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segunda-feira, 9 de março de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #206



CASA EM ALENQUER
ALENQUER, ALENQUER

Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus
com Jorge P. Silva, Gabriela Gonçalves, Nuno Marques e Cristina Fuertes Miquel
Aires Mateus & Associados
2002

Da casa antiga recuperou-se apenas as paredes exteriores. Limites ambíguos e transponíveis, postos a nu em todo o seu peso, os muros geraram um espaço de forte carácter. O recinto, simultaneamente interno e externo, foi em seguida ocupado: de um lado, escavou-se um tanque adjacente aos muros, do outro, implantou-se um volume autónomo contendo os espaços encerrados. Reduzidos a dimensões mínimas, estes apresentam-se como puros paralelipípedos habitáveis, abertos sobre o muro exterior através da transparência de uma das faces. A tensão do projecto acumula-se entre fachadas. O espaço intersticial molda-se no confronto dos dois corpos, das duas geometrias, dos dois tempos. Em mais do que um sentido, propõe-se um habitar entre limites.

site: airesmateus.com

ver mais sobre o projecto:
arquitecturadesignetc.blogspot.com
ciscopisco.blogs.sapo.pt
dimabenkeci.wordpress.com
facebook.com/pg/architecturamagazine
habitarportugal.org
juanrodriguezphotography.com
miesarch.com
re-habitar.blogspot.com
sensesofportugal.wordpress.com

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #165



MUSEU DAMIÃO DE GÓIS E AS VÍTIMAS DA INQUISIÇÃO
ALENQUER, ALENQUER

Henrique Marques, Rui Dinis
com João Ortigão, Marco Santos, Tiago Maciel
spaceworkers
2017

Intervir num edifício existente é por si só um bom desafio, quando à pré-existência juntamos séculos de história o desafio é ainda maior. A intervenção centra-se na criação de uma estrutura expositiva, alusiva à vida e legado histórico de Damião de Góis, no interior de uma antiga igreja, recuperada, em Alenquer. A igreja, agora esvaziada dessa mesma função, funciona como um espaço “contentor” com uma identidade muito própria, marcada pela geometria dos seus tectos abobadados e pela textura das suas paredes de tijolo, de grande valor plástico.
A proposta procura, precisamente valorizar as características plásticas do espaço, e minimizar o seu impacto na pré-existência, respeitando o existente, afastando-se das paredes, procurando uma posição central no espaço, assumindo uma geometria que é familiar ao edifício, originada pelo paralelismo às formas do tecto e paredes, capturando a configuração do vazio existente numa espécie de núcleo, de cor escura, fragmentado, que recebe e organiza a exposição e os visitante.
Este núcleo, apesar de fragmentado, confere ao visitante uma ideia de continuidade virtual, onde os seus vazios são entendidos como momentos de pausa e de contemplação do existente e como momentos de penetração no interior do núcleo, explorando esta relação ancestral de interior e exterior, que nos fascinou desde o início do projecto.
O espaço expositivo assume-se como um elemento negro, delicado, que convida à sua descoberta e que se destaca do restante cromatismo do espaço existente, sem nunca se sobrepor a este mas sem perder as suas características espaciais.

site: spaceworkers.pt

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sexta-feira, 15 de março de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #121



ADEGA CASA SANTOS LIMA
ALENQUER, GALEGA DA MERCEANA

Carlos Tojal de Sousa Coelho, Miguel Passos de Almeida e Paulo Jalles
PMC Arquitectos
2014

A pendente natural do terreno é aproveitada para semi-enterrar a sala de vinificação e conservação, que necessita de um elevado pé-direito de modo a albergar as cubas. Uma forte marcação das linhas horizontais, reforçadas por linhas de sombra que percorrem todo o edifício, segmentam a sua altura e contribuem para a desfragmentação da sua volumetria. Os vários atravessamentos criados preservam as fugas visuais da paisagem através do edifício, permitindo abrir perspetivas que atravessam o volume transversalmente, mantendo a relação visual com a paisagem e com os edifícios pré-existentes.

site: pmc.pt

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ultimasreportagens.com

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #13



CENTRO ESCOLAR DE PAREDES
ALENQUER, ALENQUER

André Espinho
Bruno Mendes, Miguel Henriques, Marco Correia
André Espinho Arquitectura
2009

A nível arquitectónico, a obra caracteriza-se por um volume branco assente em quatro volumes negros destacando desta forma, numa linguagem plástica clara e simples, os dois pisos contingentes e os espaços de acção que reúnem. Com uma área de mais de 6000 metros quadrados, concebida para receber cerca de 610 crianças com idades entre os três e os nove, o desafio na concepção deste edifício não foi apenas a sua grande dimensão mas a interligação dos espaços e a orientação destes para o tipo de utilizadores a que se destina (crianças, educadores de infância e encarregados de educação). Como tal, foram feitas várias visitas a escolas e reuniões com educadores com o intuito de detectar as deficiências técnicas existentes e possíveis melhorias do ponto de vista do utilizador. Após esta análise cuidada daquilo que poderia ser melhorado no conceito de centro escolar foram propostas algumas soluções para as actuais exigências técnicas de construção e habitabilidade.
O edifício situa-se num ambiente rural em mutação, integrado numa pequena encosta formada por uma pendente coberta de vinhas, com uma abertura de excelente perspectiva panorâmica. Consequentemente, e como forma de ultrapassar a questão do declive acentuado do terreno, foi desenvolvido como solução a criação de três pátios cobertos que, de certa forma, organizam e modelam o espaço interior, permitindo que a circulação por estes desfrute de luz natural e mantenha um contacto permanente com o exterior. Além disto, estes pátios internos são excelentes espaços de lazer para acolher as crianças em todas as estações do ano, facilitando aos educadores a monitoria destas.
No piso de entrada situam-se as zonas administrativas e de recepção aos pais, sendo que no piso inferior se encontra o ginásio e a maior parte das salas de actividades, que têm um acesso directo ao recreio exterior e ao campo de jogos.
Contudo, e como indicado inicialmente, para além das considerações arquitectónicas associadas aos conceitos de brincadeira e vigilância, o que mais distingue esta obra é um conjunto de intervenções plásticas que os convidados ofereceram com a sua autoria ao Centro escolar de Paredes Alenquer.
De facto, imaginei a possibilidade de revestir por completo algumas das paredes da escola com criações plásticas fora de escala,“gigantes”, logo desde a concepção do espaço. Para tal, na própria fase de projecto foi seleccionado um material para revestimento que viabilizasse a impressão de imagens (fotografia, desenho ou pintura), sendo fulcral que este ficasse orçamentado logo de início na empreitada. Foram convidados alguns artistas plásticos a desenvolver intervenções plásticas e uma criança propositadamente para este Projecto.
Devido a motivações arquitectónicas era pertinente que estas intervenções fossem sentidas com maior incidência nas zonas de comunicação e lazer, pelo que os murais se localizam nos átrios de ligação dos pisos e nos recreios cobertos, junto aos corredores de acesso das salas de aula. O refeitório, sendo também um espaço de reunião e encontro de utentes, foi também alvo destas manifestações plásticas. A integração destes murais nos espaços de circulação e maior concentração de pessoas, assim como a transparência de alçados que permite a sua observação a partir de várias localizações, vieram enriquecer e imprimir um conjunto de emoções à arquitectura edificada. De facto esta torna-se não só mais completa e dinâmica, interagindo com os utentes não apenas a nível funcional mas também visual e intelectual, como também mais acolhedora e familiar o que, sendo os seus principais frequentadores crianças, é fundamental.

site: andrespinho.pt

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

PROJECTAR COM KAZUYO SEJIMA E RYUE NISHIZAWA (SANAA)


A dupla de arquitectos japoneses KAZUYO SEJIMA e RYUE NISHIZAWA estará em foco na próxima sessão da actividade PROJECTAR, a partilhar uma sessão dupla dedicada a novas espacialidades projectadas por mulheres, programada para quinta-feira 15 de Dezembro, pelas 19h00 na Sala Teófilo Carvalho dos Santos, nos Paços do Concelho de ALENQUER.

KAZUYO SEJIMA (n.1952)                                        RYUE NISHIZAWA (n.1966)

Kazuyo Sejima nasceu a 29 de Outubro de 1956 na perfeitura de Ibaraki, no Japão. Formou-se em Arquitectura na Universidade de Mulheres do Japão em 1981, ano em que começou a trabalhar no gabinete de Toyo Ito.

Ryue Nishizawa nasceu a 7 de Fevereiro de 1966 na perfeitura de Kanagawa, no Japão. Formou-se em Arquitectura na Universidade Nacional de Yokohama em 1990.

Depois do período de aprendizagem com Toyo Ito, Kazuyo Sejima fundou o seu próprio gabinete Kazuyo Sejima & Associates em 1987. Uma das suas primeiras contratações foi Ryue Nishizawa, um estudante que trabalhou com ela no gabinete Toyo Ito and Associates.

Entre as suas primeiras obras destacam-se Plataforma I Casa de Férias na perfeitura de Chiba (1987-1988) e Plataforma II Estúdio, em Yamanashi (1988-1990) que lhe valeram os primeiros prémios, e o Dormitório Feminino de Saishunkan Seiyaku, em Kumamoto (1990-1991) que lhe valeu o prémio Jovem Arquitecta do Ano em 1992 atribuído pelo Instituto dos Arquitectos do Japão.

Após vários anos a trabalhar para Sejima, Ryue Nishizawa quis sair para montar o seu próprio gabinete, mas Sejima propôs-lhe que ficasse e formassem uma parceria. Em 1995, os dois fundaram em Tóquio a firma SANAA (Sejima and Nishizawa and Associates). Mantendo a parceria, ainda assim estabelece o seu próprio gabinete the Office of Ryue Nishizawa em 1997.

Entre os projectos desenvolvidos em conjunto podem destacar-se o O-Museum, em Iida, Nagano (1995-1999), o Museu de Arte Contemporânea do Século XXI, em Kanazawa, Ishikawa (1999-2004), a Escola de Design de Zollverein, Essen, na Alemanha (2003-2006), o Pavilhão de Vidro do Museu de Arte de Toledo, no Ohio, EUA (2001-2006), o Novo Museu de Arte Contemporânea de Nova Iorque (2003-2007) e o Centro de Aprendizagem Rolex na Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suiça (2004-2010).

Em paralelo com a actividade profissional, Sejima lecciona como professora visitante na Universidade de Arte de Tama e na Universidade de Keio, em Tóquio. Juntamente com Nishizawa, de 2005 a 2008, ocupou a Cátedra Jean Labatut na Escola de Arquitectura da Universidade de Princeton, Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde ela também participou no conselho consultivo durante vários anos. Sejima também ensinou na Escola Politécnica de Lausanne. Nishizawa é professor na Universidade Nacional de Yokohama.

Em conjunto, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa foram agraciados com a Arnold Brunner Memorial Medal da Academia Americana de Artes e Letras em 2002, um prémio de design do Instituto de Arquitectura do Japão em 2006, e com o Kunstpreis Berlin de 2007 da Academia de Artes de Berlim. Em 2010 receberam o Prémio Pritzker, sendo Sejima a segunda mulher a recebê-lo e Nishizawa o agraciado mais jovem.

Adaptado de en.wikipedia.org/wiki/Kazuyo_Sejima, de en.wikipedia.org/wiki/ Ryue_Nishizawa, de en.wikipedia.org/wiki/SANAA e de www.pritzkerprize.com/2010/bio


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Alenquer

PROGRAMA:

15 de Dezembro, 19h00
Sala Teófilo Carvalho dos Santos, Paços do Concelho de Alenquer
Phaeno, o edifício paisagem
ZAHA HADID

(2006, Richard Copans, 26')
O Centro de Aprendizagem Rolex
KAZUYO SEJIMA
e RYÛE NISHIZAWA
(2012, Juliette Garcias, 26')

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

PROJECTAR COM ZAHA HADID



Pela segunda vez, a arquitecta ZAHA HADID estará em foco na actividade PROJECTAR, depois de em Maio lhe ter sido dedicada uma sessão, desta vez a partilhar uma sessão dupla dedicada a novas espacialidades projectadas por mulheres, programada para quinta-feira 15 de Dezembro, pelas 19h00 na Sala Teófilo Carvalho dos Santos, nos Paços do Concelho de ALENQUER.

ZAHA HADID (1950-2016)

Zaha Mohammad Hadid nasceu a 31 de Outubro de 1950 em Bagdad, no Iraque, filha de Muhammad al-Hajj Husayn Hadid, um industrial abastado de Mosul co-fundador do grupo liberal de esquerda al-Ahali e do Partido Democrata Liberal, e de Wajiha al-Sabunji, uma artista de Mosul.

Após os estudos numa escola católica em Bagdad e em colégios internos em Inglaterra e na Suiça, Zaha Hadid formou-se em Matemática na Universidade Americana de Beirute e, em 1972, mudou-se para Londres para estudar na Escola de Arquitectura da Architectural Association, onde se formou em 1977, sendo distinguida com um Diploma Prize.

Aí conheceu, como professores, Rem Koolhaas, Elia Zenghelis, com os quais vai trabalhar no Office of Metropolitan Architecture (OMA), em Roterdão, e Bernard Tschumi.

Estabeleceu-se em Londres com gabinete próprio em 1980. Os primeiros anos são difíceis, ocupados principalmente com trabalhos de investigação e experimentação, em desenhos e pinturas, destacando-se a vitória no concurso para um centro recreativo e de lazer do Hong Kong Peak Club em 1983, que no entanto, não chegou a ser realizado.

Este trabalho teórico e pictórico torna-se conhecido em várias exposições, entre as quais a retrospectiva na Architectural Association em Londres, em 1983, e a "Deconstructivism in Architecture" no Museum Of Modern Art em Nova Iorque, em 1988. Por estes anos também dá aulas na Harvard Graduate School of Design e na Architectural Association.

As primeiras obras construídas foram o conjunto habitacional IBA em Berlim (1986-93) e o quartel de bombeiros da fábrica Vitra em Weil am Rhein (1993-94). Seguem-se os projectos realizados para o parque de estacionamento e Terminal Hoenheim Norte em Estrasburgo (2001), o Bergisel Ski Jump em Innsbruck (2002), e o Rosenthal Center for Contemporary Art em Cincinnati, no Ohio (2003).

Paralelamente Zaha Hadid continua a envolver-se no meio académico, leccionando como professora convidada na Harvard University, na Yale University, na University of Illinois em Chicago, na Columbia University, na University of Visual Arts em Hamburgo e na University of Applied Arts em Viena.

O seu trabalho é várias vezes distinguido em concursos internacionais, nos quais aposta fortemente, embora nem sempre com o resultado esperado, como no caso do projecto para a Cardiff Bay Opera House (1995), que mesmo após vencer as três fases do concurso não viu o seu projecto ser concretizado. Mas resultam de concursos as suas primeiras grandes obras, como o BMW Central Building em Leipzig (2001-2005), o Centro de Ciência Phaeno em Wolfsbourg (2000-2005) ou o MAXXI Museu Nacional das Artes do Século XXI em Roma (1998-2010).

Por concurso ou por encomenda directa, as suas obras começam a espalhar-se pelo mundo, crescendo em volume e quantidade, entre as quais se destacam: o Pavilhão Ponte para a Expo 2008 em Zaragoza, a Torre CMA CGM em Marselha (2004-2011), a Academia Evelyn Grace em Brixton, Londres (2006–10), a Opera de Guangzhou (2005-2010), o Galaxy Soho em Pequim (2012), o London Aquatics Centre (2011) para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, ou o Centro Cultural Heydar Aliyev em Baku (2007–12).

Foi distinguida com muitos prémios, sendo em muitos deles a primeira e única mulher a recebê-los, destacando-se o Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia em 2003, o Prémio Pritzker em 2004, o RIBA European Award em 2005, 2006, 2008, 2010, 2013 e 2014, o Praemium Imperiale em 2009, ou o Stirling Prize em 2010 e 2011.

Faleceu de ataque cardíaco em 31 de Março de 2016, em Miami, onde se encontrava a tratar uma bronquite, deixando uma grande quantidade de projectos e obras em curso.

Adaptado de en.wikipedia.org/wiki/Zaha_Hadid e de www.pritzkerprize.com/2004/bio


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Alenquer

PROGRAMA:

15 de Dezembro, 19h00
Sala Teófilo Carvalho dos Santos, Paços do Concelho de Alenquer
Phaeno, o edifício paisagem
ZAHA HADID

(2006, Richard Copans, 26')
O Centro de Aprendizagem Rolex
KAZUYO SEJIMA
e RYÛE NISHIZAWA
(2012, Juliette Garcias, 26')

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PROJECTAR #48


A quadragésima oitava sessão da actividade PROJECTAR desafia-nos a conhecer a singular espacialidade das obras da arquitecta Zaha Hadid, em Wolfsburg, e da dupla japonesa do gabinete SANAA, Kazuyo Sejima e Ryûe Nishizawa, em Lausanne, em mais uma sessão dupla que terá lugar na Sala Teófilo Carvalho dos Santos, nos Paços do Concelho de Alenquer, no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro documentário, realizado por Richard Copans em 2006, leva-nos a conhecer o Centro de Ciências Phaeno, projectado pela arquitecta Zaha Hadid:
Um edifício excepcional criado por Zaha Hadid, a única mulher arquitecta no grande palco internacional, recentemente desaparecida.
No final dos anos 1990, para afirmar uma identidade forte face ao seu poderoso contribuinte Volkswagen, a cidade de Wolfsburg, situada entre Berlim e Hanôver, decide construir um Centro de Ciências. O projecto é atribuído à arquitecta Zaha Hadid, única mulher arquitecta no palco internacional, que imagina um edifício triangular pousado sobre cones onde se alojam as funções secundárias (recepção, restaurante, loja). Denominado Phaeno (como fenómeno), ele acolhe duzentos e cinquenta locais de experimentação científica, lúdicos e pedagógicos. O edifício propõe um trajecto, um encadeamento de pontos de vista, um modo de estar no mundo e de experimentar o espaço, uma experiência a viver ao mesmo nível que as experiências sobre a visão, a matéria ou a energia.


in: http://boutique.arte.tv/f1647-architecturesphaeno



O edifício em foco no segundo documentário, realizado em 2012 por Juliette Garcias, é o Centro de Aprendizagem Rolex, projectado pela dupla japonesa do gabinete SANAA, Kazuyo Sejima e Ryûe Nishizawa:
Pousado nas margens do lago Léman, uma onda de betão e de vidro, que inspira, desde a sua construção em 2010, inúmeras metáforas!
Alguns vêem nele uma fatia de Emmental, um tecido molecular, outros ainda um tapete voador carcomido. É verdade que o edifício não se parece com nada conhecido e a sua forma não permite realmente adivinhar o que abriga. É o que chamam um Centro de Aprendizagem, um novo conceito que designa um espaço multifuncional dedicado ao conhecimento.
Neste volume flutuante de mais de 20.000 m2, não há uma única parede. Às divisórias que separam, os arquitectos preferiram uma topografia artificial, feita de montes em suave inclinação e vales. Os estudantes deambulam, passam da biblioteca ao restaurante, das salas de trabalho à sala de conferências deslizando de uma colina para um vale, sem nunca atravessar uma porta. O público fabrica o seu próprio caminho, de acordo com a sua curiosidade, em espaços nos quais ele tem de transformar ou reinventar as funções.
É um lugar sem igual, grande gesto plástico de arquitecto, que revoluciona a nossa concepção do espaço e propõe uma experiência física completamente inédita.


in: http://boutique.arte.tv/f8545-architectures_rolex_learning_center



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da Sala Teófilo Carvalho dos Santos, nos Paços do Concelho de Alenquer, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alenquer

PROGRAMA:

15 de Dezembro, 19h00
Sala Teófilo Carvalho dos Santos, Paços do Concelho de Alenquer
Phaeno, o edifício paisagem
ZAHA HADID

(2006, Richard Copans, 26')
O Centro de Aprendizagem Rolex
KAZUYO SEJIMA e RYÛE NISHIZAWA

(2012, Juliette Garcias, 26')

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PROJECTAR EM ALENQUER

Alenquer será a próxima etapa da itinerância da actividade PROJECTAR na nossa região, no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19h00 na Sala Teófilo Carvalho dos Santos, nos Paços do Concelho, com mais uma sessão dupla, na qual seremos desafiados a conhecer a singular espacialidade das obras da arquitecta anglo-iraquiana Zaha Hadid em Wolfsburg, e da dupla japonesa do gabinete SANAA: Kazuyo Sejima e Ryûe Nishizawa em Lausanne.



Mais informações em breve.