que mais do que qualquer outra permite a grande aproximação e melhores ângulos de visão das pessoas para o centro de actividade )o Altar - Presbitério) muito semelhante aos teatros gregos ou romanos da Antiguidade. Ao mesmo tempo, é a forma que mais economiza espaço, uma consideração importante dado o número de pessoas e o tamanho necessário para o salão. Por outro lado, a nova igreja deverá ficar localizada dentro do grande espaço aberto obstruindo a vista do Centro Pastoral a partir do principal recinto de oração. É o círculo que permite maior fluidez de pessoas em seu redor.
Combinado com o plano circular do edifício está o segundo elemento principal do projecto que são as duas vigas gémeas de betão norte-sul que abrangem o círculo. De novo, estas servem dois propósitos, funcionam (juntamente com o muro de betão circular em volta do perímetro) como principal elemento de apoio da estrutura da cobertura, e marcam também o eixo central e a direcção do movimento e das procissões da Basílica existente e do recinto de oração ao ar livre para a igreja e para o altar. As duas vigas centrais organizam também toda a composição de uma forma tripartida numa extensão simbólica da Santíssima Trindade à qual a igreja é dedicada.
O terceiro elemento principal do projecto de toda a composição é a inclinação das duas vigas e da cobertura que são mais baixos na entrada norte e mais altos na entrada sul sobre o presbitério. Para além do simbolismo que isto implica, guia também a visão para a vastidão e a infinidade do céu, de acordo com o declive ascendente do chão em frente à igreja.
O quarto elemento do projecto é a criação de um edifício no qual a sustentabilidade, a iluminação natural e a ventilação terão um papel fundamental. Isto não se deve apenas a razões ecológicas e de poupança de energia, mas também a criar um ambiente suave, discreto e agradável que convide à oração e à contemplação. Deste modo, a iluminação zenital da luz do dia entra no espaço ao longo do eixo principal, acentuando o caminho principal da procissão, enquanto os dois lados semicirculares do plano são suportadas por vigas metálicas sob a forma de uma cobertura em shed virada a norte que apresenta uma iluminação constante mais fria ao espaço inferior. A shed é invisível a partir do interior uma vez que várias membranas translúcidas estão penduradas por baixo. As janelas viradas a norte podem ser escurecidas por meio de persianas eléctricas móveis controladas por um programa informático que permite várias configurações de iluminação. A introdução cuidadosa da luz do dia é também possível em diferentes outra zonas como sobre o Presbitério, na entrada principal, nas capelas, etc.. Foram levados a cabo vários e extensos estudos de acústica (essencialmente por meios electroacústicos) devido a particularidades do projecto.
A quinta e última consideração importante do projecto foi o objectivo de oferecer uma síntese de um local único e histórico de peregrinação que é Fátima, e uma nova igreja com todos os requisitos actuais, de forma a que realce o antigo, o novo e o eterno.

DESCRIÇÃO DO PROJECTO
O projecto é desenvolvido basicamente em dois níveis, um ao nível do solo e outro no nível subterrâneo. Na parte sul da igreja existe um acesso de serviço e um acesso VIP a partir do túnel subterrâneo. Do lado norte existem várias capelas e confessionários subterrâneos ao longo de um corredor de 150 m, de forma a que a sua presença não obstrua a visão da igreja a partir ada praça principal. Pode aceder-se às capelas por trás, por outro corredor a ser usado sobretudo pelo clero. Outra característica do subterrâneo é uma sala 45,30 x 32,40 m multi-funções localizada sob a entrada principal da igreja. Entre esta sala e o corredor existem dois lagos pouco profundos a céu aberto que simbolizam o baptismo e que oferecem a estas áreas luz do dia e uma sensação de serenidade. O público pode aceder à cave através de duas escadarias internas de cada lado do nártex da entrada principal, duas grandes escadarias adjacentes aos dois lagos e duas grandes rampas que ligam o espaço aberto do rés-do-chão de cada lado da igreja ao corredor principal no subterrâneo. Estas rampas são cuneiformes, mais largas numa ponta do que na outra, criando um efeito de trompe l'oeil de perspectivas alongadas ou afuniladas. Existem vários espaços secundários, instalações sanitárias e M/E no nível subterrâneo.
O acesso à igreja pelo rés-do-chão pode ser feito por 13 pontos diferentes (também por razões de segurança). A entrada principal é criada através de um grande átrio em reentrância em frente à igreja. A parte superior desta fachada principal será adornada com painéis de bronze descrevendo os Mistérios do Rosário, enquanto a parte inferior será de vidro com inscrições serigrafadas (legíveis do interior e do exterior) criando um grau de transparência e continuidade entre a área aberta de oração e a igreja em si. Existem mais 12 entradas (seis de cada lado ), cada par conduzindo aos níveis correspondentes do chão inclinado da igreja.
Existem 8563 lugares sentados em filas circulares, separados por grupos pelos necessários corredores. O Presbitério fica numa plataforma elevada em níveis diferentes com acesso por degraus de ambos os lados. Uma parede curva de 50 m serve como pano de fundo. O altar será um monólito de mármore de 3,60 x 1,90 x 0,90. O restante mobiliário do Presbitério será em mármore "Branco do Mar" da mesma cor do chão ou em madeira de cerejeira. Foi dada uma especial atenção à iluminação durante o dia e à iluminação de recurso. Na parede direita frontal existe uma grande concavidade para o coro e um órgão.
As paredes, que criam as entradas laterais, foram desenhadas, por razões acústicas, de uma maneira absorvente. Por cima das entradas e em níveis diferentes são colocadas as cabinas necessárias para o visionamento e transmissão para TV e imprensa.
Criou-se uma parede curva revestida a madeira com 2 m de altura que segue a forma dos assentos, separando a parte da frente da parte traseira que se estende ao longo do corredor principal até à entrada. Esta parede pode ser descida electricamente em secção desaparecendo dentro do chão da igreja. A função desta parede é escurecer visualmente uma grande parte do espaço quando não necessário, permitindo 3000 lugares sentados na frente adjacente ao Presbitério para ser usada como uma entidade separada.
A parede posterior é feita em módulos de GRC por razões acústicas.

(excerto de "Igreja da Santíssima Trindade", Alexandros Tombazis, in Arquitectura Ibérica, Ano IV, Setembro 2007, Caleidoscópio, Edição e Artes Gráficas)

site: tombazis.com

ver mais sobre o projecto:
lightplan.pt
paulasantos-arquitectura.com
proap.pt
revolvy.com
santarem.360portugal.com
secil-group.com
ultimasreportagens.com

sábado, 30 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #17



PARQUE LINEAR DE OURÉM
OURÉM, OURÉM

João Nunes
Nuno Jacinto, Mafalda Silva Meirinho, Sílvia Basílio, António Magalhães de Carvalho
PROAP
arquitectura: António Garcia Arquitectos
2005

Com este projecto pretende-se constituir um espaço urbano que responda a um conjunto de solicitações de vária ordem, que podem ser integradas num âmbito de preocupações de requalificação urbana e ambiental.
Por um lado, qualificar o espaço canal da Ribeira de Seiça, adequando o seu desenho e funcionalidade a um uso no sentido da fruição lúdica e desportiva, oferecendo à população do concelho e aos visitantes um equipamento singular. Por outro lado, promover uma correcta articulação entre o tecido urbano adjacente e o espaço natural da ribeira, tomando esta oportunidade para intervir no sentido da resolução pontual de algumas situações de conflitualidade e contribuindo para a coerência e a ligação das diferentes peças constituintes desta situação de “remate” urbano. Por fim, assumir e desenvolver uma valência de “nova centralidade” urbana, estruturada em torno de dois equipamentos de grande relevância: o Centro de Congressos e o novo Mercado Municipal, ambos com grande capacidade atractiva, espaços de encontro, reunião, indutores de fruição comunitária do espaço público, consequentemente de catalisação do exercício de uma cidadania plena. O espaço onde se realiza a feira, que constitui a infra-estrutura fundamental mas que só funcionará uma vez por semana, serve de argumento para construir um espaço de traçado linear, utilizado quotidianamente pela população.

site: proap.pt

ver mais sobre o projecto:
ultimasreportagens.com

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #02



CASA FMS
OURÉM, OURÉM

Filipe Saraiva
Andreia Correia, Agnieszka Marques
Filipe Saraiva Arquitectos
2015-2016

A casa situa-se numa parcela de terreno em Ourém caracterizada por uma configuração rectangular, apresentando uma pendente descendente no sentido sul (junto à via pública). A diferença de cotas do terreno entre o ponto mais elevado e o ponto mais baixo é de aproximadamente 4,50m. Trata-se de um terreno rural, com uma paisagem predominantemente natural, com orientação a sul e vista sobre o Castelo de Ourém.
Quando pedimos a uma criança, em qualquer parte do mundo, que desenhe uma casa, invariavelmente todas nos apresentam uma representação simplista formada por cinco linhas, um rectângulo e dois quadrados. O pentágono composto pelas cinco linhas, representa as paredes e a cobertura. O rectângulo pretende representar a porta e os quadrados,as janelas.
Independentemente da cultura, das referências arquitectónicas de cada lugar, ou do conceito de alojamento mais comum desse mesmo lugar, todas as casas têm características que são transversais a cada um de nós, pois todos nós sentimos a casa como um abrigo que nos protege do mundo que nos rodeia. É o nosso porto de abrigo e o nosso próprio mundo.
Este arquétipo é normalmente definido por um polígono de forma geométrica regular, geralmente bem proporcionado e com dimensões equilibradas, com as quais todos nós nos identificamos.
O projecto consiste numa casa de mim, para mim e para a minha família e pretende ir ao encontro das nossas necessidades funcionais, mas também, satisfazer um leque de requisitos arquitectónicos que fazem parte do meu imaginário formal e espacial, resultantes de uma vivência individual e em família.
Depois do processo de identificação do lugar e aquisição do terreno, o desenvolvimento do projecto transformou-se num processo natural onde as referidas pretensões e memórias começaram a dar sentido ao desenho e este começa a ganhar uma forma consistente.
Esta forma, transformou-se no conceito deste projecto com o qual procurei ser, ao longo de todo o seu desenvolvimento, o mais coerente possível, tentando não desvirtuar o princípio. A pérgola assume o mesmo desenho, enquanto prolongamento da casa.
O projecto desenvolveu-se tendo por base um princípio de composição modular, criando um ritmo próprio nas fachadas e cobertura. O método construtivo adoptado consiste na utilização de painéis pré-fabricados em betão preto, com dimensão regular que define uma estereotomia composta por módulos repetidos dispostos de forma sequencial. A utilização do betão preto enquanto material pretende uma integração sóbria e em sintonia com a paisagem, bem como reduzir os custos de manutenção.
Em termos formais a casa resulta num volume simples e perfeitamente regular, quase monolítico, que pousa no terreno, no sentido longitudinal à sua inclinação, numa cota intermédia sobranceira ao arruamento.

site: www.filipesaraiva.pt

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

15 ANOS | 15 PROJECTOS - FILIPE SARAIVA ARQUITECTOS EM OURÉM


A exposição “15 anos | 15 projetos” - Filipe Saraiva Arquitectos que já esteve patente ao público em Leiria de 22 de Outubro a 15 de Novembro, e em Tomar de 3 de Fevereiro a 31 de Março, inaugura na próxima sexta-feira, dia 2 de Junho, pelas 18h00, na Galeria da Vila Medieval de Ourém, onde poderá ser visitada até 2 de Julho.
Uma iniciativa realizada em parceria com o Município de Ourém, apoiada por esta Delegação da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da nossa região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada de terça a domingo das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 até ao dia 2 de Julho com entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

15 ANOS | 15 PROJETOS - FILIPE SARAIVA ARQUITECTOS, EM TOMAR


A exposição “15 anos | 15 projetos” - Filipe Saraiva Arquitectos que foi apresentada nos passados dias 22 e 23 de Outubro no claustro do Museu de Leiria e de seguida na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, na mesma cidade, até ao dia 15 de Novembro, inaugura na próxima sexta-feira, dia 3 de Fevereiro, pelas 18h00, na Casa dos Cubos em Tomar, onde poderá ser visitada até 26 de Fevereiro.
Uma iniciativa realizada em parceria com o Município de Tomar, apoiada por esta Delegação da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da nossa região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada de quarta a domingo das 14h00 às 18h00 até ao dia 26 de Fevereiro com entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos

terça-feira, 25 de outubro de 2016

15 ANOS | 15 PROJETOS - EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA

Após a bem sucedida apresentação no dia 23 de Outubro no claustro do Museu de Leiria, a exposição “15 anos | 15 projetos” foi transferida para a galeria central da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, onde poderá ser visitada até ao dia 15 de Novembro. Uma iniciativa apoiada pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da sua região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada de 2.ª a 6.ª-feira das 9h30 às 20h00 e aos sábados das 14h00 às 20h00 até ao dia 15 de Novembro com entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos

domingo, 9 de outubro de 2016

15 ANOS | 15 PROJETOS - EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA

Dia 23 de Outubro, está patente ao público no claustro do Museu de Leiria, a exposição “15 anos | 15 projetos”, iniciativa apoiada pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da sua região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada das 9h30 às 17h30 do dia 23 de Outubro, domingo - entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos

terça-feira, 21 de julho de 2015

PROJECTAR COM SÉRGIO FERNANDEZ


ALEXANDRE ALVES COSTA e SÉRGIO FERNANDEZ serão os protagonistas dos documentários a exibir na sessão dupla da trigésima segunda edição da actividade PROJECTAR, no próximo dia 23 de Julho, pelas 19h00, no auditório dos Paços do Concelho de OURÉM.

SÉRGIO FERNANDEZ (1937- )

Sérgio Leopoldo Fernandez Santos nasceu no Porto em 1937. Frequentou o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo participado, enquanto aluno, no CIAM (Congresso Internacional de Arquitectura Moderna), em Otterloo, em 1959.

Depois de concluídos os estudos universitários passou a leccionar e a desempenhar outros cargos de responsabilidade, primeiro na ESBAP e depois na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Integrou os Conselhos Directivos e Pedagógicos do Curso de Arquitectura da ESBAP (1976-1983), foi Vice-Presidente do Conselho Directivo (1988-1994) e Director do Centro de Estudos da FAUP (1990-1997) e, a partir de 1987, passou a membro efectivo do Conselho Científico da FAUP. Em Novembro de 2006 jubilou-se nessa Faculdade como Professor Agregado.

Durante os anos setenta e oitenta orientou seminários integrados nos International Course on Housing Planning and Building do Bowcentrum, Roterdão (1977-1983), leccionou no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da Universidade de Angola (1981), foi convidado pela Academia Estatal de Belas Artes de Tbilisi, Geórgia, para leccionar no International Students Practical Seminar ("Artist and the City Environment" (1988) e participou no Seminário "Design Management", organizado pela University of Industrial Arts, de Helsínquia, Finlândia (1989).

Na década seguinte, associou-se ao "One Day Conference on Post Graduate Architectural Education, a Meeting for European Architectural School Representatives", no Berlage Institute, em Amesterdão (1993), regeu um curso sobre Arquitectura Contemporânea Portuguesa na Faculdade de Arquitectura da Universidade de S. Paulo e proferiu conferências nas faculdades de Arquitectura das universidades de Belém do Pará, de Fortaleza e do Rio de Janeiro (1994); esteve presente no Encontro Internacional "L' Architettura e il suo Insegnamento: Prospettive del Mestiere e della Scuola", organizado pelo Dipartimento di Projettazione dell' Architettura – Politecnico di Milano; liderou a Delegação Portuguesa que integrou os trabalhos do programa da Comunidade Europeia-MED-CAMPUS-AMIE no Architectuurinstituut, em Roterdão (1995) e dirigiu uma equipa no Workshop de Arquitectura Citemor 96, Montemor-o-Velho (1996).

Entre 1997 e 2005 regeu a Cadeira de Projecto I, do curso de Arquitectura da Universidade do Minho.

Na viragem do século dirigiu uma equipa presente no Workshop de Internacional de Arquitectura "Coimbra: Um Novo Mapa" (2000), fez parte do Júri para o Projecto de Reconversão da Rua da Sofia, em Coimbra (2003), participou no I Foro do Feísmo, Diputación de Ourense (2004), chefiou a equipa Norte do Inquérito à Arquitectura Portuguesa do Século XX, 2004/2005, da Ordem dos Arquitectos, associou-se ao Congresso Teatros Históricos, da Póvoa de Lanhoso (2005), ministrou um Curso de Arquitectura (2005) na Universidade ISTHMUS, na cidade do Panamá e presidiu ao Júri do Prémio Secil de Arquitectura 2005/2006.

Ao longo da sua carreira colaborou com os mestres Viana de Lima e Arménio Losa. Tem trabalhado sozinho em Arquitectura, mas também em co-autoria com Pedro Ramalho e com Alexandre Alves da Costa e José Luís Gomes no "Atelier15, Arquitectura Lda".

Da sua vasta obra, premiada e em grande parte publicada, sobressaem os Edifícios Residenciais da Pasteleira, Porto (1965), uma obra em parceria com Pedro Ramalho, a Casa de Caminha ou Casa Alcina (1971-1973), a Operação SAAL do Bairro Leal, na Rua das Musas, Porto (1974-1978), o Complexo Turístico de Moledo (1980), o Jardim Infantil de Moledo (1988), a Residência de Estudantes Lisboa, Expo'98 (1996-1998); e obras em co-autoria com Alves Costa, como o Estudo de Recuperação e Valorização Patrimonial da Aldeia de Idanha-a-Velha (últimos 15 anos), o restauro do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos (inaugurado em 2008), o Complexo Residencial de Viana do Castelo (2005) e a intervenção no Convento de Santa Clara-a-Velha, de Coimbra (inaugurada em 2009).

Sérgio Fernandez é, também, autor de artigos editados em obras portuguesas e estrangeiras ("Architectures à Porto", "Tendenze dell' Architettura Contemporânea", "Casabella", "Lotus International", "Wonen Tabk" e "Electa") e do livro "Percurso da Arquitectura Portuguesa 1930-1974", publicado pela FAUP em 1985. É co-autor da obra "Pedro Ramalho: projectos e obras de 1963-1995", publicada em 1995 pela Associação dos Arquitectos Portugueses, Conselho Directivo Regional do Norte.

A 22 de Outubro de 2008/2009 inaugurou o ano lectivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto com uma conferência proferida no auditório Fernando Távora.

Em Março de 2009 recebeu o Prémio AICA 2008 (Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura), na categoria de Arquitectura, juntamente com Alexandre Alves Costa (1939-), atribuído pela qualidade das suas intervenções no património construído e dos novos projectos, bem como pela excelência da actividade pedagógica que ambos desenvolveram na FAUP. Sensivelmente na mesma altura, Fernandez assistiu à apresentação, no Cinema Passos Manuel, no Porto, da obra "Só nós e Santa Tecla", sobre a Casa de Caminha que riscara nos anos setenta.

in Universidade do Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto


Informações sobre o documentário aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Ourém

PROGRAMA:

23 de Julho, 19h00
Auditório dos Paços do Concelho de Ourém
ALVES COSTA
(1993, Edgar Feldman, 23')
SÉRGIO FERNANDEZ
(1993, Edgar Feldman, 25')

Em Agosto não há sessão.
Continuamos em Setembro.

PROJECTAR COM ALEXANDRE ALVES COSTA


ALEXANDRE ALVES COSTA e SÉRGIO FERNANDEZ serão os protagonistas dos documentários a exibir na sessão dupla da trigésima segunda edição da actividade PROJECTAR, no próximo dia 23 de Julho, pelas 19h00, no auditório dos Paços do Concelho de OURÉM.

ALEXANDRE ALVES COSTA (1939- )

Alexandre Vieira Pinto Alves Costa nasceu no Porto, a 2 de Fevereiro de 1939. Nesta cidade frequentou o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, após o qual estagiou no Laboratório Nacional de Engenharia Civil com Nuno Portas, tendo obtido o diploma de Arquitecto em 1966.

Nos anos sessenta, para além de se ocupar com a formação em arquitectura, envolveu-se activamente no combate político à ditadura fascista. Tornou-se membro do Partido Comunista Português (1961-1968), tendo sido preso três vezes pela PIDE. Em 1962, integrou o I Secretariado Nacional de Estudantes com Jorge Sampaio e António Taborda.

Desde 1970 que Alexandre Alves Costa exerce a profissão de arquitecto em regime liberal. Em 1972 deu início à sua carreira no ensino universitário, nas áreas de Projecto e História da Arquitectura Portuguesa.

Colaborou, entre outros, com os arquitectos Álvaro Siza Vieira, Camilo Cortesão, José Luís Gomes, J. M. Soares, A. Corte Real e Sérgio Fernandez e com a Câmara Municipal do Porto, riscando projectos para vários municípios, nomeadamente para o Porto, Matosinhos, Coimbra, Viseu e Lisboa.

No período pós 25 de Abril de 1974, fez parte da Comissão Coordenadora do SAAL/Norte, responsável pelo sector de Planeamento e Apoio ao Projecto. Foi "Adviser" da delegação oficial de Portugal à Conferência das Nações Unidas sobre Estabelecimentos Humanos – Habitat, Vancouver, Canadá (1976). Durante a Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, Alexandre Alves Costa foi um dos quatro vencedores do concurso de ideias para a renovação da baixa portuense (zona Leste B).

Na Universidade do Porto integrou a Comissão Instaladora do Curso de Arquitectura da FAUP, em 1979, desempenhou os cargos de Presidente do Conselho Directivo e de Presidente do Conselho Científico e dirigiu o 1.º Programa de Doutoramento em Arquitectura. Hoje é Professor Catedrático Jubilado da U.Porto. Na Universidade de Coimbra e na Universidade do Minho, em 1988 e 1997, respectivamente, foi membro das comissões instaladoras dos cursos de Arquitectura.

Alexandre Alves Costa também tem dedicado parte do seu tempo à escrita. É autor de trabalhos editados em revistas da especialidade (Lótus International, 9H, Domus, Wonen Tabk, Casabella, Architecti, Jornal Arquitectos, Monumentos, e Estudos/Património), foi convidado a integrar os conselhos editoriais do "Boletim da Universidade do Porto", da Revista "Monumentos", da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e é membro do Conselho Editorial do "JA- Jornal Arquitectos" da Ordem dos Arquitectos. Em 2005, os artigos anteriormente publicados, juntamente com alguns inéditos, foram recolhidos em três títulos: "Candidatura ao Prémio Jean Tschumi" (2005), "Introdução ao Estudo da Arquitectura Portuguesa e Outros Textos" (2007) e "Textos Datados" (2007).

Tem participado em conferências e palestras, em Portugal e no estrangeiro (Espanha, Itália, França, Holanda, Marrocos, Angola, China e Canadá), sobre o ensino, a crítica e a história da arquitectura.

Orientou "Workshops" na área de projecto de arquitectura e desenho urbano na Universidade de Coimbra, na Universidade Autónoma de Lisboa, no Colégio dos Arquitectos de Málaga e na Ordem dos Arquitectos.

Participou no filme "Direito à Habitação", exibido pela RTP em 1976. Tem-se associado a exposições de desenho e arquitectura e integrado júris na área de Arquitectura, no país e fora dele.

Entre os prémios que obteve ao longo dos anos pode salientar-se o Grande Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte /Ministério da Cultura de 2008 (Prémio AICA / MC 2008'), atribuído, também, a Sérgio Fernandez, pelo trabalho moderno e de qualidade desenvolvido por ambos os arquitectos, pelo rigor histórico das suas intervenções patrimoniais, patente, por exemplo, no Estudo de Recuperação e Valorização Patrimonial da Aldeia de Idanha-a-Velha ou na recente recuperação do Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, e ainda pela sua actividade como docente de Arquitectura, nomeadamente na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

No dia 21 de Janeiro de 2010, Alves Costa proferiu a última aula formal na FAUP, no Auditório Fernando Távora, embora continue a dirigir o Seminário de Projecto de Tese do curso de Doutoramento, a coordenar as edições desta Faculdade e a leccionar na Universidade de Coimbra. Nessa cerimónia, numa sala lotada, estiveram presentes, entre outros, o seu amigo Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, os arquitectos Álvaro Siza Vieira e Helena Roseta, e o seu padrinho, o cineasta Manoel de Oliveira.

Vive no Porto, cidade onde casou. Tem três filhas, uma das quais seguiu as pisadas do pai, e sete netos.

in Universidade do Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto


Informações sobre o documentário aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Ourém

PROGRAMA:

23 de Julho, 19h00
Auditório dos Paços do Concelho de Ourém
ALVES COSTA
(1993, Edgar Feldman, 23')
SÉRGIO FERNANDEZ
(1993, Edgar Feldman, 25')

Em Agosto não há sessão.
Continuamos em Setembro.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PROJECTAR #32


Nova sessão dupla na itinerância da actividade PROJECTAR, que na próxima quinta-feira dia 23 de Julho vai cumprir a sua trigésima segunda etapa em Ourém, onde serão exibidos dois documentários no auditório dos Paços do Concelho, pelas 19h00.

Ambos realizados por Edgar Feldman e apresentados por Manuel Graça Dias, o primeiro é um Programa dedicado ao arquitecto Alexandre Alves Costa que, em conversa com o arquitecto Manuel Graça Dias, fala sobre a sua carreira e obra mais relevante. Intervenção do encenador Ricardo Pais, amigo pessoal de Alves Costa, para quem este projectou a sua casa de Moledo do Minho.

In http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1973&tm=22&visual=4


O segundo, da mesma série Arquitectura, é um Programa apresentado pelo arquitecto Manuel Graça Dias e dedicado à obra do arquitecto Sérgio Fernandez. Breve biografia, resumo da carreira profissional, obras mais significativas e entrevista com o próprio.

In http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=1903&tm=22&visual=4

 
Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre e limitadas à lotação do auditório dos Paços do Concelho de Ourém, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Ourém

PROGRAMA:

23 de Julho, 19h00
Auditório dos Paços do Concelho de Ourém
ALVES COSTA
(1993, Edgar Feldman, 23')
SÉRGIO FERNANDEZ
(1993, Edgar Feldman, 25')

Em Agosto não há sessão.
Continuamos em Setembro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

PROJECTAR EM OURÉM

Iniciamos nova itinerância da actividade PROJECTAR, com a próxima sessão marcada para 23 de Julho, quinta-feira, em Ourém, onde seremos acolhidos no auditório dos Paços do Concelho, pelas 19h00, para a exibição de dois documentários sobre os arquitectos portugueses Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez.