segunda-feira, 14 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #168



CASA O: 10 MORADIAS INDIVIDUAIS, LOTES 127 A 130 E 137 A 142
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Madalena Cardoso de Menezes e Francisco Teixeira Bastos
com Ana Botelho, Sérgio Hipólito, Sofia Tavares da Silva, Sérgio Xavier
Atelier dos Remédios
2009

Este projecto teve a sua génese na procura de uma forma de habitar todos os espaços componentes de uma casa e na interdependência destes com um espaço central multiforme.
Traçamos uma linha longitudinal, com a direcção Este/Oeste, no ponto médio da largura do lote. Tratou-se de um desejo de uma ocupação em extensão, permitindo a manutenção de uma área livre paralela à construção com as mesmas dimensões desta. Encostámos à extrema Nascente com 3m de afastamento, a faixa de área construída, no pressuposto de atribuir à fachada Nascente o lugar dos quartos e à fachada Poente a zona das salas. o topo Norte é ocupado pela entrada e estacionamento e o topo Sul pela cozinha.
A ocupação da cozinha no quadrante sudeste, num lugar privilegiado da casa, não se tratou de uma consequência mas de uma atribuição a este espaço, que se demonstra dos mais habitados no quotidiano familiar, de uma situação invulgar, mais confortável e mais central da habitação.
Decidimos separar a sala de estar da sala de jantar e dispô-las numa relação espacial de canto entre elas e em que ambas partilham o mesmo espaço exterior. Deste modo conseguimos não ocupar o quadrante Sudoeste da casa, dotando-o de um pátio coberto que se por um lado fracciona a construção permitindo entradas de luz Sul e Poente no interior da habitação, por outro repõe a unidade da construção ao nível do plano de cobertura que percorrerá os espaços sociais.
Uma outra decisão conceptual apontou a distribuição dos espaços desta casa. Quisemos que a suite se tornasse o refúgio dos seus futuros donos. Deste modo tornámo-la o elemento mais destacado desta construção, o que se encontra numa cota elevada em relação ao resto da casa, o que se procura – o lugar onde se vai. Por outro lado jogámos com a subversão deste valor ao encostar a área de esplanada da piscina e fazer da sua fachada o pano de fundo desta, trata-se de uma reposição programática de sentido comunitário que regulou todo este projecto.
Com a vontade de um espaço central de distribuição e com o cumprimento de todas as linhas anteriormente referidas, acedemos a esta moradia por uma entrada recolhida e entalada entre dois corpos dispostos com um ângulo de 10º entre eles. Um primeiro espaço de entrada mais baixo 50cm dá acesso ao espaço de distribuição por excelência através de 3 degraus. No hall central encontram-se todos os espaços de distribuição e direcções apontadas, trata-se de um espaço centrífugo embora dotado de um suplemento de área “supérflua” que permite a informalidade de encontros, actividades ocupações etc.
Acede-se aos quartos, suite, sala de estar, lavabo, lavandaria e cozinha através de câmaras dispostas de ambos os lados deste hall central, sendo a sala de jantar a única excepção a esta regra e que terá acesso directo na ponta oposta à da entrada na habitação, no ponto mais estreito do hall.
O corpo da suite e sala de estar teve uma rotação de 10º em relação ao alinhamento original (N/S) de modo a poder estabelecer uma fuga visual do corpo da sala de jantar e por outro lado definir mais concisamente zonas de estar no jardim, nomeadamente zona de estar frente ao pátio, zona à frente da sala de estar e zona da piscina.
A piscina será implantada no quadrante Noroeste do lote num plateau situado a uma cota de 55cm mais elevada em relação à cota do arruamento respectivo. Toda a casa aposta numa arquitectura de volumes, que provocam espaços encerrados em si mesmos mas que na composição entre eles vão provocando espaços ambíguos de exterior interior que trarão uma disposição singular de espaço e de iluminação natural.

site: atrem.eu

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #167



CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
IDANHA-A-NOVA, CNAE-CENTRO DE ACTIVIDADES ESCUTISTAS

Pedro Ferreira e Helena Vieira
com João Martins
Plano Humano Arquitectos
2017

Em plena região centro de Portugal, no concelho de Idanha a Nova, a construção deste edifício surgiu da vontade de ter no Centro Nacional de Atividades Escutistas (CNAE) uma capela aquando do XXIII Acampamento Nacional de Escuteiros Católicos Portugueses, que envolveu cerca de 22000 participantes, e para se juntar às demais construções definitivas que este centro escutista dispõe.
A localização escolhida é privilegiada, numa área de planalto, central no CNAE, em ambiente rural e natural, com um sistema de vistas extraordinário, que impulsionou a conceção do edifício.
A vivência espacial inicia-se com o percurso de acesso à capela, um momento de passagem gradual para o ambiente mais recolhido deste recinto, criado por uma divisória em postes de madeira tratada, suficiente para delimitar o espaço, mas propositadamente aberta, mostrando uma capela disponível para todos os que passam. A coroar a entrada, pregão da vida do povo cristão, um sino, alusivo ao Corpo Nacional de Escutas e ao XXIII Acampamento Nacional.
A inspiração para esta construção, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, nasceu do âmago da experiência escutista: a vida ao ar livre, o acampamento, a tenda, a sobriedade e simplicidade das construções e estilo de vida. Também as extremas do edifício, de forma pontiaguda, fazem uma alusão ao lenço escutista, símbolo da promessa e compromisso neste movimento.
Pensámos a capela como uma grande tenda, de portas abertas a todos, e em todos os momentos. Um ponto de acolhimento, abrigo e encontro. A sua forma muito simples, semelhante a uma tenda canadiana, estabelece-se em duas águas, que se moldam à utilização dos seus visitantes. A estrutura aproxima-se às pessoas na zona da entrada, onde o volume é mais baixo e mais estreito, mais próximo da escala humana, e alonga-se para a frente e para o alto, elevando o utilizador para algo superior, com uma paisagem deslumbrante como pano de fundo, que amplifica estas sensações. O espaço envolve, acalma, e convida-nos a contemplar a imensidão da paisagem. O contexto intimista do local alia-se ao espírito escutista e cristão de comunhão com a natureza.
A orientação Nascente / Poente da capela potencia que o nascer do sol ilumine o seu espaço interior, mas é ao pôr-do-Sol que se usufrui de uma imensidão de cores, tons e ambiências, que envolvem o olhar e legitimam também toda a composição arquitetónica.
No outono e inverno, a luz, mais crua, destaca a tranquilidade do local, e a simbiose de desadorno entre o edifício e a paisagem.
O ponto de entrada, onde o edifício se assemelha ao lenço escutista, e à forma como este assenta no pescoço, é também marcado pela presença da água, que aqui “nasce”, formalizando um início, que convida à entrada na capela e no Mistério que celebra, evocando a longa e rica simbologia bíblica e litúrgica.
A água atravessa todo o espaço da capela, num caminho que se desenvolve até ao altar – lugar central de qualquer espaço celebrativo cristão - e posteriormente para a paisagem, encaminhando o utilizador para a cruz, que fora da capela, no mesmo alinhamento, pontua a paisagem e consolida a sensação de amplitude e projeção para o Divino.
A grande cruz, implantada na paisagem, com a sua forma imponente e ao mesmo tempo delicada, que se aligeira à medida que ganha altura, testemunha e corrobora a solenidade do local.
O alinhamento destes elementos litúrgicos, dispostos segundo um caminho protegido pela forma arquitetónica, que ao abrigar projeta também o utilizador para o alto e para a paisagem, unificam os propósitos da conceção formal e conceptual do edifício.
A estrutura de madeira e zinco confere um aspeto exterior simples e protetor ao templo, e um ambiente confortável e acolhedor no interior, onde a estrutura de 12 vigas, numa alusão aos Apóstolos, foi deixada à vista, mostrando a verdade e simplicidade construtiva.
Com um comprimento total de 12m, a estrutura atinge o seu ponto mais alto aos 9m, após o Altar, onde o elevar da viga principal aumenta a profundidade do espaço e destaca este ponto sacro. Toda a estrutura é ligada ao chão através de rótulas metálicas.
Os materiais escolhidos integram o edifício na envolvente, na prática escutista, e no conceito arquitetónico. A madeira é um material muito utilizado pelos escuteiros nas suas construções. É um material natural e tradicional, que confere solidez e conforto. O zinco, material também tradicional, aqui eleito pelas suas excelentes qualidades de estanquicidade, e também pela sensação de proteção que confere.
O altar, a fonte e o caminho de percurso da água, são elementos fixos do edifício, e são constituídos em pedra, material natural e nobre.
A cátedra, o ambão, o suporte do círio, a base da imagem de Nossa Senhora de Fátima e os bancos da assembleia são móveis, feitos em madeira maciça, trabalhada de forma simples, quase tosca, depurada de acabamentos adicionais, deixando a função sobrepor-se à decoração.
A luz, importante tema na arquitetura e na expressão religiosa, foi pensada de forma a realçar a expressividade de todo o espaço, interior e exterior. Pela sua localização, em ambiente rural, e no centro da prática escutista, a iluminação artificial eleita é discreta, harmoniosamente distribuída, destacando e enquadrando o edifício com a natureza sempre que a noite cai, deixando contudo sobressair as estrelas. É uma iluminação que parte de baixo e se projeta no conjunto edificado, e na grande cruz, que valoriza as dimensões da arquitetura, conferindo-lhe também dimensões etéreas. Um único ponto de luz destaca-se da restante iluminação, e cai do alto do eixo da estrutura, no topo do altar, consagrando em reverência este elemento.
A capela está ao serviço da comunidade escutista, e permite que em celebrações para maior número de pessoas a assembleia possa ficar no exterior, ficando o celebrante virado para a paisagem, passando desta forma a capela a funcionar como um Altar.
Este é um lugar espiritual, uma existência simples, sagrada, que convida a recolher, em diálogo pessoal, em encontro com a fé, e a voltar a olhar para a frente, para um horizonte mais alto.

site: planohumanoarquitectos.com

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domingo, 6 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #166



CASA NO VALE DAS ÁRVORES
MAÇÃO, VALE DAS ÁRVORES

Luís Valente Silva e Carla Figueiredo
Paralela-Arquitectos
2011

Projecto de arquitectura de uma habitação unifamiliar na Quinta do Vale das Árvores, Concelho de Mação.
O terreno está inserido num contexto rural de cultura arvense, cujo edificado envolvente caracteriza-se como sendo, construções tradicionais em pedra argamassada. Sob o pressuposto de se projectar uma casa que se identificasse com a simplicidade/riqueza do contexto rural, procurou-se um registo actual que estivesse simultaneamente atento às características morfológicas como às características volumétricas envolventes.
A proposta retoma, o lugar da antiga ruína, mantendo quer os princípios de implantação quer os de orientação, fazendo cumprir o desejo de pertencer ao lugar.
A casa desenvolve-se apenas ao nível térreo e o programa, que obedece às exigências de uma casa de campo, faz-se de forma a usufruir da vista desafogada sobre a paisagem agrícola. Procurou-se, conservar uma presença discreta mas também estabelecer uma relação directa com a paisagem através do Alpendre, permitindo a transparência e a continuidade espacial com a envolvente.
Apesar da sua estrutura marcante, procurou-se uma materialidade que fosse capaz de integrar a casa naturalmente na paisagem envolvente e assim se fundir com o terreno. Optando claramente por preservar a memória do espaço rural, foi utilizada a pedra da região na casa, nas áreas exteriores pavimentadas e nos muros de vedação que limitam a propriedade.

site: paralela-arquitectos.pt

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cargocollective.com/paralela-arquitectos
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paralela-arquitectos.blogspot.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

PROJECTAR #79


Com a septuagésima nona sessão, a actividade PROJECTAR volta à Covilhã para uma sessão dedicada à Casa Oyler, do arquitecto austríaco-americano Richard Neutra, desta vez em parceria com A Tentadora, cowork shop gallery, onde terá lugar no próximo dia 17 de Outubro, pelas 19h00.



Realizado em 2012 por Michael Dorsey, o filme a exibir tem por título "A Casa Oyler: o Retiro no Deserto de Richard Neutra":
Em 1959, um funcionário público chamado Richard Oyler, residente na pequena povoação do deserto Lone Pine, na Califórnia, pediu ao mundialmente famoso arquitecto Richard Neutra para projectar a sua modesta casa de família. Para surpresa de Oyler, Neutra aceitou. Assim começou uma improvável amizade que levou à concepção e construção de uma icónica obra-prima moderna de meados do século XX.
Considerado o "Pai da Arquitectura Moderna da Califórnia", a revista Time Magazine publicou Richard Neutra na sua capa em 1949, classificando-o em segundo lugar apenas atrás de Frank Lloyd Wright entre os maiores arquitectos americanos. A Casa Oyler: o Retiro no Deserto de Richard Neutra investiga como Neutra criou laços de amizade com esta modesta família de uma pequena terra, e como ele foi inspirado pelo deslumbrante cenário do deserto no local, o qual Neutra comparou com a imponência do místico Deserto de Gobi.
Actualmente propriedade da actriz Kelly Lynch e do seu marido, o argumentista-produtor Mitch Glazer, a casa de estilo pilares & vigas e a sua envolvente exótica brilham através de uma maravilhosa cinematografia, e a história ganha vida através de entrevistas com Richard Oyler, Kelly Lynch, o filho de Neutra, e o muito conhecido agente imobiliário de Los Angeles Crosby Doe, que tem representado casas de alguns dos maiores arquitectos modernos da história.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório d'A Tentadora, cowork shop gallery, na Covilhã, que está disponível para o efeito.

Apoio:
A Tentadora, cowork shop gallery

PROGRAMA:

17 de Outubro, 19h00
A Tentadora, cowork shop gallery, Covilhã
A Casa Oyler:
o Retiro no Deserto de RICHARD NEUTRA

(2012, Michael Dorsey, 46')

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #165



MUSEU DAMIÃO DE GÓIS E AS VÍTIMAS DA INQUISIÇÃO
ALENQUER, ALENQUER

Henrique Marques, Rui Dinis
com João Ortigão, Marco Santos, Tiago Maciel
spaceworkers
2017

Intervir num edifício existente é por si só um bom desafio, quando à pré-existência juntamos séculos de história o desafio é ainda maior. A intervenção centra-se na criação de uma estrutura expositiva, alusiva à vida e legado histórico de Damião de Góis, no interior de uma antiga igreja, recuperada, em Alenquer. A igreja, agora esvaziada dessa mesma função, funciona como um espaço “contentor” com uma identidade muito própria, marcada pela geometria dos seus tectos abobadados e pela textura das suas paredes de tijolo, de grande valor plástico.
A proposta procura, precisamente valorizar as características plásticas do espaço, e minimizar o seu impacto na pré-existência, respeitando o existente, afastando-se das paredes, procurando uma posição central no espaço, assumindo uma geometria que é familiar ao edifício, originada pelo paralelismo às formas do tecto e paredes, capturando a configuração do vazio existente numa espécie de núcleo, de cor escura, fragmentado, que recebe e organiza a exposição e os visitante.
Este núcleo, apesar de fragmentado, confere ao visitante uma ideia de continuidade virtual, onde os seus vazios são entendidos como momentos de pausa e de contemplação do existente e como momentos de penetração no interior do núcleo, explorando esta relação ancestral de interior e exterior, que nos fascinou desde o início do projecto.
O espaço expositivo assume-se como um elemento negro, delicado, que convida à sua descoberta e que se destaca do restante cromatismo do espaço existente, sem nunca se sobrepor a este mas sem perder as suas características espaciais.

site: spaceworkers.pt

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sábado, 28 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #164



8 MORADIAS INDIVIDUAIS, LOTES 67 A 74
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Nuno Graça Moura
com Luísa Rosas, Vicente Brito, Cátia Bernardo, Rita Machado, Carlos Castro, Pedro Gonçalves
Nuno Graça Moura, Arq. Lda.
2010

Numa encosta voltada a Norte, projectam-se diversas habitações. O conjunto é o essencial. As casas dispõem-se perpendiculares às vias de acesso, que seguem a topografial. São massas cravadas na encosta, abertas para o espaço de paisagem a Poente, com vista para o golfe e mar. Pátios interiores completam a necessidade de luz e intimidade em diversos espaços. Todas as construções serão caiadas à cor verde água e as coberturas terão revestimento vegetal, conforme definido no plano.

site: nunogracamoura.com

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

PROJECTAR NA COVILHÃ


A Covilhã volta a receber uma etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, desta vez em parceria com o espaço "A Tentadora" cowork shop gallery, no próximo dia 17 de Outubro, pelas 19h00, com a exibição de um documentário dedicado ao arquitecto austríaco-americano Richard Neutra.



Mais informações em breve.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #163



PÉRGOLA E PISCINA DELGADA 1
BOMBARRAL, DELGADA

Vasco Correia e Patrícia Sousa
com Sebastien Alfaiate, Joana Ramos
Camarim Arquitectos
2016

Os nossos clientes adquiriram uma casa com jardim na Delgada, uma aldeia 75 km a Norte de Lisboa, e pediram-nos para renovar a casa e acrescentar uma pérgula com piscina ao jardim. Sendo uma encomenda de uma renovação interior e de uma obra nova, resolvemos considerá-las como 2 projectos distintos: este projecto diz respeito à obra nova.
A casa, circundada por um grande relvado, conjuga materiais e elementos decorativos de proveniências variadas na busca de uma certa dignidade e solidez. Rejeitamos intuitivamente qualquer ideia de diálogo com esta casa, mas tão-pouco seria conveniente a pérgula ficar muito longe dela. Havia, perto da porta da cozinha, 2 árvores sobre o relvado. Colocamos a pérgula entre as árvores, paralela à casa, alinhada com o alpendre frontal. A piscina, no seguimento da pérgula, precipita-se sobre colinas cultivadas com vinhas, macieiras e pinheiros a Sul, deixando o mundo neo-rústico para trás.
A consideração cuidadosa da geografia, jardim e casa não nos conduziu a um processo de osmose, pelo contrário: pérgula e piscina formam um conjunto maciço, simétrico e repetitivo que poderia ser mais antigo que tudo o resto. A pérgula constrói uma atmosfera particular, simultaneamente doméstica e permeável, robusta e sensível. A piscina, revestida a mármore rosa, recorta inesperadamente o betão e imprime na água um tom turquesa eléctrico.
Procuramos trabalhar apenas com elementos arquitetônicos fundamentais, conjugando-os de um modo que não é clássico ou barroco, antigo ou moderno, mas tudo isso em uníssono. Procuramos que luz, sombras, contexto chegado e afastado, participem, tanto quanto betão e pedra, na construção desta atmosfera. Interessa-nos a capacidade de a arquitetura proporcionar uma percepção viva de cada instante e, simultaneamente, a consciência de uma escala temporal que nos transcende.

site: camarim.pt

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #162



CASA FANU
ANSIÃO, SARZEDELA

Bruno Lucas Dias
com Humberto Lopes, Joana Zuna, Eugénia Gomes
Bruno Dias Arquitectura
2016

Nas proximidades da Vila de Ansião, num terreno com um suave declive e de grandes dimensões, pontuado por carvalhos e oliveiras, surge o projecto. Este perde-se no meio da vegetação preservando sempre a maior quantidade de natureza préexistente.
Esta preservação é o mote para a definição da implantação da obra. A casa organiza-se a partir de um eixo principal, este eixo pretende não só resolver todo o programa funcional, mas também ser o elemento delimitador das zonas sociais e das zonas privadas. A casa desenvolve-se num único piso, ligeiramente elevado do chão. Este é gerado a partir do lugar e das suas características, com alguns pontos de contacto com o terreno existente, aspirando fundir-se nele.
A solução adotada na construção utiliza um pequeno leque de materiais, conferindo-lhe a simplicidade encontrada na Natureza. Duas lajes de betão definem a forma exterior criando uma grande liberdade e, consequentemente, diversidade na criação dos espaços interiores. Estas conferem-lhes uma permeabilidade com o exterior. Os compartimentos deixam de estar limitados aos seus panos de parede, com a abertura de grandes vãos, e passam a ter como limite a Natureza.

site: brunodiasarquitectura.pt

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

(A)RISCAR O PATRIMÓNIO EM VILA NOVA DA BARQUINHA


(a)Riscar o Património/Heritage Sketching é uma iniciativa da DGPC – Direção-Geral do Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal, integrada nas Jornadas Europeias do Património.
A edição de (a)Riscar o Património de 2019 para os encontros nacionais tem como tema Artes, Património e Lazer.
A actividade realizar-se-á no dia 28 de Setembro, Sábado – de acordo com o calendário das Jornadas Europeias do Património (JEP) que decorrem, praticamente em toda a Europa, entre 27 e 29 de Setembro, e cuja iniciativa nos temos associado desde a primeira edição do projecto (a)Riscar o Património, em 2014.
Num repto mais uma vez lançado a todos os praticantes, profissionais, amantes ou curiosos do desenho e do sketching, apelamos à participação de todos nos encontros, que serão realizados em todo o país, promovendo o registo gráfico dos locais e do tema escolhido.


A Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos apresenta este ano um programa um pouco mais curto, devido à impossibilidade de um encontro de dia inteiro, e tendo em conta o tema deste ano, a proposta é desenhar o Parque de Escultura Contemporânea da Barquinha.

PROGRAMA:

10H00 - Ponto de encontro no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.
12h30 – Encontro final para troca de experiências e desenhos.

Anfitrião: Ricardo Cabrita

Organização:
DGPC – Direção-Geral do Património Cultural
Urban Sketchers Portugal
Organização local:
Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #161



RECEPÇÃO E ÁREA COMERCIAL DO BOM SUCESSO
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira
2010







site: sizavieira.pt

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #160



CASA ÓBIDOS
ÓBIDOS, PRAIA D'EL REY

Russell Jones e Ricardo Soares Martins
com Robbie Hyde, Emanuel Placido, Claudio Soares
Jones Architects Studio + RSM arquitecto
2016

A casa situa-se na Praia D'El Rey nos arredores da cidade histórica de Óbidos, Portugal. A área é caracterizada por casas modernas em estilo neo-tradicional, fazendas antigas, campos de golf e está rodeada por floresta de coníferas.
Os clientes queriam construir uma casa sustentável, com ar moderno e linhas claras que respondesse ao seu ambiente. Deveria permitir à família interagir uns com os outros e com a paisagem envolvente.
O terreno possui orientação sudeste repleta de árvores com vistas para um famoso campo de golfe e o Oceano Atlântico ao fundo. Tem acesso por uma rua local; o terreno possui uma suave inclinação para o campo de golfe com algumas árvores coníferas antigas dentro da área privada.
O principal acesso de pedestres a partir da rua para a casa é por uma ponte que leva ao piso térreo. Este é o coração da casa, onde estão as áreas sociais. Existe ainda um acesso separado para veículos no pavimento inferior, sob a ponte; este pavimento também abriga as instalações de serviço, garagem e adega. O piso térreo acomoda a sala de estar, cozinha, lavandaria, sala de jantar interna e externa e ala destinada a hóspedes. Para subir ao primeiro pavimento, uma escadaria iluminada naturalmente com pé direito duplo leva aos três quartos, uma instalação sanitária e à suíte principal.
O layout do volume de três pavimentos foi projectado para facilitar ao máximo o desfrute das vistas nas orientações sul e leste. A planta em forma de 'L' do piso térreo envolve uma piscina de borda infinita com as áreas de jantar e lounge de frente para o mar. O grande balanço destes espaços permite a protecção solar e uma transição para um grande terraço acessível de qualquer parte do piso térreo. As grandes áreas envidraçadas podem ser abertas uma vez que as janelas são de correr e ficam ocultas nas paredes, promovendo esta ligação.
Ao redor da casa os jardins actuam como zona de amortecimento conformando uma ligação real e visual com a floresta envolvente. Árvores maduras foram plantadas entre prado e vegetação arbustiva nativa nas orientações oeste e sul. Ao norte e leste, vegetações de pequeno porte e prado fazem a transição para os campos de golfe sem obstruir as vistas. Uma grande área envidraçada na sala de jantar e cozinha permitem que a paisagem faça parte da casa e se relacione com o terraço, permitindo que grandes quantidades de luz natural penetrem no interior da casa.
Parte do conceito de projecto foi revestir os pavimentos inferiores com pedra local, como se fossem escupidos da natureza e para contrastar com o volume branco do primeiro pavimento. Esta estratégia é acentuada com o desenho dos jardins que permite que a vegetação cresça sobre a pedra e envolva o piso térreo. As aberturas aqui foram intencionalmente reduzidas para proporcionar maior privacidade.
A casa foi projectada para maximizar os ganhos solares sem sobreaquecer. Aqui estão presentes o aquecimento solar, bombas de calor de fonte de ar para aquecimento, grandes janelas e painéis deslizantes e venezianas internos. Isso permite conforto ao longo do ano com custos mínimos.
A casa está repleta de luz e também de privacidade, garantindo uma experiência positiva aos seus utentes a curto e longo prazo.

site: jonesarchitectsstudio.co.uk

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domingo, 8 de setembro de 2019

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

CONFERÊNCIA BARTOLOMEU COSTA CABRAL


conferência
A ÉTICA DAS COISAS
BARTOLOMEU COSTA CABRAL
Arquitectura 1953 – 2012

Salas do Noviciado, Convento de Cristo, Tomar
14 de Setembro, 15h00

Conferência com a participação do arquitecto Bartolomeu Costa Cabral e de um painel de convidados, os quais desenvolverão conversas em volta dos seguintes temas:
Arquitectura e modernismo
Arquitectura e sociedade
Arquitectura e planeamento
Arquitectura, sensibilidade e afectos
Arquitectura, função e movimento
Arquitectura e luz natural

Iniciativa complementar à exposição “A ÉTICA DAS COISAS - BARTOLOMEU COSTA CABRAL”, que revisita a carreira deste notável arquitecto, que encerra no próximo dia 15 de Setembro, no Convento de Cristo, em Tomar. Para esta retrospetiva foram seleccionados 18 projetos, de estabelecimentos de ensino a equipamentos diversos, passando pela habitação individual e colectiva, que podem ser vistos nas salas do Noviciado do Convento da Ordem de Cristo, espaço que o arquitecto aceitou com naturalidade para a realização desta exposição, espaço intimamente ligado à sua família – O Convento de Cristo – que foi a última residência do seu avô Bartolomeu antes da sua aquisição pelo Estado em 1939.



Esta exposição de Arquitectura acontece no âmbito da parceria entre a Direção Geral do Património Cultural – Convento de Cristo e a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul (que trouxe já ao monumento Património Mundial da Humanidade UNESCO, exposições dos arquitectos Nuno Mateus e José Mateus (ARX Portugal), Souto de Moura, Carrilho da Graça e dos irmãos Aires Mateus), em parceria com a Comissão da Festa dos Tabuleiros, com o Instituto Politécnico de Tomar e o patrocínio da Companhia de Seguros Lusitânia.

Bartolomeu da Costa Cabral fez a sua formação na Escola de Belas Artes de Lisboa.
Inicia a sua actividade no atelier de Nuno Teotónio Pereira (1953-1958), onde projectou a obra emblemática do Bloco das Águas Livres (1953-1956). Desde então desenvolve projectos com Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas (1958-1962), trabalha no Gabinete de Estudos do Plano Director de Lisboa (1954-1959), na Federação das Caixas de Previdência (1959-1968 no âmbito da qual realiza estágios em Londres, Paris e no Laboratório de Engenharia Civil em Lisboa), no atelier de Conceição Silva e Maurício de Vasconcelos(1968) e no Gabinete de Planeamento e Arquitectura (GPA 1969-1996) tendo reatado o seu próprio atelier em 1973.
É dele, em conjunto com o seu amigo Arq. Manuel Tainha, a obra do Instituto Politécnico de Tomar.
Faz ainda parte da Direcção do Sindicato Nacional dos Arquitectos (1960-1965) e assume durante dez anos a Direcção da Secção Portuguesa da União Internacional dos Arquitectos (1977-1987).
É docente na ESBAL entre 1968 e 1970 e no ISCTE entre 2003 e 2005.
Ao longo das últimas seis décadas projectou mais de uma centena de obras e recebeu vários prémios: o 2º Prémio de Arquitectura da Fundação Calouste Gulbenkian pelo Bloco das Águas Livres (1961); o Prémio Raul Lino pela Agência da Caixa Geral de Depósitos em Sintra (1978); o 2º Prémio no Concurso Limitado para o estudo da recuperação da zona costeira entre a Boca do Inferno e o Miradouro da Guia (1985); o prémio do Instituto Nacional de Habitação pelo edifício de habitação em Pego Longo (1995); o 1º Prémio no Concurso da Universidade Católica para o Edifício da Faculdade de Engenharia (1997); o 1º Prémio no Concurso para a Aldeia da Solidariedade em Albufeira (2008); e uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pela Casa da Travessa da Oliveira (2009).
Em 2015 foi-lhe conferido o doutoramento Honoris Causa pela Universidade Lusíada.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

PROJECTAR #78


A septuagésima oitava sessão da actividade PROJECTAR marca o regresso destas sessões após a pausa de Agosto, com uma nova etapa em Pedrógão Grande para uma sessão dedicada ao arquitecto sino-americano, recentemente falecido, Ieoh Ming Pei, e terá lugar na Casa Municipal de Cultura no próximo dia 19 de Setembro, pelas 19h00.



First Person Singular é uma visão ampla da vida e da obra de IM Pei. Narrado com frequência pelo próprio arquiteto, o documentário mostra sua infância na China, sua educação no MIT e Harvard e passeios através de alguns dos seus mais recentes e celebrados trabalhos. Bach, adequadamente, é escolhido como trilha sonora para visualizar como Pei traça paralelos entre seu trabalho usando variações dobre um tema simples.



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação da Casa Municipal de Cultura de Pedrógão Grande, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Pedrógão Grande

PROGRAMA:

19 de Setembro, 19h00
Casa Municipal de Cultura de Pedrógão Grande
Primeira Pessoa do Singular:
I. M. PEI

(1997, Peter Rosen, 52')

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #158



CASA DE CAMPO LAMEIRINHOS
FUNDÃO, BARROCA

José Adrião
com Ricardo Aboim Inglez, Carla Gonçalves, João Albuquerque Matos, Margarida Lameiro, Tiago Pereira, Hugo Santos SIlva
José Adrião Arquitectos
2015

A estrutura da casa manteve-se igual ao que sempre foi. Mudaram-se as infraestruturas e substituiu-se o telhado para maior conforto térmico. A padaria, que deixou de funcionar há quase cinquenta anos, é hoje uma confortável sala de estar com paredes de xisto, espaço lúdico e de convívio. O forno manteve-se e funciona agora também como lareira.
No primeiro piso, cinco dos seis quartos, passaram a ter casa de banho integrada. Uma das salas, mais sossegada, com janelas luminosas sobre os pátios, é lugar perfeito para leitura.
O pátio de cima, coberto por uma latada de vinha que convida a ficar, liga ao pinhal e às árvores de fruto.
Destaca-se uma enorme figueira que dá sombra todo o ano e figos em julho. Nos dias quentes o tanque é ideal para refrescar.
O pátio inferior, mais íntimo, marcado por uma fonte e por um cipreste, dá acesso à estrada e à aldeia da Barroca, na margem direita do rio Zêzere que nasce ali perto, na Serra da Estrela.
A partir da casa podem-se fazer trilhos pela montanha e ao longo de ribeiras e do rio, pelos caminhos da Grande Rota do Zêzere, a pé ou de bicicleta, assim como ir até às várias piscinas fluviais das aldeias próximas.

site: joseadriao.com

ver mais sobre o projecto:
facebook.com/pg/joseadriaoarquitetos
lameirinhos.com
publico.pt

sábado, 31 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #157



EDIFÍCIO-SEDE DA PRF
LEIRIA, AZÓIA

Paulo Seco
com Filipe Lourenço
Impare Arquitectura
2018

Projeto de ampliação do edifício-sede da PRF – Gás, Tecnologia e Construção, S.A. que surge da necessidade de expansão das suas áreas administrativa, de armazém e oficinas.
A proposta prevê a restruturação do edifício existente, construído em 2001, que tem essas mesmas funções, distribuídas em três pisos. Para a construção do novo edifício, contíguo ao primeiro, foram prolongadas, por piso, as funções neles existentes: oficinas no piso térreo, armazém no piso intermédio e escritórios no piso superior.
O programa foi complementado com um refeitório no piso térreo, que se relaciona com uma área exterior de esplanada e com uma sala de controle no piso intermédio.
No piso superior, foi criado um terraço que relaciona os espaços dos dois edifícios e permite a sua iluminação natural.
Na ligação entre os dois edifícios – novo e existente – foi criada uma entrada autónoma, através da qual se distribuem os acessos verticais – por escada e elevador – e as ligações de nível entre os dois edifícios.
O novo edifício, apesar da diferença de linguagem arquitetónica, que o autonomiza, tem a mesma volumetria e cércea do edifício existente, procurando assim manter relações de equilíbrio entre os dois volumes.
As soluções de revestimento exterior – chapa metálica e vãos com sistema de fachada ligeira, semioculta em alumínio – ditaram uma expressão mais clara do novo volume e das relações entre cheio e vazio.
Foi criada uma pala de cobertura, para proteção da passagem de máquinas e equipamentos e para cargas e descargas, na ligação entre o novo volume e um armazém contíguo; essa pala tem, de um dos lados, um pórtico metálico com um vão de 28 metros livres.
Os interiores dos escritórios – novos e existentes – foram uniformizados nos seus revestimentos, na iluminação, no desenho e materiais dos vãos, prolongando e dando continuidade aos espaços, que foram concebidos em diferentes circunstâncias.
Salienta-se que a realização deste projeto, feito 15 anos depois do projeto que a Impare Arquitectura desenvolveu para os interiores dos espaços de escritórios do edifício existente, veio a revelar-se muito gratificante, graças ao grande envolvimento e cumplicidade do cliente em todo o processo, sinal da confiança depositada na prestação dos nossos serviços.

site: impare.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com.br
archiscene.net
architectureartdesigns.com
espacodearquitetura.com
facebook.com/pg/imparearquitectura
ivotavares.net

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

PROJECTAR EM PEDRÓGÃO GRANDE

Pedrógão Grande recebe a primeira sessão depois da pausa de Agosto da itinerância da actividade PROJECTAR, no próximo dia 19 de Setembro, pelas 19h00, na Casa Municipal de Cultura de Pedrógão Grande com a repetição do documentário dedicado ao arquitecto sino-americano, recentemente falecido, Ieoh Ming Pei, que foi exibido anteriormente na 23.ª sessão, em Vila Nova da Barquinha.



Mais informações em breve.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #156



REMODELAÇÃO DE CASA EM FÁTIMA
OURÉM, FÁTIMA

Helena Botelho
com Andreia Veríssimo, João Veríssimo, Tiago André Pinto, Miguel Cavaleiro
Helena Botelho Arquitectura
2017

SÍTIO
A casa construída em meados do século XX e situa-se numa encosta com vista para o Santuário de Fátima. Está organizada em 3 pisos que se distribuem funcionalmente do seguinte modo: no Piso 0, organiza-se a zona social composta pela entrada principal, salas de estar e de refeição, cozinha, escritório e capela, já no Piso -1, a zona mais privada, contém a ala dos quartos, o espaço de recolhimento. O sótão não foi alvo de qualquer intervenção.
Esta casa apresentava vários problemas funcionais e construtivos, fruto de obras que foi sofrendo ao longo dos últimos anos, resultando numa casa sombria, húmida e fria, e que funcionava encerrada sobre si mesma, não tirando partido da sua relação privilegiada com o exterior - as vistas desafogadas sobre o horizonte e também sobre a horta e jardim, num plano mais próximo.
PROJECTO
As ideias principais do projecto foram abrir a casa para o exterior, criando deste modo novas relações com a paisagem urbana envolvente, e regenerar, desde logo, o aspecto exterior original da casa. Com isto conseguiu-se que a luz natural voltasse a redefinir e qualificar os ambientes e simultaneamente, garantiu-se a reorganização funcional de todo o espaço, inserindo novos elementos de forma a adaptá-lo a um modo de vida mais actual.
Esta operação consistiu no desenho cuidado de cada um dos novos espaços: no piso inferior optou-se por uma nova organização, onde os quartos partilhados e por vezes interiores deram lugar a pequenos núcleos individuais, com mais luz, salubridade, privacidade, permitindo ao mesmo tempo recuperar a sua forte relação com o exterior; já no piso 0 alterou-se o espaço de chegada, garantindo uma articulação natural entre o espaço de entrada e as consequentes áreas de distribuição, nomeadamente com a abertura das escadas de acesso ao sótão. Transformou-se totalmente a cozinha, que se quis adaptada a um uso mais contemporâneo. Ainda neste piso transformou-se o espaço de capela, através da introdução de pequenas peças desenhadas, que permitem obter um espaço mais despojado e simples.
No exterior abriu-se o espaço de alpendre, garantindo uma maior relação com o jardim, de onde se alcançam vistas privilegiadas sobre a cidade.
Esta intervenção baseia-se numa lógica de continuidade, respeitando as pré-existências qualificadas, atribuindo-lhe valores contemporâneos, resultando num projecto dialogante entre partes: o passado e o presente.
MATERIALIDADE
Foi feito um grande trabalho de redesenho de mobiliário, integrado nas paredes, que permite configurar uma continuidade entre os diversos espaços, articulando de forma minuciosa, lambris, estantes, aparadores, ou portas, numa lógica de continuidade espaço-luz-matéria, redefinindo e qualificando todos os espaços, desde zonas de estar a meras zonas de passagem e distribuição entre eles.
Recuperou-se uma cor utilizada no mobiliário original - o azul dominante - uma memória que serviu de base para todos os elementos de madeira do piso de entrada. Já no piso inferior, com uma área contida e programa extenso, optou-se por desenhar uma caixa de madeira que pudesse conter os espaços de instalações sanitárias e que em simultâneo pudesse definir, qualificar e caracterizar de modo especial um simples espaço de corredor e de acesso ao jardim.

site: helenabotelho.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
archilovers.com
arquinfad.org
divisare.com
estatemag.kz
facebook.com/pg/helenabotelhoarquitectura
homify.pt
nuno-almendra-photography.com
publico.pt
rushi.net

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #155



EDIFÍCIO CONSELHEIRO JOÃO MARTINS, ESCRITÓRIOS OUTSYSTEMS
PROENÇA-A-NOVA, PROENÇA-A-NOVA

Carlos Delgado Pinto
In'Loki
2017

O desafio foi lançado pelo município de Proença-a-Nova. Com um investimento de baixo orçamento criar o novo escritório para a Outsystems em Proença-a-Nova na linha da cultura empresarial da casa.
O objectivo centrou-se no carácter da luz dos espaços, materiais de construção e volume e no uso de uma métrica estrutural para criar uma malha robusta para o conceito proposto de um pátio interior. Os blocos Ytong foram uma solução 2 em 1 oferecendo os níveis de conforto exigidos bem como uma solução de acabamento expressiva para a imagem interior e exterior. As infra-estruturas que suportam o funcionamento da empresa (elécticas, mecânicas e redes de comunicações) foram utilizadas como um elemento expressivo no carácter dos espaços e na organização do programa.
Ao edifício de 3 pisos existente adicionámos um novo volume que contém as áreas sociais que apoiam a vida quotidiana da Outsystems. Os espaços informais são bastante importantes nas dinâmicas de grupo da empresa. Eles são ferramentas no processo criativo.
O pátio é o ponto central do cenário apoiado pela escada em espiral (a forma é inspirada no logótipo da empresa) que liga os espaços de trabalho convencionais com a área social. A planta da ampliação organiza em torno do pátio a cafetaria, o auditório informal e a sala de formação. A entrada foi localizada junto da principal rua, a Avenida do Brasil. O percurso para as áreas de trabalho obriga a atravessar as áreas sociais de modo a motivar o empenho no trabalho em equipa.
A textura do único material das fachadas (bloco Ytong), para as ruas circundantes, foi executada com uma pequena incisão na junta horizontal de cada fiada de blocos de modo a criar uma maior vibração com a incidência solar. O interior procura ligar-se com a imagem corporativa da Outsystems bem como criar um carácter para este escritório. Os materiais, cores e mobiliário foram decididos em coerência com as orientações da marca. As equipas e empregados foram desafiados a dar os seus contributos para o processo espacial. A ideia do escorrega foi uma sugestão interna que a empresa acolheu para o escritório. A Artista Vanessa Teodoro foi convidada para desenvolver um desenho mural baseado nos valores e cultura da Outsystems.

site: inloki.pt

ver mais sobre o projecto:
archello.com
archilovers.com
archiscene.net
facebook.com/pg/inloki.architecture
interiordesign.net
joaomorgado.com