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segunda-feira, 29 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #256



CASA DE ALCANENA
TORRES NOVAS, ZIBREIRA

Eduardo Souto Moura
com Carlos Machado, João Carreira, José Fernando Gonçalves, Manuela Lara
Souto Moura - Arquitectos, SA
1987-1992

Os primeiros esquiços do projecto, apontavam para uma vila romana, que visitei nos arredores. Ao longo do projecto, as imagens foram perdendo essa ligação, permanecendo o essencial – os elementos físicos que compõem a construção.
A planta do terreno tinha sido tracejada com vinhas, riscos paralelos cortados por um sistema, quase ortogonal de caminhos.
Quase no meio uma elevação, quase no topo a construção.
A casa não se apresentou unitária, mas repartida em três corpos – quartos, salas e serviços – à volta do pátio central uma galeria em U fazia as circulações. Os eixos de referência do projecto, também ortogonais, não se sobrepuseram às linhas de composição do terreno. Fazendo centro no interior do pátio rodaram quase 45º fixando-se melhor na paisagem.
Já durante a construção, tiramos a torre da água (não era precisa), fizemos uma cave, e substituímos os caixilhos de ferro por alumínio em côr natural.
Entre muros brancos, de pedra e em tijolo, fixamos vidros espelhados. Entre muros brancos, de pedra e em tijolo a paisagem subia suavemente em simetria.

site:

ver mais sobre o projecto:
divisare.com
domusweb.it
miesarch.com

domingo, 24 de maio de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #238



REABILITAÇÃO DO CINE TEATRO VIRGÍNIA
TORRES NOVAS, TORRES NOVAS

Gonçalo Louro e Cláudia Santos
com António Guedes, Tierri Luís, Cláudio Dória, Ruy Crisóstomo
GLCS, Arquitectos Lda
2002-2005

Integrado na estratégia urbana de requalificação do centro da Cidade de Torres Novas, o TEATRO VIRGÍNIA, será o equipamento Cultural estruturante na concretização do Plano Urbanístico denominado Almonda Parque.
Com base no edifício existente da autoria do Arq. F. Schiappa (1956), o projecto de reabilitação e recuperação direccionou-se em 1º lugar por devolver a dignidade física ao edifício e em 2º lugar, infraestruturá-lo com todos os requisitos técnicos e espaciais necessários à sua adaptabilidade às novas exigências para a prática das diversas artes do espectáculo, nomeadamente na caixa de palco, com a necessidade de atingir maior profundidade de cena e na redefinição espacial da Sala de Espectáculos criando um prolongamento do 1º Balcão até à plateia de modo a garantir uma maior proximidade entre o público e o espaço cénico.
A par destas novas exigências e com o propósito de garantir novos públicos e novos hábitos de uso do edifício, foi introduzido um novo espaço destinado ao café-concerto.

site: glcs.pt

ver mais sobre o projecto:

terça-feira, 16 de abril de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #129



RECONVERSÃO DA ANTIGA GARAGEM DOS CLARAS
TORRES NOVAS, TORRES NOVAS

Gonçalo Louro e Cláudia Santos
GLCS, Arquitectos Lda
2016

Enquadrada na estratégia da Câmara Municipal de Torres Novas de requalificar o espaço público do centro histórico da cidade, surge a oportunidade de intervenção no edifício existente da Antiga Garagem do Clara & Ca., que se encontrava desativado.
Com uma localização privilegiada, a poente da Praça 5 de Outubro, este edifício de características tão especiais e de forte memória para a cidade, surge como uma referência que importou potenciar.
No processo de reconversão do edifício em espaço público, de continuidade à Praça 5 de Outubro e de ligação ao Largo de S. Pedro, foi nosso entendimento usar as suas características, nomeadamente a estrutura coberta da nave principal da garagem, para qualificar e diferenciar o espaço público na sua relação de complementaridade com os espaços públicos adjacentes.
Esta estratégia de intervenção permitiu dotar o Centro Histórico de diferentes naturezas de espaço público, reservando-se a este, pela sua cobertura, a possibilidade de realizar as feiras municipais, eventos artísticos e culturais.

site: glcs.pt

ver mais sobre o projecto:
joaomorgado.com
se2p.pt

sábado, 20 de outubro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #94



CASA EM LITEIROS
TORRES NOVAS, LITEIROS

Paulo Henrique Durão
Daniel Gil Tomé, Jennifer Duarte, José António Martins, Alexandre Calado
Phyd Arquitectura
2008

Sonhámos uma casa,
uma casa que crescesse das suas raízes,
que conquistasse o seu espaço entre o terreno que a alimenta, e o tronco próprio de uma árvore.

Uma casa que fosse uma árvore enraizada, que pudesse crescer, ganhar corpo, expressão e a sua própria identidade. Olhámos em volta e percebemos que entre a presença de oliveiras perfeitamente enraizadas na história daquele lugar e a morfologia do próprio terreno existia já um espaço próprio de seres vivos. Agora, o desafio era tentar tornar possível o habitar humano, neste interstício entre matéria e o raízoma de uma árvore.

Por entre memórias de uma criança que havia despertado para o mundo perto de ali, existia uma imagem ténue da extraordinária vila cardillium, sinal da outrora presença Romana. Mas nós não podíamos fazer uma casa em torno de um pátio, que raiva, perto de ali houvera um Arquitecto que pudera fazer uma casa em torno de um pátio.

Necessitávamos de fazer um muro, que cortasse a influência dos ventos de norte que sopravam gélidos, e permitisse gerar um habitar perene, os planaltos têm destas coisas.
Queríamos sobrepor as suas vivências num mesmo plano, converter o habitar dos espaços de estar, dormir, cozinhar, trabalhar, num mesmo espaço de sentido familiar, e ao mesmo tempo tão próximos e tão distantes.
Construímos um esqueleto capaz de albergar estas distintas vontades, e fizemos como muitos outros tinham feito anteriormente, colocámos uns planos verticais capazes de definir o espaço, de o orientar, de conferir-lhe escala, dobrámos esses mesmos planos no sentido horizontal para nos protegermos. Tentámos perceber se alguém lá poderia viver.

A vida contemporânea não se compadece com a existência de histórias da história.
Sonhámos uma casa para a Blimunda sete luas e para o Baltazar sete sóis.

site: phydarquitectura.com

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architizer.com
habitarportugal.org

sexta-feira, 16 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #57



LOJA E TEATRO RENOVA
TORRES NOVAS, ALMONDA

Paulo Henrique Durão
com Daniel Gil Tomé, Inês Belmarço, Inês Sá, João Ricardo Dias, Raul Serra, Tânia Figueiredo Dias
Phyd Arquitectura
2014

Time Capturing Machine – Store & Theatre RENOVA
“Let's indulge in a little science fiction for a moment. Time travel movies often feature a vast, energy‐hungry machine. The machine creates a path through the fourth dimension, a tunnel through time. A time traveller, a brave, perhaps foolhardy individual, prepared for who knows what, steps into the time tunnel and emerges who knows when. The concept may be far‐fetched, and the reality may be very different from this, but the idea itself is not so crazy.”
Stephen Hawking

Existia desde o início, a determinação em trabalhar o projecto como uma máquina, como uma MÁQUINA DE CAPTAR TEMPO. Naturalmente esta condição era resultante do sítio, do contexto e do espírito industrial, que se embrenhava no imaginário. Condição a que acrescia a vontade de captar o tempo e o seu discorrer, no projecto. Um discorrer de tempo e luz nos espaços, que permitisse afirmar ‐ a arquitectura capta tempo, a arquitectura captura o discorrer do tempo.
Vontade que originava diferentes questões. Como é possível, que matérias tão pouco densas, como o ar e a luz, consigam captar o tempo dentro de um espaço? Será o tempo, passível de ser capturado através da Arquitectura? Ou serão estas reflexões abusivas, apropriando‐se indevidamente de elementos não relacionáveis entre si? Espaço, Tempo e Arquitectura. Como será possível, através da Arquitectura articular estes diferentes conceitos?
A solução tomou corpo, a partir do momento em que encaramos a possibilidade de a Arquitectura ser uma MÁQUINA DE CAPTAR TEMPO, decisão que exigia uma metodologia de abordagem própria nas decisões do projecto. Por este fato, constituía‐se fundamental dividir esta questão em duas grandes áreas de actuação, SUPERFÍCIE e PERFURAÇÃO.
Pensar o projecto através da superfície, conferindo continuidade e expressão antagónica, demarcando com precisão os limites das suas superfícies fundamentais do projecto, interior e exterior. Demarcação efectuada através da matéria e da sua expressão própria, mas também através do desenho e da aferição do ponto de transição entre as duas SUPERFÍCIES. Consideramos que a superfície exterior seria construída e caracterizada, pela expressão própria do aço. Por oposição, a superfície interior seria caracterizada pela cor e pela sua expressão. O uso contínuo, de uma mesma cor ou de uma mesma matéria atribui ao projecto elevado nível de abstracção. Qualificando-o de duas superfícies, de carácter antagónico, que conferem contraste e simultaneamente enfatizam a outra premissa fundamental, a perfuração.
Perfuração sobre a superfície, que se obtém através de dois mecanismos diferentes, o corte e a perfuração propriamente dita. O corte verifica-se, nos seccionamentos efectuados na nave industrial pré-existente, resultando dessa acção as extremidades transparentes do espaço. O mecanismo da PERFURAÇÃO verifica-se nas restantes operações, variando apenas a sua escala e dimensão, consoante a qualificação pretendida nos espaços.
Procuramos através da arquitectura e desta máquina do tempo, construir espaços em que as pessoas pudessem experienciar a leveza e densidade do tempo e das suas diferentes temporalidades.

site: phydarquitectura.com

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domingo, 14 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #42



CASA EM PEDRÓGÃO
TORRES NOVAS, PEDRÓGÃO

Paulo Henrique Durão
Daniel Gil Tomé, José António Martins, Nelson Mercê Aranha
Phyd Arquitectura
2008

abaixo do solo, sobre o ar

"A minha relação com o tempo é, antes de mais, muito particular tentando exprimi-lo de uma maneira gráfica; entendo o tempo como uma grande tela, uma tela imensa, onde os acontecimentos se projectam todos, desde os primeiros até aos agora mesmo. Nessa tela, tudo está ao lado de tudo, numa espécie de caos, como se o tempo fosse comprimido e além de comprimido espalmado, sobre essa superfície; e como se os acontecimentos, os factos, as pessoas, tudo isso aparecesse ali não diacronicamente arrumado, mas numa outra arrumação caótica, na qual depois seria preciso encontrar um sentido." (Reis, Carlos . in Diálogos com José Saramago, Editorial Caminho 1998)

Esta ideia de tempo, TEMPO PLANO, descrito pelas palavras de Saramago, é possivelmente o grande sonho que tentámos construir. Essa Ideia, da Arquitectura enquanto instrumento de captação de sítios, topografias, paisagens, usos e pessoas. Na qual o projecto desempenha apenas a missão de reter e dispor, organizar usos e qualidades do próprio sítio. Um TEMPO PLANO, arrumado pela topografia, arrumado pela função, arrumado pela qualificação do espaço. Dormir encaixado no solo, estar entre solo e ar, estar no exterior na paisagem.
Plano Horizontal onde tudo acontece, que sentiu a necessidade de compreender como se poderia construir uma casa que conseguisse capturar o sítio e as vivências. Que sentiu a necessidade de encontrar uma ligação lógica entre todas as coisas, ainda, que não pareçam ser de ali. Construir uma Casa, na qual se entra, a partir da cobertura, em que se cai, nessa descida contínua em direcção ao interior, de tudo o que existe.
Viver abaixo do solo, sobre o ar.

Viver dentro da matéria, entre a paisagem.

Como se a Casa, construísse sempre uma verdade e a sua oposição. Numa relação entre a leveza e o peso, essa antítese, essa ilusão gravítica, que sempre alimentou os sonhos dos Arquitectos ao longo da história da Arquitectura. E que sucessivamente conheceu as limitações da técnica, como limite ao sonho. Também esta casa quer construir a leveza, com o peso próprio da matéria, que a técnica do seu tempo lhe impõe.

site: phydarquitectura.com

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #24



CASA SOBRE ARMAZÉM
TORRES NOVAS, CHÍCHARO

Miguel Marcelino
Miguel Marcelino Arq lda
2012

O programa consistia em construir uma casa com três quartos em cima de um armazém, construído nos anos 80, onde parte da cobertura ficou com uma laje e uma pequena varanda, justamente com essa ideia de mais tarde construir a habitação.
Tendo em conta as condicionantes resultantes do armazém existente, a forma da casa acaba por estar automaticamente definida à partida: uma caixa que assenta na estrutura existente. Os quartos são colocados a nascente, as casas-de-banho viram-se a poente, bem como a cozinha que olha para uma oliveira centenária e uns choupos de grandes dimensões. A varanda existente será mantida e duplicada como pala. No lado sul fica a sala cuja esquina sul/nascente é cortada na diagonal, de modo a que a varanda possa alargar e oferecer uma área de estar exterior protegida do sol e da chuva, com vista sobre o vale que se prolonga no horizonte.

site: marcelino.pt

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domingo, 5 de junho de 2016

PROJECTAR COM OSCAR NIEMEYER

Pela segunda vez nestas sessões, OSCAR NIEMEYER será o arquitecto em foco no segundo documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, a realizar na quinta-feira, dia 9 de Junho, pelas 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em TORRES NOVAS.

OSCAR NIEMEYER (1907-2012)

Oscar Niemeyer, de nome completo Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, nasceu a 15 de Dezembro de 1907 no Rio de Janeiro. Concluiu o ensino secundário em 1928, ano em que casa com Annita Baldo (1909-2004) e começa a trabalhar na tipografia do pai.

Em 1929 matricula-se no curso de Engenharia e Arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, obtendo o diploma de engenheiro arquitecto em 1934. Em 1930 nasce a sua única filha Anna Maria Niemeyer.

Inicia a sua vida profissional do escritório de Lúcio Costa em 1935, onde já estagiara em 1932. No ano seguinte insinua-se na equipa que desenvolve o projecto do Ministério da Educação e Saúde (MES), composta por Carlos Leão, Affonso Eduardo Reidy, Jorge M. Moreira e Ernani Vasconcelos, entre outros, e conhece Le Corbusier, chamado ao Rio de Janeiro como consultor nos projectos do MES e da Cidade Universitária a convite de Lucio Costa e Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde, conseguindo Niemeyer destacar-se na equipa.

Em 1937 desenha a Obra do Berço, no Rio de Janeiro, seu primeiro projeto construído. No ano seguinte é convidado por Lucio Costa para desenvolver o projecto do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque em 1939, até onde viaja e é agraciado pelo Mayor da cidade.

Niemeyer conhece Juscelino Kubitschek em 1940, então prefeito de Belo Horizonte, que o convida a fazer o projecto do Conjunto da Pampulha, composto por um casino, um clube, um salão de dança, uma igreja e um hotel (este último não construído), concluído em 1943, que o tornou notado a nível internacional.

Ingressou no Partido Comunista Brasileiro em 1945, sendo a luta política um dos aspectos que marcou a sua vida, declarando-se sempre um comunista convicto. Esta posição veio mais tarde a cortar-lhe várias hipóteses de trabalho nos Estados Unidos, quer a nível de projectos, quer ao nível do ensino.

Mas ainda não em 1947, quando é convidado para participar na equipa internacional de arquitectos para elaborar o projecto da sede da ONU em Nova Iorque, sendo o seu esquema o escolhido mas, por pressão de Le Corbusier, vem junto com este apresentar a solução final, desenvolvida e pormenorizada posteriormente por Wallace Harrison e Max Abramovitz.

Para comemorar os 400 anos da cidade de São Paulo, em 1951, o Governo de São Paulo encomenda a Niemeyer o projecto para o Parque de Ibirapuera, concluído em 1955. Nesse período projecta e constrói inúmeras residências, das quais se destaca a sua própria, a Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, em 1953, ano em que projecta também o edifício Copan, em São Paulo, que se tornará um símbolo da cidade.

Eleito presidente do Brasil em 1956, Juscelino Kubitschek chama Niemeyer para a realização de uma nova capital para o país. Este abre um concurso público para o Plano Piloto de Brasília, do qual sairá vencedor o apresentado por Lúcio Costa. Em 1957-58 projecta uma grande quantidade de edifícios entre os quais a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Edifício do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residenciais e comerciais. Brasília é projectada, construída e inaugurada no espaço de um mandato presidencial, quatro anos.

Após a sua construção, Niemeyer torna-se coordenador da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Brasília. Em 1963, é agraciado com o prémio Lenin da Paz, da União Soviética, e é nomeado membro honorário do American Institute of Architects, dos Estados Unidos.

Em 1964, um golpe militar no Brasil surpreende Niemeyer em viagem de trabalho a Israel. De regresso ao seu país, é chamado a depor, e a sua posição de esquerda custa-lhe cara: a revista Módulo que fundara em 1955 e da qual era director vê a sua sede no Rio de Janeiro parcialmente destruída, o seu escritório é saqueado, e a invasão da Universidade de Brasília leva-o e a outros duzentos professores a demitirem-se.

Impedido de trabalhar no Brasil, decide instalar-se em Paris em 1967, onde o próprio Presidente da República, o general De Gaulle lhe concede autorização para exercer a sua profissão em França. Aí projecta o edifício da sede do Partido Comunista Francês (1965-80). Na Itália, é convidado para realizar o projecto da sede da Editora Mondadori (1968), em Milão, e na Argélia a Universidade de Constantine (1969) e, em 1970, a mesquita de Argel.

Em 1972 abre o seu escritório nos Champs Elysées, em Paris e projecta a Bolsa do Trabalho de Bobigny e o Centro Cultural de Le Havre, ambos em França. Em 1975 projecta a sede da Fata Engeneering, na Itália, e é nomeado comendador da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.

Nos anos 1980s regressa ao Brasil, no início da abertura política, e projecta o Memorial JK (1980) e o Museu do Índio (1982), ambos em Brasília, o prédio da Rede Manchete de Televisão (1983), o Sambódromo do Rio de Janeiro (1984), o projecto do Panteão da Pátria na Praça dos Três Poderes em Brasília (1985) e o Memorial da América Latina em São Paulo, em 1987. Neste ano, projecta também o edifício sede do jornal I’Humanité, em Paris.

Recebeu o Prémio Pritzker de Arquitectura em 1988, a que se seguiram muitos outros, entre os quais a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects em 1998, o Prémio UNESCO 2001 na categoria Cultura, e o Praemium Imperiale da Japan Art Association em 2004.

Em 1991, aos 84 anos, projectou o Museu de Arte Contemporânea MAC em Niterói (1991-96), no Rio de Janeiro, considerado por muitos a sua obra-prima. Em 2002 foi inaugurado o complexo que abriga o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, conhecido por Museu do Olho ou Olho do Niemeyer. Em 2003 desenhou o pavilhão provisório na Serpentine Gallery, em Londres.

Em 2006, no dia do seu 99.º aniversário, é inaugurado o Complexo Cultural da República, em Brasília, com o Museu Nacional Honestino Guimarães e a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, formando um dos maiores centros culturais do país. Viúvo desde 2004, volta a casar-se nesse ano com Vera Lúcia Cabreira (nascida em 1946) sua secretária.

Ainda neste ano projecta, para Espanha, o Centro Cultural Principado de Astúrias, em Avilés, baptizado Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, projecto oferecido à Fundação Príncipe das Astúrias como agradecimento pela condecoração que recebeu, em 1989 (Prémio Príncipe das Astúrias das Artes) inaugurado na primavera de 2011.

Em 2007, pelo seu centésimo aniversário, recebeu a mais alta condecoração do governo francês pelo conjunto de sua obra, o título de Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra, e a condecoração da Ordem da Amizade conferida por Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Perfeitamente lúcido e activo, entre as suas últimas obras há a destacar o projecto da Cidade Administrativa de Minas Gerais (2008-10), caracterizado por curvas, betão armado e o maior prédio suspenso do mundo. A Cidade Administrativa é considerada o projecto mais ousado de Oscar Niemeyer.

A poucos dias de completar 105 anos, Oscar Niemeyer morre no Rio de Janeiro a 5 de Dezembro de 2012 em resultado de uma infecção respiratória, seis meses depois da sua própria e única filha ter falecido com 82 anos.

adaptado a partir de pt.wikipedia.org, www.terra.com.br, www.archdaily.com.br e www.niemeyer.org.br


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Torres Novas

PROGRAMA:

9 de Junho, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Palácio de Recepções e Congressos de Roma
ADALBERTO LIBERA
(2006, Richard Copans, 26')
A Sede do Partido Comunista Francês
OSCAR NIEMEYER
(2013, Richard Copans, 27')

PROJECTAR COM ADALBERTO LIBERA

ADALBERTO LIBERA será o arquitecto em foco no primeiro documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, a realizar na quinta-feira, dia 9 de Junho, pelas 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em TORRES NOVAS.

ADALBERTO LIBERA (1903-1963)

Adalberto Libera nasceu em 16 de Julho de 1903 em Villa Lagarina, então parte do império Austro-hungaro, no Trentino, norte de Itália. Aos onze anos, no alvor da Primeira Guerra Mundial, mudou-se com os pais para Parma, terra de origem da mãe.

Estuda matemática e diploma-se em arquitectura no Istituto d'arte di Parma em 1925, transferindo-se para a Regia Scuola Superiore di Architettura em Roma onde conclui o curso superior de arquitectura em 1928.

Libera conhece a vanguarda europeia através de artistas de Trento ligados ao futurismo, como F. Depero e L. Baldessari, e a pesquisa dos jovens milaneses do Gruppo 7, com dois dos quais (Pollini e Rava, sendo os restantes Terragni, Figini, Frette, Larco e Castagnoli) tinha efectuado uma viagem à Alemanha.

Ainda estudante, em 1927, foi convidado a fazer parte deste grupo, encontrando-se assim entre os pioneiros do movimento para a arquitectura moderna em Itália. Participa, no Gruppo 7, na elaboração do programa do racionalismo italiano, com alguns textos publicados na “Rassegna italiana” (Dezembro 1926 - Maio 1927).

A difusão dos princípios racionalistas leva-o a organizar a 1.ª Exposição Italiana de Arquitectura Racional (com G. Minnucci) em Roma, em 1928, e a fundar o grupo racionalista romano, convertido em 1930 no Movimento Italiano per l’Architettura Razionale (MIAR) do qual se torna secretário geral.

Em 1931 organiza a 2.ª Exposição Italiana de Arquitectura Racional, inaugurada por Mussolini na Galleria di Roma, a qual provoca uma acesa polémica entre a nova geração, que se pretende afirmar, e a cultura académica dominante, próxima do poder político, e que leva à extinção do MIAR.

São de 1931 as suas primeiras obras realizadas: a colonia Gil em Portocivitanova, a casa Nicoletti em Roma e a escola elementar «R. Sanzio» em Trento, terminada em 1934. Trabalha então como profissional independente, o que lhe enfraquece o empenho teórico e, em 1932, em resultado da estratégia de M. Piacentini de reunir os grupos opostos, é convidado com M. De Renzi a participar na Mostra do primeiro decénio da revolução fascista.

De novo com De Renzi, e ainda no campo da arquitectura efémera, realiza pavilhões para várias exposições, entre os quais o da Exposição Mundial de Chicago em 1933, da Exposição de Bruxelas em 1935, e no Circo Massimo em Roma (1937/1939). Na Itália fascista, o sector dos equipamentos expositivos era o único campo de trabalho possível para os arquitectos racionalistas, olhados com desconfiança e a uma prudente distância pelo regime.

Participa em concursos públicos lançados pelas autoridades de Roma e vence, e realiza com De Renzi, o Palácio dos Correios na Via Marmorata, no Ostiense, em Roma (1933-35), e é construído o edifício de habitação em Ostia (1932-34). Resulta também da vitória num concurso o projecto mais importante que realiza neste período, o do Palácio de Recepções e Congressos de Roma (1937-42) que apenas será concluído em 1953.

Em 1938 realiza o projecto da Villa Malaparte em Capri, obra arquitectónica de uma limpidez racional exemplar construída sobre o rochedo de um promontório, embora recentemente tenha sido posta em causa a sua autoria, por documentos que apontam para ter sido o próprio cliente a reformular o projecto após a rotura com o arquitecto.

Com a guerra e a queda do fascismo, Libera retira-se para a sua terra natal, Villa Lagarina, quase em exílio de 1943 a 1946, onde volta a dedicar-se a reflexões teóricas sobre arquitectura, a pesquisa sobre o alojamento colectivo e à sistematização de soluções para o habitar.

No pós-guerra, de regresso a Roma, trabalha com A. Foschini no programa Ina Casa e em 1949 assume a direcção do gabinete de projectos, que manterá até princípios dos anos 1950s, quando se torna consultor externo. Retoma a actividade profissional liberal, marcada com frequentes colaborações com alunos romanos (L. Calini ed E. Montuori, A. Spaccarelli e C. Ligini).

De 1950 a 1954 realiza em Roma a unidade de habitação horizontal de Tuscolano, numa experiência isolada influenciada por uma viagem a Marrocos. Pesquisa, experimentação tecnológica e grande escala marcam os projectos para o cinema Airone em Roma (1953-56), da Sede Regional de Trento (1954-62), do edifício de escritórios na Via Torino (1956-58) e os projectos para o INA e para o Ministério do Tesouro, em Roma.

Projecta a Catedral do Cristo Rei em La Spezia em 1956, para o qual aproveita a localização junto a uma praça para enfatizar a monumentalidade do edifício religioso. Em simultâneo com a sua pesquisa sobre a cidade, mostra grande crença no quarteirão residencial, que se traduz nos seus projectos para a Vila Olímpica de Roma (1957-60) e para o complexo residencial lncis a Decima (1960/1966).

Desenvolve também actividade académica a partir de 1951, quando é nomeado académico de San Luca. Em 1953 vence por concurso a cátedra de 'composição arquitectónica' da Faculdade de Arquitectura de Florença, e em Novembro de 1962 é convidado a ensinar na ‘La Sapienza’, em Roma.

Faleceu em Roma a 17 de Março de 1963.

adaptado a partir de www.pabaac.beniculturali.it, it.wikipedia.org e de www.windoweb.it


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Torres Novas

PROGRAMA:

9 de Junho, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Palácio de Recepções e Congressos de Roma
ADALBERTO LIBERA
(2006, Richard Copans, 26')
A Sede do Partido Comunista Francês
OSCAR NIEMEYER
(2013, Richard Copans, 27')

quinta-feira, 26 de maio de 2016

PROJECTAR #42


A quadragésima segunda sessão da actividade PROJECTAR propõe mais uma sessão dupla, com a projecção de documentários sobre edifícios ligados a movimentos políticos antagonistas e as suas interpretações da arquitectura moderna do século XX, e terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, no próximo dia 9 de Junho, pelas 19h00.

Ambos da série Architectures e realizados por Richard Copans, o primeiro, de 2006, apresenta-nos o Palácio de Recepções e Congressos de Roma, projectado pelo arquitecto italiano Adalberto Libera em 1937 para o regime fascista de Benito Mussolini.

Adalberto Libera foi simultaneamente um pioneiro da modernidade na arquitectura e um fascista convicto. Ele realizou o Palácio de Recepções e de Congressos de Roma.

Em 1937, a Itália de Mussolini lança um dos seus projectos mais ambiciosos sob o nome de código E.42. Trata-se de construir uma nova cidade monumental, à imagem da Roma Imperial, para a exposição internacional de 1942 em Roma. Adalberto Libera, pioneiro do modernismo e arquitecto devotado ao regime, vence o concurso para um dos edifícios mais importantes do conjunto: o Palácio de Recepções e Congressos, para o qual fará um gigantesco templo, edifício desmesurado cuja sala principal pode conter exactamente o Panteão de Roma.


in: http://boutique.arte.tv/f1259-architectureslepalaisdesreceptionsetdescongresderome



O segundo documentário, realizado em 2013, é dedicado ao edifício da sede do Partido Comunista Francês, em Paris, concebido pelo arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer de 1965 em diante, durante o seu exílio nesta cidade para escapar à ditadura militar que se instalou no seu país.

Construido entre 1965 e 1980, a sede do Partido Comunista Francês reflecte uma ambição política.

Os dirigentes do movimento desejam então reunir num único edifício as antenas dispersas por Paris. Eles sabem que a nova sede será avaliada como um sinal da evolução do partido, da sua relação com o estalinismo, das suas relações com os artistas e os intelectuais. Para encarnar esta "abertura", eles atribuem o projecto ao arquitecto comunista Óscar Niemeyer, célebre no mundo inteiro por ter criado do nada a capital do seu país de origem, Brasília.

in: http://boutique.arte.tv/f10516-architectures_maison_parti_communiste_francais


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, disponibilizado para o efeito.

Apoio:
Município de Torres Novas

PROGRAMA:

9 de Junho, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Palácio de Recepções e Congressos de Roma
ADALBERTO LIBERA
(2006, Richard Copans, 26')
A Sede do Partido Comunista Francês
OSCAR NIEMEYER
(2013, Richard Copans, 27')

quinta-feira, 19 de maio de 2016

PROJECTAR EM TORRES NOVAS

Três anos depois, voltamos a PROJECTAR em Torres Novas. O auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes acolhe a quadragésima segunda sessão desta actividade no próximo dia 9 de Junho, pelas 19h00.




Mais informações em breve.

terça-feira, 18 de junho de 2013

PROJECTAR COM MIGUEL ÂNGELO

MIGUEL ÂNGELO, escultor, pintor e arquitecto italiano, será o tema da próxima sessão PROJECTAR, que se realiza na próxima quinta-feira, dia 20 de Junho, a começar pela 18h30, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em TORRES NOVAS.

Sinopse do documentário a exibir:


Primeira parte

O caminho de Miguel Ângelo para o sucesso esteve pejado de dificuldades.
A primeira parte retrata as agitadas origens do seu génio, desde as agressões que sofreu do seu pai na juventude, às discussões com colegas artistas.
Os sentimentos do seu pai de que a sua obsessão pela arte traria a desgraça à família não foram suficientes para dissuadir o jovem, determinado Miguel Ângelo.
A aspiração para se tornar escultor ocorreu cedo, quando o seu pai o enviou para uma ama cujo marido era canteiro.
Quando atingiu a adolescência já demonstrava um talento precoce e aos 25 anos de idade era uma estrela em ascensão.
O impetuoso jovem Miguel Ângelo estabeleceu o seu nome como falsificador de obras de arte e a sua primeira grande encomenda foi rejeitada pelo seu patrono.
Uma noite, tomado pela raiva e levado pela determinação de assegurar que o mundo saberia quem ele era, gravou o seu nome ao longo do peito da sua primeira obra prima, a Pietà.
Então, com 26 anos, tomou o aparentemente impossível desafio de esculpir uma colossal estátua do herói bíblico, David, a partir de um imperfeito bloco de mármore.
O imponente nu, com mais de cinco metros de altura, levou mais de dois anos a terminar mas confirmou Miguel Ângelo como o maior escultor vivo, imortalizando-o para sempre.
O documentário mostra o escultor Romolo Burati a recriar aspectos chave do rosto do David, demonstrando a extrema perícia e habilidade incorporadas no refinado trabalho de Miguel Ângelo.
Criada esta grande obra prima, o desafio seguinte para Miguel Ângelo foi conceber uma estrutura para transportar a escultura, que pesava várias toneladas, ao longo de estadas irregulares sem que o gigante se estatelasse no chão.
Não era um feito de somenos mesmo pelos padrões actuais.
Para ilustrar as aptidões técnicas que Miguel Ângelo demonstrou, o programa recorre ao engenheiro Nick McLean para seguir os passos de Miguel Ângelo.
Utilizando ilustrações e o registo do diário de uma testemunha ocular, ele desenvolve uma estrutura para transportar a réplica do David através das calcetadas ruas italianas.
Torna-se claro que a encomenda a Miguel Ângelo de esculpir o David demonstrou que ele era não só um grande escultor, mas também totalmente apto como engenheiro.

Segunda parte

A história da gigantesca luta de Miguel Ângelo para pintar o tecto da Capela Sistina, uma das maravilhas artísticas do mundo, é contada na segunda parte de O Divino Miguel Ângelo.
Imagine-se a tortura que é pintar uma área de 40,9 x 13,4 m2, a uma altura de 20 metros...
Foi precisamente isto que Miguel Ângelo foi forçado a fazer de 1508 a 1512, pelo Papa Júlio II que o encarregou de pintar o tecto da capela Sistina.
Miguel Ângelo encarou-o como uma armadilha montada pelos seus inimigos no Vaticano e sentiu-se horrorizado por ter de vergar-se para o que ele considerava o baixo e inferior ofício de pintor.
O que ele realmente queria era esculpir o túmulo do Papa - uma saga por si só, que o perseguiria nos anos seguintes.
Quando Miguel Ângelo se defrontou com a enorme extensão do tecto, depressa experimentou grandes dificuldades e acabou por destruir o seu próprio trabalho.
Este documentário procura alguns dos maiores desafios que ele enfrentou recorrendo a dois artistas modernos de fresco - Fleur Kelly e Leo Stevenson - para reproduzir na igreja de Leyton, em Londres oriental, a sua própria versão da icónica cena de Deus a dar vida a Adão.
Após quatro anos de luta e desilusões, o tecto da Capela Sistina foi terminado.
Mas o Papa estava insatisfeito com a criação celestial e pediu alterações, como a adição  de mais ouro e azul, por achar que parecia muito pobre. Miguel Ângelo, adoentado pelas provações passadas,  não gostou.
Mas 25 anos mais tarde regressou à Capela Sistina para pintar o fresco do Juízo Final na parede do altar.
Tendo comprovado o seu génio como escultor e pintor, Miguel Ângelo veio ainda alterar completamente o perfil de Roma com os seus projectos arquitectónicos.
Ele quebrou muitas das regras estabelecidas da arquitectura, criando obras belas e radicalmente originais, culminando com a cúpula de São Pedro.
Viveu obcecado com este projecto final o resto da sua vida. Ele encarou-o como uma tarefa profundamente espiritual que asseguraria o seu lugar na História e no Céu.
Nos seus últimos anos, a poesia de Miguel Ângelo também floresceu. Atingido pelo amor profundo por um jovem nobre romano chamado Cavalieri, foi inspirado a escrever alguns dos seus mais comoventes poemas.
Quando Miguel Ângelo morreu com a idade de 88 anos deixou uma fortuna, incluindo 8000 moedas de ouro numa arca junto à sua cama e várias quintas na Toscânia.
Viveu uma vida simples e frugal, mas foi também o mais rico, e mais famoso, artista que alguma vez viveu.

(in http://www.bbc.co.uk/pressoffice/pressreleases/stories/2004/02_february/05/divine_michelangelo_synopses.shtml)



Apoio:
Município de Torres Novas
Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes


PROGRAMA:

20 de Junho, 18h30
Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Divino Miguel Ângelo
(2004, Tim Dunn e Stuart Elliott, 118')

18 de Julho, 19h00
Auditório da Casa-Memória de Camões, Constância
Fernando Távora
(2001, Cristina Antunes, 51')

Estas sessões obtiveram a validação de 1 crédito cada no âmbito da formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

PROJECTAR #12



Propomos o início mais cedo, pelas 18h30, para a próxima sessão da actividade PROJECTAR, a décima segunda, que se realiza em Torres Novas, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, no próximo dia 20 de Junho, sendo dedicada ao escultor, pintor e arquitecto Miguel Ângelo.

Criar uma das maiores obras primas da Humanidade é impressionante.
Criar três delas é verdadeiramente assombroso - mas foi isso mesmo que Miguel Ângelo fez há quinhentos anos atrás.
Com as suas próprias mãos concebeu e executou a mais famosa escultura do mundo - o David; a mais impressionante pintura - o tecto da Capela Sistina; e um dos mais notáveis edifícios do mundo - a cúpula da Catedral de São Pedro, a jóia da coroa do skyline da cidade de Roma.
No ano em que o David comemorou o seu 500.º aniversário, a BBC ONE reavivou a história de um dos mais dotados, e mais impetuosos, artistas da História.
De uma infância traumática, Miguel Ângelo elevou-se ao mais alto nível do génio artístico como escultor, pintor, arquitecto e poeta.
As suas obras têm uma escala tal, de uma força e beleza impressionantes, que durante séculos não se podia crer que tivessem sido criadas por um simples mortal.
A extraordinária vida de Miguel Ângelo estendeu-se ao longo de quase 90 anos, de 1475 a 1564.
Era uma personagem complexa: umas vezes com mau génio e paranóico, outras generoso e carinhoso.
A sua paixão pela arte, pela beleza e por Deus foi o seu alento ao longo da sua vida.
Neste documentário em duas partes - [a exibir ambas nesta sessão do PROJECTAR] - reconhecidos historiadores desmontam muitos dos mitos em torno da extraordinária vida do artista e artistas actuais tentam recriar alguns elementos das  mais icónicas obras de Miguel Ângelo - da técnica do fresco até ao esculpir uma réplica do David.
Isto em conjunto com reconstituições dramatizadas da vida de Miguel Ângelo baseadas nos seus próprios relatos.
Filmado em Roma e em Florença, com o actor Shakespeariano Stephen Noonan no papel do artista, o documentário explora o modo como Miguel Ângelo surge como a própria personificação do Renascimento, alegadamente por inspiração divina.



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre e limitadas à lotação da sala que, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Torres Novas

Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes

 PROGRAMA:

20 de Junho, 18h30
Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Divino Miguel Ângelo
(2004, Tim Dunn e Stuart Elliott, 118')

18 de Julho, 19h00
Auditório da Casa-Memória de Camões, Constância
Fernando Távora
(2001, Cristina Antunes, 51')

Estas sessões obtiveram a validação de 1 crédito cada no âmbito da formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A.

terça-feira, 4 de junho de 2013

PROJECTAR EM TORRES NOVAS

Com início mais cedo, pelas 18h30, a próxima sessão da actividade PROJECTAR, a décima segunda, vai realizar-se em Torres Novas, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, no próximo dia 20 de Junho, sendo dedicada ao escultor, pintor e arquitecto Miguel Ângelo.



Ver Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes num mapa maior

Mais informação em breve.