segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO COM MUNICÍPIO DE CASTELO BRANCO


A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos e a Câmara Municipal de Castelo Branco assinam no próximo dia 28 de Janeiro, numa cerimónia a decorrer a partir das 16h no Salão Nobre da autarquia, um Protocolo de Colaboração que se estende por diversas frentes de trabalho comuns, designadamente no exercício da profissão de arquitecto, da política municipal de arquitectura e da sensibilização do cidadão para a arquitectura e o território.

Cooperação em programas de formação para os arquitectos que ingressam nas autarquias, apoio à integração de arquitectos estagiários, facilitação do acesso à formação contínua dos arquitectos municipais, incentivo ao recurso à encomenda pública de projectos e obras, são alguns dos domínios de acção da OASRS previstos no Protocolo. Colaborar no lançamento de Prémios Municipais de Arquitectura e em processos de classificação de imóveis e sensibilizar os arquitectos municipais para os processos de agilização de procedimentos, são outras das áreas de trabalho inscritas no documento.

O Protocolo vincula, pelo lado da autarquia, à dotação dos quadros de pessoal de arquitectos com a situação de inscrição em vigor e regularizada para a práticos dos actos próprios da profissão, bem como o acolhimento de arquitectos estagiários, consoante as disponibilidades para inscrição como membros da OA. Está ainda contemplada a promoção de acções de formação contínua ao corpo de arquitectos municipais, o recurso à encomenda pública de projectos e obras e garantir que a actividade dos arquitectos municiais privilegia o interesse público, entre outras obrigações.

O Protocolo OASRS-Câmara de Castelo Branco a assinar no próximo dia 28, tem uma adenda que se refere ao acervo arquitectónico do arq. José Dias Pires Branco, cedido gratuitamente por este à Secção Regional Sul. Constituído fundamentalmente por projectos de arquitectura, desenhos e memórias descritivas de edifícios e equipamentos públicos e privados do distrito albicastrense, o acervo vai passar para a gestão da autarquia que tem vindo a constituir um património documental e bibliográfico "muito significativo sobre a história da cidade, do concelho e do distrito nas múltiplas dimensões que enformam a vida em sociedade e qual tem vindo a ser objecto de tratamento, catalogação, classificação e descrição com vista à sua consulta por parte de investigadores e comunidade em geral", conforme se lê nos termos da adenda ao Protocolo.

Com a assinatura do documento, a Câmara compromete-se a "facultar o acesso físico e digital do acervo a investigadores e apenas o acesso digital ao público em geral para efeitos de estudo e divulgação", bem como a "promover a divulgação da obra do arquitecto José Pires Branco, nomeadamente através da realização de exposições, publicações e outras formas de promoção julgadas convenientes".

A cerimónia do próximo dia 28, cujo acesso é livre, vai ainda contemplar a apresentação pública do Representante de Castelo Branco na Delegação Centro da OASRS, na pessoa da arquitecta Maria Esmeralda Mendes.

In http://www.oasrs.org/noticias/76/

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

PROJECTAR #37


No próximo dia 21 de Janeiro, pelas 19h00, realiza-se a trigésima sétima sessão da actividade PROJECTAR, de regresso ao Estúdio 121 no Entroncamento, para mais uma sessão dupla de documentários de arquitectura, ambos da série Architectures, desta vez sobre estações ferroviárias.

O primeiro, realizado por Richard Copans em 1999, é dedicado à Gare Saint-Pancras, em Londres, construída em meados do século XIX com projectos do engenheiro William Barlow e do arquitecto Sir George Gilbert Scott.
Em Londres, no século XIX, a Midland Company manda construir a gare de Saint-Pancras, composta por uma nave em ferro (a mais alta à época) e por um hotel de luxo.
Quando a Midland Company adquire o direito de construir uma gare em 1863, ela confia o estaleiro a um dos mais brilhantes engenheiros, William Barlow. Ele torna a nave que abrigará os cais na mais alta da época e realiza uma façanha com esta estrutura de vão único de 73 metros, sem vigas nem pilares. Mas uma vez que uma estação era também um hotel para os viajantes, a construção do hotel é confiada ao arquitecto Sir George Gilbert Scott: o Midland Grand será o maior e o mais luxuoso hotel da capital...

in: http://boutique.arte.tv/f5370-architectures_gare_saint_pancras



O segundo, realizado por Catherine Adda em 1998, debruça-se sobre a estação Satolas-TGV, projectada pelo arquitecto espanhol Santiago Calatrava.
Em 1994, a região Rhône-Alpes lança um concurso internacional para a concepção de uma nova estação TGV. "Monumento" à glória do TGV, a estação situa-se em plena planície lionesa. Maquetes e imagens de síntese dissecam o projecto construtivo.
O programa é complexo dado que tem três clientes distintos, cada qual com seus constrangimentos particulares. O Conselho Regional pretende um monumento que seja um símbolo da região, a SNCF uma estação que celebre o TGV, comboio dos tempos modernos, e a Câmara do Comércio e Indústria de Lyon quer acima de tudo que a nova estação não oculte o aeroporto, com o o qual ela deverá estar ligada. Sem contar com o quarto mosqueteiro, o premiado arquitecto Santiago Calatrava, que satisfazendo em tudo o programa requerido, vai permitir-se aí exprimir o seu próprio temperamento. Este singular arquitecto, apaixonado pelo movimento e cuja dupla formação (Belas Artes em Espanha e Politécnico em Zurique), lhe permite esticar ao máximo as forças postas em jogo na estação. No final, a arquitectura amplifica a estrutura e sublima o movimento: o átrio da estação assemelha-se a um gigantesco pássaro prestes a levantar vôo, e os cais da estação são como acenos de honra de homens que saúdam a passagem dos TGV que atravessam a estação a 300 Km/h no espaço de alguns segundos.

in: http://boutique.arte.tv/f367-architecturessatolastgv




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Estúdio 121, no Entroncamento, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município do Entroncamento

PROGRAMA:

21 de Janeiro, 19h00
Estúdio 121, Entroncamento
La Gare Saint Pancras
WILLIAM BARLOW + GEORGE GILBERT SCOTT

(1999, Richard Copans, 25')
Satolas-TGV
SANTIAGO CALATRAVA

(1998, Catherine Adda, 28')

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

PROJECTAR NO ENTRONCAMENTO

Regresso ao Estúdio 121, no Entroncamento, para mais uma sessão da actividade PROJECTAR, no próximo dia 21 de Janeiro pelas 19h00 para a exibição de dois documentários sobre arquitectura, desta vez sobre estações ferroviárias: a Gare St. Pancras, em Londres, de W.H. Barlow e George Gilbert Scott e Satolas TGV, em Lyon, de Santiago Calatrava.



Mais informações em breve.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ARX ARQUIVO - EXPOSIÇÃO ITINERANTE #1


O Presidente da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos, a Directora do Convento de Cristo e ARX Portugal Arquitectos convidam todos os interessados para a inauguração da exposição ARX ARQUIVO - Exposição Itinerante #1, a ter lugar no próximo dia 10 de Dezembro, quinta-feira, pelas 18h00, na Sala das Talhas, no Convento de Cristo, em Tomar. A inauguração integra uma conferência com a presença dos arq.os Nuno Mateus e José Mateus e do curador da exposição, arq. Luís Santiago Baptista, pelas 17h00.


Após ter estado patente ao público em Abrantes, a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos promove, em colaboração com o Convento de Cristo, a itinerância (de parte) da exposição que esteve patente na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Escreveu o curador da mostra: "ARX arquivo é uma exposição centrada na construção de um arquivo. Um arquivo que se constitui, dando-se a ver, mostrando-se. Proporciona, assim, a experiência de habitar este arquivo, com as suas formas surpreendentes de referenciação e classificação do processo arquitectónico. Daí o convocar das figuras arquivísticas do Atlas, Gabinete de Curiosidades e Cinema."

Exposição
ARX ARQUIVO - Exposição Itinerante #1
10 de Dezembro de 2015 a 24 de Janeiro de 2016
Sala das Talhas, Convento de Cristo, Tomar

Parceria:
Convento de Cristo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

HÁ DEZ ANOS - I ENCONTRO DE NÚCLEOS E DELEGAÇÕES DA OASRS

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A 3 de Dezembro de 2005 realizou-se em Abrantes um encontro das estruturas descentralizadas da Ordem dos Arquitectos existentes à data.
Tratou-se do primeiro encontro de Núcleos e Delegações da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul, com objectivos clarificadores das actividades desenvolvidas no âmbito das estruturas descentralizadas da Ordem dos Arquitectos.
Participaram os Núcleos do Médio Tejo e do Litoral Alentejano e as Delegações do Algarve, Castelo Branco, Madeira, Leiria e Alto Alentejo, esta última ainda em formação.
Não puderam estar presentes o Núcleo do Baixo Alentejo e a Delegação dos Açores.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

PROJECTAR #36


A trigésima sexta sessão da actividade PROJECTAR realiza-se no próximo dia 10 de Dezembro, pelas 19h00, no Teatro Miguel Franco, em Leiria, mais uma vez em sessão dupla de documentários de arquitectura, ambos da série Architectures, desta vez sobre salas de espectáculo.

O primeiro, realizado por Stan Neumann em 2001, é dedicado à Ópera de Paris, conhecida como Ópera Garnier, do nome do arquitecto que a projectou, Charles Garnier.
A ópera concebida por Garnier é considerada como uma das jóias arquitectónicas do Século XIX.
Charles Garnier estudou na École des Beaux-Arts de Paris e depois é laureado com o prestigiado Prix de Rome. Embora seja ainda praticamente desconhecido do grande público, ele participa no concurso lançado por Napoleão III para a construção de uma nova ópera. A obra decorre de 1862 a 1875. Nesta obra, que se tornou o símbolo do estilo Segundo Império, Garnier revela um temperamento de tendência barroca. Ele adopta uma decoração eclética, sobrecarregada e faustosa, que disfarça a estrutura interna em ferro. Aí se misturam as artes decorativas e as disciplinas que constituem as belas artes, pintura, escultura, gravura, todas ao serviço da arquitectura. A vontade do criativo: construir uma bolha que isole os espectadores do mundo exterior para os preparar para entrar no universo fantástico da ópera. Garnier sonha com um palácio-espectáculo capaz de rivalizar com as obras que aí serão exibidas, desejando ser o director da ópera e não apenas o seu arquitecto.

in: http://boutique.arte.tv/f515-architecturesloperagarnier


O segundo, realizado por Richard Copans em 2007, debruça-se sobre o edifício da Philharmonie du Luxembourg, projectado pelo arquitecto francês Christian de Portzamparc.
Em 1995, a Cidade do Luxemburgo decide mandar construir uma grande sala de concertos no planalto de Kirchberg, o quarteirão dos bancos e das grandes instituições europeias.
o objectivo da encomenda é de juntar três espaços públicos maiores de representação num mesmo conjunto, uma grande sala filarmónica, uma pequena sala para música de câmara e um espaço ao ar livre. O arquitecto francês Christian de Portzamparc, apoiado admiravelmente pela experiência em acústica de Xu Yaying, faz desta sala o seu grande instrumento musical. De forma elíptica, a Philharmonie com o seu filtro de colunas brancas e as suas falésias coloridas faz descobrir o grande auditório como uma verdadeira jóia na sua concha, um dos mais belos edifícios da arquitectura.

in: http://boutique.arte.tv/f4876-ARCHITECTURES_LA_PHILHARMONIE_DE_LUXEMBOURG


Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Teatro Miguel Franco, em Leiria, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Leiria

PROGRAMA:

10 de Dezembro
Teatro Miguel Franco, Leiria
L'Ópera Garnier
CHARLES GARNIER

(2001, Stan Neumann, 28')
La Philharmonie du Luxembourg
CHRISTIAN DE PORTZAMPARC

(2007, Richard Copans, 25')

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

HÁ DEZ ANOS - MANIFESTO ISTO É ARQUITECTURA!

Iniciativa de sensibilização para a salvaguarda do património arquitectónico, a que o Núcleo chamou «Manifesto Isto é Arquitectura», suportado num texto da autoria do Arquitecto Bernardino Ramalhete, realizou-se em Abrantes no dia 1 de Dezembro de 2005, com inicio às 14h00 com uma visita guiada aos edifícios da Biblioteca António Botto, Grémio da Lavoura (ambos do arquitecto Duarte Castel-Branco), Assembleia de Abrantes (de Raul Lino), Cine-Teatro São Pedro (de Ruy Athouguia) e o Hotel Turismo de Abrantes (de Lacerda Marques), tendo em cada um deles sido colocada uma placa informativa como forma de os valorizar e identificar.

Seguiu-se uma mesa redonda que contou com as intervenções do Arq.º Albano Santos, vereador da Câmara Municipal de Abrantes, do Arq.º Duarte Castel-Branco, do Arq.º Bernardino Ramalhete (na qualidade de autor do texto do Manifesto), e do Arq.º Miguel Judas, em representação da equipa que conduziu os trabalhos do IAP-XX na região de Lisboa e Vale do Tejo. Debateram-se questões sobre os diversos papéis do arquitecto na sociedade e na protecção e valorização do património. Numa inversão da orientação normal destes eventos, a mesa e a assistência foram colocados no palco, funcionando a sala da plateia como cenário de fundo, o que por si também constituiu uma experiência singular neste acontecimento.

A acção contou com a participação de cerca de sessenta pessoas, entre os quais uma turma do 2.º ano do curso de arquitectura do Instituto Superior Técnico. A jornada terminou com a visita ao Hotel Turismo de Abrantes, projectado pelo Arq.º Lacerda Marques, onde decorreu um jantar convívio.

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