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quinta-feira, 11 de junho de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #247



CASA NO FIGUEIRAL
ALCOBAÇA, BENEDITA

Pedro Fonseca Jorge
Pedro Fonseca Jorge
2006

A casa surge como uma maneira artificial de devolver a forma original do terreno: havia sido um espaço de extração de saibro, que criou um buraco no lote, ao mesmo tempo que despiu o terreno do bosque que ainda o circunda. Decidiu-se por isso construir sobre a depressão do terreno, invertendo o esquema tradicional da casa: acede-se pelo ponto mais alto às áreas comuns da casa, a partir das quais se tem uma vista do horizonte sobre as copas das árvores. Desce-se para o núcleo privado da casa, de onde a partir dos quartos se observa o bosque rasteiro. Sobre estes, um espaço ajardinado servindo os espaços de convívio, simulando a natureza antes existente.

site: pedrofonsecajorge.com

ver mais sobre o projecto:
archello.com
architecturelover.com
architectmagazine.com
architizer.com
behance.net
e-architect.co.uk
facebook.com/pg/pedrofonsecajorge.arq

sábado, 29 de fevereiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #203



HABITAÇÃO MULTIFAMILIAR PEDRA DO OURO, 121
ALCOBAÇA, PEDRA DO OURO

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Contaminar Arquitectos
2012






site: contaminar.pt

ver mais sobre o projecto:
facebook.com/pg/contaminar.architects

domingo, 23 de fevereiro de 2020

ARQUITECTURA AO CENTRO #201



CENTRO DE ACTIVIDADES OCUPACIONAIS E LAR RESIDENCIAL - CEERIA
ALCOBAÇA, CHIQUEDA

Elisabete Mendes
Município de Alcobaça
2014

O Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (CEERIA) é uma instituição particular de solidariedade social que acolhe e dá reposta a pessoas que possuem necessidades especiais de educação, contem um diversificado leque de valências e apoios.
As novas instalações pretendem ampliar os serviços existentes, dando resposta a duas importantes valências, tais como: Lar residencial e Centro de actividades Ocupacionais.
Estas duas vertentes constituíram o ponto de partida para o desenvolvimento do projecto, e foram compatibilizadas com os princípios económicos, de funcionalidade e de flexibilidade de espaços.
Num edifício desta natureza, o conceito da arquitectura foi feito totalmente ao serviço dos utentes, num papel indutor de harmonia e equilíbrio, conseguindo-se espaços puros e transmissores de tranquilidade. Adicionalmente, as especificidades de cada terapia implicaram ainda uma cuidada análise e compatibilização de todas as necessidades a que estas obrigam.
A integração do edifício no território foi estrategicamente pensada tendo em conta a relação dos utentes com a envolvente, sendo precedida por um conceito totalmente inovador a nível nacional, isto é, introduzir os jovens na comunidade local integrada no seio do parque ambiental e cultural intitulado Parque dos Monges.
Este espaço oferece ao público um conjunto de equipamentos e actividades pedagógicas, que no presente caso são uma mais-valia no complemento às terapias com que o CEERIA trabalha.
Com estes pressupostos, o projecto desenvolve-se em três volumes. Primeiramente surge a área reservada a lar residencial com capacidade para 24 utentes, seguidamente apresenta um corpo central destinado a espaços comuns onde se integram lavandaria e refeitório e por fim desenha-se o Centro de Actividades Ocupacionais com capacidade para 30 utentes.
Relativamente ao Centro de Actividades Ocupacionais, este encontra-se sobretudo voltado para a reabilitação terapêutica e fisioterapia, onde foram considerados espaços com características muito específicas, como é o caso das salas de musicoterapia, snoezelen, hidroterapia, onde todos os pormenores são detalhados como respostas específicas ao serviço prestado.
O confronto apresenta-se em forma de “O”, criando um jardim interior, de modo a obter um maior aproveitamento do Sol, relacionando, não só visualmente todo o edifício, como fomenta as actividades dos utentes com o espaço exterior, onde surge uma zona de equipamento de fitness e ainda dois canteiros de plantas aromáticas que os próprios utentes cultivam.
O edifício de Lar residencial terá ligeiras semelhanças a um lar de 3ª idade, no entanto também aqui foram adaptadas diversas singularidades à realidade em questão. Neste caso temos 10 quartos duplos e 4 individuais, com instalações sanitárias partilhadas para 3 a 4 utentes.
Foi naturalmente definida uma ala feminina e outra masculina enfatizando a privacidade de cada utente, existindo duas salas de estar, separadas por painéis móveis que se podem recolher para unir ambos os espaços de convívio.
O edifício desenvolve-se horizontalmente apenas ao nível do piso térreo para que haja acessibilidade a todos os espaços, promovendo a comunicação interior/exterior e ao mesmo tempo a autonomia dos utilizadores.

site: facebook.com/elisabete.mendes

ver mais sobre o projecto:
archilovers.com
facebook.com/elisabete.mendes
revistas.lis.ulusiada.pt

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

sábado, 23 de novembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #178



UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR DE SÃO MARTINHO DO PORTO
ALCOBAÇA, SÃO MARTINHO DO PORTO

Elisabete Mendes
Município de Alcobaça
2016







site: facebook.com/elisabete.mendes

ver mais sobre o projecto:
archilovers.com
facebook.com/elisabete.mendes

quarta-feira, 19 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #145



REQUALIFICAÇÃO DA ENVOLVENTE DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
ALCOBAÇA, ALCOBAÇA

Gonçalo Sousa Byrne e João Pedro Falcão de Campos
com Alonso Frölich, Hélder Coelho, Luís Ucha, Nuno Micael, Patrícia Novo, Raquel Capelo, José Ricardo Vaz e Rui Vinagre
Gonçalo Byrne Arquitectos + Falcão de Campos Arquitecto
1998-2009

O projecto de requalificação do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e área envolvente compreende três importantes fases: a recuperação da Ala Sul do Mosteiro para galeria de exposições temporárias, a requalificação do Rossio e ruas adjacentes, e, por fim, a reabilitação dos equipamentos e espaço público junto à confluência dos rios Alcôa e Baça. As diferentes intervenções, ainda que separadas temporal e espacialmente, permitem tornar visível, novamente, a presença dos rios e, dessa forma, celebrar a água, que determinara, na sua génese, a implantação e a configuração do Mosteiro.
As várias intervenções delimitam o seu campo operacional nos espaços onde se localizam, revelando-os através de novas perspectivas e dimensões, que nos conduzem ao resgate dos seus usos e memórias, num conjunto global só então apreendido perante a consolidação de estruturas e elementos, que o tempo foi fragilizando, num processo de reacondicionamento em direcção a novas leituras e usos, introduzindo, como sempre aconteceu, marcas de contemporaneidade, num processo contínuo de evolução do conjunto monumental.
A intervenção no Rossio e zona envolvente procura reestabelecer a relação de complementaridade entre a cidade (em especial, o centro histórico) e o Mosteiro, retirando, na zona envolvente deste monumento, o trânsito de atravessamento e o estacionamento automóvel à superfície. Rebaixa-se a Rua D. Pedro V, indo ao encontro das cotas primitivas, libertando o cunhal e os vãos do Mosteiro, que estavam soterrados. O saibro contorna o Mosteiro e evoca o antigo terreiro, espaço espontâneo não planeado, de intercâmbio entre o laico e o religioso, entre cidade e Mosteiro.
Na Praça D. Afonso Henriques, recoloca-se à cota original o chafariz, valorizando e enfatizando a sua presença com um lajedo em pedra lioz. A água proveniente do chafariz corre por duas caleiras, à sombra dos plátanos, assinalando os arcos de passagem para a Praça da República e uma pequena fonte aí existente.

site: goncalobyrnearquitectos.com e falcaodecampos.pt

ver mais sobre o projecto:
ducciomalagamba.com
guiasdearquitectura.com
habitarportugal.org
solancis.com
ultimasreportagens.com

sábado, 20 de abril de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #130



COLUNAS DE TERRA
ALCOBAÇA, BENEDITA

Eduardo Carvalho, Francisco Freire e Luís Gama
Plano B Arquitectura
2009

O projecto resultou de uma colaboração entre o Plano B e a associação juvenil Barafunda. O terreno onde se implanta a estrutura é utilizado para as actividades exteriores da associação, tais como agricultura ou desporto. O local é envolvido por uma floresta de pinheiros e eucaliptos e é atravessado por uma pequena ribeira.
O projecto pretendia envolver a comunidade local nas actividades da associação. O pavilhão proposto pretende ter um uso polivalente, onde uma exposição, um mercado ou um concerto possam acontecer. O desenho a que se chegou partiu de duas referências; a casa Farnsworth de Mies (na proporção, no conceito e também ela num leito de cheia) e as Bamboo Grid Shell Structures de Shigeru Ban (que mimetizámos utilizando tábuas de madeira, na cobertura).
Na construção do pavilhão utilizámos, para as colunas, o solo local misturado com palha, madeira de pinho para pavimento e cobertura, e uma membrana translúcida como protecção para a chuva. As fundações são em estacas, feitas com troços de condutas de esgoto em betão armado. Dentro das colunas de terra existe um varão em aço de ligação entre as fundações e a cobertura.
Foram organizados workshops para construir as colunas, que demoraram 7 dias de trabalho voluntário a serem completadas.
Toda a construção em planob-barafunda.blogspot.com

site: planob.com

ver mais sobre o projecto:
arquitecturasdeterra.blogspot.com
revarqa.com
tectonicablog.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #108



MORADIA NO CABEÇO DE MACEIRA
ALCOBAÇA, MAIORGA

João Natividade Correia
João Natividade Correia
2002

O local é aqui dominado por uma impressionante paisagem.
A casa foi concebida como pousada numa plataforma que se desenvolve até onde a terra se mistura com o céu.
As primeiras impressões ao visitar o sítio foram de uma suave encosta e como incluí-la no projecto final. Isso envolveu "roubar" pedaços da vista envolvente e ligá-los à estrutura, como partes de uma pintura, o que criaria sensações de constante satisfação e surpresa.
Implantada num eixo noroeste, a casa atravessa váras fases de disposição, de luz e escuro à medida que o sol se move ao longo do dia.

site: facebook.com/joão-natividade-correia-arquitecto

ver mais sobre o projecto:
archilovers.com
issuu.com/joccor

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #101



CASA NA CRUZ DE OLIVEIRA
ALCOBAÇA, BENEDITA

Pedro Fonseca Jorge
Pedro Fonseca Jorge
2005 (fase I)
2011 (fase II)

Fase I
A proposta corresponde a uma habitação para um habitante individual, para a qual se foi buscar a referência do “loft” através dos seus espaços abertos que permitiam a comunicação espacial e visual por toda a casa. No entanto foi previsto o crescimento da habitação, sendo que se criaram vários artifícios para tornar a casa vivível quando o número de ocupantes aumentasse: quarto e cozinha encerram-se por meio de painéis de correr ocultos e a casa de banho é tripartida – lavatório, sanita e banho – de modo a que possa ser utilizada em simultâneo. Principalmente foram criadas portas exteriores a partir das quais “cresceriam” os corredores onde se acederia aos futuros anexos da casa.

Fase II
Este projeto consiste na ampliação prevista da Casa na Cruz de Oliveira, que foi desenhada para ser evolutiva, acompanhando o crescimento do agregado familiar. Face ao desenho inicial, o anexo dos quartos sofreu alterações, alinhando-se com a construção existente e criando um pátio nas traseiras que serve o quarto principal. Este possui ainda a particularidade de possuir aberturas simétricas nas fachadas nascente e poente, criando uma grande transparência. Os quartos a sul partilham a mesma abertura, separada por um perfil metálico que tenta ocultar a parede divisória de ambos no alçado. Por dentro, mais do que portas, uma sucessão de painéis ocultos que enfatizam o corredor que atravessa a casa de uma ponta a outra.

site: pedrofonsecajorge.com

ver mais sobre o projecto:
archisearch.gr
architizer.com
architizer.com
behance.net
homify.ca
homify.pt

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #98



REMODELAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO
ALCOBAÇA, ALCOBAÇA

João Miguel Silva
Gárgula - Arquitectura e Empreendimentos
2009

A intervenção na Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, abrangeu três vertentes distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.

site:

ver mais sobre o projecto:
aecister.pt
parque-escolar.pt

domingo, 16 de setembro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #86



POSTO DE TURISMO E ELEVADOR DO OUTEIRO
ALCOBAÇA, SÃO MARTINHO DO PORTO

Gonçalo Sousa Byrne e João Pedro Falcão de Campos
com Ana Moniz, Gabriela Raposo, Isabel Monteiro, José Ricardo Vaz, Luís Cordeiro, Luísa Ramalho, Neuza Talhão e Sofia Saraiva
Gonçalo Byrne Arquitectos + Falcão de Campos Arquitecto
2008

O projeto da Requalificação Urbana de S. Martinho do Porto pretende, num ciclo de 3 fases, contribuir para a valorização e enriquecimento da Vila. Para isso procura conciliar o individual e o colectivo, o novo e o pré-existente.
Com a intenção de vencer a barreira entre a cota baixa da vila e a cota alta do centro histórico, foi projectado um elevador panorâmico. Espaço vazio, corpo atravessado verticalmente por dois elementos transparentes de circulação, ambos públicos e privados, rompem a cobertura do edifício deixando-nos pousar nas diferentes praças da encosta.
O Largo José Bento da Silva, espaço miradouro com vista privilegiada sobre a baía, comunica com a cota do mar e com a vila através de uma sucessão de espaços que descem a encosta proporcionando praças, pausas e olhares.
O posto de turismo é livre e polivalente, agregando vários valores na sua pequena área, desde espaço expositivo, de reunião e de informação.

site: byrnearq.com e falcaodecampos.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
plataformaarquitectura.cl
tsm.tn.it

domingo, 22 de julho de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #72



CASA H
ALCOBAÇA, BENEDITA

Sandra Gerardo
GS.Arquitectura
2012

Este projecto refere-se a uma habitação unifamiliar situada num terreno classificado como reserva ecológica. A ocupação do terreno respeita o perímetro de uma casa e outros anexos existentes no local.
Reportando-se ao pré-existente, é constituída por dois volumes brancos em forma de paralelepípedo interligados entre si. Os volumes são diferentes no formato, sendo um comprido e baixo e o outro mais curto e mais alto. Ao mesmo tempo que os dois volumes se articulam de forma diferente com o meio envolvente, organizam a habitação numa hierarquia e programas distintos. Na interligação dos dois estão situadas as entradas da casa, orientadas a norte e sul.
Como o terreno apresenta um declive, os volumes brancos apoiam-se num embasamento de pedra visível do lado norte, onde esse mesmo declive é aproveitado para criar pavimento semienterrado.
A habitação orienta as suas aberturas a leste (quartos), sul (cozinha, sala de estar) e oeste (sala de estar, sala de jantar) protegidas por cortinas, sendo (praticamente) fechada do lado norte, potenciando ao máximo a eficiência energética. As vistas são assim enquadradas para a serra dos Candeeiros e paisagens ecológicas e agrícolas.
O interior do perímetro do terreno é murado com pedra da região salvaguardando a privacidade, fazendo com que seja indiferente permanecer no interior ou no exterior da habitação. A organização espacial é assim feita de continuidades físicas e visuais, criando uma ambiguidade na leitura e definição dos limites da casa fechada.
Os materiais de construção utilizados são tradicionais, como alvenaria de tijolo e pedra, rasgados por grandes vãos em caixilharia de alumínio e vidro que iluminam de forma natural a habitação.
As águas da chuva recolhidas na cobertura são canalizadas e devidamente filtradas para um poço existente, sendo efectuado o total reaproveitamento das águas.

site: facebook.com/GSarquitetura

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com.br
archilovers.com
plataformaarquitectura.cl

quinta-feira, 26 de abril de 2018

PROJECTAR #65


A próxima etapa da actividade PROJECTAR será em Alcobaça, cuja 65.ª edição será uma vez mais uma sessão dupla, com dois documentários que nos dão a conhecer dois grandes exemplos da arquitectura religiosa do século XX, em betão, ambas em França, a igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e o convento de la Tourette, de Le Corbusier, e terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal, no dia 10 de Maio, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado à igreja de Notre-Dame du Raincy, do arquitecto Auguste Perret, e foi realizado por Juliette Garcias em 2010:

A igreja de Notre-Dame du Raincy, a "Santa-Capela do betão".

Nos anos a seguir à Primeira Guerra Mundial, o pároco de Raincy decide construir uma nova igreja. Mas o país está arruinado e os cofres do clero estão vazios. O arquitecto Auguste Perret volta-se para o betão armado para responder ao duplo desafio da urgência e do orçamento, revolucionando assim a linguagem arquitectónica.




O segundo documentário sobre o convento de la Tourette, próximo de Lyon, do arquitecto Le Corbusier, foi realizado por Richard Copans em 2002:

O convento de la Tourette é um dos raros edifícios religiosos concebidos por Le Corbusier. Uma obra de maturidade que impressiona pela sua força, pela sua riqueza e pela sua complexidade.

Construído entre 1953 e 1960 em Eveux, perto de Lyon, o convento de la Tourette é a última grande obra de Le Corbusier em França. O convento tem de abrigar oitenta estudantes, ser ao mesmo tempo local de habitação, local de estudo e local de oração. Em vez de construir o edifício a partir do solo, Le Corbusier baixa-o a partir da linha horizontal da cobertura e vai ao encontro da encosta que ele toca "como pode". Ele constrói sobre um plano clássico um quadrilátero em torno de um pátio fechado. As celas dos monges, que dispõem cada uma de uma varanda, ocupam os dois pisos superiores. As salas de estudo e os espaços de vida comum são amplamente abertos sobre a paisagem. A igreja assume um volume à parte, um bunker de betão de proporções subtis. É o claustro que surpreende, com as suas passagens que formam uma cruz.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alcobaça

PROGRAMA:

10 de Maio, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça
A Igreja de Notre-Dame du Raincy
AUGUSTE PERRET

(2010, Juliette Garcias, 26')
O Convento de La Tourette
LE CORBUSIER

(2002, Richard Copans, 25')

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PROJECTAR EM ALCOBAÇA



Alcobaça recebe a próxima etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, com sessão marcada para o dia 10 de Maio, pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com uma sessão dupla dedicada a dois edifícios religiosos do Século XX, a Igreja de Notre-Dame du Rancy projectada por Auguste Perret, e o Convento de la Tourette de Le Corbusier.



Mais informações em breve.

sábado, 24 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #59



CASAS HBTS
ALCOBAÇA, SÃO MARTINHO DO PORTO

Alexandre Silva Fernandes
ASFgA
2012

Como todos os conceitos de aproximação ao projecto este parte também de uma atitude abstracta.
Neste caso o ponto de partida foi o de definir como área de implantação do projecto aprovado o limite dentro do qual se poderia delinear uma nova solução.
Desde o primeiro momento que a cota de soleira do projecto aprovado - 98,34m - se associou ao polígono de implantação, criando um plano horizontal virtual a partir do qual viriam a ser criados os volumes contentores da casa.
Assim ficou garantido que durante todo o processo de concepção nunca seria ultrapassada nem a área de implantação nem a cota de soleira.
Isto permite-nos afirmar que a solução desenvolvida a partir deste conceito manter-se-á sempre dentro dos parâmetros que tendo sido durante os processos anteriores alvo de dificuldades e tendo chegado a um ponto estável de acordo entre as entidades exteriores e a CMA devem permanecer intocáveis.

site: asfga.weebly.com

ver mais sobre o projecto:
archello.com
asfga.weebly.com
issuu.com/alexsfernandes

segunda-feira, 12 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #56



PISCINAS MUNICIPAIS EM PATAIAS
ALCOBAÇA, PATAIAS

Hélder Santos Delgado
Santos Delgado Arquitectura
2008

O LUGAR
O território, plano, pontuado pelos pinheiros e pela vegetação sub-arbustiva, oscila com pequenos montes de areia que aqui e ali vão aparecendo. Numa área vasta que é o pinhal de Leiria, as estradas compridas que rasgam a mancha contínua de árvores, constituem praticamente as únicas referências espaciais, tornando-se estas em eixos muito fortes.
O lote disponibilizado para a implantação das piscinas é periférico em relação à vila de Pataias situando-se num ponto de charneira entre o espaço urbano e o espaço florestal, num entroncamento de estradas que é uma das "portas" de entrada em Pataias, e tendo como única construção vizinha um bloco de habitação social com 4 pisos.

O CONCEITO
A construção resulta de um protocolo estabelecido entre o Município de Alcobaça e a empresa Secil, sendo uma das premissas para o projecto, a introdução de materiais do universo Secil como sejam os betões (branco, negro e colorido), os painéis de cimento e madeira “Viroc”, as argamassas e betumes “Secil-Martingança” e os prefabricados “Secil-Prebetão”.
Das primeiras reuniões estabelecidas com a Secil, ficou a intenção de construir um edifício onde o betão branco assumisse um papel de destaque por ser o produto nuclear da Secil e por ser em Pataias que se localiza a Cibra, a única fábrica de cimento branco do país.
Conjugando a possibilidade de usar um material como o betão branco, com um território praticamente plano e descartado de referências arquitectónicas e urbanas, surgiu a vontade de desenhar um edifício com um carácter de objecto plástico, uma escultura habitável que fosse pousada naquele espaço natural.
Contrariando o sentido de massa e peso inerente ao betão, imaginou-se uma “folha branca” que se recortou e se dobrou em vários planos, como se de um trabalho manual se tratasse e que depois se colocou naturalmente sobre o terreno.
Os planos da “folha branca” encontram paralelismo com os eixos das estradas adjacentes e a geometria com ângulos agudos pretende imprimir dinâmica à construção.
Dentro dos espaços delimitados pela “folha branca” surgem 2 volumes autónomos: um volume em betão preto que corresponde a um núcleo de salas para as instalações técnicas (filtros, bombas, central térmica, desumidificadores, arrumos) e para o pessoal adstrito ao funcionamento das Piscinas (sala dos professores, secretaria, gabinete da administração); e um outro volume em betão colorido (óxido de ferro) que agrega num nível inferior espaços de apoio para os utentes das piscinas (balneários, vestiários, instalações sanitárias e um ginásio), e num nível superior espaços para o público assistente (a plateia, um bar com as respectivas dependências e as instalações sanitárias).

site: facebook.com/Santos-Delgado-Arquitectura-Design

ver mais sobre o projecto:
archilovers.com
guiasdearquitectura.com
habitarportugal.org
tintafresca.net
ultimasreportagens.com
versor.org

quinta-feira, 8 de março de 2018

sábado, 11 de novembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #26



CASA EM ALCOBAÇA
ALCOBAÇA, ALCOBAÇA

Manuel Aires Mateus e Francisco Aires Mateus
com Catarina Bello
Aires Mateus
2011

A casa que se desenha no centro histórico de Alcobaça é registo de vários tempos: Um pequeno edifício reconstruído para perpetuar a escala vernacular mais recorrente, e um muro criteriosamente desenhado para albergar uma serena extensão.
No edifício antigo trabalha-se um vazio a partir da espessura modelada das suas paredes periféricas. Liberta-se uma coluna de vazio que recebendo luz por um lanternim a oferece a uma nova atmosfera protegida e privada. Os compartimentos surgem como adições interiores, relacionando-se com o exterior através de aberturas reinterpretadas nas fachadas, mas defindo e criando um espaço interior inesperado.
A ampliação da casa surge como a ocupação de uma diferença de cotas, entre o nível de chegada da rua, e um jardim que se gera e se relaciona com o rio Baça. O perímetro do novo muro define pátios que mediam a escala do gesto contemplativo com o exterior. As zonas sociais, sem obstáculos, funcionam como um contínuo espacial que se estende e difunde entre os dois tempos do desenho.

site: airesmateus.com

ver mais sobre o projecto:
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dezeen.com
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juanrodriguezphotography.com
metalocus.es
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #05



CASA EM ALCOBAÇA
ALCOBAÇA, CASAL DE RAMOS

Jean Pierre Porcher, Margarida Oliveira, Albino Freitas
Topos Atelier de Arquitectura
2011

Na elaboração do projeto, perante o fascínio do nosso cliente pela beleza da paisagem, procuramos produzir uma arquitectura que perturbasse o menos possível a envolvente.
Optou-se por uma planta mono-orientada, que foi racionalizada e simplificada para se inscrever na largura da parcela.
Em vez de prover o ambiente para o objecto “casa”, o terreno foi moldado para se fundir com a arquitectura e integrá-la como se de uma obra de Land Art se tratasse.
O procedimento foi eficaz para preservar as vistas, melhorar a sustentabilidade e em última análise, em permitir que a natureza regresse ao lugar que lhe pertence, para reforçar o sentimento de poder habitar a paisagem.

site: toposatelier.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
architizer.com
archilovers.com
arqa.com
portuguese-architects.com