quarta-feira, 6 de julho de 2016

PROJECTAR COM PETER ZUMTHOR


PETER ZUMTHOR é o arquitecto a que será dedicado o segundo documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, dedicada à temática do turismo e lazer, a realizar na quinta-feira, dia 7 de Julho, pelas 19h00, no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de PENICHE.

Consulte a biografia de Peter Zumthor aqui.


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

PROJECTAR COM ARNE JACOBSEN


O arquitecto ARNE JACOBSEN é o autor do projecto que será abordado no primeiro documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, dedicada à temática do turismo e lazer, a realizar na quinta-feira, dia 7 de Julho, pelas 19h00, no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de PENICHE.

ARNE JACOBSEN (1902-1971)

Arne Emil Jacobsen nasceu a 11 de Fevereiro de 1902 em Copenhaga. Depois de um estágio como aprendiz de pedreiro, Jacobsen ingressou na Escola de Arquitectura da Academia Real de Belas Artes onde de 1924 a 1927 foi aluno de Kay Fisker e Kaj Gottlob, ambos arquitectos e designers.

Ainda estudante, em 1925 participou na Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, em Paris, na qual ganhou uma medalha de prata pela concepção de uma cadeira. Aí foi também arrebatado pela estética pioneira do pavilhão L'Esprit Nouveau, de Le Corbusier.

Por essa altura viajou também até à Alemanha, onde travou conhecimento com a arquitectura racionalista de Mies van der Rohe e Walter Gropius. Essas obras influenciaram os seus primeiros projectos, incluindo o seu projecto de fim de curso, o qual foi premiado com uma medalha de ouro.

Em 1929, em colaboração com Flemming Lassen, venceu o concurso promovido pela Associação de Arquitectos da Dinamarca para a concepção da "Casa do Futuro", a qual foi construída à escala natural para a respectiva exposição no Forum de Copenhaga, e que lhe granjeou o reconhecimento imediato como arquitecto ultra-moderno.

No ano seguinte estabeleceu-se em gabinete próprio, e concebeu, entre outras, a casa Rothenborg que desenhou até ao mínimo pormenor, uma característica de muitos dos seus trabalhos posteriores.

Venceu o concurso do Município de Gentofte para projectar o complexo da estância balnear de Klampenborg, na costa Øresund, perto de Copenhaga, que constituiu a sua grande revelação pública na Dinamarca, composto por vários elementos: a praia de Bellevue (1932), incluindo as características torres de vigia, cabines de vestiário e até o vestuário dos empregados; os edifícios de apartamentos Bellavista (1934); e um restaurante e o Teatro Bellevue (1936).

O reconhecimento como um dos expoentes da arquitectura moderna na Dinamarca não o livrou de fortes críticas, precisamente pelo uso desse estilo, como na construção do edifício Stelling (1934-37) na praça histórica Gammeltorv, em Copenhaga, mais tarde apontado como um bom exemplo de intervenção em sítios históricos, ou do seu projecto vencedor (com Erik Møller) no concurso para a Câmara Municipal de Århus (1939-42).

Durante a Segunda Guerra Mundial, teve de se refugiar na Suécia em 1943 devido às suas origens judaicas, onde se dedicou essencialmente a desenhar tecidos e papel de parede. Com o final da guerra em 1945, regressou à Dinamarca onde retomou a sua actividade profissional.

Deste período destacam-se a construção dos conjuntos de casas de Søholm I (1946-50), uma das quais o próprio Jacobsen habitou até ao fim da sua vida, Søholm II (1952) e III (1954), em Klampenborg, e o de Alléhusene, Gentofte, em Copenhaga (1949–1953), marcados por um experimentalismo em torno de materiais tradicionais.

Do bom uso e combinação de diferentes materiais são exemplo o edifício para a Câmara Municipal de Rødovre (1952-56), com a sua escadaria suspensa do tecto por cabos de aço, ou a Escola de Munkegaard (1957), em Copenhaga, com os seus pavilhões ligados por corredores de vidro em torno de pequenos pátios.

A reputação internacional que acumula com a realização destas obras, bem como com a construção do Hotel Royal SAS (1956-60), em Copenhaga, considerado o primeiro "designer hotel" do mundo, traduz-se no convite para participar em concursos ou realizar projectos na Alemanha, e para a construção do St. Catherine's College (1964-66), em Oxford, no Reino Unido.

Quando Arne Jacobsen morreu inesperadamente em 1971, tinha uma série de grandes projectos em curso, incluindo um novo edifício para a Câmara Municipal de Mainz (1966-73), na Alemanha, o Banco Nacional da Dinamarca (1965-71 e 1978) em Copenhaga, ou a Real Embaixada da Dinamarca em Londres (1976-77). Este projectos foram continuados e concluídos pelo gabinete Dissing+Weitling, uma firma montada pelos seus principais colaboradores Hans Dissing e Otto Weitling.

adaptado a partir de en.wikipedia.org e de www.arne-jacobsen.com

Banco Nacional da Dinamarca (1965-71)

Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PROJECTAR #43


Mais uma sessão dupla na quadragésima terceira sessão da actividade PROJECTAR, com a temática do turismo e lazer a determinar a selecção dos documentários a exibir, que terá lugar no auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, no próximo dia 7 de Julho, pelas 19h00.

Ambos da série Architectures e realizados por Richard Copans, o primeiro, de 2008, apresenta-nos o Hotel Royal SAS, em Copenhaga, projectado pelo arquitecto dinamarquês Arne Jacobsen entre 1956 e 1960, para a companhia de aviação escandinava.

Uma obra total, na qual tudo, desde o cinzeiro ao volume do edifício, foi concebido e desenhado pelo mesmo homem, Arne Jacobsen, grande arquitecto mas também designer escandinavo.
Uma grande torre no coração de Copenhaga, ao mesmo tempo grande hotel moderno e terminal da companhia aérea, o RADISSON SAS ROYAL HOTEL assinala a viragem da Dinamarca para o modernismo do pós-guerra, uma obra prima dos anos 1950s sob o signo do funcionalismo, da simplicidade e da elegância.


in: http://boutique.arte.tv/f4718-architectures_hotel_royal_sas



O segundo documentário, realizado em 2001, é dedicado ao edifício termal de Vals-les-Bains, na Suiça, concebido pelo arquitecto Peter Zumthor entre 1993 e 1996.

Em Vals, as termas imaginadas por Peter Zumthor põem em cena a água, a pedra e a luz numa experiência tão espiritual quanto sensual.
Em Vals-les-Bains, entre Zurique e Locarno, há mais de um século que se explora a água que brota da montanha a 29 º. No anos 1990s, a frequência do complexo turístico e termal está em queda acentuada. A comuna decide construir um novo estabelecimento e escolhe o projecto de Peter Zumthor. O edifício é antes de mais um volume: um paralelepípedo que parece estar meio enterrado na encosta da montanha. Da estrada que atravessa a localidade, não se vê mais que um grande muro que parece feito de pedras planas, com grandes aberturas que parecem fendas. Se nos aproximamos, as camadas de gneiss - esta pedra tradicional utilizada para os telhados das moradias - sobrepõem-se por blocos, todos idênticos e da mesma espessura, e traçam linhas horizontais semelhantes. Uma precisão e uma relojoaria de pedra que se desenvolvem em muros com 60 metros de comprimento, no interior dos grandes balneários, ao longo dos terraços. Em todo o lado a mesma pedra, como o tecido único de uma experiência única, sujeita às variações de luz simultaneamente tranquilizadora e imutável.

in: http://boutique.arte.tv/f553-architectureslesthermesdepierre



Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de entrada livre mas limitadas à lotação do auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, disponibilizado para o efeito.

Apoio:
Município de Peniche

PROGRAMA:

7 de Julho, 19h00
Auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche
O Hotel Royal SAS
ARNE JACOBSEN
(2008, Richard Copans, 25')
As Termas de Pedra
PETER ZUMTHOR
(2001, Richard Copans, 26')

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PROJECTAR EM PENICHE

Com o início do Verão, também a actividade PROJECTAR vai à procura do mar, mais precisamente em Peniche, no próximo dia 7 de Julho, no Edifício Cultural junto à Câmara Municipal, pelas 19h00 para mais uma sessão dupla de documentários de arquitectura, desta vez com a temática do turismo e lazer.



Mais informações em breve.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

ABRANTES CIDADE CENTENÁRIA



O Arq.º Pedro Dias Costa recebeu das mãos de Sua Ex.ª o Presidente da República Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a Medalha de Honra da Cidade que o Município de Abrantes resolveu atribuir à Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos SRS por ocasião das comemorações do centenário da elevação de Abrantes a cidade.

Presentes na cerimónia, para além dos actuais membros da Delegação, estiveram o Arq.º Rui Serrano (fundador do ex-Núcleo do Médio Tejo da OA-SRS e actual vereador da C.M. de Tomar) e os Arq.os Rui Alexandre e Joana Seixas Nunes (presidente e membros do conselho directivo da OA-SRS).

domingo, 5 de junho de 2016

PROJECTAR COM OSCAR NIEMEYER

Pela segunda vez nestas sessões, OSCAR NIEMEYER será o arquitecto em foco no segundo documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, a realizar na quinta-feira, dia 9 de Junho, pelas 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em TORRES NOVAS.

OSCAR NIEMEYER (1907-2012)

Oscar Niemeyer, de nome completo Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, nasceu a 15 de Dezembro de 1907 no Rio de Janeiro. Concluiu o ensino secundário em 1928, ano em que casa com Annita Baldo (1909-2004) e começa a trabalhar na tipografia do pai.

Em 1929 matricula-se no curso de Engenharia e Arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, obtendo o diploma de engenheiro arquitecto em 1934. Em 1930 nasce a sua única filha Anna Maria Niemeyer.

Inicia a sua vida profissional do escritório de Lúcio Costa em 1935, onde já estagiara em 1932. No ano seguinte insinua-se na equipa que desenvolve o projecto do Ministério da Educação e Saúde (MES), composta por Carlos Leão, Affonso Eduardo Reidy, Jorge M. Moreira e Ernani Vasconcelos, entre outros, e conhece Le Corbusier, chamado ao Rio de Janeiro como consultor nos projectos do MES e da Cidade Universitária a convite de Lucio Costa e Gustavo Capanema, ministro da Educação e Saúde, conseguindo Niemeyer destacar-se na equipa.

Em 1937 desenha a Obra do Berço, no Rio de Janeiro, seu primeiro projeto construído. No ano seguinte é convidado por Lucio Costa para desenvolver o projecto do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque em 1939, até onde viaja e é agraciado pelo Mayor da cidade.

Niemeyer conhece Juscelino Kubitschek em 1940, então prefeito de Belo Horizonte, que o convida a fazer o projecto do Conjunto da Pampulha, composto por um casino, um clube, um salão de dança, uma igreja e um hotel (este último não construído), concluído em 1943, que o tornou notado a nível internacional.

Ingressou no Partido Comunista Brasileiro em 1945, sendo a luta política um dos aspectos que marcou a sua vida, declarando-se sempre um comunista convicto. Esta posição veio mais tarde a cortar-lhe várias hipóteses de trabalho nos Estados Unidos, quer a nível de projectos, quer ao nível do ensino.

Mas ainda não em 1947, quando é convidado para participar na equipa internacional de arquitectos para elaborar o projecto da sede da ONU em Nova Iorque, sendo o seu esquema o escolhido mas, por pressão de Le Corbusier, vem junto com este apresentar a solução final, desenvolvida e pormenorizada posteriormente por Wallace Harrison e Max Abramovitz.

Para comemorar os 400 anos da cidade de São Paulo, em 1951, o Governo de São Paulo encomenda a Niemeyer o projecto para o Parque de Ibirapuera, concluído em 1955. Nesse período projecta e constrói inúmeras residências, das quais se destaca a sua própria, a Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, em 1953, ano em que projecta também o edifício Copan, em São Paulo, que se tornará um símbolo da cidade.

Eleito presidente do Brasil em 1956, Juscelino Kubitschek chama Niemeyer para a realização de uma nova capital para o país. Este abre um concurso público para o Plano Piloto de Brasília, do qual sairá vencedor o apresentado por Lúcio Costa. Em 1957-58 projecta uma grande quantidade de edifícios entre os quais a residência do Presidente (Palácio da Alvorada), o Edifício do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, a sede do governo (Palácio do Planalto) além de prédios residenciais e comerciais. Brasília é projectada, construída e inaugurada no espaço de um mandato presidencial, quatro anos.

Após a sua construção, Niemeyer torna-se coordenador da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Brasília. Em 1963, é agraciado com o prémio Lenin da Paz, da União Soviética, e é nomeado membro honorário do American Institute of Architects, dos Estados Unidos.

Em 1964, um golpe militar no Brasil surpreende Niemeyer em viagem de trabalho a Israel. De regresso ao seu país, é chamado a depor, e a sua posição de esquerda custa-lhe cara: a revista Módulo que fundara em 1955 e da qual era director vê a sua sede no Rio de Janeiro parcialmente destruída, o seu escritório é saqueado, e a invasão da Universidade de Brasília leva-o e a outros duzentos professores a demitirem-se.

Impedido de trabalhar no Brasil, decide instalar-se em Paris em 1967, onde o próprio Presidente da República, o general De Gaulle lhe concede autorização para exercer a sua profissão em França. Aí projecta o edifício da sede do Partido Comunista Francês (1965-80). Na Itália, é convidado para realizar o projecto da sede da Editora Mondadori (1968), em Milão, e na Argélia a Universidade de Constantine (1969) e, em 1970, a mesquita de Argel.

Em 1972 abre o seu escritório nos Champs Elysées, em Paris e projecta a Bolsa do Trabalho de Bobigny e o Centro Cultural de Le Havre, ambos em França. Em 1975 projecta a sede da Fata Engeneering, na Itália, e é nomeado comendador da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.

Nos anos 1980s regressa ao Brasil, no início da abertura política, e projecta o Memorial JK (1980) e o Museu do Índio (1982), ambos em Brasília, o prédio da Rede Manchete de Televisão (1983), o Sambódromo do Rio de Janeiro (1984), o projecto do Panteão da Pátria na Praça dos Três Poderes em Brasília (1985) e o Memorial da América Latina em São Paulo, em 1987. Neste ano, projecta também o edifício sede do jornal I’Humanité, em Paris.

Recebeu o Prémio Pritzker de Arquitectura em 1988, a que se seguiram muitos outros, entre os quais a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects em 1998, o Prémio UNESCO 2001 na categoria Cultura, e o Praemium Imperiale da Japan Art Association em 2004.

Em 1991, aos 84 anos, projectou o Museu de Arte Contemporânea MAC em Niterói (1991-96), no Rio de Janeiro, considerado por muitos a sua obra-prima. Em 2002 foi inaugurado o complexo que abriga o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, conhecido por Museu do Olho ou Olho do Niemeyer. Em 2003 desenhou o pavilhão provisório na Serpentine Gallery, em Londres.

Em 2006, no dia do seu 99.º aniversário, é inaugurado o Complexo Cultural da República, em Brasília, com o Museu Nacional Honestino Guimarães e a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, formando um dos maiores centros culturais do país. Viúvo desde 2004, volta a casar-se nesse ano com Vera Lúcia Cabreira (nascida em 1946) sua secretária.

Ainda neste ano projecta, para Espanha, o Centro Cultural Principado de Astúrias, em Avilés, baptizado Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, projecto oferecido à Fundação Príncipe das Astúrias como agradecimento pela condecoração que recebeu, em 1989 (Prémio Príncipe das Astúrias das Artes) inaugurado na primavera de 2011.

Em 2007, pelo seu centésimo aniversário, recebeu a mais alta condecoração do governo francês pelo conjunto de sua obra, o título de Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra, e a condecoração da Ordem da Amizade conferida por Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Perfeitamente lúcido e activo, entre as suas últimas obras há a destacar o projecto da Cidade Administrativa de Minas Gerais (2008-10), caracterizado por curvas, betão armado e o maior prédio suspenso do mundo. A Cidade Administrativa é considerada o projecto mais ousado de Oscar Niemeyer.

A poucos dias de completar 105 anos, Oscar Niemeyer morre no Rio de Janeiro a 5 de Dezembro de 2012 em resultado de uma infecção respiratória, seis meses depois da sua própria e única filha ter falecido com 82 anos.

adaptado a partir de pt.wikipedia.org, www.terra.com.br, www.archdaily.com.br e www.niemeyer.org.br


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Torres Novas

PROGRAMA:

9 de Junho, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Palácio de Recepções e Congressos de Roma
ADALBERTO LIBERA
(2006, Richard Copans, 26')
A Sede do Partido Comunista Francês
OSCAR NIEMEYER
(2013, Richard Copans, 27')

PROJECTAR COM ADALBERTO LIBERA

ADALBERTO LIBERA será o arquitecto em foco no primeiro documentário da próxima sessão dupla PROJECTAR, a realizar na quinta-feira, dia 9 de Junho, pelas 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em TORRES NOVAS.

ADALBERTO LIBERA (1903-1963)

Adalberto Libera nasceu em 16 de Julho de 1903 em Villa Lagarina, então parte do império Austro-hungaro, no Trentino, norte de Itália. Aos onze anos, no alvor da Primeira Guerra Mundial, mudou-se com os pais para Parma, terra de origem da mãe.

Estuda matemática e diploma-se em arquitectura no Istituto d'arte di Parma em 1925, transferindo-se para a Regia Scuola Superiore di Architettura em Roma onde conclui o curso superior de arquitectura em 1928.

Libera conhece a vanguarda europeia através de artistas de Trento ligados ao futurismo, como F. Depero e L. Baldessari, e a pesquisa dos jovens milaneses do Gruppo 7, com dois dos quais (Pollini e Rava, sendo os restantes Terragni, Figini, Frette, Larco e Castagnoli) tinha efectuado uma viagem à Alemanha.

Ainda estudante, em 1927, foi convidado a fazer parte deste grupo, encontrando-se assim entre os pioneiros do movimento para a arquitectura moderna em Itália. Participa, no Gruppo 7, na elaboração do programa do racionalismo italiano, com alguns textos publicados na “Rassegna italiana” (Dezembro 1926 - Maio 1927).

A difusão dos princípios racionalistas leva-o a organizar a 1.ª Exposição Italiana de Arquitectura Racional (com G. Minnucci) em Roma, em 1928, e a fundar o grupo racionalista romano, convertido em 1930 no Movimento Italiano per l’Architettura Razionale (MIAR) do qual se torna secretário geral.

Em 1931 organiza a 2.ª Exposição Italiana de Arquitectura Racional, inaugurada por Mussolini na Galleria di Roma, a qual provoca uma acesa polémica entre a nova geração, que se pretende afirmar, e a cultura académica dominante, próxima do poder político, e que leva à extinção do MIAR.

São de 1931 as suas primeiras obras realizadas: a colonia Gil em Portocivitanova, a casa Nicoletti em Roma e a escola elementar «R. Sanzio» em Trento, terminada em 1934. Trabalha então como profissional independente, o que lhe enfraquece o empenho teórico e, em 1932, em resultado da estratégia de M. Piacentini de reunir os grupos opostos, é convidado com M. De Renzi a participar na Mostra do primeiro decénio da revolução fascista.

De novo com De Renzi, e ainda no campo da arquitectura efémera, realiza pavilhões para várias exposições, entre os quais o da Exposição Mundial de Chicago em 1933, da Exposição de Bruxelas em 1935, e no Circo Massimo em Roma (1937/1939). Na Itália fascista, o sector dos equipamentos expositivos era o único campo de trabalho possível para os arquitectos racionalistas, olhados com desconfiança e a uma prudente distância pelo regime.

Participa em concursos públicos lançados pelas autoridades de Roma e vence, e realiza com De Renzi, o Palácio dos Correios na Via Marmorata, no Ostiense, em Roma (1933-35), e é construído o edifício de habitação em Ostia (1932-34). Resulta também da vitória num concurso o projecto mais importante que realiza neste período, o do Palácio de Recepções e Congressos de Roma (1937-42) que apenas será concluído em 1953.

Em 1938 realiza o projecto da Villa Malaparte em Capri, obra arquitectónica de uma limpidez racional exemplar construída sobre o rochedo de um promontório, embora recentemente tenha sido posta em causa a sua autoria, por documentos que apontam para ter sido o próprio cliente a reformular o projecto após a rotura com o arquitecto.

Com a guerra e a queda do fascismo, Libera retira-se para a sua terra natal, Villa Lagarina, quase em exílio de 1943 a 1946, onde volta a dedicar-se a reflexões teóricas sobre arquitectura, a pesquisa sobre o alojamento colectivo e à sistematização de soluções para o habitar.

No pós-guerra, de regresso a Roma, trabalha com A. Foschini no programa Ina Casa e em 1949 assume a direcção do gabinete de projectos, que manterá até princípios dos anos 1950s, quando se torna consultor externo. Retoma a actividade profissional liberal, marcada com frequentes colaborações com alunos romanos (L. Calini ed E. Montuori, A. Spaccarelli e C. Ligini).

De 1950 a 1954 realiza em Roma a unidade de habitação horizontal de Tuscolano, numa experiência isolada influenciada por uma viagem a Marrocos. Pesquisa, experimentação tecnológica e grande escala marcam os projectos para o cinema Airone em Roma (1953-56), da Sede Regional de Trento (1954-62), do edifício de escritórios na Via Torino (1956-58) e os projectos para o INA e para o Ministério do Tesouro, em Roma.

Projecta a Catedral do Cristo Rei em La Spezia em 1956, para o qual aproveita a localização junto a uma praça para enfatizar a monumentalidade do edifício religioso. Em simultâneo com a sua pesquisa sobre a cidade, mostra grande crença no quarteirão residencial, que se traduz nos seus projectos para a Vila Olímpica de Roma (1957-60) e para o complexo residencial lncis a Decima (1960/1966).

Desenvolve também actividade académica a partir de 1951, quando é nomeado académico de San Luca. Em 1953 vence por concurso a cátedra de 'composição arquitectónica' da Faculdade de Arquitectura de Florença, e em Novembro de 1962 é convidado a ensinar na ‘La Sapienza’, em Roma.

Faleceu em Roma a 17 de Março de 1963.

adaptado a partir de www.pabaac.beniculturali.it, it.wikipedia.org e de www.windoweb.it


Informações sobre os documentários aqui.
Mapa de localização do local onde decorrerá a sessão aqui.

Apoio:
Município de Torres Novas

PROGRAMA:

9 de Junho, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, Torres Novas
O Palácio de Recepções e Congressos de Roma
ADALBERTO LIBERA
(2006, Richard Copans, 26')
A Sede do Partido Comunista Francês
OSCAR NIEMEYER
(2013, Richard Copans, 27')