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terça-feira, 24 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #163



PÉRGOLA E PISCINA DELGADA 1
BOMBARRAL, DELGADA

Vasco Correia e Patrícia Sousa
com Sebastien Alfaiate, Joana Ramos
Camarim Arquitectos
2016

Os nossos clientes adquiriram uma casa com jardim na Delgada, uma aldeia 75 km a Norte de Lisboa, e pediram-nos para renovar a casa e acrescentar uma pérgula com piscina ao jardim. Sendo uma encomenda de uma renovação interior e de uma obra nova, resolvemos considerá-las como 2 projectos distintos: este projecto diz respeito à obra nova.
A casa, circundada por um grande relvado, conjuga materiais e elementos decorativos de proveniências variadas na busca de uma certa dignidade e solidez. Rejeitamos intuitivamente qualquer ideia de diálogo com esta casa, mas tão-pouco seria conveniente a pérgula ficar muito longe dela. Havia, perto da porta da cozinha, 2 árvores sobre o relvado. Colocamos a pérgula entre as árvores, paralela à casa, alinhada com o alpendre frontal. A piscina, no seguimento da pérgula, precipita-se sobre colinas cultivadas com vinhas, macieiras e pinheiros a Sul, deixando o mundo neo-rústico para trás.
A consideração cuidadosa da geografia, jardim e casa não nos conduziu a um processo de osmose, pelo contrário: pérgula e piscina formam um conjunto maciço, simétrico e repetitivo que poderia ser mais antigo que tudo o resto. A pérgula constrói uma atmosfera particular, simultaneamente doméstica e permeável, robusta e sensível. A piscina, revestida a mármore rosa, recorta inesperadamente o betão e imprime na água um tom turquesa eléctrico.
Procuramos trabalhar apenas com elementos arquitetônicos fundamentais, conjugando-os de um modo que não é clássico ou barroco, antigo ou moderno, mas tudo isso em uníssono. Procuramos que luz, sombras, contexto chegado e afastado, participem, tanto quanto betão e pedra, na construção desta atmosfera. Interessa-nos a capacidade de a arquitetura proporcionar uma percepção viva de cada instante e, simultaneamente, a consciência de uma escala temporal que nos transcende.

site: camarim.pt

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #162



CASA FANU
ANSIÃO, SARZEDELA

Bruno Lucas Dias
com Humberto Lopes, Joana Zuna, Eugénia Gomes
Bruno Dias Arquitectura
2016

Nas proximidades da Vila de Ansião, num terreno com um suave declive e de grandes dimensões, pontuado por carvalhos e oliveiras, surge o projecto. Este perde-se no meio da vegetação preservando sempre a maior quantidade de natureza préexistente.
Esta preservação é o mote para a definição da implantação da obra. A casa organiza-se a partir de um eixo principal, este eixo pretende não só resolver todo o programa funcional, mas também ser o elemento delimitador das zonas sociais e das zonas privadas. A casa desenvolve-se num único piso, ligeiramente elevado do chão. Este é gerado a partir do lugar e das suas características, com alguns pontos de contacto com o terreno existente, aspirando fundir-se nele.
A solução adotada na construção utiliza um pequeno leque de materiais, conferindo-lhe a simplicidade encontrada na Natureza. Duas lajes de betão definem a forma exterior criando uma grande liberdade e, consequentemente, diversidade na criação dos espaços interiores. Estas conferem-lhes uma permeabilidade com o exterior. Os compartimentos deixam de estar limitados aos seus panos de parede, com a abertura de grandes vãos, e passam a ter como limite a Natureza.

site: brunodiasarquitectura.pt

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #161



RECEPÇÃO E ÁREA COMERCIAL DO BOM SUCESSO
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira
2010







site: sizavieira.pt

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #160



CASA ÓBIDOS
ÓBIDOS, PRAIA D'EL REY

Russell Jones e Ricardo Soares Martins
com Robbie Hyde, Emanuel Placido, Claudio Soares
Jones Architects Studio + RSM arquitecto
2016

A casa situa-se na Praia D'El Rey nos arredores da cidade histórica de Óbidos, Portugal. A área é caracterizada por casas modernas em estilo neo-tradicional, fazendas antigas, campos de golf e está rodeada por floresta de coníferas.
Os clientes queriam construir uma casa sustentável, com ar moderno e linhas claras que respondesse ao seu ambiente. Deveria permitir à família interagir uns com os outros e com a paisagem envolvente.
O terreno possui orientação sudeste repleta de árvores com vistas para um famoso campo de golfe e o Oceano Atlântico ao fundo. Tem acesso por uma rua local; o terreno possui uma suave inclinação para o campo de golfe com algumas árvores coníferas antigas dentro da área privada.
O principal acesso de pedestres a partir da rua para a casa é por uma ponte que leva ao piso térreo. Este é o coração da casa, onde estão as áreas sociais. Existe ainda um acesso separado para veículos no pavimento inferior, sob a ponte; este pavimento também abriga as instalações de serviço, garagem e adega. O piso térreo acomoda a sala de estar, cozinha, lavandaria, sala de jantar interna e externa e ala destinada a hóspedes. Para subir ao primeiro pavimento, uma escadaria iluminada naturalmente com pé direito duplo leva aos três quartos, uma instalação sanitária e à suíte principal.
O layout do volume de três pavimentos foi projectado para facilitar ao máximo o desfrute das vistas nas orientações sul e leste. A planta em forma de 'L' do piso térreo envolve uma piscina de borda infinita com as áreas de jantar e lounge de frente para o mar. O grande balanço destes espaços permite a protecção solar e uma transição para um grande terraço acessível de qualquer parte do piso térreo. As grandes áreas envidraçadas podem ser abertas uma vez que as janelas são de correr e ficam ocultas nas paredes, promovendo esta ligação.
Ao redor da casa os jardins actuam como zona de amortecimento conformando uma ligação real e visual com a floresta envolvente. Árvores maduras foram plantadas entre prado e vegetação arbustiva nativa nas orientações oeste e sul. Ao norte e leste, vegetações de pequeno porte e prado fazem a transição para os campos de golfe sem obstruir as vistas. Uma grande área envidraçada na sala de jantar e cozinha permitem que a paisagem faça parte da casa e se relacione com o terraço, permitindo que grandes quantidades de luz natural penetrem no interior da casa.
Parte do conceito de projecto foi revestir os pavimentos inferiores com pedra local, como se fossem escupidos da natureza e para contrastar com o volume branco do primeiro pavimento. Esta estratégia é acentuada com o desenho dos jardins que permite que a vegetação cresça sobre a pedra e envolva o piso térreo. As aberturas aqui foram intencionalmente reduzidas para proporcionar maior privacidade.
A casa foi projectada para maximizar os ganhos solares sem sobreaquecer. Aqui estão presentes o aquecimento solar, bombas de calor de fonte de ar para aquecimento, grandes janelas e painéis deslizantes e venezianas internos. Isso permite conforto ao longo do ano com custos mínimos.
A casa está repleta de luz e também de privacidade, garantindo uma experiência positiva aos seus utentes a curto e longo prazo.

site: jonesarchitectsstudio.co.uk

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domingo, 8 de setembro de 2019

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #158



CASA DE CAMPO LAMEIRINHOS
FUNDÃO, BARROCA

José Adrião
com Ricardo Aboim Inglez, Carla Gonçalves, João Albuquerque Matos, Margarida Lameiro, Tiago Pereira, Hugo Santos SIlva
José Adrião Arquitectos
2015

A estrutura da casa manteve-se igual ao que sempre foi. Mudaram-se as infraestruturas e substituiu-se o telhado para maior conforto térmico. A padaria, que deixou de funcionar há quase cinquenta anos, é hoje uma confortável sala de estar com paredes de xisto, espaço lúdico e de convívio. O forno manteve-se e funciona agora também como lareira.
No primeiro piso, cinco dos seis quartos, passaram a ter casa de banho integrada. Uma das salas, mais sossegada, com janelas luminosas sobre os pátios, é lugar perfeito para leitura.
O pátio de cima, coberto por uma latada de vinha que convida a ficar, liga ao pinhal e às árvores de fruto.
Destaca-se uma enorme figueira que dá sombra todo o ano e figos em julho. Nos dias quentes o tanque é ideal para refrescar.
O pátio inferior, mais íntimo, marcado por uma fonte e por um cipreste, dá acesso à estrada e à aldeia da Barroca, na margem direita do rio Zêzere que nasce ali perto, na Serra da Estrela.
A partir da casa podem-se fazer trilhos pela montanha e ao longo de ribeiras e do rio, pelos caminhos da Grande Rota do Zêzere, a pé ou de bicicleta, assim como ir até às várias piscinas fluviais das aldeias próximas.

site: joseadriao.com

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lameirinhos.com
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sábado, 31 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #157



EDIFÍCIO-SEDE DA PRF
LEIRIA, AZÓIA

Paulo Seco
com Filipe Lourenço
Impare Arquitectura
2018

Projeto de ampliação do edifício-sede da PRF – Gás, Tecnologia e Construção, S.A. que surge da necessidade de expansão das suas áreas administrativa, de armazém e oficinas.
A proposta prevê a restruturação do edifício existente, construído em 2001, que tem essas mesmas funções, distribuídas em três pisos. Para a construção do novo edifício, contíguo ao primeiro, foram prolongadas, por piso, as funções neles existentes: oficinas no piso térreo, armazém no piso intermédio e escritórios no piso superior.
O programa foi complementado com um refeitório no piso térreo, que se relaciona com uma área exterior de esplanada e com uma sala de controle no piso intermédio.
No piso superior, foi criado um terraço que relaciona os espaços dos dois edifícios e permite a sua iluminação natural.
Na ligação entre os dois edifícios – novo e existente – foi criada uma entrada autónoma, através da qual se distribuem os acessos verticais – por escada e elevador – e as ligações de nível entre os dois edifícios.
O novo edifício, apesar da diferença de linguagem arquitetónica, que o autonomiza, tem a mesma volumetria e cércea do edifício existente, procurando assim manter relações de equilíbrio entre os dois volumes.
As soluções de revestimento exterior – chapa metálica e vãos com sistema de fachada ligeira, semioculta em alumínio – ditaram uma expressão mais clara do novo volume e das relações entre cheio e vazio.
Foi criada uma pala de cobertura, para proteção da passagem de máquinas e equipamentos e para cargas e descargas, na ligação entre o novo volume e um armazém contíguo; essa pala tem, de um dos lados, um pórtico metálico com um vão de 28 metros livres.
Os interiores dos escritórios – novos e existentes – foram uniformizados nos seus revestimentos, na iluminação, no desenho e materiais dos vãos, prolongando e dando continuidade aos espaços, que foram concebidos em diferentes circunstâncias.
Salienta-se que a realização deste projeto, feito 15 anos depois do projeto que a Impare Arquitectura desenvolveu para os interiores dos espaços de escritórios do edifício existente, veio a revelar-se muito gratificante, graças ao grande envolvimento e cumplicidade do cliente em todo o processo, sinal da confiança depositada na prestação dos nossos serviços.

site: impare.pt

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terça-feira, 27 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #156



REMODELAÇÃO DE CASA EM FÁTIMA
OURÉM, FÁTIMA

Helena Botelho
com Andreia Veríssimo, João Veríssimo, Tiago André Pinto, Miguel Cavaleiro
Helena Botelho Arquitectura
2017

SÍTIO
A casa construída em meados do século XX e situa-se numa encosta com vista para o Santuário de Fátima. Está organizada em 3 pisos que se distribuem funcionalmente do seguinte modo: no Piso 0, organiza-se a zona social composta pela entrada principal, salas de estar e de refeição, cozinha, escritório e capela, já no Piso -1, a zona mais privada, contém a ala dos quartos, o espaço de recolhimento. O sótão não foi alvo de qualquer intervenção.
Esta casa apresentava vários problemas funcionais e construtivos, fruto de obras que foi sofrendo ao longo dos últimos anos, resultando numa casa sombria, húmida e fria, e que funcionava encerrada sobre si mesma, não tirando partido da sua relação privilegiada com o exterior - as vistas desafogadas sobre o horizonte e também sobre a horta e jardim, num plano mais próximo.
PROJECTO
As ideias principais do projecto foram abrir a casa para o exterior, criando deste modo novas relações com a paisagem urbana envolvente, e regenerar, desde logo, o aspecto exterior original da casa. Com isto conseguiu-se que a luz natural voltasse a redefinir e qualificar os ambientes e simultaneamente, garantiu-se a reorganização funcional de todo o espaço, inserindo novos elementos de forma a adaptá-lo a um modo de vida mais actual.
Esta operação consistiu no desenho cuidado de cada um dos novos espaços: no piso inferior optou-se por uma nova organização, onde os quartos partilhados e por vezes interiores deram lugar a pequenos núcleos individuais, com mais luz, salubridade, privacidade, permitindo ao mesmo tempo recuperar a sua forte relação com o exterior; já no piso 0 alterou-se o espaço de chegada, garantindo uma articulação natural entre o espaço de entrada e as consequentes áreas de distribuição, nomeadamente com a abertura das escadas de acesso ao sótão. Transformou-se totalmente a cozinha, que se quis adaptada a um uso mais contemporâneo. Ainda neste piso transformou-se o espaço de capela, através da introdução de pequenas peças desenhadas, que permitem obter um espaço mais despojado e simples.
No exterior abriu-se o espaço de alpendre, garantindo uma maior relação com o jardim, de onde se alcançam vistas privilegiadas sobre a cidade.
Esta intervenção baseia-se numa lógica de continuidade, respeitando as pré-existências qualificadas, atribuindo-lhe valores contemporâneos, resultando num projecto dialogante entre partes: o passado e o presente.
MATERIALIDADE
Foi feito um grande trabalho de redesenho de mobiliário, integrado nas paredes, que permite configurar uma continuidade entre os diversos espaços, articulando de forma minuciosa, lambris, estantes, aparadores, ou portas, numa lógica de continuidade espaço-luz-matéria, redefinindo e qualificando todos os espaços, desde zonas de estar a meras zonas de passagem e distribuição entre eles.
Recuperou-se uma cor utilizada no mobiliário original - o azul dominante - uma memória que serviu de base para todos os elementos de madeira do piso de entrada. Já no piso inferior, com uma área contida e programa extenso, optou-se por desenhar uma caixa de madeira que pudesse conter os espaços de instalações sanitárias e que em simultâneo pudesse definir, qualificar e caracterizar de modo especial um simples espaço de corredor e de acesso ao jardim.

site: helenabotelho.com

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #155



EDIFÍCIO CONSELHEIRO JOÃO MARTINS, ESCRITÓRIOS OUTSYSTEMS
PROENÇA-A-NOVA, PROENÇA-A-NOVA

Carlos Delgado Pinto
In'Loki
2017

O desafio foi lançado pelo município de Proença-a-Nova. Com um investimento de baixo orçamento criar o novo escritório para a Outsystems em Proença-a-Nova na linha da cultura empresarial da casa.
O objectivo centrou-se no carácter da luz dos espaços, materiais de construção e volume e no uso de uma métrica estrutural para criar uma malha robusta para o conceito proposto de um pátio interior. Os blocos Ytong foram uma solução 2 em 1 oferecendo os níveis de conforto exigidos bem como uma solução de acabamento expressiva para a imagem interior e exterior. As infra-estruturas que suportam o funcionamento da empresa (elécticas, mecânicas e redes de comunicações) foram utilizadas como um elemento expressivo no carácter dos espaços e na organização do programa.
Ao edifício de 3 pisos existente adicionámos um novo volume que contém as áreas sociais que apoiam a vida quotidiana da Outsystems. Os espaços informais são bastante importantes nas dinâmicas de grupo da empresa. Eles são ferramentas no processo criativo.
O pátio é o ponto central do cenário apoiado pela escada em espiral (a forma é inspirada no logótipo da empresa) que liga os espaços de trabalho convencionais com a área social. A planta da ampliação organiza em torno do pátio a cafetaria, o auditório informal e a sala de formação. A entrada foi localizada junto da principal rua, a Avenida do Brasil. O percurso para as áreas de trabalho obriga a atravessar as áreas sociais de modo a motivar o empenho no trabalho em equipa.
A textura do único material das fachadas (bloco Ytong), para as ruas circundantes, foi executada com uma pequena incisão na junta horizontal de cada fiada de blocos de modo a criar uma maior vibração com a incidência solar. O interior procura ligar-se com a imagem corporativa da Outsystems bem como criar um carácter para este escritório. Os materiais, cores e mobiliário foram decididos em coerência com as orientações da marca. As equipas e empregados foram desafiados a dar os seus contributos para o processo espacial. A ideia do escorrega foi uma sugestão interna que a empresa acolheu para o escritório. A Artista Vanessa Teodoro foi convidada para desenvolver um desenho mural baseado nos valores e cultura da Outsystems.

site: inloki.pt

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #154



30 MORADIAS EM BANDA, LOTE 152
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Nuno Graça Moura
com Luísa Rosas, Vicente Brito, Cátia Bernardo, Rita Machado
Nuno Graça Moura, Arq. Lda.
2008

O cliente previa a construção de 30 moradias em banda com 120m2 para férias. Propomos uma banda contínua ao longo do arruamento, libertando a restante área de paisagem. As moradias resultam estreitas e profundas. Têm acesso pelo arruamento e são orientadas Norte (quartos) /Sul (sala e cozinhas). O espaço interior prolonga-se para pátios privativos cobertos com vegetação (videiras), como é frequente na arq. vernacular portuguesa e mediterrânica. Lâminas de betão, dispostas de forma irregular, fecham parcialmente os pátios nas fachadas sul e garantem maior privacidade em relação ao jardim colectivo. A fachada para a rua é um simples muro com reentrâncias, rebocado e pintado. Os materiais escolhidos procuraram uma atmosfera “dura e fresca”. O interior é pintado a branco. Os pavimentos são em mosaico hidráulico artesanal azul. Junto ao lago a que o plano obrigava, à cota superior de um muro de suporte/barragem funciona a piscina comum.

site: nunogracamoura.com

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

domingo, 11 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #152



MOINHO DAS FRAGAS
FIGUEIRÓ DOS VINHOS, FRAGAS DE SÃO SIMÃO

Bruno Lucas Dias
Bruno Dias Arquitectura
2016

"Não há homem sem objetos técnicos, da mesma forma que não há homem sem linguagem." Pierre Lévy

A montante e a poucos quilómetros da nascente da ribeira de Alge surgem duas imponentes fragas, paredões rasgados pela ribeira e pelo tempo!
As fragas de S. Simão são imponentes e de uma beleza impar, fortalecida com as águas cristalinas da ribeira e a sua vegetação singular. Conferem ao local uma mágica sensação de paz e tranquilidade, onde a natureza e o homem são um só. O som da água a correr, dos pássaros, a imponência das fragas dá, a quem desfruta do local, um encontro inesquecível com a natureza.
Quem desce o caminho, aberto outrora à força de braços e com a ajuda de uma mula, inicia uma viagem no tempo… e encontra no sopé das fragas, onde a ribeira se mistura com as margens, um antigo moinho de água desativado e um forno que outrora cozeu pão e broa com o trigo e milho acabado de moer!
Respeitando a linguagem existente nasce este projeto, de alojamento local, que pretende requalificar o edificado e a sua envolvente, de forma a respeitar e manter o mais fiel possível à sua utilização no passado.
A obra tem por princípio o baixo custo, com a reutilização do máximo de elementos existentes do moinho. Desta forma, o projecto centra-se em resolver o interior dando resposta ao programa, com os espaços revestidos na sua totalidade com um só material – pinho, que se desenham em função dos usos, da luz e do bem-estar. A intervenção exterior irá ser: nas caixilharias (substituídas por novas caixilharias de madeira com vidro duplo) e no melhoramento térmico de telhado; no interior usando essencialmente um dos elementos naturais da região, a madeira, pretende-se criar quatro espaços destintos distribuídos pela zona de descanso, de higiene, de alimentação e de lazer. Pretende-se desta forma aumentar o conforto térmico do edifício e tirar partido da sua utilização.
Destina-se a um público-alvo, de condição sócio económica média e média-alta, representado tanto nacionalmente como internacionalmente.
Será um local de refúgio, de encontro com a natureza, com todo o conforto e modernidade que se exige nos dias de hoje.

site: brunodiasarquitectura.pt

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #151



LOFT LUÍS ATAYDE
PENICHE, PENICHE

Ana Margarida Machado e Inês Pipa
Da Fabrica Desenho e Arquitectura
2017

No centro da cidade de Peniche, numa zona urbana consolidada este edifício de habitação é constituído por dois pisos e logradouro, mantendo-se o uso. O edifício é de traça tradicional, implantado num lote com uma frente muito curta (cerca de 6, 7m) e grande profundidade (cerca de 17,80m). Por este motivo, a nível programático cria-se um poço de luz – o pátio. Este pátio será o ponto fulcral do projecto, o eixo a partir do qual todos os espaços se organizam separando a zona íntima da casa, os quartos, da zona social. Este pátio, constitui-se como um pórtico e é dividido no sentido longitudinal por um paramento com caixilho metálico e vidro duplo, nos dois pisos. No piso 0, quando aberto o painel, a pátio ficará da dimensão total, entre a parede de escritório/quarto e parede limite do edifício, paralela a esta.
A nível programático adaptou-se a área pré-existente a uma habitação moderna dotando-a das condições de conforto, salubridade e iluminação exigidas.

site: dafabricarquitectura.com

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sábado, 3 de agosto de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #150



CASA CR
CALDAS DA RAINHA, CALDAS DA RAINHA

Gonçalo Duarte Pacheco
com Luis Câmara Pestana
Gonçalo Duarte Pacheco
2017

O projecto propõe a renovação de uma habitação construída no ano de 1937. Localizada no interior do perímetro urbano de Caldas da Rainha, a sua origem surge associada à gênese de todo o aglomerado urbano que surgiu no inicio do século XX a poente da linha de caminho de ferro que atravessa a cidade.
A habitação surge como um palimpsesto, onde durante quase um século se definiram várias intervenções, identificáveis e que levaram nos últimos anos a um avançado estado de degradação.
O pátio interior foi sendo ocupado ao longo dos anos, tendo tido vários usos que serviram algumas necessidades pontuais.
O projecto redefine o pátio como lugar central da casa, definindo um jardim, uma vez que, através dos muros altos que o ladeiam e o definem, oferece à habitação um espaço exterior intimo, com uma relação muito próxima com o interior da mesma. Esta sensação de proximidade faz com que a sala se projecte directamente para o pátio, criando uma noção de espacialidade maior. No interior, na parte mais escura da habitação, definiu-se um núcleo central infra-estrutural, libertando o resto do programa para as diferentes partes tanto no piso 0 como no piso 1.

site: goncaloduartepacheco.pt

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terça-feira, 30 de julho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #149



CASA CELEIRO EM MONTE REAL
LEIRIA, MONTE REAL

Inês Brandão
Inês Brandão Arquitectura
2014

Trata-se de uma reforma de um edifício de 50 anos - metade casa, metade celeiro. O objetivo do projecto foi manter as memórias existentes de um espaço que, antigamente, fora palco de uma série de experiências variadas - histórias rurais misturadas às histórias de jovens de um tempo controverso.
Na presença de um local tão especial, como o celeiro, optou-se por projetar e elegê-lo como protagonista da nova casa de uma jovem família em crescimento.
Um único novo elemento foi inserido neste espaço, quase como uma peça de mobiliário, uma ideia que foi destacada, também, pelo próprio material - OSB pintado. Com um orçamento limitado (outro objetivo), foi essencial criar um elemento compacto que unisse todas as novas funções - cozinha, instalações sanitárias, armazenamento e escadas.
Esta "mobília" é fundamental na compartimentação da área social no piso térreo, dividindo os espaços de entrada, sala de estar, sala de jantar e cozinha. No pavimento superior, que outrora serviu para atividades como a secagem de grãos, sobre a área social, encontram-se os programas mais íntimos e uma área de trabalho.
A materialização deste elemento deveria ser feita a partir de algo que, ao mesmo tempo, teria condições naturais de desempenhar um papel estrutural, e que ajudasse a facilmente comunicar a ideia de mobiliário.
A opção pelo OSB, um material ecológico e económico, foi fácil devido às suas características estruturais naturais e sua plasticidade. Sabia-se que com esse material seria possível construir todos os elementos para este modelo - paredes, portas, cozinha, armários, escadas e, inclusive, o pavimento superior. Foi utilizado o tipo 3 de OSB, que suporta altos níveis de humidade - um detalhe importante quando se constrói com esse material em áreas húmidas.
Foi um objectivo importante do projecto criar um contraste visual entre o piso, as paredes brancas e o telhado, mas além disso também foi importante assumir a textura da madeira. A cor preta nas pranchas de OSB foram de grande ajuda nesse ponto.

site: inesbrandao.com

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #148



REMODELAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA DE ALGUBER
CADAVAL, ALGUBER

Rui Dias
com Inês Sousa, Federica Marrone
NOZ Arquitectura
2015

A Escola de Alguber localiza-se numa pequena localidade do Cadaval, a uma hora a norte de Lisboa. O projecto consistiu na remodelação e ampliação de uma escola existente.
O edifício existente era composto por duas salas de aula e um bloco de instalações sanitárias. A nova construção disponibiliza mais duas salas de aula, biblioteca, cantina, sala de professores e a ampliação e modernização das instalações sanitárias e um novo recreio coberto. Os arranjos exteriores originais eram virtualmente inexistentes. A remodelação realizada por NOZ proporcionou novos brinquedos ao ar livre e oportunidades para diferentes brincadeiras às crianças.
A ampliação seguiu uma métrica muito rigorosa, com a ampliação lateral separada do edifício existente por um revestimento amarelo-verde claro suave, relacionado com a cor da pele da Pêra Rocha, pela qual o Cadaval é conhecido.

site: noz.com.pt

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #147



MIRADOURO DE SÃO GENS
CASTELO BRANCO, CASTELO BRANCO

Teresa Barão, Luís Ribeiro e Catarina Viana
Topiaris
2007







site: topiaris.com

ver mais sobre o projecto:
joaomorgado.com

domingo, 23 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #146



PRESBITÉRIO DO RECINTO DE ORAÇÃO DE FÁTIMA
OURÉM, FÁTIMA

Paula Santos
com Vasco Novais, Renata Pinho, Carmen Estima, Rúben Domingues, Augusta Lopes, Yiannis Romanos, Nelson Bertini, Eugénio Maia, Magda Macedo, Fernando Ferreira, Daniel Moreira, Victor Abrantes, Pedro Pinho, Marco Miranda, Filipe Andrade Santos, Tiago Laires, Diogo Mateus, Flávio Tirone, Jorge Neves, Nuno Correia, Carla Gomes, Álvaro Negrello e Nuno Silva
Paula Santos, Arquitectura
2016

O Centenário das Aparições de Fátima e a visita do Papa Francisco a 13 de Maio de 2017, justificaram o projecto e a construção do novo Presbitério do Recinto de Oração de Fátima, obra permanente, para a realização de cerimónias ao ar livre.
A construção do Presbitério exterior, inclui no piso inferior uma Sacristia, uma Capela da Sagrada Reserva e áreas de apoio para os sacerdotes.
O projecto permitiu também condições de mobilidade para deficientes à antiga Basílica, o tratamento das colunatas existentes e o redesenho da escadaria de acesso a todas as estruturas religiosas.
Uma cobertura em fibra de vidro, revestida nas duas faces, foi estudada pela equipa com o INEGI. A cobertura tem 600 m2 de área suspensa apoiada num bloco de betão branco dentro da qual se encontram todas as áreas técnicas e os acessos verticais.
A arquitectura do edifício integrou as intervenções de Filip Moroder para a imagem de Cristo, de João Mendes Ribeiro para os lugares litúrgicos e de Fernanda Fragateiro para a escultura Matéria Espiritual.
Trata-se de uma intervenção arquitectónica de grande importância cenográfica num espaço sagrado que procuramos que resultasse sublime e em harmonia na grande praça de oração.

site: paulasantos-arquitectura.com

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #145



REQUALIFICAÇÃO DA ENVOLVENTE DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
ALCOBAÇA, ALCOBAÇA

Gonçalo Sousa Byrne e João Pedro Falcão de Campos
com Alonso Frölich, Hélder Coelho, Luís Ucha, Nuno Micael, Patrícia Novo, Raquel Capelo, José Ricardo Vaz e Rui Vinagre
Gonçalo Byrne Arquitectos + Falcão de Campos Arquitecto
1998-2009

O projecto de requalificação do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e área envolvente compreende três importantes fases: a recuperação da Ala Sul do Mosteiro para galeria de exposições temporárias, a requalificação do Rossio e ruas adjacentes, e, por fim, a reabilitação dos equipamentos e espaço público junto à confluência dos rios Alcôa e Baça. As diferentes intervenções, ainda que separadas temporal e espacialmente, permitem tornar visível, novamente, a presença dos rios e, dessa forma, celebrar a água, que determinara, na sua génese, a implantação e a configuração do Mosteiro.
As várias intervenções delimitam o seu campo operacional nos espaços onde se localizam, revelando-os através de novas perspectivas e dimensões, que nos conduzem ao resgate dos seus usos e memórias, num conjunto global só então apreendido perante a consolidação de estruturas e elementos, que o tempo foi fragilizando, num processo de reacondicionamento em direcção a novas leituras e usos, introduzindo, como sempre aconteceu, marcas de contemporaneidade, num processo contínuo de evolução do conjunto monumental.
A intervenção no Rossio e zona envolvente procura reestabelecer a relação de complementaridade entre a cidade (em especial, o centro histórico) e o Mosteiro, retirando, na zona envolvente deste monumento, o trânsito de atravessamento e o estacionamento automóvel à superfície. Rebaixa-se a Rua D. Pedro V, indo ao encontro das cotas primitivas, libertando o cunhal e os vãos do Mosteiro, que estavam soterrados. O saibro contorna o Mosteiro e evoca o antigo terreiro, espaço espontâneo não planeado, de intercâmbio entre o laico e o religioso, entre cidade e Mosteiro.
Na Praça D. Afonso Henriques, recoloca-se à cota original o chafariz, valorizando e enfatizando a sua presença com um lajedo em pedra lioz. A água proveniente do chafariz corre por duas caleiras, à sombra dos plátanos, assinalando os arcos de passagem para a Praça da República e uma pequena fonte aí existente.

site: goncalobyrnearquitectos.com e falcaodecampos.pt

ver mais sobre o projecto:
ducciomalagamba.com
guiasdearquitectura.com
solancis.com
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sábado, 15 de junho de 2019

ARQUITECTURA AO CENTRO #144



8 MORADIAS INDIVIDUAIS, LOTES 80 A 87
ÓBIDOS, BOM SUCESSO

Nuno Graça Moura
com Luísa Rosas, Vicente Brito, Cátia Bernardo, Rita Machado, Carlos Castro, Pedro Gonçalves
Nuno Graça Moura, Arq. Lda.
2013

Numa encosta voltada a Norte, projectam-se diversas habitações. O conjunto é o essencial. As casas deverão ser simples e anónimas. Dispõem-se perpendiculares às vias de acesso, que seguem as curvas de nível. São massas cravadas na encosta, abertas para o espaço de paisagem a Poente, com vista para o golfe e mar. Pátios interiores completam a necessidade de luz e intimidade em diversos espaços. Todas as construções serão caiadas à cor verde água e as coberturas terão revestimento vegetal, conforme definido no plano.

site: nunogracamoura.com

ver mais sobre o projecto:
bomsucesso.com.pt
facebook.com/pg/Nuno-Graça-Moura-Arquitecto-Lda
leonardofinotti.com