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terça-feira, 20 de março de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #58



MUSEU MOINHO DE PAPEL
LEIRIA, LEIRIA

Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira
2009

O Moinho do Papel situa-se na antiga Rua da Fábrica, actual Rua Roberto Ivens, na margem esquerda do Rio Lis, próximo do núcleo urbano da cidade, que data do séc. XIII.
É um espaço museológico, ligado à aprendizagem de artes e ofícios tradicionais relacionados com o papel e o cereal e resulta de um projecto de recuperação e reabilitação levado a cabo por uma equipa multidisciplinar (desde o reconhecido Arquitecto Álvaro Siza Vieira aos técnicos do Município), com o objectivo de preservar a memória de artes e ofícios tradicionais inerentes a este património sociocultural, nomeadamente a moagem do cereal (milho, trigo e centeio), o fabrico do azeite e a produção do papel.

A intervenção efectuada caracteriza-se pela recuperação do antigo edifício do moinho, a construção de um novo corpo a partir de uma anexo existente e na requalificação dos espaços exteriores. Foi ainda recuperado o equipamento hidráulico e tecnológico de funcionamento do moinho.
A entrada faz-se por um pátio à volta do qual se organizam os edifícios. Os pequenos volumes de cor branca e cobertura em telha integram-se harmoniosamente na envolvente.
Num primeiro volume funciona a recepção e uma sala de exposição/multimédia. O corpo do antigo moinho alberga a Sala do Cereal, a Cozinha e a Sala do Papel. É-nos mostrado como se faz o papel a partir de trapos.

site: sizavieira.pt

ver mais sobre o projecto:
arquiteturaportuguesa.pt
cm-leiria.pt
divisare.com
guiasdearquitectura.com
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #44



IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS NECESSIDADES
LEIRIA, CHÃS

Célia Faria e Inês Cortesão
com Marco dos Santos, Liliana Pereira
Bica Arquitectos
2011

O Silêncio como linguagem

A intervenção tem por base um edifício construído no centro de uma aldeia, localizada nas proximidades da cidade de Leiria, cujo interior se encontrava em tosco. Este novo edifício veio substituir a antiga igreja, recentemente demolida, que já não comportava o elevado número de crentes que existe actualmente na aldeia e que aos domingos e em dias festivos se desloca a este espaço de culto.
Partimos da ideia de construir o Silêncio: num mundo cheio de ruído, a igreja representa uma pausa, um momento de paz e de reflexão. A escolha dos materiais no seu estado de verdade absoluta, a depuração das formas convencionais, a forma de moldar a luz natural e artificial e o despojamento do espaço de ornamentação narrativa, procuram, através de normas essenciais da arquitectura, as propriedades universais dos sentidos e do espírito.
A Assembleia desenvolve-se em forma de anfiteatro à volta do Presbitério, lugar onde é transmitida a palavra de Deus e onde está colocado Cristo. A sua presença física está representada numa cruz em latão polido, sobre uma cruz feita de luz, um rasgo recortado na parede, ao centro do Presbitério.
A parede frontal, como um longo retábulo, é composto por um grande painel rendilhado em madeira de ácer: uma composição vertical de finos prumos de madeira e linhas de luz, numa interpretação contemporânea da técnica da talha dourada, usada no retábulo da antiga igreja. A eleição da madeira também utilizada no revestimento do pavimento e nos bancos, confere temperatura ao espaço.
A partir dos recortes do alçado curvo, construímos o tecto e introduzimos iluminação zenital e artificial, ligando cada um desses recortes aos vãos situados sobre o altar. O desenho do tecto expressa uma tensão formal que se assemelha a um ostensório e procura reforçar a imagem de luz divina, ao convergir o nosso olhar para o ponto cardeal onde o sol nasce e se espalha por todo o espaço.
Para as celebrações diárias, foi criada uma pequena capela de forma curva, como uma Ábside, contígua à Assembleia. A inclinação do tecto da Assembleia prolonga-se na capela mas não toca na parede do altar, permitindo que a luz entre e se espalhe, enfatizando o momento solene.

site: bicaarquitectos.com

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #38



CASA CC
LEIRIA, MOURÕES

Sandrine Maia e Susana Venâncio
Cubic Office
2010

Inserida numa área residencial com um forte crescimento na última década, a casa CC está inserida num lote de 2.000 m2, desfrutando de uma exposição solar generosa e com proximidade com a Serra e a Cidade. A análise das formas tradicionais construídas, os padrões de uso e códigos de desenvolvimento levaram a uma estratégia de fornecer uma interpretação contemporânea dos volumes. Com as directrizes de design locais que requerem telhado inclinado, formou-se a nova arquitectura, surgindo das formas reconhecíveis tradicionalmente triangulares associadas aos telhados de quatro águas.
Um forte volume cinza escuro, onde as aberturas são esculpidas criando entradas de luz e pátios, melhoram a intensificação das relações com o exterior e especialmente com a luz do Sul e Oeste. As formas de dobragem criam um dossel que fornece sombreamento no verão e permite que o sol do Norte penetre no espaço para aquecimento passivo no Inverno, e o desenho da cobertura aumenta a capacidade de recolha de água.
O corpo da garagem foi integrado na casa, criando um pátio de serviço no lado Oeste e uma passagem protegida para a entrada da casa, permitindo que o lado Sul fosse ocupado pelo bloco da entrada.
A casa é dividida em dois andares e meio, sendo o piso intermédio destinado ao hall e garagem. No andar inferior temos as salas, cozinha, lavandaria e escritório, o nível superior é mais íntimo com as áreas reservadas, trazendo um terraço ajardinado a Oeste como benefício.

site: cubicoffice.pt

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sanindusa.pt

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #34



MODERNIZAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DOMINGOS SEQUEIRA
LEIRIA, LEIRIA

Francisco Amaral Pólvora,
Bernardo Campos Pereira e José Amaral Pólvora
com Júlio Senra, Pedro Viana, Diogo Andrade e Sousa, Nuno Lucas, Ana Rita Oliveira, Pedro Prata
BFJ Arquitectos
2010

O projeto de modernização da Escola Secundária Domingos Sequeira faz parte do programa de modernização das escolas do ensino secundário promovido pela Parque Escolar, EPE, e pode ser resumido nas seguintes opções:
1. Construção de um novo edifício que vai funcionar como nova entrada na escola e que pela sua localização e configuração funcione como rótula e interligação dos edifícios existentes. Este novo edifício vai integrar os espaços de utilização diária que permitam uma maior integração e interacção entre os diferentes utilizadores da escola, criando uma nova centralidade. Para além dos espaços administrativos e de direcção vai integrar a nova biblioteca e centro de recursos da escola em conjunto com espaços com vocação mais lúdica como sejam: a loja de conveniência, a reprografia, a associação de estudantes e a cafetaria que vai funcionar em complemento com o actual refeitório;
O Átrio central da escola é um espaço amplo com iluminação natural que serve de ponto de encontro para a comunidade escolar. Todo o átrio é decorado por pinturas feitas pelos próprios alunos da escola.
2. Remodelação dos edifícios existentes de forma a valorizar e potenciar as suas qualidades a nível espacial e construtivo, garantido a satisfação das atuais exigências de conforto, segurança e acessibilidade;
3. Construção de um novo campo de jogos coberto com instalações desportivas de apoio (balneários, vestiários e espaços de apoio);
4. Remodelação dos espaços exteriores da escola e separação entre zonas de acesso pedonal e zonas de acesso automóvel estacionamento.

site: bfj.pt

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sábado, 9 de dezembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #33



CASA VIDIGAL
LEIRIA, VIDIGAL

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Frederico Louçano, Margarida Carrilho, Hugo Rainho
Contaminar Arquitectos
2010

Esta habitação unifamiliar está implantada num terreno quase triangular, junto a uma via rápida que atravessa uma extensa área verde, perto da cidade de Leiria.
A casa compõe-se por dois volumes que se intersectam em ângulo fechado, acompanhando a forma do lote. O volume maior, tem uma geometria marcada por linhas oblíquas, que se vão elevando do terreno. A escada, no ponto de intersecção, é a geradora dessa volumetria de três pisos, onde se organizam diferentes funcionalidades: em baixo, o estacionamento e arrumos na cave; em cima, as áreas sociais - sala no piso térreo e uma mezzanine no piso superior.
O outro volume, de menor dimensão, parece planar no ar. Uma caixa branca, ao nível do primeiro piso, está assente sobre a espessura de um bloco de concreto pigmentado de cinzento escuro, o que lhe confere essa sensação de leveza. O piso elevado acolhe a área privada, com três quartos, e o piso térreo contém a cozinha, aberta sobre uma área exterior coberta com zona de apoio.
A sala é o núcleo central da Casa Vidigal, expandindo-se sobre a envolvente através dos grandes vãos que dão forma às suas paredes. A vivência dos espaços é bastante fluída, com um interior inundado de luz natural.
(Traduzido por Victor Delaqua / archdaily.com.br)

site: contaminar.pt

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #30



PARQUE DE SÃO ROMÃO
LEIRIA, LEIRIA

João Nunes e Carlos Ribas
Margarida Quelhas, Iñaki Zoilo, Mariana Sargo, Ana Paiva, Márcia Cruz e Silva, Mafalda Silva Meirinho, António de Magalhães Carvalho
PROAP
arquitectura: António Garcia Arquitectos
2006

O Parque de São Romão abrange a margem direita do Rio Lis até à Ponte de São Romão. Insere-se numa estratégia de intervenção definida por um território urbano periférico, em que a persistência de um carácter rural extravasa uma simples expressão residual, tantas vezes característica das situações de periferia urbana.
A proposta orienta-se pela procura de criação de um percurso contínuo, qualificado e dotado de estadias equipadas, que permita percorrer o Rio Lis de uma forma confortável, dando primazia aos circuitos pedonais e cicláveis como forma de permitir desfrutar dos motivos de interesse cénicos e ambientais que se encontram, sequencialmente, ao longo desse traçado. Paralelamente, surgem situações particulares que pressupõem um tratamento específico adequado às funções que lhes foram atribuídas; nomeadamente uma área para parqueamento automóvel, um espaço conduzido no sentido de criar amplas áreas de recreio informal ao ar livre e áreas para a prática de desportos “radicais”, a protecção e requalificação da envolvente da ETAR e ainda o reperfilamento de um arruamento pré-existente. As soluções propostas visam potencializar o desempenho do sítio em termos das suas funções urbanas e sociais, simultaneamente reforçando o seu valor paisagístico e ecológico, através da preservação do material vegetal na totalidade das áreas.

site: proap.pt

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domingo, 19 de novembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #28



ESCRITÓRIOS EDP
LEIRIA, LEIRIA

Regino Cruz
Célide Cruz, Filipe Balestra, Sara Göransson, Rafael Balestra, Hugo Ricardo, Ruben Mateus e Luís Pestana
Regino Cruz Arquitectos
2015

Decorria o ano de 2008 e o nosso cliente era a EDP, a maior empresa de energia de Portugal.
O primeiro desafio passava por conceber um projecto para o terreno difícil que tínhamos em mãos: um declive com uma envolvente industrial e um modesto bosque.
O progresso da nossa ideia levou a um conceito que valorizasse a área, no entanto, com a crise económica europeia, a situação financeira estagnou, e Portugal tornou-se um dos 5 países europeus mais afectados.
Volvidos 3 anos (já no final de 2011) surge outro desafio: o nosso orçamento de construção foi cortado para um terço do que tinha sido definido anteriormente e assim, o projecto teria de ser reduzido.
Em colaboração com os concept designers da Urban Nouveau, encontramos uma solução viável para corresponder às novas condicionantes financeiras que nos foram impostas. Refizemos o projecto, diminuímos o edifício e recolocamo-lo numa zona menos central do site, junto ao bosque. A simplificação da ideia consistiu em transformar a paisagem de carácter industrial numa mais agradável. Para isso o nosso projecto reage como uma ponte entre estes dois elementos:
Natureza – indústria, árvores – asfalto, feminino – masculino.
Então, inspirados pelo Metabolismo Japonês e pela obra de Kenzo Tange – o mestre que, através da arquitectura, deu uma importante lição sobre esperança na mentalidade do Pós-2ª Guerra Mundial – celebramos a relação simbiótica entre a Energia Natural e o Homem.
Com uma planta rectangular, o edifício faz referência a uma centopeia e o seu programa permite que ambas as suas funções operem de maneira independente.
Por um lado, temos a sede administrativa da EDP em Leiria. A entrada principal é pelo lado Leste que nos leva a um corredor e um hall. O corredor faz-nos chegar aos escritórios open space, permitindo ao staff encarar ambas as paisagens, a Leste e a Oeste do seu espaço de trabalho. Pelo recanto a Sudoeste temos uma escada que liga o edifício directamente ao bosque para um almoço piquenique, um pequeno passeio para arejar as ideias ou uma conversa telefónica mais privada. Através do hall podemos ver um túnel e uma escada em espiral. O primeiro consiste numa forma neutra que nos direcciona a uma contrastante caixa de vidro concebida para brainstorming e reuniões. Sendo um corpo independente, tem uma vibe serena e faz da camuflagem do bosque a sua privacidade. A escada em espiral leva-nos ao piso térreo onde podemos encontrar vestiários num extremo, e no outro uma zona de descanso com uma copa para o staff. Pela porta saímos em direcção ao parking através das pernas na centopeia.
Por outro lado, temos a Clínica EDP Sãvida. Desde a fase inicial que o cliente mostrou vontade em ter no mesmo edifício um espaço com a vertente de saúde para o staff e as suas famílias que funcionasse independentemente. O acesso à clínica é feito por uma ponte a Noroeste. Usufruindo da luz natural, a linguagem clean do interior é mantida desde a recepção e sala de espera até aos consultórios médicos, preservando a forte ligação ao arvoredo.

site: reginocruz.com

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #23



CASA TEXUGUEIRA
LEIRIA, TEXUGUEIRA

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Frederico Louçano, Margarida Carrilho, Hugo Rainho
Contaminar Arquitectos
2013

Integrada numa paisagem rural, a Casa Texugueira afasta-se do caminho público, para se isolar da irregularidade da malha urbana envolvente e procurando, ao mesmo tempo, um desafogo visual sobre a planície verde dos campos agrícolas de Leiria.
A sua forma alonga-se no terreno, desdobrando-se num muro que comporta três volumes de escalas e vivências diferentes, que jogam entre si numa composição dinâmica.
O primeiro é vazio no plano térreo, oferecendo uma área coberta, de lazer ou estacionamento, face à entrada na casa, por entre um jogo lúdico de pilares. No plano superior há um espaço de atelier de pintura/música, com um pequeno terraço aberto à luz natural, sobre a paisagem. No volume central temos o acesso principal e a área social da habitação, com a sala de estar, com um grande vão sobre a envolvente verde, e a cozinha com abertura para as zonas de churrasco e de horta. O terceiro volume encerra a área mais privada, com dois quartos no piso térreo que estão em relação directa com os espaços ajardinados contíguos, e uma suite com varanda no piso superior.
A casa desenvolve-se ao longo de um percurso fechado, que acompanha a linearidade do muro exterior adoçado ao terreno e que cruza os três volumes. Os espaços entre os volumes tomam a forma de pequenos jardins ou zonas de estar, em diálogo com a habitação e com a paisagem rural da Texugueira.
(Traduzido por Victor Delaqua / archdaily.com.br)

site: contaminar.pt

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

PROJECTAR #58

A actividade PROJECTAR regressa a Leiria para a 58.ª edição em mais uma sessão dupla, com dois documentários dedicados a edifícios de habitação social separados por mais de uma centena de anos, o Familistério de Guise, de André Godin e o Nemausus 1 em Nîmes, projectado por Jean Nouvel, e terá lugar no Auditório Artur Manuel Silva no Mercado de Sant´Ana, no dia 19 de Outubro, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro é dedicado ao Familistério em Guise, projectado pelo seu promotor, André Godin, e foi realizado por Catherine Adda em 1996:

O Familistério de Guise é o antepassado da habitação social. O habitat comunitário é para Jean-Baptiste André Godin, o criador, o arquitecto, o construtor e o proprietário do edifício, a pedra angular de uma nova sociedade...

Na primeira metade do século XIX, a revolução industrial atrai uma vasta população para as cidades onde nada está preparado para a acolher. As primeiras habitações operárias são construídas segundo o modelo da casa individual. Os industriais, mesmo os mais esclarecidos, temem a habitação colectiva: juntar a massa operária em alojamentos colectivos seria criar focos de insurreição nesses tempos de agitação revolucionária. O Familistério de Guise ignora essas reticências: um único edifício com 450 metros de desenvolvimento, constituído por um rés-do-chão, três andares e sótãos acessíveis por dezasseis escadas colectivas que servem apartamentos destinados a lojar 1.500 pessoas - o equivalente a 300 casas individuais.




O segundo documentário sobre o conjunto de habitação a custos controlados Nemausus 1, em Nîmes, do arquitecto Jean Nouvel, foi realizado por Richard Copans e Stan Neumann em 1995:

Antes de assinar o Musée du Quai Branly, Jean Nouvel concebeu Némausus 1, uma verdadeira revolução na arquitectura da habitação social.

Pelo mesmo custo, uma superfície superior em 30 % à das habitações a custos controlados correntes! 114 apartamentos sociais são encomendados a Jean Nouvel pela Câmara de Nîmes. A forma de Nemausus, o seu aspecto de nave espacial saída da "Guerra das Estrelas", foram depois copiados a torto e a direito. Mas para Jean Nouvel, esta forma não é um capricho de artista. É o resultado de uma abordagem rigorosa, de uma batalha pelo espaço, de uma luta contra os custos. Ganhar espaço para os apartamentos minimizando os espaços colectivos cobertos, despejando todas as circulações (escadas e corredores) para o exterior. Ganhar espaço ganhando luz: todos os apartamentos são "transversais", iluminados naturalmente por aberturas a norte e a sul.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Auditório Artur Manuel Silva no Mercado de Sant´Ana, em Leiria, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Leiria

PROGRAMA:

19 de Outubro, 19h00
Auditório Artur Manuel Silva (Mercado de Sant´Ana), Leiria
O Familistério de Guise
Uma cidade radiosa no século XIX
ANDRÉ GODIN

(1996, Catherine Adda, 28')
Nemausus 1
Habitação a Custos Controlados dos anos 80
JEAN NOUVEL

(1995, Richard Copans e Stan Neumann, 26')

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PROJECTAR EM LEIRIA


Quase dois anos depois, Leiria volta a receber a actividade PROJECTAR, cuja quinquagésima oitava sessão vai ter lugar no Auditório do Mercado de Sant'Ana, pelas 19:00 do próximo dia 19 de Outubro, quinta-feira, com a exibição de dois documentários sobre edifícios de habitação colectiva, um sobre o Familistério de Godin, em Guise, e outro sobre o Nemausus 1, complexo de habitação social projectado por Jean Nouvel em Nîmes, ambos na França.



Mais informações em breve.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #16



CASA XIEIRA 2
LEIRIA, CARANGUEJEIRA

Sara Oliveira e Marco Guarda
A2+ Arquitectos
2011

Implantado num terreno estreito de Norte a Sul, o projecto nasce com o objetivo de construir uma casa com um único piso. A tipologia foi definida de acordo com o acesso à melhor luz solar, já que esta é uma das riquezas deste país mediterrâneo. Por isso, todos os quartos estão orientados para Leste, sendo a sala de estar (espaço com mais permanência) a Sul, a cozinha a Oeste e a garagem a Norte, onde a funcionalidade é a simbiose do projecto.
A relação profissional do proprietário com o sector florestal, permitiu-nos procurar fontes de inspiração na região. Estamos no lado oeste do país, perto da cidade de Leiria que se distingue por madeireiras e os míticos pinhais (criado pelo rei D. Dinis para proteger a cidade de tempestades de areia e os ventos húmidos que sopram do Oceano Atlântico).
Este foi o ponto principal do projecto, o que nos permitiu aproveitar as tábuas de cofragem de pinho tradicionais utilizadas na elaboração das paredes de betão aparente nas paredes principais da casa.
A simplicidade do projecto exprimida por volumes torcidos, claramente criando um pátio interior que indica o acesso pedonal à entrada principal da casa. Estas indicações são dadas a ver pelas formas curvilíneas das paredes de betão aparente.
Na medida em que foi utilizada a inspiração, o projecto foi o resultado de uma constante metamorfose do moderno e minimalista, frágil e tradicional, exuberante, bruto.
Assim, os elementos foram ligados com o trabalho das cofragens de madeira no betão aparente e a criação de formas curvilíneas e modernas, entre a cor preta no betão e o gesso branco tradicional, entre as fachadas negras de xisto e a calçada portuguesa, entre os volumes de escala maciça e treliças finas de protecção solar ou as largas janelas de vidro.
Como resultado deste exercício é criada uma tipologia de habitação unifamiliar. Este projecto distingue-se dos outros pela sua presença discreta, sem negar as raízes profundas da sua cultura.

site: a2mais.net

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sábado, 26 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #11



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

Manuel Aires Mateus
com Maria Rebelo Pinto
e Humberto Fonseca, Luísa Sol, Tiago Santos
Aires Mateus
2010

Um lugar na periferia de Leiria, num ponto elevado em relação à rua e aberto sobre a vista da cidade.
O programa é banal: uma casa dividida em zona íntima de quartos e zona social como área de salas.
As áreas íntimas são organizadas à cota da rua, sob o terreno, em redor de um pátio central com os espaços abertos a pátios privativos. Os espaços das salas dispõem-se em torno de um vazio, que recebe luz de cima e avista de longe o castelo no centro da cidade.
A casa desenha-se com um arquétipo reconhecível rasgado verticalmente pela luz, desenhada por um pátio com três alturas que se abre horizontalmente na cota do jardim. Os pátios dos quartos, abertos ao jardim, relacionam-se de forma variável com este volume arquetípico introduzindo leituras diferentes da sua extensão.
Controla-se volume e escala num entorno desorganizado, com uma imagem clara que desde o seu interior se relaciona com o elemento patrimonial, ao longe, o castelo de Leiria.

site: airesmateus.com

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #08



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

José Mateus e Nuno Mateus
Sofia Raposo, Bruno Gonçalves, Pedro Jesus
ARX Portugal Arquitectos
2011

A casa localiza-se numa “típica” urbanização da periferia, na Freguesia de Pousos. Situada num ponto alto, configura uma espécie de miradouro, com uma vista panorâmica sobre Leiria.
De forma a garantir um maior desafogo e acesso à vista panorâmica, os proprietários da casa compraram os 3 lotes na linha da frente, sobre a “falésia”.
Embora cada lote permitisse a construção de uma cave mais dois pisos em altura, abriu-se com este agrupamento a possibilidade de construir uma casa mais baixa, que “abraçasse” porções de jardim.
Quando visitámos o local pela primeira vez, já estavam prontos os arruamentos envolventes ao lote. Devido aos desaterros executados para construir as ruas, o terreno erguia-se subitamente a partir do limite do passeio, como uma sugestiva construção de carácter topográfico. Na envolvente, as moradias dos vizinhos estavam construídas formando um “L” em redor do terreno.
A concepção da casa surge directamente a partir da forma como observámos essa realidade. Tratando-se de uma casa de grande escala para os padrões locais, optámos por dividir o volume da construção em duas partes:
- Uma – construção enterrada – como um negativo no terreno e assumida como dele fazendo parte.
- Outra – construção pousada – volume longo e achatado, de betão branco aparente.
No volume inferior estão integradas as áreas técnicas, de apoio ou de utilização mais ocasional. No volume superior, as áreas sociais agrupam-se em torno do pátio principal e os quartos de um segundo pátio privado.
A principal particularidade desta casa está na dialéctica entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial”, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz reflectida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Quisemos entender a vida e o temperamento de quem nos procurou para desenhar uma casa, e tentar conferir um novo significado ao seu dia-a-dia.

site: arx.pt

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

HÁ DEZ ANOS - NÚCLEO DO MÉDIO TEJO NO CONGRESSO DE ALMADA


Participação no
11.º CONGRESSO DOS ARQUITECTOS PORTUGUESES
3.º CONGRESSO DA ORDEM DOS ARQUITECTOS
23 a 25 de Novembro
Almada

Há dez anos, realizou-se o 11.º Congresso dos Arquitectos Portugueses, em Almada.
O Núcleo do Médio Tejo fez-se representar no Congresso por quatro dos seus membros, tendo sido o porta-voz da Moção A, representativa da participação conjunta dos Núcleos e Delegações da Ordem dos Arquitectos, das Secções Regionais Sul e Norte, no Congresso.

Abertura do Congresso
(Clicar na imagem para ver mais)
O trabalho desenvolvido no sentido de apresentar e desenvolver propostas de uma participação conjunta dos Núcleos e Delegações da Ordem dos Arquitectos, das Secções Regionais Sul e Norte, neste Congresso, resultou na apresentação da Moção “Estruturas Descentralizadas da Ordem dos Arquitectos, uma visão local para uma acção global”, subscrita pelos Núcleos e Delegações, e que foi aprovada por maioria no Congresso.

Apresentação da Moção A - Arq.º Rui Serrano, NMT- OASRS
(Clicar na imagem para ver mais)
O processo que teve início num encontro realizado em Abrantes, nas instalações do Núcleo do Médio Tejo, em 3 de Dezembro de 2005, e desenvolvido em reuniões realizadas em Castelo Branco (17 de Junho) e em Leiria (8 de Julho), a qual contou com a presença dos Núcleos da Secção Regional Norte, foi impulsionado e dinamizado pelo Núcleo do Médio Tejo.

Reunião na sede da Delegação do Distrito de Castelo Branco
Reunião na sede da Delegação do Distrito de Leiria
A primeira noite do Congresso terminou com uma recepção (jantar convívio) oferecida pelo Município de Almada, no Convento dos Capuchos, que contou com uma actuação dos Oquestrada.