terça-feira, 30 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #46



CLÍNICA DENTÁRIA
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Miguel Marques Venâncio
B. Pedrosa, V. Vázque, M. Álvarez, T. Palos
MMV Arquitecto
2012

O desafio é baseado na re-interpretação de uma clínica dentária, na busca de uma nova clareza e carácter espacial.
O local é localizado no primeiro andar de um edifício no centro de Torres Vedras.
O espaço precisava de uma nova imagem para provocar uma nova atmosfera, novas sensações.
O desejo de criar um espaço de destaque na cidade, mais pausado, contemplativo, um espaço de reflexão, levando à descoberta da importância do silêncio e de espaços aparentemente vazios, porém cheios de vida.
Uma experimentação onde a selecção de materiais é sustentada pela nobreza dos materiais. Esta experimentação é realizada essencialmente com o elemento imaterial de arquitectura, que é o espaço. O trabalho com o espaço é determinado pela percepção, caminhos, luz, reflexos, transparências, fluidez. A massa composta por uma base simples de vidros reciclados, potencializa as reflexões e as vibrações da luz, criando uma percepção do espaço que está em constante mutação.
A busca de um espaço atemporal, com a plenitude dos sentidos, onde a luz é filtrada de maneiras diferentes, dá poesia aos espaços, dignificando-os.

site: mmvarquitecto.com

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #45



REABILITAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO SALÃO PAROQUIAL DO JUNCAL
PORTO DE MÓS, JUNCAL

Jordana Tomé e Victor Quaresma
Inês Oliveira
atelier Jordana Tomé Victor Quaresma
2014

Local
O Salão Paroquial localiza-se no largo de São Miguel, espaço público mais importante da Vila do Juncal. Em contraponto à Igreja de São Miguel que domina o largo do alto da escadaria, a fachada principal do Salão impõe-se na parte baixa do Largo. A fachada posterior implantada a uma cota inferior faz fronteira com terras de hortas e pomares.

Existente
O Salão Paroquial desempenhou um papel fundamental na vida sócio-cultural da comunidade do Juncal, desde o início do século XX: infantário, local público de refeições comunitárias, escola, sala de espectáculos para cinema e teatro. Estas diferentes apropriações originaram pequenas e sucessivas alterações que diminuíram a qualidade e dignidade do edifício. Nos anos 60 foi acrescentado um piso para o balcão e a zona de palco que hoje conserva. Em 2012, o edifício encontrava-se visivelmente degradado pelo que houve a necessidade urgente na sua recuperação.

Programa
Recuperar e requalificar o edifício existente e os seus espaços exteriores, recuperando a sua função de espaço recreativo e cultural adaptado às exigências actuais por parte da população e da legislação vigente. O programa requeria duas salas polivalentes – o salão original e outra sala para acolher as diversas actividades culturais e de lazer, instalações sanitárias e balneários, uma copa de apoio aos funcionários e um estrutura pergolar para um toldo exterior.

Proposta
Na sala principal de espectáculos e respectivo balcão é mantida a sua estrutura espacial e requalificadas as suas características formais e construtivas originais através da reconstrução de caixilharias e portas em madeira, pavimento em soalho, tecto em madeira pintada e boca de cena reinterpretando de acordo com o tempo presente mas mantendo a identidade/memória do edifício.
Foi instalada uma bancada amovível na zona da plateia e colocado um conjunto de cadeiras que melhoram o uso e visibilidade e conferem conforto e dignidade à sala.
A maior transformação ao nível da renovação foi feita no piso da cave e nos espaços exteriores. Ao nível da cave do edifício existente, exíguos compartimentos transformam-se numa ampla sala polivalente, balneários e arrumos. Nesta sala polivalente, o pé direito é aumentado onde o lambril em azulejo denuncia a escavação. É devolvida e incrementada a luz natural e ventilação transversal através da demolição de alguns acrescentos e introdução de novos vãos. Estes novos vãos, janelas de sacada, multiplicam a relação entre o interior e exterior.
A ampliação, no interior, acomoda as instalações sanitárias e a copa/ bar que estabelece uma relação franca com o exterior. A ampliação, no exterior, permite transformar a rampa existente em dois novos espaços: um adro à cota superior do largo com acesso à sala principal e um pátio à cota inferior. Estes espaços são ligados por uma escada e unificados por uma pérgola metálica

site: jtvq-atelier.com

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PROJECTAR EM ALVAIÁZERE


A Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos continua a promover a itinerância da actividade PROJECTAR, que desta vez vai estar em Alvaiázere, no próximo dia 15 de Fevereiro, para a sexagésima segunda sessão, na qual será possível rever o documentário Charles Rennie Mackintosh, Um Homem Moderno no auditório da Biblioteca Municipal, pelas 19h00.



Mais informações em breve.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #44



IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS NECESSIDADES
LEIRIA, CHÃS

Célia Faria e Inês Cortesão
com Marco dos Santos, Liliana Pereira
Bica Arquitectos
2011

O Silêncio como linguagem

A intervenção tem por base um edifício construído no centro de uma aldeia, localizada nas proximidades da cidade de Leiria, cujo interior se encontrava em tosco. Este novo edifício veio substituir a antiga igreja, recentemente demolida, que já não comportava o elevado número de crentes que existe actualmente na aldeia e que aos domingos e em dias festivos se desloca a este espaço de culto.
Partimos da ideia de construir o Silêncio: num mundo cheio de ruído, a igreja representa uma pausa, um momento de paz e de reflexão. A escolha dos materiais no seu estado de verdade absoluta, a depuração das formas convencionais, a forma de moldar a luz natural e artificial e o despojamento do espaço de ornamentação narrativa, procuram, através de normas essenciais da arquitectura, as propriedades universais dos sentidos e do espírito.
A Assembleia desenvolve-se em forma de anfiteatro à volta do Presbitério, lugar onde é transmitida a palavra de Deus e onde está colocado Cristo. A sua presença física está representada numa cruz em latão polido, sobre uma cruz feita de luz, um rasgo recortado na parede, ao centro do Presbitério.
A parede frontal, como um longo retábulo, é composto por um grande painel rendilhado em madeira de ácer: uma composição vertical de finos prumos de madeira e linhas de luz, numa interpretação contemporânea da técnica da talha dourada, usada no retábulo da antiga igreja. A eleição da madeira também utilizada no revestimento do pavimento e nos bancos, confere temperatura ao espaço.
A partir dos recortes do alçado curvo, construímos o tecto e introduzimos iluminação zenital e artificial, ligando cada um desses recortes aos vãos situados sobre o altar. O desenho do tecto expressa uma tensão formal que se assemelha a um ostensório e procura reforçar a imagem de luz divina, ao convergir o nosso olhar para o ponto cardeal onde o sol nasce e se espalha por todo o espaço.
Para as celebrações diárias, foi criada uma pequena capela de forma curva, como uma Ábside, contígua à Assembleia. A inclinação do tecto da Assembleia prolonga-se na capela mas não toca na parede do altar, permitindo que a luz entre e se espalhe, enfatizando o momento solene.

site: bicaarquitectos.com

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #43



CONDOMÍNIO VIGIAS DA ARRIBA
TORRES VEDRAS, SANTA CRUZ

Isabel Guardado e Rui Cardoso
A.As Arquitectos Associados
2009

O projecto apresentado tem uma área de implantação total de aproximadamente 4.385 m2 e uma área bruta de construção de 5.055 m2.
A proposta é composta por três conjuntos de edifícios em regime de propriedade horizontal, totalizando 31 fogos.
O primeiro conjunto é constituído por 13 fracções destinadas a habitação unifamiliar em dois pisos com pátio (tipo A), e tipologia T3, interligados entre si por um embasamento contínuo que lhes dá acesso e que os "solta" do terreno existente. Este conjunto totaliza uma área de implantação de 2.587 m2.

Os outros, totalizam 18 fracções (tipo B) com dois pisos e tipologia T3 e dispõem-se ao longo de dois edifícios funcionalmente interligados entre si através de um plateau sobreelevado, e destinam-se a habitação unifamiliar.
O conjunto destas fracções totaliza uma área de implantação de 1.775 m2.

A proposta pretende dar resposta às seguintes intenções:
- execução de um empreendimento de qualidade urbanística e arquitectónica;
- construção com densidade inferior ao máximo prevista no P.D.M.;
- construção do nº mínimo de fogos que permitam a viabilidade da operação:
- salvaguardar as espécies vegetais características existentes na área da arriba e as características morfológicas do local;
- melhorar o acesso existente à Praia da Vigia criando condições para que este seja possível em condições de maior segurança para todos os utentes;
- criar uma zona comum ajardinada, de lazer e fruição;
- estabelecer do ponto de vista arquitectónico e urbanístico, uma melhor relação entre o conjunto dos edifícios e destes com a configuração do terreno;
- criar uma relação mais interessante dos fogos existentes na banda, com a vista de mar e com a área ajardinada;
- impedir o acesso franco a toda a frente do terreno, aumentando assim a área a salvaguardar de protecção à arriba.

site: aas.pt

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domingo, 14 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #42



CASA EM PEDRÓGÃO
TORRES NOVAS, PEDRÓGÃO

Paulo Henrique Durão
Daniel Gil Tomé, José António Martins, Nelson Mercê Aranha
Phyd Arquitectura
2008

abaixo do solo, sobre o ar

"A minha relação com o tempo é, antes de mais, muito particular tentando exprimi-lo de uma maneira gráfica; entendo o tempo como uma grande tela, uma tela imensa, onde os acontecimentos se projectam todos, desde os primeiros até aos agora mesmo. Nessa tela, tudo está ao lado de tudo, numa espécie de caos, como se o tempo fosse comprimido e além de comprimido espalmado, sobre essa superfície; e como se os acontecimentos, os factos, as pessoas, tudo isso aparecesse ali não diacronicamente arrumado, mas numa outra arrumação caótica, na qual depois seria preciso encontrar um sentido." (Reis, Carlos . in Diálogos com José Saramago, Editorial Caminho 1998)

Esta ideia de tempo, TEMPO PLANO, descrito pelas palavras de Saramago, é possivelmente o grande sonho que tentámos construir. Essa Ideia, da Arquitectura enquanto instrumento de captação de sítios, topografias, paisagens, usos e pessoas. Na qual o projecto desempenha apenas a missão de reter e dispor, organizar usos e qualidades do próprio sítio. Um TEMPO PLANO, arrumado pela topografia, arrumado pela função, arrumado pela qualificação do espaço. Dormir encaixado no solo, estar entre solo e ar, estar no exterior na paisagem.
Plano Horizontal onde tudo acontece, que sentiu a necessidade de compreender como se poderia construir uma casa que conseguisse capturar o sítio e as vivências. Que sentiu a necessidade de encontrar uma ligação lógica entre todas as coisas, ainda, que não pareçam ser de ali. Construir uma Casa, na qual se entra, a partir da cobertura, em que se cai, nessa descida contínua em direcção ao interior, de tudo o que existe.
Viver abaixo do solo, sobre o ar.

Viver dentro da matéria, entre a paisagem.

Como se a Casa, construísse sempre uma verdade e a sua oposição. Numa relação entre a leveza e o peso, essa antítese, essa ilusão gravítica, que sempre alimentou os sonhos dos Arquitectos ao longo da história da Arquitectura. E que sucessivamente conheceu as limitações da técnica, como limite ao sonho. Também esta casa quer construir a leveza, com o peso próprio da matéria, que a técnica do seu tempo lhe impõe.

site: phydarquitectura.com

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PROJECTAR #61


A actividade PROJECTAR abre o novo ano no Bombarral, com a 61.ª sessão que nos convida a rever um documentário sobre um dos mais importantes arquitectos do século XX, Frank Lloyd Wright, já exibido na 10.ª sessão na Chamusca em Abril de 2013, e terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal, no dia 18 de Janeiro, pelas 19h00.



O documentário intitulado A Arquitectura de Frank Lloyd Wright foi realizado pelo documentarista escocês Murray Grigor em 1983, e recebeu vários prémios entre os quais uma "Citação do American Institute of Architects" a primeira a ser atribuída a um cineasta:

Uma refinada e abrangente pesquisa sobre a vida e carreira de Wright, desde a sua aprendizagem com Louis Sullivan em Chicago até aos seus últimos dias em Taliesin no Wisconsin. Incluindo raras gravações das reflexões do próprio Wright sobre o seu trabalho e sobre os princípios que o guiaram, o filme combina um belo trabalho de câmara com pormenores de época para captar os edifícios que continuam a despertar respeito e admiração ainda hoje. Além de o filme apresentar Wright como um pioneiro da moradia de desenho funcional, também mostra os seus projectos utópicos como as casas auto-construídas "Usonian automatic" e um avançado protótipo para uma residência solar. Narrado pela neta de Wright, a actriz Anne Baxter.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório da Biblioteca Municipal do Bombarral, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município do Bombarral

PROGRAMA:

18 de Janeiro, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal, Bombarral
A Arquitectura de
FRANK LLOYD WRIGHT

(1983, Murray Grigor, 72')