quinta-feira, 7 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #13



CENTRO ESCOLAR DE PAREDES
ALENQUER, ALENQUER

André Espinho
Bruno Mendes, Miguel Henriques, Marco Correia
André Espinho Arquitectura
2009

A nível arquitectónico, a obra caracteriza-se por um volume branco assente em quatro volumes negros destacando desta forma, numa linguagem plástica clara e simples, os dois pisos contingentes e os espaços de acção que reúnem. Com uma área de mais de 6000 metros quadrados, concebida para receber cerca de 610 crianças com idades entre os três e os nove, o desafio na concepção deste edifício não foi apenas a sua grande dimensão mas a interligação dos espaços e a orientação destes para o tipo de utilizadores a que se destina (crianças, educadores de infância e encarregados de educação). Como tal, foram feitas várias visitas a escolas e reuniões com educadores com o intuito de detectar as deficiências técnicas existentes e possíveis melhorias do ponto de vista do utilizador. Após esta análise cuidada daquilo que poderia ser melhorado no conceito de centro escolar foram propostas algumas soluções para as actuais exigências técnicas de construção e habitabilidade.
O edifício situa-se num ambiente rural em mutação, integrado numa pequena encosta formada por uma pendente coberta de vinhas, com uma abertura de excelente perspectiva panorâmica. Consequentemente, e como forma de ultrapassar a questão do declive acentuado do terreno, foi desenvolvido como solução a criação de três pátios cobertos que, de certa forma, organizam e modelam o espaço interior, permitindo que a circulação por estes desfrute de luz natural e mantenha um contacto permanente com o exterior. Além disto, estes pátios internos são excelentes espaços de lazer para acolher as crianças em todas as estações do ano, facilitando aos educadores a monitoria destas.
No piso de entrada situam-se as zonas administrativas e de recepção aos pais, sendo que no piso inferior se encontra o ginásio e a maior parte das salas de actividades, que têm um acesso directo ao recreio exterior e ao campo de jogos.
Contudo, e como indicado inicialmente, para além das considerações arquitectónicas associadas aos conceitos de brincadeira e vigilância, o que mais distingue esta obra é um conjunto de intervenções plásticas que os convidados ofereceram com a sua autoria ao Centro escolar de Paredes Alenquer.
De facto, imaginei a possibilidade de revestir por completo algumas das paredes da escola com criações plásticas fora de escala,“gigantes”, logo desde a concepção do espaço. Para tal, na própria fase de projecto foi seleccionado um material para revestimento que viabilizasse a impressão de imagens (fotografia, desenho ou pintura), sendo fulcral que este ficasse orçamentado logo de início na empreitada. Foram convidados alguns artistas plásticos a desenvolver intervenções plásticas e uma criança propositadamente para este Projecto.
Devido a motivações arquitectónicas era pertinente que estas intervenções fossem sentidas com maior incidência nas zonas de comunicação e lazer, pelo que os murais se localizam nos átrios de ligação dos pisos e nos recreios cobertos, junto aos corredores de acesso das salas de aula. O refeitório, sendo também um espaço de reunião e encontro de utentes, foi também alvo destas manifestações plásticas. A integração destes murais nos espaços de circulação e maior concentração de pessoas, assim como a transparência de alçados que permite a sua observação a partir de várias localizações, vieram enriquecer e imprimir um conjunto de emoções à arquitectura edificada. De facto esta torna-se não só mais completa e dinâmica, interagindo com os utentes não apenas a nível funcional mas também visual e intelectual, como também mais acolhedora e familiar o que, sendo os seus principais frequentadores crianças, é fundamental.

site: andrespinho.pt

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #12



PONTE PEDONAL SOBRE A RIBEIRA DA CARPINTEIRA
COVILHÃ, COVILHÃ

João Luís Carrilho da Graça e AFAConsult, Lda. (António Adão da Fonseca e Carlos Quinaz, Engenheiros)
Pedro Abreu Pereira, João Rosado Baptista, Porfirio Pontes, Yutaka Shiki
Carrilho da Graça Arquitectos
2009

Da delicadeza

[Section XVI] On Delicacy - ”An air of robustness and strength is very prejudicial to beauty. An appearance of delicacy, and even of fragility, is almost essential to it.” Edmund Burke, Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful, 1757

O núcleo da cidade da Covilhã, no interior de Portugal, ocupa um promontório no sopé do extremo Sul da Serra da Estrela, dominando visualmente uma vasta e fértil paisagem de relativa planura — a Cova da Beira — que da Estrela se estende às serras da Gardunha e da Malcata. A particular topografia do território em que a cidade se inscreve não só determinou a forma e as estratégias do seu desenho urbano como, até há um passado relativamente recente, proporcionou os meios técnicos e económicos para o seu desenvolvimento. Com efeito, os cursos de água dos vales da Carpinteira e da Goldra (ou Degoldra), que respectivamente delimitam o promontório da cidade a Norte e a Sul, forneceram a força motriz para a industrialização da tradicional actividade de transformação de lanifícios, reconhecida desde pelo menos o século XVI e alimentada pela pastorícia dos rebanhos ovinos (e marginalmente caprinos) criados na Serra, mas também pela dos que demandavam os seus pastos de Verão.
Este fenómeno transumante abarcava um território que se estendia das terras do Douro, a Norte, ao Alentejo, a Sul, e se alargava a Leste até Castela, fazendo equivaler ao domínio visual sobre a paisagem imediata um domínio territorial mais vasto, significativamente resultante do movimento através dessa mesma extensão territorial. Reflectido na cidade, este período de desenvolvimento originou a sua expansão não só em direcção aos vales, com a ocupação industrial do talvegue, mas mais tarde também na direcção do festo Norte da Carpinteira, oposto ao da cidade, onde nas décadas de 30 e 40 do século XX se construiu o bairro operário dos Penedos Altos para alojar a mão-de-obra da então denominada “cidade-fábrica”. A expansão da cidade para lá dos vales veio acentuar a percepção da sua topografia, e o posterior declínio da indústria alimentada pelos cursos de água, com o consequente abandono do seu lugar e das suas infra-estruturas, voltou a remeter, com um efeito paroxístico, os vales da Goldra e da Carpinteira à condição de acidentes orográficos à volta dos quais a cidade entretanto crescera. Acidentes que agora se vê obrigada a contornar nos seus movimentos internos, que os deixaram de incluir, e que percepciona apenas como negativo, como “espaços entre”.
O projecto e construção (2003 – 2009) de uma ponte pedonal e ciclável sobre o vale da Carpinteira da autoria de João Luís Carrilho da Graça, com AFAconsult, no quadro de um pleonástico plano para “aplanar” a experiência do movimento na cidade através de ligações em altura (mecânicas) e de nível (pedonais/cicláveis) entre o centro e as áreas periféricas, veio inscrever nesta paisagem uma linha que determina e possibilita um novo movimento de atravessamento do vale. Por sobre as encostas graníticas abruptas da ribeira, onde persistem as fachadas vazadas das fábricas de lanifícios e os muros de granito de suporte das râmolas de Sol (estruturas para a secagem das lãs), a ponte desenha-se, curva e contracurva, entre a cota determinada pela plataforma da piscina municipal dos Penedos Altos e, 220 metros depois, a mesma cota na encosta oposta, 52 metros acima do curso de água.
A não perpendicularidade entre a linha imaginária que liga os pontos de amarração e a linha de eixo do vale proporcionou a oportunidade para o traçado do tabuleiro instalar, mais do que uma ruptura, um deslize do paradigma Euclidiano: na presença de obstáculos, a distância mais curta entre dois pontos pode passar a ser, segundo Galileu (ou, pelo menos, segundo a personagem Galileu na peça homónima de Brecht), uma linha curva. Uma linha curva em três tramos, que no seu troço médio se organiza normal às encostas e perpendicular ao eixo do vale e que, inflectindo em cada extremo, orienta os troços terminais em direcção aos pontos de amarração pré-determinados, desenhando uma serpentina, reminescente da linha da beleza de William Hogarth (The Analysis of Beauty. Written with a view of fixing the fluctuating Ideas of Taste, 1753), uma possível referência. Referência não despicienda até porque, com efeito, a secção XVI, sobre a delicadeza como atributo da beleza, de A Philosophical Enquiry into the Origins of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful (1757) de Edmund Burke, citada acima, parece metaforizar com precisão como arquitectónica e estruturalmente a ponte se materializa e suporta: duas vigas paralelas de e revestidas a aço com 1,75 metros de altura delimitam os 4,40 metros de largura do tabuleiro estabelecendo a sua secção, apoiando-se em quatro pilares, os dois centrais igualmente revestidos em aço e com as mesma dimensões exteriores do tabuleiro, cravados junto ao leito da ribeira, e os dois restantes, circulares, menores porque cravados já nas encostas, em betão parcialmente revestidos por blocos de granito, formal e materialmente desvinculados da estrutura metálica — paradoxalmente presentes e simultaneamente quase invisíveis na leitura do vão. Uma aparência de delicadeza, de fragilidade até, que resulta essencial à sua beleza e singularidade.
No seu atravessamento, a armadura metálica exterior, espécie de exoesqueleto protector, cede a um interior — pavimento e guarda corpos — em madeira de azobé, amável e táctil, proporcionando uma experiência háptica simultânea à experiência visual complexificada pelo singular desenvolvimento do tabuleiro que, sequencialmente, remete o olhar para o maciço da serra, a crescente proximidade da encosta e a paisagem da planície que se abre no fim do vale, paisagem esta exposta ao olhar numa perspectiva até aí impossível. À noite, entre a escuridão do maciço da Serra e as luzes próximas das encostas e longínquas da paisagem agora sem horizonte, o guarda corpos emana a luz que permite o percurso sobre o tabuleiro, concentrando o olhar no seu interior.
Branca nos paramentos exteriores e negra nos intradorsos, a ponte da Carpinteira desenha um pórtico, quase abstracto, e à distância quase materialmente indefinível — espécie de impossibilidade ou miragem —, sobre a ribeira e sobre a paisagem, instalando um novo quadro de relações físicas e visuais, proporcionando, assim, um re-mapeamento do território. Re-mapeamento porque é, de facto, na experiência do movimento, ou melhor, na forma como proporciona a percepção da experiência do movimento na paisagem, e a percepção da própria paisagem, que a ponte revela o reconhecimento da especificidade deste território. Porque nos incita não apenas a atravessá-la, por necessidade (ou por desejo), onde antes o não poderíamos fazer, mas nos incita também a percorrer fisicamente, depois de o fazermos com o olhar, a paisagem que nos revela. Porque consegue fazer coexistir, em si mesma e na paisagem, dois espaços-tempo: o espaço Euclidiano, métrico e hierarquizado, definido por um plano de mobilidade, medido em distâncias e tempos de percurso, eminentemente funcional; e um espaço centrado na experiência do corpo como receptor dos estímulos háptico e visual, percorrido intensamente, a uma velocidade que é relativa (simultaneamente muito rápida ou bastante lenta, conforme a experiência desejada ou necessária ao corpo em movimento), eminentemente sensorial.

site: jlcg.pt

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Ponte Pedonal . João Luís Carrilho da Graça from Vitor Gabriel on Vimeo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PROJECTAR NA NAZARÉ

Após a pausa de Agosto, retomamos a itinerância da actividade PROJECTAR, para mais um sessão, desta vez na Nazaré, no próximo dia 21 de Setembro pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com a exibição de documentários sobre arquitectura a divulgar em breve.




Mais informações em breve.

sábado, 26 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #11



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

Manuel Aires Mateus
com Maria Rebelo Pinto
e Humberto Fonseca, Luísa Sol, Tiago Santos
Aires Mateus
2010

Um lugar na periferia de Leiria, num ponto elevado em relação à rua e aberto sobre a vista da cidade.
O programa é banal: uma casa dividida em zona íntima de quartos e zona social como área de salas.
As áreas íntimas são organizadas à cota da rua, sob o terreno, em redor de um pátio central com os espaços abertos a pátios privativos. Os espaços das salas dispõem-se em torno de um vazio, que recebe luz de cima e avista de longe o castelo no centro da cidade.
A casa desenha-se com um arquétipo reconhecível rasgado verticalmente pela luz, desenhada por um pátio com três alturas que se abre horizontalmente na cota do jardim. Os pátios dos quartos, abertos ao jardim, relacionam-se de forma variável com este volume arquetípico introduzindo leituras diferentes da sua extensão.
Controla-se volume e escala num entorno desorganizado, com uma imagem clara que desde o seu interior se relaciona com o elemento patrimonial, ao longe, o castelo de Leiria.

site: airesmateus.com

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domingo, 20 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #10



CASA PR
POMBAL, QUINTA DA GRAMELA

Pedro Santos e Rita Cordeiro
P&R Arquitectos
2005

No limite das planícies do rio Arunca, e vincado por um talude coroado por uma rua privada da Quinta, o terreno é fortemente caracterizado pelos diferentes níveis de cota pontuados por árvores aleatórias.
A exigência dos clientes era única e objectiva, também pouco flexível, ambos defendiam saberes e experiências vivenciais diferentes, e tudo isso era reflexo de um só projecto. A receita estava em cruzar a informação conseguida pela análise individual de cada um e transforma-la em conceito levado até as ultimas consequências sem o desvirtualizar.
A solução de adequar o projecto ás duas cotas distintas, resolveu a volumetria e parte do programa. Paralelamente houve o cuidado de conduzir a luz a todas as zonas da habitação de uma forma simples e directa sem se sobrepor à envolvente. O piso térreo assume-se como um largo muro de suporte em pedra, que alberga todo o programa de serviços domésticos e garagem. O piso íntimo descansa sobre o dito muro, projectando-se sobre a sala de estar limitada a panos de vidro, fragilizado pelo deslocamento do pilar no limite da viga. O volume de betão esconde os vãos e valoriza a privacidade, como se retirassemos fatias de um bolo privilegiando o núcleo.
A luz atravessa os volumes em todas as direcções e nos vários sentidos.

O homem pode viver a arquitectura como a pensa,
Mas vive na arquitectura como se sente bem.

A arquitectura não é só para os outros,
Mas é mais arquitectura quando é para nós.

A arquitectura complica-se quando somos os próprios clientes.

A arquitectura tem os clientes mais inesperados, mas existe sempre solução.

site: www.pedrosantosarq.com

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Dossier especial ultimasreportagens.com
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #09



CLUBE NÁUTICO DE ALDEIA DO MATO
ABRANTES, ALDEIA DO MATO

Fátima Fernandes e Michele Cannatà
Cannatà e Fernandes
2004

O projecto do Clube Náutico da Aldeia do Mato em Abrantes, é uma consequência de um processo de construção de dois protótipos com características de auto-suficiência energética.
Este módulo destina-se por excelência a ser instalado em lugares que não permitem alterações profundas em termos construtivos e ambientais, por exemplo nos parques naturais, onde a construção é contrária ao princípio do parque, em praças já realizadas, em praias, praticamente em zonas onde não é possível por vários motivos ter acesso a infra estruturas.
Cada módulo tem como base as dimensões de 3,00 largura por 9,00 cumprimento, com uma área de 27 m2. Esta estrutura pretende ser previamente elaborada não oferecendo qualquer trabalho no sítio onde vai ser instalada, devendo ser transportada por um camião ou helicóptero.
Cada módulo ou contentor além de dar resposta a novas formas de apropriação do espaço, pretende ser aberto à utilização de novos materiais ou tecnologias possibilitando maior controlo energético e utilizando as características de resistência e leveza que possam oferecer outros materiais.

site: cannatafernandes.com

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #08



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

José Mateus e Nuno Mateus
Sofia Raposo, Bruno Gonçalves, Pedro Jesus
ARX Portugal Arquitectos
2011

A casa localiza-se numa “típica” urbanização da periferia, na Freguesia de Pousos. Situada num ponto alto, configura uma espécie de miradouro, com uma vista panorâmica sobre Leiria.
De forma a garantir um maior desafogo e acesso à vista panorâmica, os proprietários da casa compraram os 3 lotes na linha da frente, sobre a “falésia”.
Embora cada lote permitisse a construção de uma cave mais dois pisos em altura, abriu-se com este agrupamento a possibilidade de construir uma casa mais baixa, que “abraçasse” porções de jardim.
Quando visitámos o local pela primeira vez, já estavam prontos os arruamentos envolventes ao lote. Devido aos desaterros executados para construir as ruas, o terreno erguia-se subitamente a partir do limite do passeio, como uma sugestiva construção de carácter topográfico. Na envolvente, as moradias dos vizinhos estavam construídas formando um “L” em redor do terreno.
A concepção da casa surge directamente a partir da forma como observámos essa realidade. Tratando-se de uma casa de grande escala para os padrões locais, optámos por dividir o volume da construção em duas partes:
- Uma – construção enterrada – como um negativo no terreno e assumida como dele fazendo parte.
- Outra – construção pousada – volume longo e achatado, de betão branco aparente.
No volume inferior estão integradas as áreas técnicas, de apoio ou de utilização mais ocasional. No volume superior, as áreas sociais agrupam-se em torno do pátio principal e os quartos de um segundo pátio privado.
A principal particularidade desta casa está na dialéctica entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial”, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz reflectida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Quisemos entender a vida e o temperamento de quem nos procurou para desenhar uma casa, e tentar conferir um novo significado ao seu dia-a-dia.

site: arx.pt

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