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quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #186



QPT OFFICE
COVILHÃ, TEIXOSO

Filipe Vogt Rodrigues, Inês Maia Vicente e Marta Mateus Frazão
Atelier Data
2005

Ao longo dos anos, resistiram de um antigo celeiro, apenas as paredes em pedra robusta. O exercício de recuparação desta estrutura conciliou dois objectivos. Habilitar o edifício para um uso de escritório e atribuir-lhe um novo sentido e interpretação formal. A cobertura é o grande elemento responsável pela transformação do edifício. Reinventar o limite superior significou simultaneamente resolver o programa de escritório. A insuficiência de espaço no piso térreo levou a considerar a existência de uma galeria no piso superior destinada a área administrativa. A carapaça em zinco acumula deste modo programa - contentor de usos - e actualiza e reconfigura esta pré-existência.

site: atelierdata.com

ver mais sobre o projecto:
vmzinc.com

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #175



QUINTA DA PAIÃ
COVILHÃ, DOMINGUISO

Filipe Vogt Rodrigues, Inês Maia Vicente e Marta Mateus Frazão
Atelier Data
2005

Um grande olival estendido sobre a terra argilosa serve de cenário à casa. O acesso à quinta acontece a uma cota superior - Vista surpreendente sobre o extenso e aprumado olival, o rio Zêzere e ainda a Serra da Gardunha. A localização da casa impunha-se próxima do limite desta entrada que "vê por cima".
Pensámos sobre o limite. A tendência natural seria murar este pequeno grande e esmagador pedaço de terra. O sentido de propriedade e a salvaguarda daquilo que é nosso, é importante. Transferimos porém o limite - da propriedade à casa.

O projecto assentou sobre 3 premissas essenciais:

1) Construir um limite - (muro de ardósia cego). Linha que introduz a casa no terreno e constrói o limite da moradia. O seu desenho permite mediar a relação interior e exterior através da introdução de pátios.

2) Pátios de estadia/contemplação como meio de introduzir a paisagem dentro de casa.

3) Materialização - A utilização do material ardósia em contraste com o reboco à talocha pintado a branco, diferencia usos, e hierarquiza as relações que se pretendem evidenciar entre interior e exterior, correspondendo a fachada cega ao lado "duro" - lado de entrada da casa, e a fachada "mole" plano branco com grandes superfícies envidraçadas, ao lado que se pretende mais permeável ao exterior.

site: atelierdata.com

ver mais sobre o projecto:

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

PROJECTAR #79


Com a septuagésima nona sessão, a actividade PROJECTAR volta à Covilhã para uma sessão dedicada à Casa Oyler, do arquitecto austríaco-americano Richard Neutra, desta vez em parceria com A Tentadora, cowork shop gallery, onde terá lugar no próximo dia 17 de Outubro, pelas 19h00.



Realizado em 2012 por Michael Dorsey, o filme a exibir tem por título "A Casa Oyler: o Retiro no Deserto de Richard Neutra":
Em 1959, um funcionário público chamado Richard Oyler, residente na pequena povoação do deserto Lone Pine, na Califórnia, pediu ao mundialmente famoso arquitecto Richard Neutra para projectar a sua modesta casa de família. Para surpresa de Oyler, Neutra aceitou. Assim começou uma improvável amizade que levou à concepção e construção de uma icónica obra-prima moderna de meados do século XX.
Considerado o "Pai da Arquitectura Moderna da Califórnia", a revista Time Magazine publicou Richard Neutra na sua capa em 1949, classificando-o em segundo lugar apenas atrás de Frank Lloyd Wright entre os maiores arquitectos americanos. A Casa Oyler: o Retiro no Deserto de Richard Neutra investiga como Neutra criou laços de amizade com esta modesta família de uma pequena terra, e como ele foi inspirado pelo deslumbrante cenário do deserto no local, o qual Neutra comparou com a imponência do místico Deserto de Gobi.
Actualmente propriedade da actriz Kelly Lynch e do seu marido, o argumentista-produtor Mitch Glazer, a casa de estilo pilares & vigas e a sua envolvente exótica brilham através de uma maravilhosa cinematografia, e a história ganha vida através de entrevistas com Richard Oyler, Kelly Lynch, o filho de Neutra, e o muito conhecido agente imobiliário de Los Angeles Crosby Doe, que tem representado casas de alguns dos maiores arquitectos modernos da história.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório d'A Tentadora, cowork shop gallery, na Covilhã, que está disponível para o efeito.

Apoio:
A Tentadora, cowork shop gallery

PROGRAMA:

17 de Outubro, 19h00
A Tentadora, cowork shop gallery, Covilhã
A Casa Oyler:
o Retiro no Deserto de RICHARD NEUTRA

(2012, Michael Dorsey, 46')

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

PROJECTAR NA COVILHÃ


A Covilhã volta a receber uma etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, desta vez em parceria com o espaço "A Tentadora" cowork shop gallery, no próximo dia 17 de Outubro, pelas 19h00, com a exibição de um documentário dedicado ao arquitecto austríaco-americano Richard Neutra.



Mais informações em breve.

segunda-feira, 11 de março de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #120



DATA CENTER PORTUGAL TELECOM
COVILHÃ, COVILHÃ

João Luís Carrilho da Graça
com Francisco Freire, Pedro Ricciardi, Nuno Pinho, Filipe Homem, Luís Cordeiro e Isac Coimbra
e Simão Botelho e Filipe Garcia (arquitectos estagiários)
Carrilho da Graça Arquitectos
2013

O Data Center pt na Covilhã inscreve-se nos terrenos do desactivado Aeródromo da Covilhã, ocupando uma ligeira elevação face à cidade.
O projecto incide sobre cinco edifícios: quatro blocos técnicos (apenas um foi construído na 1.a fase), albergando instalações de armazenagem e processamento de dados, e um edifício de suporte, destinado a áreas de escritórios, armazenagem e estacionamento.
Os blocos técnicos, genericamente edifícios-máquina com uma ocupação humana permanente quase inexistente, com quatro níveis acima do solo, envoltos em grelhas metálicas que garantem a permeabilidade ao ar necessária ao sistema de ventilação e climatização, são volumes prismáticos puros de planta quadrada, com 55 m de largura e 34 m de altura, rodeados por um plano de água – visíveis acima deste numa altura sensivelmente equivalente a metade da sua largura –, e perfazem quatro cubos virtuais, em aparente levitação.
A Noroeste, confrontando a cidade da Covilhã e a serra, o corpo segmentado, com 355 m de comprimento e 20 m de largura, do edifício de suporte estabelece o limite do plano de água, como se de uma represa se tratasse, albergando no piso superior os espaços de trabalho e, sob o plano de água, os espaços de apoio e a ligação aos blocos técnicos. O edifício de apoio obteve certificação leed Platina e o bloco técnico leed Gold, baseada nos aspectos de sustentabilidade do projecto como sejam o free cooling do bloco técnico, o parque fotovoltaico e o uso do plano de água para trocas de calor.

site: jlcg.pt

ver mais sobre o projecto:
afasiaarchzine.com
bmiaa.com
habitarportugal.org
om-light.com
ultimasreportagens.com



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #39



AMPLIAÇÃO DA POUSADA DE JUVENTUDE DE PENHAS DA SAÚDE
COVILHÃ, PENHAS DA SAÚDE

Paulo Street e Hugo Guerreiro
com André Antunes e Bruno Marcelino
ComA, Architecture and Design
2008

Na paisagem única das Penhas da Saúde, o desafio era projectar um novo edifício low cost complementar ao edifício “mãe” da Pousada da juventude Penhas da Saúde, capaz de dar resposta às necessidades de um público jovem mais exigente.
Apoiado em dois princípios fundamentais – dialogar com o edifício existente e com a arquitectura local – o novo edifício adopta uma localização ergonomicamente estratégica: suficientemente próxima para se relacionar com o edifício e distante o suficiente para se assumir como volume independente capaz de reinterpretar formal e plasticamente a arquitectura do sítio.
A implantação garante-lhe um estatuto de edifício de entrada ao mesmo tempo que assegura a total visibilidade e protagonismo do edifício principal. Assente numa plataforma/ promontório exterior, o programa desenvolve-se em dois pisos, vinte e quatro quartos e uma sala de convívio comum, com 695 m2, demonstrando a simplicidade de todo o conjunto.

site: coma.com.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
dezeen.com
habitarportugal.org
ngphoto.com.pt
plataformaarquitectura.cl

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #12



PONTE PEDONAL SOBRE A RIBEIRA DA CARPINTEIRA
COVILHÃ, COVILHÃ

João Luís Carrilho da Graça e AFAConsult, Lda. (António Adão da Fonseca e Carlos Quinaz, Engenheiros)
Pedro Abreu Pereira, João Rosado Baptista, Porfirio Pontes, Yutaka Shiki
Carrilho da Graça Arquitectos
2009

Da delicadeza

[Section XVI] On Delicacy - ”An air of robustness and strength is very prejudicial to beauty. An appearance of delicacy, and even of fragility, is almost essential to it.” Edmund Burke, Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful, 1757

O núcleo da cidade da Covilhã, no interior de Portugal, ocupa um promontório no sopé do extremo Sul da Serra da Estrela, dominando visualmente uma vasta e fértil paisagem de relativa planura — a Cova da Beira — que da Estrela se estende às serras da Gardunha e da Malcata. A particular topografia do território em que a cidade se inscreve não só determinou a forma e as estratégias do seu desenho urbano como, até há um passado relativamente recente, proporcionou os meios técnicos e económicos para o seu desenvolvimento. Com efeito, os cursos de água dos vales da Carpinteira e da Goldra (ou Degoldra), que respectivamente delimitam o promontório da cidade a Norte e a Sul, forneceram a força motriz para a industrialização da tradicional actividade de transformação de lanifícios, reconhecida desde pelo menos o século XVI e alimentada pela pastorícia dos rebanhos ovinos (e marginalmente caprinos) criados na Serra, mas também pela dos que demandavam os seus pastos de Verão.
Este fenómeno transumante abarcava um território que se estendia das terras do Douro, a Norte, ao Alentejo, a Sul, e se alargava a Leste até Castela, fazendo equivaler ao domínio visual sobre a paisagem imediata um domínio territorial mais vasto, significativamente resultante do movimento através dessa mesma extensão territorial. Reflectido na cidade, este período de desenvolvimento originou a sua expansão não só em direcção aos vales, com a ocupação industrial do talvegue, mas mais tarde também na direcção do festo Norte da Carpinteira, oposto ao da cidade, onde nas décadas de 30 e 40 do século XX se construiu o bairro operário dos Penedos Altos para alojar a mão-de-obra da então denominada “cidade-fábrica”. A expansão da cidade para lá dos vales veio acentuar a percepção da sua topografia, e o posterior declínio da indústria alimentada pelos cursos de água, com o consequente abandono do seu lugar e das suas infra-estruturas, voltou a remeter, com um efeito paroxístico, os vales da Goldra e da Carpinteira à condição de acidentes orográficos à volta dos quais a cidade entretanto crescera. Acidentes que agora se vê obrigada a contornar nos seus movimentos internos, que os deixaram de incluir, e que percepciona apenas como negativo, como “espaços entre”.
O projecto e construção (2003 – 2009) de uma ponte pedonal e ciclável sobre o vale da Carpinteira da autoria de João Luís Carrilho da Graça, com AFAconsult, no quadro de um pleonástico plano para “aplanar” a experiência do movimento na cidade através de ligações em altura (mecânicas) e de nível (pedonais/cicláveis) entre o centro e as áreas periféricas, veio inscrever nesta paisagem uma linha que determina e possibilita um novo movimento de atravessamento do vale. Por sobre as encostas graníticas abruptas da ribeira, onde persistem as fachadas vazadas das fábricas de lanifícios e os muros de granito de suporte das râmolas de Sol (estruturas para a secagem das lãs), a ponte desenha-se, curva e contracurva, entre a cota determinada pela plataforma da piscina municipal dos Penedos Altos e, 220 metros depois, a mesma cota na encosta oposta, 52 metros acima do curso de água.
A não perpendicularidade entre a linha imaginária que liga os pontos de amarração e a linha de eixo do vale proporcionou a oportunidade para o traçado do tabuleiro instalar, mais do que uma ruptura, um deslize do paradigma Euclidiano: na presença de obstáculos, a distância mais curta entre dois pontos pode passar a ser, segundo Galileu (ou, pelo menos, segundo a personagem Galileu na peça homónima de Brecht), uma linha curva. Uma linha curva em três tramos, que no seu troço médio se organiza normal às encostas e perpendicular ao eixo do vale e que, inflectindo em cada extremo, orienta os troços terminais em direcção aos pontos de amarração pré-determinados, desenhando uma serpentina, reminescente da linha da beleza de William Hogarth (The Analysis of Beauty. Written with a view of fixing the fluctuating Ideas of Taste, 1753), uma possível referência. Referência não despicienda até porque, com efeito, a secção XVI, sobre a delicadeza como atributo da beleza, de A Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful (1757) de Edmund Burke, citada acima, parece metaforizar com precisão como arquitectónica e estruturalmente a ponte se materializa e suporta: duas vigas paralelas de e revestidas a aço com 1,75 metros de altura delimitam os 4,40 metros de largura do tabuleiro estabelecendo a sua secção, apoiando-se em quatro pilares, os dois centrais igualmente revestidos em aço e com as mesma dimensões exteriores do tabuleiro, cravados junto ao leito da ribeira, e os dois restantes, circulares, menores porque cravados já nas encostas, em betão parcialmente revestidos por blocos de granito, formal e materialmente desvinculados da estrutura metálica — paradoxalmente presentes e simultaneamente quase invisíveis na leitura do vão. Uma aparência de delicadeza, de fragilidade até, que resulta essencial à sua beleza e singularidade.
No seu atravessamento, a armadura metálica exterior, espécie de exoesqueleto protector, cede a um interior — pavimento e guarda corpos — em madeira de azobé, amável e táctil, proporcionando uma experiência háptica simultânea à experiência visual complexificada pelo singular desenvolvimento do tabuleiro que, sequencialmente, remete o olhar para o maciço da serra, a crescente proximidade da encosta e a paisagem da planície que se abre no fim do vale, paisagem esta exposta ao olhar numa perspectiva até aí impossível. À noite, entre a escuridão do maciço da Serra e as luzes próximas das encostas e longínquas da paisagem agora sem horizonte, o guarda corpos emana a luz que permite o percurso sobre o tabuleiro, concentrando o olhar no seu interior.
Branca nos paramentos exteriores e negra nos intradorsos, a ponte da Carpinteira desenha um pórtico, quase abstracto, e à distância quase materialmente indefinível — espécie de impossibilidade ou miragem —, sobre a ribeira e sobre a paisagem, instalando um novo quadro de relações físicas e visuais, proporcionando, assim, um re-mapeamento do território. Re-mapeamento porque é, de facto, na experiência do movimento, ou melhor, na forma como proporciona a percepção da experiência do movimento na paisagem, e a percepção da própria paisagem, que a ponte revela o reconhecimento da especificidade deste território. Porque nos incita não apenas a atravessá-la, por necessidade (ou por desejo), onde antes o não poderíamos fazer, mas nos incita também a percorrer fisicamente, depois de o fazermos com o olhar, a paisagem que nos revela. Porque consegue fazer coexistir, em si mesma e na paisagem, dois espaços-tempo: o espaço Euclidiano, métrico e hierarquizado, definido por um plano de mobilidade, medido em distâncias e tempos de percurso, eminentemente funcional; e um espaço centrado na experiência do corpo como receptor dos estímulos háptico e visual, percorrido intensamente, a uma velocidade que é relativa (simultaneamente muito rápida ou bastante lenta, conforme a experiência desejada ou necessária ao corpo em movimento), eminentemente sensorial.

site: jlcg.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archdaily.com.br (prémio AIT)
archello.com
archilovers.com
architizer.com
divisare.com
habitarportugal.org
leonardofinotti.com
metalocus.es
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

Ponte Pedonal . João Luís Carrilho da Graça from Vitor Gabriel on Vimeo.

quinta-feira, 23 de março de 2017

PROJECTAR #52



A 52.ª sessão da actividade PROJECTAR propõe um diálogo entre o tradicional e o moderno, entre o oriente e o ocidente, numa sessão dupla dedicada à casa Sugimoto, em Kyoto, exemplar de arquitectura tradicional japonesa do sec.XVIII, e ao pavilhão Alemão na Feira Internacional de Barcelona de 1929, do arquitecto Mies van der Rohe, e marca o regresso à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, já no próximo dia 6 de Abril, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro versa sobre uma casa tradicional japonesa, em Kyoto, e foi realizado por Richard Copans em 2007:

A Casa Sugimoto é uma grande casa de cidade - mais de 15 divisões - com um programa complexo, ligado à actividade familiar.

É uma bela casa tradicional no centro da cidade de Kyoto. Foi construída em 1743. Foi destruída no grande incêndio de 1870. Felizmente, num pequeno recanto escavado, debaixo do sobrado, os proprietários tiveram tempo de depositar o altar dos antepassados e de mergulhar na água do poço o livro das Nen-Chu-Gyoji, livro no qual são registadas as obrigações da casa. Este livro permitiu reconstruir a casa como ela era. Estamos em Kyoto, no bairro sudoeste que exibe os majestosos carros alegóricos do Festival de Gion, um dos raros bairros preservados de Kyoto: uma rectícula da cidade em ilhas, segundo os eixos Norte / Sul e Este / Oeste, uma recticúla adoptada no século VIII a partir da capital chinesa Chang’An. É a casa da família Sugimoto, que construiu a sua fortuna com o comércio de tecidos para Kimono. Actualmente, é ainda um Sugimoto que aí habita, um professor universitário.


O segundo documentário, realizado por Stan Neumann em 2009, é dedicado ao Pavilhão Alemão de Barcelona:

No livro dos recordes da arquitectura, o Pavilhão Alemão construído por Mies van der Rohe para a Exposição Universal de Barcelona de 1929, é detentor do da relação reputação por metro quadrado de construção.

Nunca um programa foi definido de forma tão estranha como o do Pavilhão. Para os patrocinadores oficiais, ele deve "representar a Alemanha actual, aquilo que nós fazemos, que nós somos e o que nós procuramos: a clareza, a simplicidade, a integridade." Para Mies van der Rohe, o pavilhão deve ficar totalmente vazio, para que o arquitecto possa fazer arquitectura. O seu único mobiliário, são as duas famosas "cadeiras Barcelona" desenhadas para o Rei e Rainha de Espanha. Esta espantosa equivalência entre grandeza e gratuitidade, este desprezo pelo simples uso considerado como declínio e queda, vai assombrar toda a arquitectura do século XX. Considera-se geralmente o Pavilhão como o auge da carreira alemã de Mies van der Rohe. Depois, diz-se, começou a sua segunda vida, a sua vida americana.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Anfiteatro da Biblioteca da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Universidade da Beira Interior

PROGRAMA:

6 de Abril, 19h00
Anfiteatro da Biblioteca da Universidade da Beira Interior, Covilhã
A Casa Sugimoto
(2007, Richard Copans, 26')
O Pavilhão Alemão de Barcelona
MIES VAN DER ROHE

(2009, Stan Neumann, 26')

quinta-feira, 16 de março de 2017

PROJECTAR NA COVILHÃ



Regressamos à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, para a realização de mais uma sessão da actividade PROJECTAR, no próximo dia 6 de Abril, pelas 19h00, desta vez no Anfiteatro da Biblioteca Central (Polo I), com uma proposta de reflexão sobre a concepção do espaço com a exibição de dois documentários, o primeiro sobre a Casa Sugimoto, uma casa tradicional japonesa, e o segundo sobre o Pavilhão Alemão de Barcelona, obra do Arquitecto Mies van der Rohe.




Mais informações em breve.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PROJECTAR #35 - FOTOS

Clicar na foto para ver mais

No passado dia 19 de Novembro, esta Delegação da Ordem dos Arquitectos levou a sua actividade à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, para a projecção do documentário A Macau de Manuel Vicente, no qual o arquitecto visita as obras que aí realizou em diálogo com o seu amigo e antigo colaborador arquitecto Manuel Graça Dias. Entre as reflexões sobre arquitectura e sobre os projectos em concreto, realça-se também a percepção do efeito do tempo sobre os edifícios e a arquitectura, desde o envelhecimento dos materiais, passando pela apropriação pelos seus utilizadores, até à constatação da demolição de algumas delas.

Esta trigésima quinta sessão contou com uma assistência de quase três dezenas de espectadores, entre docentes e alunos da Universidade, e arquitectos e outros interessados.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

PROJECTAR COM MANUEL VICENTE


A obra de MANUEL VICENTE em Macau será o tema central do documentário a exibir na próxima sessão da actividade PROJECTAR, que terá lugar na COVILHÃ, no auditório 8.1 do Bloco 8 do Pólo I da Universidade da Beira Interior, pelas 19h00 desta quinta-feira 19 de Novembro.

MANUEL VICENTE (1934-2013)

Manuel da Conceição Machado Vicente nasceu em Lisboa a 8 de Dezembro de 1934. Fez a sua formação na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), tendo concluído a mesma em 1962. Foi um dos alunos da Master Class de Louis Kahn na Universidade de Pensilvânia tendo concluído o respectivo Mestrado em 1969.

Trabalhou em Lisboa, em Goa, em Macau e no Funchal. Em meados da década dos anos 70 do século XX, regressa a Macau, tendo aí desenvolvido uma importante e vasta obra, marcante e determinante para a vivência e percepção desse território.

Exerceu funções na administração pública, tendo em Macau coordenado o “Gabinete de Urbanização” (1962/1966) e em Lisboa chefiado o sector de Planos Habitacionais do Fundo de Fomento de Habitação (1973/1977); a actividade por conta própria inicia-a antes de terminar o curso e até à sua morte exerceu a profissão.

É autor de projectos como o Orfanato Helen Liang (1963-1966), o Plano UNOR 26 (1972-1973), o Conjunto Habitacional SAAL Quinta do Bacalhau (1974-1986), o Conjunto Habitacional Fai Chi Kei (1978-1991, demolido em 2010), o Plano da Baía da Praia Grande (1982-1994), a Casa dos Bicos (1980-1983 e 2009-2013), obteve o 1.º lugar no Concurso Público para o Projecto do Centro Ismaelita de Lisboa para a Fundação Aga Khan (1983-1994, não construído), e o 1º Lugar no Concurso de Ideias de Arquitectura da EXPO'98 (1993-1995), e ainda do Posto Operacional dos Bombeiros da Areia Preta (1990-1998) e da Praça Nam Vam (2001-2003).

Ensinou entre 1973-1976 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e foi professor na Universidade de Arquitectura em Hong Kong, no Instituto Superior Técnico de Lisboa e na Universidade Autónoma de Lisboa onde leccionou desde 1998 até 2013. Em 1987 foi convidado a apresentar uma candidatura para Dean da Universidade de Buffalo nos EUA, tendo recebido em 1989 um convite para dirigir a mesma Universidade.

Foi distinguido em 1987 com o Prémio de Arquitectura da Associação Internacional de Críticos de Arte, Secção Portuguesa, AICA/ Secretaria de Estado da Cultura, em 1993 com o Prémio da Associação de Arquitectos de Macau e em 1994 é distinguido com a Medalha de Ouro da ARCASIA (Secção Ásia da União Internacional dos Arquitectos) pelo conjunto Fai Chi Kei prémio que repete em 2005 com a Praça Nam Vam, na categoria de melhor espaço público da Ásia. Em 1998 foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito por Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio. A sua obra foi amplamente apresentada e divulgada em exposições, conferências e publicações um pouco por todo o mundo.

Foi eleito Vice-Presidente da Ordem dos Arquitectos para os triénios 2002-2004 e 2005-2007, tendo substituído Helena Roseta como Presidente em 2007. Em 2010 foi nomeado Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos.

Faleceu em Lisboa, a 9 de Março de 2013, vítima de um cancro no estômago.


Informações sobre o documentário aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Universidade da Beira Interior

PROGRAMA:

19 de Novembro
Universidade da Beira Interior, Covilhã
A Macau de
MANUEL VICENTE

(2012, Rosa Coutinho Cabral, 60')

10 de Dezembro
Teatro Miguel Franco, Leiria
documentário a anunciar

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PROJECTAR #35


A trigésima quinta sessão da actividade PROJECTAR vai ser dedicada ao arquitecto Manuel Vicente, mais precisamente à sua obra construída em Macau, com um documentário a exibir no auditótio 8.1 do Bloco 8 do Pólo I da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, na próxima quinta-feira, dia 19 de Novembro, pelas 19h00.

O Arquitecto Manuel Vicente (n. 1934) viveu e trabalhou em Macau em dois tempos distintos (1962/1966 e 1976/2009).

Em 2011 acompanhamos o arquitecto numa revisita àquele território, na companhia de Manuel Graça Dias, seu antigo aluno e colaborador.

Manuel Vicente mostra-nos a cidade e algumas das obras mais significativas que nela construiu.


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório 8.1 que, no Bloco 8 do Polo I da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, está disponível para o efeito.

Apoio:
Universidade da Beira Interior

PROGRAMA:

19 de Novembro
Universidade da Beira Interior, Covilhã
A Macau de
MANUEL VICENTE

(2012, Rosa Coutinho Cabral, 60')

10 de Dezembro
Teatro Miguel Franco, Leiria
documentário a anunciar

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

PROJECTAR NA COVILHÃ


Depois da ESAD nas Caldas da Rainha, vamos no próximo dia 19 de Novembro até à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, para a exibição de mais um documentário de arquitectura, desta vez sobre A Macau de Manuel Vicente, integrado na trigésima quinta sessão da actividade PROJECTAR, pelas 19h00 no anfiteatro 8.1 (bloco 8, polo I).


Mais informações em breve.