sexta-feira, 11 de novembro de 2016

PROJECTAR COM OTTO WAGNER


O arquitecto OTTO WAGNER é o autor do projecto em foco no segundo documentário da sessão dupla dedicada à arquitectura Arte Nova, da actividade PROJECTAR, programada para esta quinta-feira, dia 17 de Novembro, pelas 19h00 na sala de conferências do Espaço Jovem, no Jardim Municipal de PORTO DE MÓS.

OTTO WAGNER (1841-1918)

Otto Koloman Wagner nasceu a 13 de Julho de 1841 em Penzing, próximo de Viena. Filho de Rudolf Simeon Wagner, notário da Corte Real Húngara, que faleceu de doença pulmonar quando Otto tinha apenas 5 anos, o que o levou a estabelecer laços muito fortes com a sua mãe Susanne.

Apesar das dificuldades financeiras resultantes da morte do pai, Otto Wagner recebeu uma boa formação. Estudou Arquitectura na Academia Real de Arquitectura de Berlim e no Instituto Politécnico e na Academia de Belas-Artes de Viena.

Em 1862, com 21 anos, começa a trabalhar no atelier de Heinrich von Försters, após um estágio prático de pedreiro. O seu primeiro sucesso foi a conquista do 1.º Prémio no concurso para a construção do Kursalon no Stadtpark de Viena em 1863, embora não tenha sido o seu projecto a ser concretizado. Em 1864 projecta o seu primeiro edifício, num estilo historicista, influenciado pelo círculo onde se integrou próximo de Ludwig Förster e Theophil von Hansen.

Em 1879, realiza a decoração da celebração das bodas de prata do casal imperial. Em 1880, concebe o projecto Artibus, um quarteirão de museus monumental para Viena. Os trabalhos destes primeiros anos (essencialmente moradias e casas de aluguer, para as quais foi também várias vezes director de obra) encontram-se muito pouco documentados.

Em meados e finais dos anos 1880, como muitos dos seus contemporâneos na Alemanha, Suiça ou França, Wagner tornou-se um proponente da Arquitectura Realista, uma posição teórica que lhe permitia afastar-se da dependência das formas históricas. Em meados dos anos 1890 já tinha projectado vários edifícios Jugendstil (Arte Nova).

Em 1894, quando se tornou Professor de Arquitectura na Academia de Belas-Artes de Viena, já tinha desenvolvido bastante o seu percurso no sentido de uma mais radical recusa das correntes historicistas prevalecentes na Arquitectura. Foi professor de Josef Hoffmann, Joseph Maria Olbrich, Karl Ehn, e de Max Fabiani. Outro dos seus alunos foi Rudolph Schindler, que disse "A Arquitectura Moderna começou com Mackintosh na Escócia, Otto Wagner em Viena, e Louis Sullivan em Chicago".

Wagner também se interessava muito pelo planeamento urbano — em 1890 projectou um novo plano urbano para Viena, de uma cidade de crescimento ilimitado, do qual apenas a rede de metro foi realizada, a Stadbahn. Em 1896 publicou um livro intitulado "Arquitectura Moderna" no qual expõe as suas ideias acerca do papel do arquitecto, baseado no texto da sua palestra inaugural para a Academia em 1894.

Em 1897, juntou-se a Gustav Klimt, Joseph Maria Olbrich, Josef Hoffmann e Koloman Moser pouco tempo depois destes terem fundado o grupo artístico "Secessão Vienense". A partir das ideias deste grupo desenvolveu um estilo que que incluía referências quase-simbólicas às novas formas da modernidade.

Entre os seus projectos mais relevantes destacam-se a Estação de Metro de Karlsplatz (1898), a Majolikahaus (1898-1899), a Caixa de Poupanças de Viena (Postsparkasse) (1904-1912), a Igreja Saint-Léopold am Steinhof (1903-1907), o Pavilhão da Eclusa de Kaiserbad (1906-1907) ou a sua residência Villa Wagner II (1912).

Ao longo da sua vida, Otto Wagner foi distinguido com muitos prémios e títulos: foi conselheiro da corte imperial, presidente de honra da Sociedade de Arquitectos Austríacos, presidente de honra da Federação de Artistas Austríacos, membro de honra do Royal Institute of British Architects em Londres, membro de associações de arquitectos em São-Petersburgo, Bruxelas e Amesterdão, assim como em Portugal, na Hungria e no Canadá e membro de honra do American Institute of Architects.

Em 11 de Abril de 1918, Otto Wagner faleceu com 76 anos, no seu apartamento em Neubau, 4 Döblergasse, edifício por si construído em 1912.

Adaptado de fr.wikipedia.org/wiki/Otto_Wagner e de en.wikipedia.org/wiki/Otto_Wagner


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Porto de Mós

PROGRAMA:

17 de Novembro, 19h00
Espaço Jovem, Jardim Municipal, Porto de Mós
A Escola de Artes de Glasgow
CHARLES RENNIE MACKINTOSH

(2013, Juliette Garcias, 26')
Caixa de Poupanças de Viena
OTTO WAGNER

(1998, Stan Neumann, 26')

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PROJECTAR COM CHARLES RENNIE MACKINTOSH


Pela segunda vez presente na actividade PROJECTAR, o arquitecto CHARLES RENNIE MACKINTOSH é o autor do projecto em foco no primeiro documentário da sessão dupla dedicada à arquitectura Arte Nova, programada para a próxima quinta-feira, dia 17 de Novembro, pelas 19h00 na sala de conferências do Espaço Jovem, no Jardim Municipal de PORTO DE MÓS.

Consulte a biografia de CHARLES RENNIE MACKINTOSH aqui.


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Porto de Mós

PROGRAMA:

17 de Novembro, 19h00
Espaço Jovem, Jardim Municipal, Porto de Mós
A Escola de Artes de Glasgow
CHARLES RENNIE MACKINTOSH

(2013, Juliette Garcias, 26')
Caixa de Poupanças de Viena
OTTO WAGNER

(1998, Stan Neumann, 26')

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PROJECTAR #47


A quadragésima sétima sessão da actividade PROJECTAR convida-nos a recuar mais de um século, para conhecer as obras dos arquitectos Charles Rennie Mackintosh, em Glasgow, e Otto Wagner, em Viena, em mais uma sessão dupla que terá lugar na sala de conferências do edifício Espaço Jovem, sito no Jardim Municipal de Porto de Mós, no próximo dia 17 de Novembro, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro documentário, realizado por Juliette Garcias em 2013 (um ano antes do incêndio que a atingiu severamente em Maio de 2014) leva-nos a conhecer a Escola de Artes de Glasgow, projectada pelo arquitecto Charles Rennie Mackintosh:
Construída na aurora do século XX, a Escola de Artes de Glasgow é a obra prima do único artista britânico considerado como precursor da modernidade, Charles Rennie Mackintosh.
O mais notável representante do «estilo de Glasgow», equivalente da Art Nouveau parisiense, Mackintosh vai dedicar mais de dez anos à realização daquele que é incontestavelmente o seu projecto arquitectónico mais inovador, uma obra prima que conjuga racionalidade construtiva, subjectivismo arte nova, obsessão pelo detalhe e fantasia decorativa. Dez anos de trabalho sem que o arquitecto se desloque por uma única vez ao estaleiro.
Após dez anos de purgatório, a escola tornou-se um local de peregrinação para gerações de arquitectos. A sua influência não tem equivalente na arquitectura do início do século XX.


in: http://boutique.arte.tv/f10527-architectures_ecole_art_glasgow



O edifício em foco no segundo documentário, realizado em 1998 por Stan Neumann, é a Caixa de Poupanças de Viena, projectada pelo arquitecto Otto Wagner:
Concebida como uma obra total, a Caixa de Poupanças de Viena marca uma evolução radical na arquitectura do século XX.
O grande edifício da Caixa de Poupanças dos Correios de Viena de Áustria continua, hoje em dia, 90 anos após a sua construção, a funcionar e bastante próxima do seu estado original. O arquitecto Otto Wagner faz parte dessa vaga vienense de inovadores do virar do século e será o mais importante pioneiro da arquitectura moderna na Europa Central. Este edifício é ao mesmo tempo exemplar e único. Ele retoma as soluções arquitectónicas postas em prática na segunda metade do século XIX para dar resposta às necessidades dos grandes bancos de depósitos, mas rompe brutalmente com o estilo tradicional. Deixando o ferro e o vidro, Wagner opta pelo despojamento e pela simplicidade: fachadas revestidas com uma fina camada de granito ou mármore, uma grande escadaria encimada com um enorme envidraçado que evoca uma nave industrial ou uma estação de caminho de ferro, mais que um banco...


in: http://boutique.arte.tv/f299-architecturescaissedepargnedevienne



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da sala de conferências do edifício Espaço Jovem, no Jardim Municipal de Porto de Mós, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Porto de Mós

PROGRAMA:

17 de Novembro, 19h00
Espaço Jovem, Jardim Municipal, Porto de Mós
A Escola de Artes de Glasgow
CHARLES RENNIE MACKINTOSH

(2013, Juliette Garcias, 26')
Caixa de Poupanças de Viena
OTTO WAGNER

(1998, Stan Neumann, 26')

terça-feira, 1 de novembro de 2016

PROJECTAR EM PORTO DE MÓS

Continuamos a PROJECTAR na nossa região, com a próxima paragem programada para Porto de Mós no próximo dia 17 de Novembro com mais uma sessão dupla, que desta vez nos convida a recuar até ao princípio do século XX, para conhecer duas obras de Charles Rennie Mackintosh (em Glasgow) e de Otto Wagner (em Viena), e que terá lugar na sala de conferências do edifício Espaço Jovem, sito no Jardim Municipal de Porto de Mós, pelas 19h00.




Mais informações em breve.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

15 ANOS | 15 PROJETOS - EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA

Após a bem sucedida apresentação no dia 23 de Outubro no claustro do Museu de Leiria, a exposição “15 anos | 15 projetos” foi transferida para a galeria central da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, onde poderá ser visitada até ao dia 15 de Novembro. Uma iniciativa apoiada pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da sua região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada de 2.ª a 6.ª-feira das 9h30 às 20h00 e aos sábados das 14h00 às 20h00 até ao dia 15 de Novembro com entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos

terça-feira, 11 de outubro de 2016

PROJECTAR #46


A quadragésima sexta sessão da actividade PROJECTAR desafia-nos a compreender propostas controversas para uma nova tipologia de centros culturais através das obras dos arquitectos Richard Rogers, Renzo Piano e Toyo Ito, e terá lugar no auditório da Sede da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em Abrantes, no próximo dia 20 de Outubro, pelas 21h45.

Ambos da série Architectures e realizados por Richard Copans, o primeiro documentário, de 1997, leva-nos a conhecer o Centro Georges Pompidou, em Paris, projectado pelos arquitectos Richard Rogers e Renzo Piano:
Amesquinhado quando da sua construção, o Centro Georges Pompidou, a caminho dos seus 40 anos, tornou-se o terceiro monumento mais visitado de França.
Localizado no coração histórico de Paris, um centro dedicado à leitura pública, à arte e à criação contemporânea: o Centro Georges Pompidou foi construído entre 1970 e 1977. Faltava a Paris um novo museu de arte moderna, uma nova biblioteca, um centro de música contemporânea, espaços maiores para o Design Center. O presidente Pompidou decidiu reuni-los todos num único edifício destinado a acolher um público mais vasto. Richard Rogers e Renzo Piano conceberam um "centro de informação" em constante evolução, uma mescla de Times Square informatizada e de British Museum, o todo centrado na participação entre as pessoas que aí se deslocam e as actividades que aí acontecem.


in: http://boutique.arte.tv/f301-architectures_centre_georges_pompidou



A mediateca de Sendai, projectada por Toyo Ito, será o edifício em foco no segundo documentário, realizado em 2005:
Em 1995, o arquitecto japonês Toyo Ito vence o concurso para a construção de uma mediateca em Sendai, uma cidade com 1 milhão de habitantes a 300 km a norte de Tóquio.
Esta mediateca é um novo tipo de infraestrutura cultural que reúne num único lugar uma mediateca, uma galeria de arte, uma biblioteca e um centro de informações para os cidadãos. Desde o início, todos os esforços de Toyo Ito se concentram no modo de demolir os arquétipos tradicionais do museu ou da biblioteca para reconstruir um novo modelo de mediateca, adaptado aos medias do século XXI. A estrutura da mediateca de Sendai repousa sobre treze colunas. Elas asseguram a estabilidade do edifício ao mesmo tempo que permitem a passagem das diferentes formas de energia (luz, ar, som, água), dos circuitos informáticos e das comunicações verticais (escadas, elevadores). Todas estas colunas têm dimensões diferentes em função dos dispositivos que acolhem. Elas são, além disso, dispostas de modo aleatório no espaço. A pele da Mediateca de Sendai é um bloco de vidro que capta a energia do céu e da terra. As fachadas norte, este e oeste são constituídas por uma folha de vidro, enquanto que a fachada sul beneficia de uma dupla pele de vidro. Estas fachadas são compostas por grandes painéis sem caixilhos de 2,5 metros de altura fixas nos quatro cantos à estrutura portante. Faixas de alumínio descontínuas aplicadas na superfície exterior do vidro compõem um efeito espelhado progressivo que vai da transparência total dos níveis inferiores até uma semi-transparência dos níveis superiores. O efeito espelhado da fachada reflectindo as árvores vizinhas é acentuado durante o dia, enquanto que à noite, a iluminação interior do edifício revela a sua estrutura por transparência. A pele permite regular a quantidade de luz natural graças às faixas de alumínio aplicadas na face exterior.


in: http://boutique.arte.tv/f1023-architectureslamediathequedesendai



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório da Sede da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em Abrantes, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Abrantes

PROGRAMA:

20 de Outubro, 21h45
Sede da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, Abrantes
O Centro Georges Pompidou
RICHARD ROGERS & RENZO PIANO

(1997, Richard Copans, 27')
A Mediateca de Sendai
TOYO ITO

(2005, Richard Copans, 26')

domingo, 9 de outubro de 2016

15 ANOS | 15 PROJETOS - EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA

Dia 23 de Outubro, está patente ao público no claustro do Museu de Leiria, a exposição “15 anos | 15 projetos”, iniciativa apoiada pela Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, em prol da divulgação do trabalho dos gabinetes da sua região de actuação.

Trata-se de uma mostra de 15 projectos desenvolvidos pelo atelier Filipe Saraiva - Arquitectos, sediado em Ourém, apresentada através de um conjunto de peças isoladas, que não obedecem a uma ordem cronológica, mas que por uma razão ou outra, são obras com as quais o arquitecto Filipe Saraiva mais se identifica e que, melhor caracterizam o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos de actividade.
A síntese dos projectos é representada por uma maquete de conceito de cada projecto e por peças gráficas de apoio à sua interpretação. Pretende-se evidenciar e reforçar a ideia da arquitectura enquanto laboratório de ideias num processo criativo contínuo. As maquetes reflectem, visualmente, o conceito adoptado e a identidade de cada um dos projectos de uma forma sintética e quase abstracta, sendo elas próprias um exercício de estilo.


A exposição pode ser visitada das 9h30 às 17h30 do dia 23 de Outubro, domingo - entrada gratuita.

Mais informações sobre o atelier em www.filipesaraiva.pt ou em facebook.com/filipesaraiva.arquitectos